Boneca De Pano
6 Capítulo 6
Notas iniciais
Buuuuuuuuuuuuuuuuu! *u*
Como vocês estão? Dessa vez nem demorei, né? ;D
Espero que gostem desse capítulo!
Boa leitura! xD
Como vocês estão? Dessa vez nem demorei, né? ;D
Espero que gostem desse capítulo!
Boa leitura! xD
— Seu nariz está vermelho, seus olhos lacrimejados e abaixo deles está escuro. Acho que você também está sofrendo. — Apontou, sem expressão alguma. — Por que ainda não voltou para ao Tony? Por minha causa eu sei que não é, porque você deixou isto bastante claro e eu sei que você não estava mentindo. — Virou o pescoço e voltou seu olhar para a vista do lado de fora. — Eu tenho roupas, só que estão no Brooklyn. — Acrescentou. Pepper continuou a olhando, mesmo não tendo a atenção dela naquele momento. — Como você sabe que eu não estava mentindo? — Você estava? — Voltou a olhar a ruiva. — Não. Nicole sorriu e deitou a cabeça na janela. Era engraçado, Pepper lembrava a madrasta da Branca de Neve, só que em uma versão doce e sincera... Aquilo fazia algum sentido? Lembrar-se daquela história infantil fez com que os pensamentos de Nicole a levassem até Hannah, novamente. Em cada detalhe ela se recordava de sua mãe falecida, seu coração se apertou dentro do peito e devaneios desagradáveis a tomaram de súbito, fazendo com que seus olhos se enchessem d’água. Ela suspirou e fechou os olhos com força deixando duas lágrimas rolarem por suas maças do rosto. — Você também está sofrendo. — Pepper concluiu e Nicole limpou as lágrimas rapidamente. — Mas meus motivos são diferentes, não é como se eu pudesse resolver minha situação com um pedido de desculpas ou com um: eu te amo. Na morte não há solução, não há uma saída, não há um remédio para a dor, não há... Uma sensação de deja vu tomou conta da mente de Nicole interrompendo-a. Ela já havia sentido aquilo antes, uma vez quando ficou com nota vermelha em física, o professor a chamou no canto lhe dando a péssima noticia, ele pelo menos fora gentil e a chamou no cantinho, não foi como o de matemática que praticamente fez uma orquestra sinfônica chamando a atenção até do zelador, que passava do lado de fora da sala de aula apenas para anunciar que a senhorita Faith era um desastre com os números “se fosse totalmente através dos números que se descobrisse a cura para a AIDS Faith conseguiria a proeza de criar uma nova doença que exterminaria com a raça humana”, palavras do senhor Joseph. Ou quando Nicole recebeu a noticia de que sua avó havia falecido e a mais recente... quando sua mãe fechou os olhos e nunca mais os abriu. O barulho de uma coisa pesada soou, em seguida veio outro som que fez com que a louro batesse o corpo com força contra a lateral do carro e depois seus olhos fecharam e após um tempo voltaram a se abrir, ela olhou através da janela e viu uma van preta vindo em sua direção, ela se virou para Happy, ele havia desmaiado. A van veio com total velocidade e força. Gritos e mais gritos fizeram Nicole despertar, mas espere, ela havia dormido? Aquilo parecia ter acontecido há cinco segundos, não, ela estava certa, ela não havia dormido, apenas fechara os olhos. Ao seu lado o estrondo da porta sendo forçada a abrir chamou sua atenção e um homem encapuzado puxou o braço de Pepper e a retirou do carro. O grito da ruiva fez ecoo na cabeça de Nicole. “Droga, ele vai me pegar, ele vai me pegar, vai acontecer tudo de novo.” pensou desesperada, mas o homem apenas jogou Pepper por cima do ombro e caminhou com ela em direção à outra van idêntica a que havia batido contra eles. Pepper se debatia e pedia por ajuda, mas tudo aconteceu rápido demais e era como se ninguém tivesse ação, mas de alguma forma Nicole conseguiu sair do carro e correr — meio desorientada — até o homem e se jogar contra as costas dele. Ela caiu, mas levou o homem consigo, o capuz dele escorregou em direção as suas costas mostrando seu rosto, mas ele usava uma mascara, uma mascara e um boné preto com detalhes abstratos na aba virada para frente. Era o boné do homem da pizzaria. Qual era a possibilidade de ela encontrar dois homens usando o mesmo boné em menos de vinte e quatro horas? Nicole se prendeu tanto a esse fato que não percebera quando o homem lhe deu um tapa na face fazendo-a se debruçar de vez contra o asfalto. Tudo o que Nicole vira após disso foi o homem pegando Pepper novamente — ela havia batido a cabeça no asfalto e desmaiara — e a jogando na van, depois disso apenas os pneus do veiculo cantando para longe. Aquilo estava ficando clichê demais, cansativo demais, enjoativo demais! Nicole queria gritar, bater em todo mundo, pegar uma faca e...
— Olá. — Você de novo! — Nicole suspirou demoradamente e sentiu vontade de vomitar ao ver a cara do doutor-sei-la-o-que — o mesmo que a atendera após ser atropelada pela moto de Steve — aquele com rosto de soldado. — Vai tentar fugir de novo? — A conta do hospital vai vir pra mim? — Não. — Vejamos, então. — Passou a mão pelo cabelo e fechou os olhos com força. — O senhor Stark pediu que eu o chamasse quando você acordasse. — Informou-a se voltando para a porta do quarto. — Você não pode esperar eu sair daqui pra você chamar ele? — Ele é quem está pagando. — Sorriu. — Não importa, ele podia ser dono desse hospital, eu iria querer sair sem ver ele de qualquer maneira. — Sua chateação e impaciência eram nítidas. — Já volto. — Disse ignorando-a e saindo do quarto. Nicole travou o maxilar e tirou a agulha de seu braço e todos aqueles fios que ela visava desnecessários e depois pulou da cama. Ela já havia enfatizado que odiava aqueles vestidos de hospitais? Um armário a certa distancia da cama hospitalar chamou-a atenção e ela o abriu, ali havia gases, soros, faixas e aquelas fitas brancas que ela não se lembrava do nome e tão pouco procurou se lembrar, mas ainda ali dentro havia as roupas que Pepper lhe dera hoje mais cedo. Seus olhos brilharam. Ignorando o fato das roupas serem do Tony ela entrou no banheiro e se trocou rapidamente. Sua cabeça estava um caos. Ela queria informações sobre a Pepper, porque aquele cara a pegou? O que ele queria com ela? Por que a ruiva e não a ela? Nicole se perguntava isso enquanto saia do banheiro e caminhava em direção à porta do quarto, mas ao abri-la ela deu de cara com ele. Tony Stark. — Pensando em fugir? — Só pra variar. — Sorriu sarcástica. — Você precisa me dizer tudo o que aconteceu. Quem pegou Pepper, como ele era e o que ele disse. Agora. — Enquanto dava ordens ele a empurrava para dentro do quarto hospitalar e fechava a porta atrás de si. — Eu quero sair daqui. — Disse irritada após Tony a empurrar de encontro à cama fazendo-a se sentar. — Depois que você me disser tudo o que eu quero ai você pode ir até para Marte que eu não me importo. Os olhos de Nicole brilharam pelas lágrimas que se amontoaram. Como era possível que aquele homem a tratasse tão mal? Ele era pai dela! Pai! — Você me odeia tanto. — Concluiu com a voz embargada pelo futuro choro, mas Tony conseguiu detectar um tom de desprezo por trás daquela mascara de dor. — Palavras suas, não minhas. Agora desembucha. Nicole suspirou e umedeceu os lábios. Ela não aguentava mais, ela ia acabar com aquilo de uma vez por todas. — Duas vans pretas, uma bateu no carro e a outra estacionou ao lado do nosso carro. Um homem de jaqueta cinza com zíper apareceu e pegou a Pepper. Ele usava mascara e um boné preto com desenhos na aba. — Que tipo de desenhos? — Não sei, abstratos. — Jogou de ombros. — Ele era mais baixo que você, mas só que mais corpulento. — Desceu da cama e passou a mão pelos fios do cabelo louro. Sua mão dolorida queixou-se, mas ela ignorou esse fato. — É só o que sei. — Ela caminhou em direção à porta, mas Tony a impediu, segurando seu braço. — Aonde você vai? Nicole fitou dentro dos olhos dele com tamanha intensidade que causou desconforto em Tony. Ela tinha o dom de deixar as pessoas assim apenas com um olhar. — Pra Marte. — Dito isso ela puxou o braço e saiu do quarto. Ela não conseguia parar de soluçar pelo constante choro, seu único apoio era o chão coberto de grama e abaixo do chão, bem fundo, o caixão de sua mãe. Depois de Deus, para aqueles que creem Nele, a mãe é o que temos de mais valioso na Terra, em nossas vidas, em nossos corações, em nossas lembranças. É um amor tão forte que faríamos de tudo para não vermos aquela mulher tão perfeita a nossos olhos chorar ou sentir qualquer tipo de dor, seja física, mental ou sentimental. Mãe. Nossa melhor amiga. Aquela que consola, que dá conselhos, que ensina com bronca, mas por trás da bronca há o amor e cuidado. Aquela que se preocupa de um tanto conosco que chega a ser irritante e naquele momento nós não damos valor, mas depois a gente sente falta de toda aquela preocupação e cuidado que nós julgávamos desnecessário e irritante. Mãe, nosso tudo! O que você faria sem ela? Você choraria durante meio ano sem parar pela perda sofrida? Você ficaria de luto por um longo tempo? Você iria se lembrar dos conselhos e segui-los e no futuro agradecê-la? Você iria amadurecer e começar a dar valor nas coisas que tem? Você... sentiria que durante aqueles meses de choro e luto seu coração não estivesse mais em seu interior, mas sim dentro daquele caixão com seu diamante, sua mãe? — Por que, mãe? — Nicole olhou para cima. As nuvens tampava o Sol, então era fácil olhar para o céu sem ter que semicerrar os olhos pela claridade. Ela voltou a colocar a cabeça entre os joelhos e os braços por cima do mesmo. O cemitério estava vazio e deprimente, como sempre, afinal. Já passava do meio dia e Nicole estava inconsolável sem ter o que fazer. Sua tristeza era tanta que até esquecera que sua mãe revelara para todos quem ela era realmente, uma Stark. A espera por J.A.R.V.I.S. fazer as pesquisas que Tony havia lhe pedido nunca havia sido tão dolorosa, era como se a cada segundo parte de si estivesse sendo corroída aos poucos. Ele tinha que descobrir quem tinha pegado Pepper e quando ele o fizesse essa pessoa iria se arrepender de ter nascido, assim como o Mandarim se arrependera. Não havia se passado nenhum mês direito desde que a ruiva havia sido pega para experiências e agora a história se repetia, mas com uma diferença, tinha a novidade tão bombástica de que ele era pai. Alguém podia dizer aos EUA e a todo o mundo que Tony Stark não fora feito para ter herdeirinhos ou herdeirinhas? Ele não estava sendo insensível, ele era insensível. Tem pessoas com vocações para cantarem e não para advogar, tem pessoas que são médicas com talentos artísticos, e havia Tony Stark que era pai, mas que tinha talento apenas para diversão. Qual parte era difícil de entender? Não, não era nada contra Nicole — aquilo não era totalmente verdade —, mas ela tinha um jeitinho que o irritava, um olhar que o incomodava e... por que ela existia? Ele balançou a cabeça negativamente e fechou as mãos em punho. — J.A.R.V.I.S.? As informações que o computador pessoal de Stark — que possuía uma inteligência artificial incrível — havia conseguido fazer os olhos de Tony cintilaram de fúria pela recém-descoberta, ele travou o maxilar e respirou fundo. — Hammer. — Cada palavra proferida pelos lábios de Tony soou com evidencias fortes de vingança. Apesar do dia claro do lado de fora, dentro era escuro e cheirava a gasolina e um cheiro forte de graxa e... Pepper não conseguia distinguir o outro cheiro. Ela olhava ao redor, mas era difícil enxergar alguma coisa. Ela se levantou e notou que estava em uma jaula, a ruiva encostou-se nas grades e olhou para baixo, ela estava a uns dez metros de distancia do chão, não dava para ter certeza por causa da escuridão. — Socorro! — Gritou. — Alguém? Por favor! — Apertou as grades com força e fechou os olhos com força e respirou fundo, em seguida tossiu por causa do odor. — Socorro! — Voltou a tossir e sentou-se novamente. — Oh, meu Deus. — Passou as mãos pelo rosto. — Senhorita Potts. — Uma voz surgiu lá de baixo e ela se aproximou das grades novamente e tentou enxergar quem era, até que as luzes acenderam e ela semicerrou os olhos pela claridade tão próxima de seus olhos, pois ela estava praticamente colada ao teto daquele... o que era aquilo? Pepper voltou sua atenção para o chão e viu aquele homem a olhando com superioridade. O sangue da ruiva ferveu. — Hammer. — O próprio, meu bem. — Sorriu e passou a mão pelos fios de cabelo. — Sabia que pessoas ricas não ficam muito tempo nas prisões? — Deu uma piscadela. — É, mas aposto que sequestro vai lhe garantir mais tempo dessa vez. — Sequestro? Quem falou em sequestro? — Olhou ao redor como se estivesse rodeado por pessoas. — Eu usaria o termo “acerto de contas”. — Fez aspas com as mãos e olhou para ela novamente. — O que você vai fazer? — Hesitou entre uma palavra e outra enquanto perguntava. Hammer retirou os óculos e limpou as lentes. — Ainda estou pensando. — Voltou a colocar os óculos. — O Tony... — Ah, o Tony. Como ele está? Soube que virou papai de uma garota de dezessete anos, tenho que mandar um cartão para ele desejando os parabéns. — Disse sarcástico. — Bem, estamos no subterrâneo de uma montanha próximo a Las Vegas, querida, e eu posso detectar qualquer tipo de tecnologia a uma enorme distancia e quando eu apenas suspeitar de que aquela armadura se quer está vindo para cá, bem, digamos que você não vai estar viva para saber o que eu vou fazer com Stark. — Semicerrou os olhos. — Rupert? — Hammer estralou os dedos e o homem da pizzaria e que pegara Pepper surgiu por uma porta na lateral esquerda daquele... deposito, sabe-se lá o que era aquilo. — Fique de olho na Potts.
— Sim, senhor. — Ele usava uma mascara o que impedia de ver o rosto dele e sua voz era grossa e máscula. Hammer saiu por onde Rupert entrou deixando apenas a ruiva e o cara de boné ali, sozinhos. Pepper sentou-se novamente sentindo-se péssima, ela não tinha boas recordações da ultima vez que fora raptada. — Senhor não sabemos o que Hammer pode fazer. — Tentou avisar J.A.R.V.I.S. — Pepper pode está quase morrendo J.A.R.V.I.S., sinceramente eu não ligo. E Hammer não sabe construir uma arma decente, o que ele vai fazer? Me acertar com uma bolinha de ping pong? — Tony se preparava para vestir sua armadura quando a porta de sua oficina se abriu e Nick Fury entrou por ela. — Stark? — Como você conseguiu entrar aqui? J.A.R.V.I.S.? — Olhou para o computador irritado. — Não sei o que houve senhor, não havia sentindo a presença do senhor Fury. — Não o culpe. — Nick disse se aproximando. — O que você está fazendo aqui? Nós já não conversamos tudo o que tínhamos para conversar? Com licença, mas se você não se importa eu estou bastante ocupado. — Eu sei e vir oferecer ajuda. — Fury — Tony se colocou na frente de Nick e o fitou — o que você quer? Não é de o seu feitio querer me ajudar tanto em uma única semana. — Confie em mim. — Não é do meu feitio confiar em espiões. O que você quer? E eu não vou perguntar duas vezes. — Acho que você já sabe que quem pegou a Pepper foi Justin Hammer. — Sei, e também sei a localização dele. — Então você também sabe que ele vai sentir sua presença a quilômetros de distancia e que não vai poupar munição pra acabar com você. — Munição? Você já viu que tipo de armas aquele imbecil produz? — Riu e revirou os olhos. — Vai ser como tirar doce de criança, agora sai da minha casa capitão gancho, para que eu possa ir destruir aquele amador. — Se preocupar consigo mesmo você não se preocupa, mas e com Pepper? E se ele a machucar só de cogitar a ideia de que você está indo lá? — Ele não vai fazer isso, Hammer não machuca nem uma mosca. — Tony caminhou em direção a armadura. — A prisão pode deixar as pessoas mais corajosas. — Ou mais burras. — Arqueou as sobrancelhas. — Qual seu plano? — Vestir minha armadura, ir para Las Vegas, explodir algumas coisas, pegar Pepper e dá uma lição no Hammer, ou primeiro eu dou uma lição no Hammer e depois pego a Pepper, bem, essa parte eu ainda não decidi. — Jogou de ombros. — Não tem como tecnologia alguma entrar no subterrâneo daquela montanha, a não ser que alguém com um plano de verdade — Tony fez uma careta pela escolha de palavras do Fury — consiga entrar lá e desligar os sensores, depois você terá acesso para entrar sem correr o risco de fazer com que a montanha desmorone. Tony bufou. — Senhor, ele está certo. — J.A.R.V.I.S. — Fica quieto J.A.R.V.I.S. — Tony que estava com os braços cruzado sobre o peito deixou-os cair ao lado de seu corpo. — E que alguém é esse com um plano de “verdade”? — Nick arqueou uma sobrancelha. — Só por curiosidade. — Fury sorriu desdenhoso. — Eu. — A voz conhecida surgiu e fez com que Tony balançasse a cabeça negativamente. — Não, não e não. Mil vezes não. — Que outra escolha você tem? — Meu plano A: explodir. — E se não funcionar? Você tem um plano B? — O plano B é improvisar, Capitão. — Eu sou mais experiente nesse tipo de situação Stark. Tony travou o maxilar. Ele não sabia o que fazer, por um lado o medo de Hammer machucar Pepper o apavorava mais do que ele deixava transparecer e por outro, bem, por outro lado ele trabalhava melhor sozinho. Certo?
Notas finais
E agora Tony? O que vai decidir meu caro? Vai tentar salvar a Pepper sozinho e acabar demolindo a montanha tornando difícil o respirar da ruiva ou vai aceitar a ajuda do Capitão?
O que vocês acham garotas? Estão gostando da fanfic? Algo a ser melhorado? Deixem suas opiniões nos reviews! E se a história estiver merecendo recomendações (:
Beijoos, boa semana a todas vocês queridas e fiquem com Deus ;**
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