Bonequinha de Gelo

8 Vadia! Canalha! Gay! Eu mereço? - Pov Elena


Notas iniciais
Oie gente... Sabemos que demoramos. Algumas coisas complicaram, tínhamos já uma parte do capitulo pronto, mas uma de nós teve um problema e as coisas desandaram! Mas prometemos que as publicações saíram mais rápido, então não nos abandonem! Espero que gostem, capitulo com narração da Elena, por isso está grande!

Eu realmente fiquei chateada com Damon, as coisas que ele me falou me deixaram completamente sem chão. Ele nunca me veria como uma mulher, eu sempre seria a criança — até que isso não me incomodava tanto — mas ele me via ainda mais como a filha de seu chefe. A maldita bonequinha de gelo como todos me chamavam naquele escritório.

Eu passei a noite toda chorando inconsolada, até que Caroline chegou sem mais nem menos e me deu colo. Eu não sabia o que ela estava fazendo aqui, mas dei graças a Deus que ela apareceu. Era o que eu estava precisando, e eu nem precisei falar nada para ela que ficou acariciando meus cabelos.

Meu celular tocou e quando vi o nome do Damon no visor eu quis atender, talvez ele tenha mudado de ideia, talvez esteja me ligando para pedir perdão.

– Não! — Caroline tomou o celular da minha mão e rejeitou a ligação. — Você não vai falar com ele! Não hoje.

– Mas Car... — Choraminguei.

– Olha o estado que você está! Está chorando aqui a um tempão por conta dele, e eu nem preciso saber o que houve, só esquece o Damon por hoje — Diz enquanto desliga meu celular.

– Alias o que está fazendo aqui? — Pergunto secando minhas lagrimas.

– Eu estava com Enzo quando Damon ligou, na mesma hora que recebi uma mensagem da Maria me falando que você estava à horas chorando trancada no quarto, liguei uma coisa a outra e vim pra cá o mais rápido possível — Disse e eu abri um sorriso tímido.

– Obrigada, estou me sentindo melhor com você aqui — Digo e ela me abraça.

– Quer me contar o que houve entre vocês dessa vez? — Perguntou acariciando os meus cabelos.

Contei tudo para ela e minha amiga ficou do meu lado, disse pra eu dar um tempo, que logo as coisas se ajeitariam para nós. E se ele ligou a essa hora, é porque estava arrependido e queria conversar, mas deixou claro que só faria isso amanhã, porque agora íamos ver filme, comer guloseimas e ir dormir. E foi isso que fizemos. Para não correr risco deu ligar meu celular pra falar com Damon ela o escondeu.

Fomos dormir ao amanhecer, o que resultou deu acordar quase ao meio dia. Car havia deixado meu celular no criado mudo, e a primeira coisa que eu fiz foi liga-lo. Um sorriso surgiu no meu rosto ao notar que havia caixa postal. Liguei imediatamente, meu coração estava acelerado e eu mega ansiosa para escutar a voz do Damon.

– Você tem três mensagem, para escuta-las aperte um — Escuto aquela voz chata da secretária eletrônica.

Apertei o um.

Hey pequena... Aqui é o Damon... – Escuto a voz dele meio embolada e rápida, sorrio. – Eu preciso me desculpar... Sobre... – Escuto ele respirando fundo. – Nós... Eu... Você... Eu sei... Seu pai... Ele – Fecho meus olhos. – É complicado pra mim, pequena...

A mensagem foi confusa, mas eu sorri dela. A escutei mais umas três vezes, por algum motivo pensei ter percebido que ele estava bêbado. O que me deixou um pouco confusa, pensando se ele sóbrio teria me deixado essa mensagem, então parto para outra, para ter a certeza.

–Você não entende, eu quero muito que dê certo entre nós. Mas não posso aceitar que você namore o Stefan. Tente entender... Por favor... Vamos conversar... Perdoe as coisas que eu disse, eu estava nervoso, você também...

Aquela mensagem havia me feito chorar, e como a outra eu a escutei varias vezes para ter certeza de tudo que ele estava falando. Não queria sofrer depois, queria ter a certeza de tudo que o que eu escutava estava mesmo saindo da boca do Damon. Porque as malditas secretárias eletrônicas tem que ter um tamanho pequeno de gravação. Coloquei a próxima mensagem.

– Não diga que nós fomos um erro. Não foi! Esses anos ao seu lado foram incríveis, eu posso até tido minhas crises, mas... – O que ele ia dizer? Porque hesitou? – Por favor, vamos conversar... Podemos resolver essas coisas...

Eu sorria feito boba, não precisei mais ouvir aquelas mensagem. Deixei meu celular em cima da cama e fui direto para meu banheiro, tomar um banho. Eu precisava ver o Damon, precisava conversar com ele. Me arrumei em tempo recorde, e logo sai de casa.

Cada minuto que passava me deixava mais ansiosa. Apertei diversas vezes os botões do elevador, o esperando. Batia meus pés com a impaciência que eu estava. Quando finalmente as portas se abriram, foi mais uma demorar até chegar ao andar que Damon trabalhava. Saí praticamente correndo do elevador em direção a sua sala, mas infelizmente ele não estava lá. Suspirei e aguardei, talvez ele tivesse ido ao banheiro.

– Elena? — Escutei a voz do Enzo e sorri.

– Oi Enzo, sabe onde o Damon está? — Perguntei logo de cara, não queria perder tempo.

– Ele saiu para almoçar tem uns dez minutos — Quando escutei aquilo me levantei de imediato.

– Sabe em qual restaurante? — Perguntei indo em sua direção, ele estava parado na porta me encarando.

– No daqui da esquina, ele sempre almoça lá, porque é mais perto — Ele disse.

Lhe dei um beijo na bochecha em agradecimento e sai de lá.

– Elena espere! Ele... — Escutei Enzo dizer, mas o ignorei.

Eu não tinha tempo a perder, fui em direção aos elevadores, minha sorte é que ele não demorou. Andei mais que depressa até o restaurante, parei em frente a ele e respirei fundo tomando coragem para o que eu tinha que fazer. Entrei e logo o procurei em meio as pessoas que estavam sentadas almoçando.

Assim que avistei Damon não me contive e fui andando em sua direção, meu coração se encheu ao ver aquele pedacinho de céu que eram seus olhos, sorri largamente e parecia que a cada passo que dava mais distante ele estava droga de ansiedade, depois daquela mensagem tudo mudou, e eu não via a hora de falar com ele e nos resolvermos e quem sabe, isso mesmo, quem sabe não cair na cama e passarmos uma tarde juntinhos, e ter uma típica reconciliação.

Cada passo que eu dava mais eu me animava e tinha vontade de gritar que o desculpava e que queria esquecer tudo o que aconteceu, assim que alcanço seu campo de visão ele se surpreende ao me ver e eu paro com medo de que aquela seja uma reação negativa e o que ele me disse naquela mensagem não tenha passado de um momento errôneo de sua mente sobre o que aconteceu, o sorriso que eu trazia comigo foi sumindo com o modo com que ele me olhava, estava apavorada e minha vontade já era correr dali e me esconder “Como? Elena Gilbert você é uma mulher decidida e forte, não vai desistir assim não é, continue firme e forte, não é aqui na cara do gol que vai errar o pênalti!” meu subconsciente grita comigo e quando levanto a cabeça de novo ele já esbanja um lindíssimo sorriso em seu rosto e novamente não contenho-me e quase corro em sua direção com um sorriso idêntico ao Coringa, que quase partia minha face em duas, já estava a meros centímetros da mesa.

– Hey Damon... – minha voz morre com o que acontece diante de minhas vistas.

Eu sabia, eu sabia que aquela piranha oriental do Paraguai o queria, sabia que não existia somente amizade com aquela desgraçada, meu sangue ferve, ao vê-la beijando-o, mesmo que ele não tenha a deixado aprofundar aquele beijo, eu estava morta de raiva com aquilo, quando ela vira-se faz de conta que era a primeira vez que me via, mas na verdade assim que havia se aproximado ela já tinha me visto.

– Olá Elena querida, como vai nossa querida bonequinha de gelo? – ela dissimula descaradamente.

– Oi Elena. – Damon me cumprimenta sem jeito.

Fico calada por uns momentos sem ter uma reação, meu cérebro voava entre ataca-la e bater aquela cara amassada dela na parede, em esbofetear Damon por aquilo, ir até eles e permanecer firme e mostrando-me a Elena forte que sou ou ir embora dali e procurar Carol e chorar com raiva e magoas daquilo.

– E então querida junte-se a nós. – ela vem até mim puxando-me pela mão.

– Oh não, não quero atrapalhar o momento de vocês. – digo escolhendo a ultima opção e correr até minha amiga e chorar tudo e depois me reerguer.

– Ah não faça essa desfeita meu bem eu quero muito que compartilhe esse momento conosco, tanto Damon quanto eu queremos sua companhia. – a voz dela me enojava e quer saber foda-se ela está me desafiando e se quer tanto isso, assim terá.

– Oh quer saber não há mal algum amor em ficar e aproveitar com vocês, já conclui que podemos ser grandessíssimas amigas. – ironizo e solto meu pulso de sua mão.

Já que ela queria me provocar vou devolver na mesma moeda, vou até Damon e lhe beijo o canto dos lábios e sorrio pra ele.

– Olá Damon como vai? – sussurro em seu ouvido e ele estremece.

– Estou bem... – antes dele dizer alguma coisa a lagarta oriental nos atrapalha.

– Vamos nos sentar, não vamos deixar essa mesa linda aqui para continuarmos em pé. – voz irritante dos infernos, na verdade nem dos infernos não é, pobre demônio deve estar me amaldiçoando por essa afirmação.

– Oh claro vamos nos sentar. – sento do outro lado de Damon em frente a candanga.

Assim que estamos cada qual acomodados em seus lugares um silencio absurdamente constrangedor e tenso paira sob nós e os únicos sons são o dos outros clientes a nossa volta, Damon fitava a mesa sem saber como agir e Katherine mantinha aquele olhar desafiador para mim e eu não deixava barato sustentando o mesmo ainda mais forte.

– E então o que vão pedir? – Damon quebra o gelo e olha alternado para ambas.

– Um eu acho que o que eu quero não tem aqui. – digo bufando em falsa irritação.

– E o que seria Elena? – o “inocente” cai na minha isca.

–Bom eu gostaria de carne de calanga falsa do oriente em tirinhas com pedacinhos pequenos cortados em cubículos e testículos de um porco americano falso e traidor. – dou ênfase a frase e ele que bebia um pouco de agua quase engasga ao ouvir e Katherine arregala aqueles olhos rasgados dela.

– Elena que ideia é essa? – ele me questiona aterrorizado.

– Apenas a minha vontade meu adorável Damon. – sorrio inocentemente.

– Bom querida sinto ser estraga prazeres, mas não há calangos no oriente, apenas na América do Sul, ou ainda não teve essa aula? – ah cretina você não sabe com quem tá se metendo.

– Oh meu anjo eu já tive todas as aulas e mais ainda sei que existem esses calangos, são uma espécie raríssima, mas especificamente só existe uma. – só nesse momento aquele tapada vê que me referia a ela.

– Ah saiba que esse tipo de “lagarto” é delicioso. – ela diz e faz aspas com as mãos na palavra lagarto, imbecil.

– Oh acho que a carne deve ser meio dura e de gosto péssimo, mas como tudo na vida ainda existem idiotas que gostam de qualquer porcaria. – falo já gargalhando no final e Damon me fita escandalizado.

– Oh sua... – ela ia me xingar, mas Damon a corta.

– Vou já sei o que vou pedir, minhas adoráveis damas já escolheram também? – ele segura a mão de cada uma de nós e sorri tentando apaziguar tudo.

– Oh sim vou escolher uma massa e salada. – Katherine diz e deita-se no ombro dele.

– Eu ainda não sei amor, mas o que você me sugere? – sorrio e cruzo minha perna esfrego na dele e me olha estranho e sorri de lado.

– Bom se confiar em mim farei o mesmo pedido que o meu para você pode ser?

– Olha ao mesmo tempo em que confio no seu bom gosto, desconfio também, mas vou acreditar que esse será um dos seus bons gostos.

– Certo. – ele acena ao garçom que vem até nossa mesa.

Katherine pede o que desejava e Damon o chama mais próximo e fala baixo o que iria pedir para nós ainda segurando minha mão, mas não a dela e isso me faz sorrir largamente para ela em vitória.

– Sabe Blue eu estou me recordando de coisas da nossa infância. – ela tenta começar a apelar.

– O que lembrou Kath? – ele pergunta assim que o garçom se afasta.

–De quando estávamos brincando de casinha você estava com seu boneco do Max e eu com minha Barbie e em certo momento nós casamos eles e também dissemos que nos casaríamos, lembra-te disso? – ela sorri e ele deixa seu olhar vago.

–Oh Kath eu realmente não recordo-me disso. – ele afirma e sua cara vai ao chão e eu não aguento e tenho que rir.

– Mas Blue como não se lembra?

– Ah Kath desculpe-me, mas não lembro realmente não lembro. – ele tenta apaziguar o olhar feroz dela sobre mim enquanto eu morria de rir.

– Já que vamos brincar de lembra-te do que aconteceu, vejamos Damon se você vai se lembrar do que vou lhe dizer... – dou uma breve pausa e ele suspira e olha pra cima. – Lembra-te do meu aniversário de 16 anos em que você me deu aquele colar com dois corações unidos cravejados em lápis lazuli e rubis e disse que era como nós dois, e ainda permaneceu dançando e me acompanhando por toda a noite como meu presente? – eu disse e ele sorri com os olhos brilhantes.

– Oh claro que me lembro disso Elena, assim que coloquei meus olhos naquela joia sabia que era nossa referencia, e não só isso representa seus dois lados...

– A Elena fria e calculista, e a Elena meiga e animada que eu adoro. – falamos junto o que ele disse-me naquela noite.

– Eu amei aquilo, vê como se lembra do nosso momento. – digo plena de felicidade e a outra revira os olhos.

– Claro que ele se lembraria de algo que foi ontem, não é você acabou de fazer quantos anos mesmo? Foram 16 não? – ela tenta me abalar, mas é falha.

– Não querida tenho muito mais que 16 anos e mesmo que fosse é com a criancinha aqui que o Damon ama passar seus minutos e segundos na cama. – quando falo isso o queixo dele cai.

– Oh, mas porque ontem não foi com você que ele esteve na cama? – ela diz e aquilo me deixa curiosa, posso muito bem ter pensado errado, mas meus instintos apontam a algo que não quero.

– Deus dá para vocês pararem com essa guerra, já estou ficando irritado com isso. – ele diz arrastando a cadeira pra trás e se retirando.

Aquilo nos assustou e nós duas ficamos estáticas diante da reação dura dele, fitávamos todos os lados do restaurante e quando nossos olhares se cruzavam nada além de ódio se transmitia, eu queria matar essa vaca clandestina.

– Sabe bonequinha de gelo, eu tenho que assumir algo, esse seu jeitinho histérico de menininha mimada faz o Damon se sentir atraído, porém a mulher que o leva a loucura e que sabe dos seus desejos mais íntimos aqui sou eu, eu posso lhe dar a felicidade não você, você só pode lhe dar a ruina, a desgraça, fazendo com que tudo que ele construiu se desmanche assim que seu papaizinho souber que você abriu suas malditas pernas pra ele, mas é claro que o inocente homem verá que sua princesinha inocente apenas foi abusada pelo lobo mau do seu funcionário. – como aquela ordinária tem coragem de dizer-me isso?

– Olha aqui sua vadia louca lave essa boca dissimulada para dizer isso, você não faz ideia do que diz, e pense comigo se fosse assim tão boa para o Damon, porque ele não estaria com você? Hum? Porque é comigo que ele passa horas? Porque quem foi sua amiga, companheira, amante, porto seguro nos últimos anos fui eu, os momentos ruins fui eu quem estava com ele, nos momentos bons, ops também era eu, e olhe que legal o que vou lhe dizer, mesmo eu sendo uma pessoa muitas vezes inconsequente foi comigo que ele se identificou de ficar. – desabo tudo o que queria dizer pra ela.

–Sua tola infantil, não sabe nem da metade da história. – ela diz cheia de gracinha pro meu lado e não aguento.

Pego a taça com agua a minha frente e atiro mela que fica sem reação me olhando com uma fúria morta, oh que medo de você queridinha, estou tremendo de medo de você querer me atrapalhar.

– Olha aqui sua pirralha sem noção você vai me pagar. – ela levanta com a mão erguida para me bater, mas no momento em que senti sua mão próxima ao meu rosto alguém a detém, ou melhor, o Damon a detém.

– Não ouse fazer isso Katherine Pierce, se encostar um dedo nela eu juro que nunca mais te perdoo. – ela olha pra ele incrédula e eu me faço como sempre de inocente.

– Mas Damon ela começou, olhe só, ela me molhou. – ela faz um puta drama e eu olho pra ele como se não soubesse disso.

– Elena você fez isso? – ele me olha furioso.

– Eu juro Damon, eu juro que não fiz nada a não ser responder a altura os insultos dela, ela que fez isso para você brigar comigo e ainda queria me bater. – digo com uma voz doce e baixa.

– Porque raios Elena eu não acredito em toda essa sua inocência? – ele me olha profundamente e eu faço olhos de gatos de botas.

– Não acredita em mim Damon? Obrigada à consideração, acho melhor eu partir. – faço-me de sofredora e ele respira fundo.

– Agora fiquem as duas caladas e onde estão, vamos ter um bom almoço amigável e sem toda essa lavação de roupa suja de vocês, estou farto dessa sua falsa inocência Elena e de seu drama mexicano Katherine, ou vocês ficam de boa, ou eu largo as duas aqui e vou embora, estou de saco cheio disso tudo. – ele senta-se e passa a mão nos cabelos.

Eu olho pra baixo e ela senta-se de braços cruzados e emburrada, ah ele pode ter me repreendido, mas nada comparado com ela e eu amei isso, estava gargalhando por dentro e um sorriso muito glorioso começa a brotar em meu rosto.

– Elena porque está sorrindo?

– Oras Damon, será que até com meu sorriso vai implicar, já disse não fiz nada. – ele balança a cabeça e sorri também.

– Você é danada Elena, pelo amor de Deus você é muito danada. – ele diz gargalhando e eu o acompanho, enquanto ela estava de cara fechada.

– Agora vai me ignorar Blue? – ela diz com bico.

– Oh Kath querida não, só quero um almoço tranquilo, por favor, será que dá para isso acontecer? – assentimos juntas e nesse momento o garçom traz nossos pedidos.

Passamos a comer silenciosamente e novamente o silencio ficou rondando pesadamente sobre nós onde único som daquela mesa era os talheres chocando-se nos pratos, realmente o pedido de Damon estava ótimo, mas aquele almoço estava longe de ser o que eu imaginei, toda minha expectativa que eu tinha de que nós fossemos fazer as pazes aqui e depois teríamos um momento “romântico” se esvaiu com aquela praga maldita ali, mulherzinha escrota.

Damon é o primeiro a terminar e ele fica ali olhando para nós pensativo, daria qualquer coisa para saber o que se passava nessa cabecinha dele, ele estava mais perdido em seus pensamentos que mal notou quando nós terminamos e ficamos olhando para ele. Passados alguns minutos ele sai de seu transe e nos olha estranhando aquilo.

– Porque me olham tanto?

– Damon tem certeza que está aqui na terra mesmo? Esse é você? Não um alien? – faço piada e até aquela songa ri.

– É Blue está tudo bem com você? Não lavaram seu cérebro em uma maquina não? – ela diz e eu rio também.

– Ha ha ha ha, agora se unirão para me zoar? – ele diz em falsa irritação e acabamos os três rindo.

Depois disso nos silenciamos de novo e aquilo estava deixando-me agoniada e resolvo ir ao toalete, peço licença e sigo para os fundos, olho-me no espelho e estava frustrada, meus planos falharam-se e não sabia ao certo quando conseguiria ir até ele para vermos isso, mas eu ainda estava encucada, algo com que a calanga disse “Oh, mas porque ontem não foi com você que ele esteve na cama?” o que será que isso significava, ele não faria isso, nunca, eu acho, teria que colocar um pouco de fé no que ele disse sobre nunca ter nada com ela, pois amava-a como irmã, mas puta que pariu, que irmã comeria o irmão com os olhos como Katherine faz? Eu realmente queria acreditar que ele não faria isso, mas algo no fundo do meu inconsciente berrava que ele realmente havia transado com ela.

Estava tão perdida em meus pensamentos que mal notei quando ela parou ao meu lado olhando para mim pelo espelho, ela pega meu batom vermelho que segurava e desliza sobre seus lábios pintando-os com a cor.

– Sabe queridinha eu acho que eu sei o que está pensando e sabe qual é sua resposta, SIM! – ela sorri maliciosamente.

– E o que estou pensando minha querida?

– Se o Damon dormiu comigo, e sua resposta é sim, ontem tivemos uma noite incrível, e ele me pediu para lavar sua alma e coração de seu toque e falsas promessas, ele gemia o meu nome enlouquecido e me amava como nunca amou nem amará ninguém e você sabe o porque, e é porque eu sou a mulher perfeita pra ele, e tanto que olhe só adivinhe porque estávamos almoçando aqui juntinhos? – não respondo e ela prossegue. – Pois ele me pediu em namoro e eu aceitei, agora o Damon é carta fora do baralho, ele não está mais disponível, ele é MEU namorado, e esqueça-o. – ela diz gloriosa disso.

– Você está mentindo, tentando envenenar minha cabeça, mas sei que ele não faria isso, ele te vê como irmã.

– Há querida se você é tão cega assim tenho que lhe dizer algo, se você acredita que somos como irmãos, então tivemos uma deliciosa noite incestuosa baby.

– Sua piranha ordinária. – dou-lhe um tapa forte que fica a marca vermelha de meus dedos em sua pele.

– Sua magrela sem noção. – ela puxa meus cabelos como uma menininha de escola brigando e pego seu braço virando-o.

–Nosso estou muito ofendida, sua vagabunda sem noção, não cruze mais meu caminho ou se arrependerá amargamente. – digo e lhe dou outro tapa forte e um empurrão e ela cai no chão.

Ela me xinga e quando ia levantar-se a impeço colocando-a sentada ali novamente com meu pé.

– Quer saber de uma coisa sua vaca louca, coma o Damon com farinha, foda-se vocês, mas nunca se esqueça de que foi a criança aqui que lhe deu boas bofetadas e quando se por um acaso voltarmos a nos esbarrar você vai olhar o chão querendo minha piedade. – me abaixo um pouco e levanto seu rosto e como estava querendo há tempos não resisto e lhe dou outro tapa. – Agora sim meu bem adeus e faça proveito do que eu lhe deixei de sobras, pois cada beijo que você dá nele é como se me beija-se já que eu já fiz muito disso. – sou irônica e maléfica.

Levanto-me guardo minhas coisas na bolsa e saio ainda soprando-lhe um beijo e ela me olha com ódio, sorrio e faço um coração com as mãos e saio enfim do banheiro, meu sorriso se apaga assim que saio dali e vou seguindo para mesa que aquele cretino estava, como ele pode ser tão desgraçado em fazer isso comigo, primeiro me liga e deixa aquela mensagem pra depois transar com aquela puta, urgh que ódio disso.

Assim que alcanço a mesa ele levanta e sorri pra mim e eu não me seguro e lhe dou um tapa forte e ele me olha sem entender.

– Está louca Elena? – ele pergunta espantado com o que fiz.

Maldito dissimulado, ele com certeza está brincando comigo, dando o troco pelo que lhe pedi, mas assim como ele não aceitou eu muito menos, me aproximo dele olhando em seus olhos e sorrio maliciosa, com a mão esquerda seguro seu ombro e com a direita desço por sua barriga até alcançar seu membro, que por ele trajar uma calça social me deu mais facilidade em descer o zíper discretamente e apertá-lo com força e ele gemer um tanto de dor e outro de prazer, finco minhas unhas sobre o tecido de sua cueca que protegia e sussurro em seu ouvido.

– Eu sou louca, ah e eu não sabia que você era adepto de praticas incestuosas, isso me parece repugnante, mas quer saber vocês se merecem, até nunca mais Salvatore, e não ouse nunca mais me dirigir à palavra. – digo esvaindo meu rancor por ele.

– Elena espere não estou entendendo... – quando escuto-o dizer isso aperto com mais força e ele se contorce, retiro minha mão e me viro, não aguentava mais aquilo.

Não espero ele parar para suas explicações de meia pataca e vou seguindo para a saída do restaurante, estava me sentindo acabada, humilhada, enojada, com ódio, tudo de ruim que existia estava dentro de mim.

Procuro meu celular na bolsa quando entro no carro e mando uma mensagem rápida de whatsapp para Carol dizendo-lhe apenas por cima tudo e que chegava rapidamente em sua casa, precisava de colo e carinho da minha melhor amiga, meu peito estava em chamas e meu cérebro desnorteado, não seguro e começo a chorar, quando eu enfim recupero-me um pouco ligo o carro que tinha parado em algum acostamento qualquer e retorno a estrada em direção a única pessoa que poderia me acalmar, minha amiga ela sempre sabe o que dizer para me deixar melhor, mesmo que seja algo que não queira.

Estava aproximadamente na metade do caminho quando abro a mensagem dela e vejo que ela não estava em casa e que era pra mim ligar pra ela, aproveito que a pouco mais de trezentos metros tinha um mercado e coloco o celular sob o banco do passageiro e vou até o local estacionando ali e enfim ligo para minha amiga, na terceira chamada ela me atende.

– Hey amiga o que aconteceu? Você está bem? Foi algo muito sério? Ande diga o que houve? – ela desembucha tudo desesperadamente.

– Ah amiga eu no quesito saúde estou muito bem, mas o que não está bem é meu psicológico, meu sentimental. – tentava conter minhas lágrimas, mas estava quase impossível.

– Lens você está com voz de choro quem te fez sofrer que já vamos matar agora?

– Car brincadeira agora não, foi o Damon, você não acredita, eu estava mais que certa sobre aquela japonesa ou chinesa, ou seja, o que for do Paraguai ela queria ele, e agora tem.

– De quem está falando?

– Da amiguinha dele, Katherine.

– O que tem ela?

– Ele só me usou e me largou pra ficar com ela.

– Mas ele parecia tão apaixonado, me conta isso direito porque algo não está encaixando nisso.

Começo a lhe contar tudo o que houve e como as coisas estavam, ela pouco me interrompeu e nas poucas vezes foram para mostrar-se tão indignada quanto eu, logo encerrei minha narração para ela que suspirou fundo.

– E então o que você acha disso. – já não aguentava mais e chorava feito uma criança que derrubou seu sorvete no parque em um dia de domingo ensolarado.

– Ai amiga é complicado isso, e o pior é que ele foi um puto cafajeste, ele não merece essas lagrimas, queria estar ai com você para te consolar, porque essa foi uma puta duma pisada na bola, daquelas sem volta.

– Eu sei Car e isso que machuca mais.

– Ah amora você se apaixonou por um cretino que não te merece nem um pouco acho que o deve fazer é esquece-lo e quando a baranga o deixa-lo não dê uma segunda chance a ele, porque ele não te merece.

– Mas e se eu for fraca?

– Você não será fraca se tiver um novo alguém no coração, acho que está na hora de abandonar esse fetiche pelo Damon e partir para algo sério amiga, dê uma chance de verdade ao Stefan, sejam namorados, aja como uma menina da sua idade em um relacionamento sério, ele apesar de meio lerdo é um cara bacana e acho que vejo um futuro em vocês, esqueça o Damon vá ser feliz com seu namorado e não se lamente disso, construa uma relação saudável com ele, e quando o Damon voltar atrás já será tarde, pois seu coração já será de outro que não ele. – ela diz como se fosse fácil.

– Não é assim tão simples amiga.

– Não é tão simples se você não tentar Elena, mude, faça isso dar certo, ao menos uma vez faça algo que não seja precipitado que coloque tudo em risco, pense no seu melhor.

– É verdade Car vou tentar fazer isso, começando agora, vou até o Stefan e tentar fazer nosso namoro dar certo e esquecer o Damon e ele vai ver o que ele perdeu em breve.

– É assim que se fala, essa é minha Elena forte e decidida.

– Obrigada como sempre amiga, agora tenho que desligar e ir atrás do meu futuro.

– Tchau e me ligue depois beijos. – ela desliga e encosto a testa no volante.

Caralho tanto a pensar e fazer, tantas novas rotas e essa paixão desequilibrada e aterrorizante por Damon, essa puta mancada que ele deu, minha cabeça roda com tudo isso, juro nada mais me fazia nenhum sentido e isso estava me deixando doida.

Limpo o rosto novamente e olho decidida a ir até Stefan e esquecer Damon começando a ama-lo o que sei que seria difícil, entretanto nada impossível, eu vou seguir em frente e vou mostrar a ele que não sou a menininha que ele acha. Desliguei meu telefone, dessa vez eu não cairia no jogo do Damon, sabia que ele tentaria entrar em contato comigo, e eu não queria vê-lo nem pintado de ouro.

Ligo novamente o carro e sigo para o apartamento do meu namorado que era apenas a poucas quadras de onde me encontro, agora era o primeiro passo para meu futuro, meu novo começo, mesmo não sendo exatamente como eu queria, tinha que ser assim e sem olha para trás apenas seguir em frente de toda essa merda.

Não precisei ser anunciada pelo porteiro, ele já me conhecia. Então bati na porta, não demorou para Stefan atender.

– Elena? O que faz aqui? — Perguntou surpreso.

– Eu vim passar a noite com você — Digo o empurrando com uma mão para dentro do apartamento.

Antes que ele possa falar alguma coisa eu o beijo com toda intensidade que consigo. Com meu pé eu bato a porta, a fechando. Eu precisava de uma noite quente, para pode apagar aqueles malditos sentimentos que tinha pelo Damon. Eu sabia que isso não seria assim tão fácil, mas eu tentaria, e pra valer.

Nos guiei até o sofá o fazendo cair sentado, sentei no seu colo e o beijei ainda com mais vontade.

– Elena... Calma — Ele tentava me afastar, mas eu voltava a beijar sua boca — Vamos com calma.

– Eu quero você Stefan, quero muito — Digo olhando em seus olhos.

Eu rebolo em seu colo e volto a beija-lo. Ele mal correspondia aos meus beijos, tentava se sair, e aquilo estava me irritando. Beijei sua boca e puxei seu lábio, enquanto minhas mãos desciam pelo seu corpo, e quando cheguei ao seu membro me assustei.

– Stefan... — O olhei assustada.

Sai do seu colo e ele escondeu o rosto com suas mãos.

– Vo... Vo.. Você — Gaguejei enquanto olhava-o atônita — É gay?

Que homem não se excitaria com a namorada no colo dele, rebolando e o beijando da forma que eu estava?

– Sim — Foi um sussurro, mas eu ouvi bem, muito bem.

– Meu Deus! — Gritei pondo a mão na boca.

Eu não entendia.

– Mas... Porque? — Estava muito confusa. — Porque mostra pro meu pai que quer namorar comigo? Que gosta de mim?

Ele me olha, abre a boca pra responder. Mas um barulho forte o atrapalha e logo vejo um Damon desesperado entrando pela porta, fazendo eu me assustar e meu coração disparar.

Notas finais
Então o que acharam? Elena comovida pela ligação do Damon... Ela indo fazer as pazes e puf! Vê Kath beijando o Damon! E pior Kath joga na cara dela que está namorando o Damon! Será que é verdade? Elena ficando puta com Damon, ela tem razão né? E ela indo tentar fazer dar certo com Stefan... E tem uma grande surpresa... Põe grande nisso... Stefan é gay! Isso mesmo! E agora o que está por vir? Comentem suas teorias!