Notas iniciais
Se você leu a minha fic "Cupcake" você vai reparar que eu não sou muito criativa. Se você não leu... Tá esperando o quê? Lê aí! Depois de ler essa, claro ^-^
Enfim, boa leitura e desculpe qualquer erro.

É sábado e a garota levantou cedinho, com o Sol e o galo. Ela levanta animada e faz as suas tranças. Dá um bom dia à mãe, um beijo na bochecha do pai e sai apressada. “Tomara que tudo dê certo”. Rosinha alguns poucos quilômetros e entra na única vendinha da vila e pega margarina, açúcar e fubá, e volta para casa com um sorriso que era destinado apenas a ele. Já na cozinha, separa a farinha, o fermento e algumas tigelas nos pequenos armários. Seu pai entra carregando ovos e leite.

– Que bom, justo o que eu precisava. Brigada pai.

– Ara, não por isso.

Rosinha quebra os ovos e bate as claras, formando uma nuvem branca dentro da tigela. Foi colocando, de vagar, o leite, as gemas, a farinha e o fubá, numa batida sincronizada ao seu coração de menina. Acrescentou o fermento por último e despejou a massa em uma forma redonda. Foi até o fundo da casa e pegou algumas lenhas, e, acendendo o fogo, deixou a massa assar.

– Fia, ocê num ta pensando em levar esse bolo praquele minino desaforento, ta?

– O Chico num é nada disso que ocê falô pai, ele é muito gentil e isperto.

– Num gosto dos seus namoricos com ele...

– Num escute seu pai, fia. A mãe gosta dele.

– Obrigada mãe.

– Hunf. – O pai bufa, contrariado, mas sabendo que ambas tem razão.

Rosinha sente o cheiro e percebe que o seu bolo está pronto. Levanta e tira-o do fogo, cobrindo com uma toalha de renda feita por sua avó.

– Vorto antis do almoço, ta?

– Vá cum Deus, fia.

A menina caminha até a casa do rapaz, imaginando a expressão de contentamento que ele fará ao comer o bolo feito por ela.

Ela bate na porta de madeira e é bem recebida pela mãe do rapaz.

– Rosinha, chegou bem na hora do armoço. Qué ficá e armoça com agente?

– Num carece não, brigada. Só vim trazer isso pro Chico. – Ela diz mostrando o bolo.

– Pode entrar qui eu vô chamá ele.

– Brigada.

Ela segue até a cozinha e deixa o bolo em cima da mesa, esperando, até que Chico entra pela porta, balançando as cortinas penduradas na falta de uma porta de verdade.

– Rosinha!

– Oi Chico.

O rapaz aproveita que estão sozinhos e rouba um selinho da namorada. “Mas é tão pouquinho...”

– Fiz isso prucê.

– Pra mim? Ah, brigada.

– Bem, já vô indo.

– Tão rápido? Fica pra armoçá!

– Num posso... Você vai no arraiá essa noite?

– Ô se vô. Essa festança vai ta muito batuta.

– Então a gente se encontra lá e ocê me fala o que achô do bolo.

– Cumbinado.

Com um sorriso que não poderia ser disfarçado, Rosinha sai da casa de madeira e volta para a sua própria casa, sonhando com um dia em que Chico iria comer apenas os bolos dela.

Notas finais
Caso você não tenha reparado, os erros de português são intencionais, ok? Espero que você tenha gostado e me deixe um review, ele é muito importante.
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!