Bombas de Ilusão
1 Capítulo Único
Notas iniciais
"Nico, você está bem?" Livie perguntou preocupada quando se ajoelhou ao lado do garoto. Nico sentou-se lentamente no chão, piscando muito e olhando em volta com um olhar sem foco.
"Os peixes não deviam voar", disse ele, parecendo fascinado. Houve algumas risadinhas dos campistas que se reuniram em torno deles, e Livie olhou com raiva para eles.
"De quem foi a brilhante ideia de lançar uma bomba de ilusão no Nico?" ela rosnou, vendo os campistas olharem em volta, nervosamente.
"Foi apenas por diversão", um dos irmãos Stoll disse. "Ele vai estar viajando por uma hora ou mais, mas é inofensivo."
"Nós pensamos que poderia ser a única maneira de levá-lo a aproveitar a vida um pouco", o outro Stoll disse, e Livie resistiu à vontade de atirar uma flecha nos dois. Ela tinha coisas mais importantes para pensar no momento.
"Wow, Livie!" Nico exclamou, olhando para ela com os olhos arregalados. "O que aconteceu com seu rosto? E por que você está brilhando? Você não devia ser tão brilhante. Isto não é justo."
Livie suspirou, agarrando seu braço e gentilmente arrastando-o. "Vamos, vamos para seu chalé", ela insistiu, e Nico olhou para ela, sorrindo amplamente com a cabeça inclinada para o lado.
"Eu construí ele, sabe? Meu chalé. Ele tem toneladas de segredos", ele balbuciou, e Livie colocou o braço de Nico em torno de seu ombro para ajudá-lo a ficar de pé. Ele parecia mais do que um pouco instável e estava se balançando de um lado para o outro.
"Você provavelmente não deveria falar sobre isso", disse Livie, olhando para a multidão que ainda estava reunida em torno deles. Nico deu uma risadinha, que foi provavelmente o som mais estranho que Livie ouvira. O filho de Hades nunca deu uma risadinha. Ele quase não ria.
"Eu posso te contar. Você não vai contar meus segredos" Nico disse, aparentemente alheio ao fato de que eles não estavam sozinhos. Parecia que ele ia continuar, então Livie prontamente colocou a mão sobre sua boca e começou a andar mais rápido. Nico fez ruídos protestantes que fizeram Livie se sentir mal, mas ela não podia deixar Nico contar aquilo. Não sem o seu próprio consentimento.
Quando finalmente chegaram ao chalé de Hades e Livie fechou a porta, o humor de Nico tinha mudado. Ele não estava rindo mais, ao contrário, ele estava olhando em volta com uma expressão de terror no rosto.
"Eles não são peixes", disse ele. "Oh, deuses, eu deveria ter reconhecido. Era tudo um sonho, não é?"
"Nico, o que você está falando?" Livie perguntou, e os olhos de Nico se arregalaram, como se ele não tivesse percebido que Livie estava lá. Ele a empurrou violentamente para longe dele e recuou para o canto da sala.
"Você não está me enganando!" ele disse com raiva. "O que é você? Emposai? Ou apenas uma fantasia que eu conjurei?"
"Nico, que sou eu. Livie Stark, lembra?" Livie tentou. "Nós somos amigos."
Nico riu sem emoção. "Eu não sou estúpido. Eu não tenho amigos. Ninguém tem amigos aqui. "
"Nico ..." Livie disse, estendendo a mão para ele, mas Nico deu um tapa na mão dela.
"Você não é real!" ele gritou. "Você é apenas um sonho, um sonho maravilhoso que eu não consigo abandonar. Eu nunca vou sair. Eu vou ficar preso aqui em baixo para sempre!"
Ele começou a chorar, e Livie olhou para ele, atordoada. Tártaro. Nico achava que ele estava de volta no Tártaro, ou melhor, que ele nunca tinha saído de lá. Livie reprimiu um grunhido irritado. Assim que Nico estivesse bem, ela iria matar os Stolls.
Nesse meio tempo, ela se sentou ao lado de Nico no chão, com cuidado para não fazer movimentos bruscos.
"Eu sou real", disse ela suavemente. "E eu sou humana. Pegue minha mão, Nico. Deixe-me ajudá-lo."
"Você está tentando me enganar", disse Nico entre soluços, sua voz soando oca o suficiente para quebrar o coração de Livie.
"Eu não estou", disse Livie, com a voz mais confortante que tinha. "Eu sou real. Tártaro é a ilusão. Você está em seu chalé comigo. Você está seguro."
"Você está mentindo", disse Nico. "Você tem que estar mentindo."
"Eu não estou", disse Livie, oferecendo a mão a Nico. "Por favor, Nico. Você está aqui, e você está seguro. Acredite em mim."
Nico olhou para ela por um longo tempo. Seu olhar ainda estava sem foco e ele estava tremendo violentamente, mas ele balançou a cabeça lentamente. "O que mais eu tenho a perder?" Ele perguntou, colocando lentamente a mão trêmula na mão de Livie.
"Obrigada por confiar em mim", disse Livie, sorrindo. Ela continuou a falar suavemente com Nico, nunca chegando perto demais para assusta-lo, mas, eventualmente, aproximando-se o suficiente para colocar seus braços ao redor do menino trêmulo.
"Você parece viva," Nico murmurou, e Livie correu lentamente a mão pelo cabelo de Nico.
"Eu estou. Nós dois estamos", disse ela. "Você conseguiu uma vez, Nico. E eu não vou deixar esse lugar ter você de volta."
"Eu acredito em você", disse Nico, finalmente começando a relaxar um pouco. Demorou quase uma hora antes do tremor parar completamente. Ainda assim, Livie não deixo-o ir.
"Livie..." Nico finalmente disse cansado, e Livie se afastou o suficiente para ser capaz de olhar para ele. Ele parecia exausto, mas completamente são.
"Como você está se sentindo?" Livie perguntou cuidadosamente, e Nico balançou a cabeça.
"Terrível. Só quero que este dia acabe", disse ele. "Eu acho que vou dormir."
Livie balançou a cabeça, mas Nico não fez nenhum movimento para se levantar do chão. Ele parecia um pouco desconfortável.
"Se você está preocupado com pesadelos, eu posso ficar com você", disse Livie. Parecia que ele queria protestar, então ele suspirou.
"Sim. Obrigado", disse ele. "Por, você sabe, tudo."
Livie inclinou-se lentamente e beijou a bochecha de Nico. "Eu não me importo. E eu ainda tenho que matar os Stolls para você. "
Nico deu uma bufada tranquila. "Deixe-os até de manhã", disse ele. "Além disso, eu gostaria de fazer isso sozinho."
"Qualquer coisa que você quiser", disse Livie, segurando-o para mais perto. Nico adormeceu antes de qualquer um deles pensar em se mudar para a cama.
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