Bohemian Rhapsody - Season 1

13 Capítulo 13 – Somewhere


Notas iniciais
Músicas
The Zutons - Valerie
The Rocky Horror Picture Show Soundtrack - Eddie
Lady Antebellum - Need You Now
Nine Soundtrack - Guarda La Luna
Glee - I Follow Rivers
Glee - Go Your Own Way
Jessie J - Mamma Knows Best
Glee - Home
Steppenwolf - Born To Be Wild
The Glee Project - Mad World
Glee - Sing
Glee - Somewhere
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Explicação (LEIAM ANTES DE FALAR DE ERROS): Durante a fanfic, palavras e expressõs, como "Pois é, estava/am, Espera aí e Que é isso?" aparecerão na forma de "Poisé, Tava/am, Peraí e Quéisso" para se adequar à linguagem dos personagens.
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Por ser uma Songfic, é claro que fica bem mais divertido de se acompanhar com música (sempre haverá um aviso com o nome da música e o link para se ouvir antes da letra da música entrar). Ah, para aqueles desavisados: haverá alteração na letra sempre que necessário (como nomes, adjetivos, etc.), para se encaixar no contexto da história.
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NOTA: CAPÍTULO FINAL DESSA TEMPORADA. PORÉM, HAVERÁ UM EPÍLOGO, ENTÃO AGUARDEM =)

– Tá tudo muito bom, tá tudo muito bem. – disse Denise. – Mas esse papinho de que “temos que nos aceitar do jeito que somos” é tão last season. Eu...

- TODOS NO CHÃO! – alguém gritou. Imediatamente, todo mundo no Karaokê se jogou no chão e colocou as mãos na cabeça. Parados na porta estavam dois policiais acompanhados por um senhor de idade.

- É aquela ali. – disse o senhor, apontando para Fabi.

- Com licença... – Cebola estava hesitante e se levantou devagar. – O que a Fabi fez?

- Fabi? Ela? – o senhor começou a rir. – Não mesmo, garoto! O nome dela é Valerie! Va-le-rie! Ela está sendo procurada por toda a Inglaterra e países em potencial para a sua fuga, inclusive o Brasil.

- Procura por...? – perguntou Cebola.

- Por tentativa de homicídio!

- Esse senhor está doido! – Fabi levantou-se, mas ficou parada quando o policial apontou a arma para ela. – Não acredita nele, Cebola!

- Como eu vou saber se o senhor está falando a verdade? – perguntou Cebola. – E como é o seu nome?

- Ela tentou matar o Eddie! Ah, e o meu nome é Scott. Dr. Scott. – respondeu ele.

- Eddie? O que você sabe sobre o Eddie, Dr. Scott? – Fabi estava apreensiva agora.

- Eu sei várias coisas sobre vários assuntos. Mas acontece que o Eddie é o meu sobrinho. – respondeu o Dr. Scott. – E ele te mandou uma mensagem, Valerie.

- Eu não sou Valerie! Sou Fabi, já disse! – exclamou a garota.

Ignorando Fabi, o senhor tirou um UaiPad da bolsa.

- Nossa, o tio tem um UaiPad, a versão atualizada do MaçãPad. – choramingou Cascão, mas Magali o fez abaixar a cabeça.

O senhor ligou o UaiPad, deu um toque na tela e um a imagem de um homem apareceu e começou a falar.

- Olá, meu amor. Lembra de mim? Do seu Eddinho? Lembra de como você tentou me matar? – ele deu um sorriso irônico. – Pois é, você não conseguiu, apesar de deixar a marca do tiro em mim. – Ele abriu a camisa e mostrou a cicatriz que tinha se formado no local em que o tiro tinha acertado. – Eu fiz uma musiquinha para você e espero que goste. E depois que terminar de ouvir, saiba que gostaria muito de te rever. Só espero que essa mensagem não tenha chegado muito tarde. Estou gravando esse vídeo dia primeiro de agosto. Bom, se você quiser me encontrar, saberá o local.

- Mas isso já faz mais de cinco meses! – exclamou Mônica.

- Como você é observadora, garota. – ironizou Dr. Scott, dando mais toques na tela. A imagem foi substituída por um player de música. Ele deu o play e a música começou a tocar.


http://www.youtube.com/watch?v=L3xpmfJp0Xc&ob=av2e

The Zutons – Valerie

[Eddie]

Bem, às vezes eu saio sozinho

E olho através da água

E eu penso em todas as coisas que você está fazendo

E, na minha cabeça, eu pinto uma imagem

Porque desde que cheguei em casa

Bem, meu corpo está um desastre

E eu sinto falta do seu cabelo ruivo

E do seu jeito de se vestir

Oh, você não vai aparecer?

Pare de me fazer de bobo

Por que você não aparece, Valerie?

Você teve que ir pra prisão?

Teve que vender sua casa? Arranjou um bom advogado?

Eu espero que você não tenha pegado um bronzeado

Eu espero que você encontre o homem certo que vai consertar as coisas pra você

Você está fazendo compras em algum lugar?

Mudou a cor do seu cabelo? Está ocupada?

Você teve que pagar aquela multa

Que você estava adiando todo tempo? Você continua confusa?

Porque desde que cheguei em casa

Bem, meu corpo está um desastre

E eu sinto falta do seu cabelo ruivo

E do seu jeito de se vestir

Oh, você não vai aparecer?

Pare de me fazer de bobo

Por que você não aparece, Valerie?

Valerie

Valerie

Valerie

Bem, às vezes eu saio sozinho

E olho através da água

E eu penso em todas as coisas que você está fazendo

E, na minha cabeça, eu pinto uma imagem

Porque desde que cheguei em casa

Bem, meu corpo está um desastre

E eu sinto falta do seu cabelo ruivo

E do seu jeito de se vestir

Oh, você não vai aparecer?

Pare de me fazer de bobo

Oh, por que você não aparece, Valerie?

Valerie

Valerie

Valerie

Yeah

Valerie

Quando a música acabou, mais da metade do pessoal do Karaokê já havia levantado. Alguns tentaram sair, mas os policiais não permitiram.

- Isso é verdade, Fabi? Ou seria Valerie? – perguntou Cebola.

Acuada, Fabi, que agora era Valerie, não teve opção.

- Sim, é verdade. – ela afirmou com a cabeça. Quase todos fizeram um “ooooooooooooooohhhhhhhhhhhh”. – Meu nome é Valerie Williams, 20 anos, morava em Londres e sim, tentei matar o Eddie. Mas foi culpa dele! O babaca me forçou a usar heroína e eu acabei pegando AIDS! – ao ver a cara de Cebola, ela acrescentou rapidamente. – Mas não se preocupe, Cebola. Sempre fizemos com proteção. Daí eu fiquei louca da vida e...

- Calma, minha querida. – Dr. Scott colocou as mãos no ombro de Valerie. – Eu sei que o meu sobrinho não era nenhum santo, mas ele me disse coisas horríveis sobre você. Eu conheço o meu sobrinho muito bem, Valerie.

Nesse momento, próximos dos dois estavam Cebola, Mônica, Cascão e Magali.


http://www.youtube.com/watch?v=SMoTSltdShA

The Rocky Horror Picture Show Soundtrack — Eddie

[Dr. Scott]

Desde o dia em que nasceu

Ele era um problema

Era a pedra no sapato da mãe

Ela tentou em vão

Mas ele nunca causava nada além de vergonha

Ele saiu de casa quando ela morreu

Desde o dia em que ela se foi

Tudo o que ele queria

Era rock’n’roll, pornografia e motocicletas

Atirava lixo por aí

Ele era um garoto rebelde e um pequeno e barato punk

Levando todos para um passeio

[Todos]

Quando Eddie disse que não gostava do seu ursinho

Você sabia que ele não era uma boa criança

Mas quando ele ameaçava a sua vida com um canivete

[Cebola]

Que cara

[Mônica]

É de chorar

[Dr. Scott]

Foi o que eu fiz

[Valerie]

Todo mundo acabava com ele

Eu sempre o protegia
Eu disse: “Ei, me escute! Fique são dentro da insanidade!”

Mas ele trancou a porta e jogou a chave fora!

[Dr. Scott]

Mas ele parece ter sido atraído para algo

Por que me mandou um bilhete que dizia

[Todos]

(O que dizia? O que dizia?)

[Eddie]

“Estou fora de mim! Se apresse ou morrerei! Ela não deve prosseguir com as suas maldades! Aaaaaaaahhhhh!”

[Todos]

Quando Eddie disse que não gostava do seu ursinho

Você sabia que ele não era uma boa criança

Mas quando ele ameaçava a sua vida com um canivete

[Cascão]

Que cara

[Magali]

É de chorar

[Dr. Scott]

Foi o que eu fiz

[Todos]

Quando Eddie disse que não gostava do seu ursinho

Você sabia que ele não era uma boa criança

Mas quando ele ameaçava a sua vida com um canivete

[Cebola]

Que cara

[Todos]

Whoa, whoa, whoa

[Mônica]

É de chorar

[Todos]

Hey, hey, hey

[Dr. Scott]

Foi o que eu fiz

[Todos]

Eddie

- Bom, acho melhor irmos. – disse Dr. Scott.

- Irmos para onde? – perguntou Valerie.

- Ué. Para a cadeia. – respondeu o policial.

- Não! Não vou! Eu não tenho culpa! – exclamou Valerie.

- Ok, você pode até não ter matado o Eddie, mas o que você me diz sobre Rachel e Michael Williams?

- Não sei quem são. – respondeu Valerie, que agora estava na defensiva.

- Acho que sabe. – disse Dr. Scott. – Nós investigamos o seu passado quando te procuramos e...

- NÃO! – berrou Valerie.

- E descobrimos que você matou os seus pais e fugiu de casa. — continuou Dr. Scott, como se não tivesse sido interrompido.

- Cebola! Não deixe eles me levarem! – Valerie chorava agora.

- Poupe saliva, Valerie. – disse o outro policial. – Os seus pais são apenas os primeiros nomes de uma lista longa de assassinatos cometidos por você. E ainda está namorando e teve relações sexuais com um garoto menor de idade. Isso significa adicionar pedofilia na lista de coisas que te colocam na cadeia. – os dois policiais seguraram Valerie pelos braços.

- Cada um tem o que merece, Valerie. – Mônica sorriu, mas todos fizeram cara feia para ela. – Ai que horror gente, não se pode nem fazer uma piada aqui.

- Esperem! – exclamou Valerie, se desvencilhando dos policiais. – Eu preciso falar com o Cebola.


http://www.youtube.com/watch?v=KlJy_Cb21Lw

Lady Antebellum – Need You Now

[Valerie]

Fotos de memórias perfeitas

Espalhadas por todo o chão

Alcançando o telefone porque

Eu não consigo lutar mais

[Os Dois]

E eu me pergunto se eu já passei pela sua mente

[Valerie]

Para mim isso acontece o tempo todo

[Os Dois]

São uma e quinze

Estou completamente só e preciso de você agora

Disse que eu não viria

Mas perdi todo o controle e preciso de você agora

E não sei como sobreviver

Só preciso de você agora

[Cebola]

Outra dose de uísque

Não consigo parar de olhar para a porta

Desejando que você entrasse arrebentando

Da maneira que fazia antes

[Os Dois]

E eu me pergunto se eu já passei pela sua mente

[Cebola]

Para mim isso acontece o tempo todo

[Os Dois]

São uma e quinze

Estou meio bêbado

E eu preciso de você agora

Disse que não ia ligar

Mas perdi todo o controle eu preciso de você agora

E não sei como sobreviver

Eu só preciso de você agora

[Cebola]

Oh ohh...

[Os Dois]

Sim, eu prefiro sentir dor a nada

[Valerie]

São uma e quinze

Estou completamente só e preciso de você agora

[Cebola]

E disse que eu não viria

Mas estou um pouco bêbado e eu preciso de você agora

[Os Dois]

E eu não sei como sobreviver

Eu só preciso de você agora

Eu só preciso de você agora

[Valerie]

Oh, amor eu preciso de você agora

– Você não vai levar esse garoto para o mau caminho. – disse Dr. Scott. – Podem levá-la, policiais.

Com Valerie se debatendo entre eles, os policiais saíram. Dr. Scott virou-se para a turma.

– Ainda bem que nós a pegamos. Vocês poderiam estar mortos. – disse ele, saindo.

– Acho que chega de emoções por hoje. – disse o animador do Karaokê e garçons começaram a levar as contas para as mesas.

– Suponho que agora que não tem mais Fabi, você queria voltar comigo, não é, Mônica? – perguntou Cebola, presunçoso.

– Eu? Oh, não. Já tenho problemas demais na minha vida. – disse Mônica, sorrindo. Conseguira trollar pela primeira vez após muito tempo.


Cascão e Magali saíram do Karaokê com uma Mônica risonha e um Cebola chocado/desolado/emburrado. Deixaram os dois em suas respectivas casas e, logo após Mônica fechar a porta de casa, os dois suspiraram.

- Finalmente paz! – disse Cascão, abrindo os braços. Magali riu.

- Paz? Experimente ficar grávido! – exclamou a garota, dando um tapa no braço dele, ainda rindo. – Sessões de “O Exorcista” a cada hora no banheiro. Não vejo a hora de isso passar. E será apenas o começo.

- Sim... Apenas o começo. – Cascão parecia um pouco nervoso e ansioso. Magali percebera antes que ele pudesse disfarçar.

- Que foi, Cas? – ela perguntou.

- Nada não. Só estou um pouco ansioso. – disse ele, dando um beijo nela. – Bom, está entregue. Até amanhã, minha gatinha.

- Até, Cas.

Magali deu um último aceno e entrou em sua casa. Cascão caminhou pelo campinho e sentou-se e um banco. Apesar de já ser mais de onze da noite, o local estava cheio de casais e famílias que passeavam por lá. O garoto fechou os olhos e respirou fundo.

- O que te aflige, meu filho?

Cascão abriu os olhos. O campinho estava deserto e uma neblina meio fraca pairava sobre o local, dando um ar sobrenatural (mas não ameaçador), ao campinho. Os lampiões estavam acesos. Sentada ao lado dele estava Dona Lurdinha, a sua mãe.

- Mãe! – Cascão estava surpreso. Olhou ao seu redor. – Isto é real ou está acontecendo na minha cabeça?

- É claro que está acontecendo na sua cabeça, mas... – começou Dona Lurdinha começou.

- Por que isso significaria que não é real? – Cascão completou, rindo. Dona Lurdinha sorriu. – Harry Potter e as Relíquias da Morte.

Dona Lurdinha o encarou.

- Você está preocupado. – não era uma pergunta.

- É que eu não sei se sou bom o bastante. – disse Cascão.

- Bom o bastante para quê? – sua mãe ergueu as sobrancelhas.

- Para a Magali. – respondeu Cascão.

- Você é bom o bastante para mim. – Dona Lurdinha colocou as mãos no rosto de Cascão e ele sentiu o local do toque esfriar. – E isto já basta. Então você é bom o bastante para ela e para qualquer um.


http://www.youtube.com/watch?v=3E3TvyXY8R0&feature=player_embedded

Nine Soundtrack – Guarda La Luna

[Dona Lurdinha]

Querido

Querido meu

Olhe para a lua, que brilha lá no alto

Como a lua brilha

Ela sorri sobre você

Quando você está sonhando alegremente

Sonhando, voando livre

Seguro em seu abrigo

E aquecido em seu coração

Seguro com a sua mãe

Os braços dela agora em volta de você.

Você flutua, em breve, para adormecer

Flutuante... Nas profundezas...

Oh, sonhe com sua juventude

Enquanto eu ainda estou ao seu lado

Sonhe com a sua humanidade

Reze e eu o guiarei

E quando você envelhecer

Como meu amor ainda vai brilhar?

Sempre lembre meu filho...

Você sempre será meu!

Sim! Meu!

Cascão,

Você sabe que eu te amo meu filho

Cascão

Você acha que outras vão te amar como eu?

Olhe pra lua

Ela paira no céu

Irradiando sua benção

Para fazer com que você e eu saibamos que

Este único beijo de boa noite

Irá manter toda a sua vida

Perfeita como agora!

- Boa noite, Cascãozinho. – disse Dona Lurdinha, dando um beijo no rosto dele e se afastando.

- Mas mãe... – Cascão virou-se para ela, mas Dona Lurdinha já tinha ido. Ele fechou os olhos e respirou fundo.

O som das pessoas voltou ao seu ouvido e Cascão secou as lágrimas. Ele levantou-se do banco e volto correndo para a casa de Magali. Chegando lá, esmurrou a campainha até a garota atender.

- Cas? O que... – ela parou. Cascão se ajoelhou no chão e pegou as mãos dela.

- Magá! Eu prometo estar sempre perto de você e tentar ser bom o bastante para você e para o nosso filho! Ou filha! – disse ele, arfando.

- Cas... – Magali estava chorado. – Levante-se. – quando ele a obedeceu, os dois se abraçaram e se beijaram. – Eu prometo sempre estar ao seu lado. E te seguir até o fim do mundo se for preciso. Você é o meu rio, Cas.


http://www.youtube.com/watch?v=r0qQkouqzvw

Glee – I Follow Rivers

[Magali]

Oh, eu te imploro, posso te seguir?

Oh, te pergunto “por que não?” sempre

Seja o oceano desvendável

Seja meu apenas, seja a água por onde eu passo

Você é o meu rio correndo forte, profundo e selvagem

Eu, eu sigo, eu sigo você nas profundezas do mar, querido

Eu sigo você

Eu, eu sigo, eu sigo você, explosão escura, querido

Eu sigo você

Ele é uma mensagem, eu sou a entregadora

Ele é o rebelde, eu sou a filha esperando por você

Você é o meu rio correndo forte, profundo e selvagem

Eu, eu sigo, eu sigo você nas profundezas do mar, querido

Eu sigo você

Eu, eu sigo, eu sigo você, explosão escura, querido

Eu sigo você

Você é o meu rio correndo forte, profundo e selvagem

Eu, eu sigo, eu sigo você nas profundezas do mar, querido

Eu sigo você

Eu, eu sigo, eu sigo você, explosão escura, querido

Eu sigo você

Eu, eu sigo, eu sigo você nas profundezas do mar, querido

Eu sigo você

Eu, eu sigo, eu sigo você, explosão escura, querido

Eu sigo você


Mônica acordou com o som dos pássaros... E de alguém gritando o seu nome do lado de fora. Resmungando, ela foi até a janela. Ao abri-la, viu Maria Cebolinha parada, acenando para ela.

- Maria? O quê você está fazendo aí? É domingo! – disse ela, tentando não ser grossa.

- Eu resolvi vir admirar essa sua bela cara de baleia branca. – trollou Maria Cebolinha. – É claro que o assunto tem a ver com o meu irmão!

- Maria, não querendo ser chata... – começou Mônica, mas a garota a cortou.

- Quando uma pessoa diz isso, ela vai ser chata. – completou ela. – Que foi? Eu tenho 10 anos, mas sei das coisas.

- Não querendo ser chata... – recomeçou Mônica, ignorando Maria Cebolinha. – Mas eu não quero mais nada com ele. Minha vida parece que foi amaldiçoada e agora eu só quero paz.

- Ok, então. – Maria Cebolinha virou as costas e foi embora.

- Espera! – gritou Mônica. Ela fechou a janela, desceu correndo as escadas e já ia sair, quando o telefone tocou. Ela atendeu e era Magali. – Oi, amiga.

- Que pressa é essa? – perguntou Magali.

- A Maria Cebolinha veio aqui e quer falar comigo sobre o Cebola. – disse Mônica.

- E você vai pedir ajuda para ela?

- Ajuda? Eu vou é dizer umas verdades para ela e espero que o Cebola receba o recado. – respondeu Mônica.

- Mas ela é só uma criança. Cuidado. – alertou Magali.

- Magá, o dia que eu estiver apreensiva quando for falar com uma criança... Vai ser hoje. – Mônica estava um pouco ansiosa. Magali riu.


Após explicar tudo para Maria Cebolinha, Mônica voltou para dentro de sua casa e ligou novamente para Magali.

– Pronto. – disse ela.

– Quem é? – perguntou Magali.

– É a Mônica, ô maluca! – exclamou Mônica.

– Mô, eu não tenho que ficar lembrando de todo mundo que me liga. – trollou Magali.

– Nossa... Tudo bem, amiga da onça. – choramingou Mônica.

– Da onça, do tigre e do panda. – trollou novamente Magali. – Brincadeira, Mô. Você sabe que eu não diria essas coisas de propósito. Mas e aí?

– Eu disse para ela que falaria com o Cebola hoje de tarde. – disse Mônica.

– E você já sabe o que vai dizer? – perguntou Magali.

– Claro. Temos que colocar os pingos nos is e nos jotas e cortar os tês. – respondeu Mônica. Magali riu.


De tarde, Mônica se arrumou e foi até a casa de Cebola. Tocou a campainha e foi atendida por ele.

- Mô... Que bom que você veio. – ele corou um pouco.

- Eu sei que a situação e meio chata, Cebola... Mas acho que a gente poderia resolver isso de uma maneira civilizada e sem trollagens. – disse ela.

- É tudo o que eu mais quero. – ele começou a se aproximar dela.

- O que você tá fazendo? – ela perguntou.

- Tentando consertar a situação. – respondeu Cebola.

- Cê. Não tava quebrada. – Mônica o afastou. – Quero ser só sua amiga.

- Mas você está grávida e a culpa é minha!

- E minha também!

- Você me ama! Admita. – pediu Cebola.

Mônica o encarou por alguns segundos.


http://www.youtube.com/watch?v=waEalxrR-nM

Glee – Go Your Own Way

[Mônica]

Amar você

Não é a coisa certa a se fazer

Como eu poderia mudar aquilo que sinto?

Se eu pudesse

Talvez eu te desse todo o meu mundo

Mas como eu poderia

Já que você não o aceitará de mim?

Você pode seguir o seu próprio caminho

Seguir o seu próprio caminho

Você pode considerar isso

Como sendo outro dia solitário

Outro dia solitário

Você pode seguir seu próprio caminho

Seguir o seu próprio caminho

Diga-me por que

Tudo mudou

Arrumar as malas

E ir morar junto, é tudo o que você quer fazer

Se eu pudesse

Querido, eu te daria meu mundo

Se abra

Tudo isso está esperando por você

Você pode seguir o seu próprio caminho

Seguir o seu próprio caminho

Você pode considerar isso

Como sendo outro dia solitário

Outro dia solitário

Você pode seguir seu próprio caminho

Seguir o seu próprio caminho

Você pode seguir o seu próprio caminho

Seguir o seu próprio caminho

Você pode considerar isso

Como sendo outro dia solitário

Outro dia solitário

Você pode seguir seu próprio caminho

Seguir o seu próprio caminho

Você pode considerar isso

Como sendo outro dia solitário

Você pode ir

Pode ir

Ouro dia

Outro dia solitário

Você pode seguir o seu próprio caminho

Seguir o seu próprio caminho

– M-m-mas... Eu pensei que você queria voltar comigo! – Cebola estava surpreso.

– Já quis, Cebola. E muito. Mas agora não mais. – Mônica secou uma lágrima, deu-lhe as costas e saiu andando. Cebola a pegou pelo pulso. Ela o encarou. – Eu já te disse que odeio que me segurem, Cebola. Além do mais, você me traiu!

– Traí, mas...

– Bem que a minha mãe me disse: “Nunca confie em um homem que já te traiu”.


http://www.youtube.com/watch?v=_U3P66VF5b8

Jessie J – Mamma Knows Best

[Mônica]

Bem, há algo acontecendo

Como a tempestade no céu

Eu não vou ser enganada pelo seu comportamento

Como posso confiar em alguém que está mentindo para mim? Então

Caia fora, vai!

Agora eu disse caia fora, saia!

Eu disse pegue suas coisas e vá

Porque você não é para mim

Mamãe sabe mais quando os tempos ficam difíceis

E papai sempre tem uma piada para me fazer rir

Mamãe sabe mais quando

Eu me sinto para baixo, fazendo-me ficar feliz

E sempre mantém meus pés no chão

Digamos que eu sei, sei, sei

Que você pode se levantar e me derrubar

E todo esse amor inconsistente

Eu acho que já é hora de parar

Então fora, vá!

Agora eu disse para se retirar, embora!

Eu disse: faça uma reverência e vá

Porque você não é nada para mim

Mamãe sabe mais quando os tempos ficam difíceis

E papai sempre tem uma piada para me fazer rir

Mamãe sabe mais quando

Eu me sinto para baixo, fazendo-me ficar feliz

E sempre mantém meus pés no chão

Basta guardar o melhor da mamãe

Papai me disse:

“Sempre use o humor como o seu tratamento, yeah

Nunca leve a vida muito a sério

Apenas seja você, porque você faz isso tão perfeitamente!

Mamãe, mamãe sabe mais

Papai, papai sabe mais

Mamãe, mamãe sabe mais

Papai, papai sabe mais

Mamãe sabe mais quando os tempos ficam difíceis

E papai sempre tem uma piada para me fazer rir

Mamãe sabe mais quando

Eu me sinto para baixo, fazendo-me ficar feliz

E sempre mantém meus pés no chão

Mamãe, mamãe sabe mais

Papai, papai sabe mais

Mamãe, mamãe sabe mais

Papai, papai sabe mais

Mamãe, mamãe sabe mais

Papai, papai sabe mais

Mamãe, mamãe sabe mais

Papai, papai sabe mais

Mônica mais uma vez deu as costas para Cebola, só que desta vez ele não a impediu.

- Bom, se você quer assim... Assim será. – disse Cebola.

De longe, Mônica virou-se e disse em voz alta:

- Não precisa terminar assim, Cebola!

- E como você sugere que termine, então? – gritou ele de volta.

Mônica veio andando ao encontro dele.

- Podemos terminar como amigos. – disse ela.

- É... Uma boa proposta. – ele sorriu para ela.

Os dois se abraçaram e riram.

- Agora eu tenho que ir. Preciso arrumar as coisas lá em casa, colocar o lixo para fora e... Ah droga! – ela exclamou e saiu correndo.

- Mô! O que aconteceu? – ele berrou.

- Depois eu te falo! Agora eu preciso correr!


Quando ela entrou em sua casa, os seus temores se tornaram realidade. Dona Luisa estava parada, o saco de lixo do banheiro ao seu lado. Em suas mãos, o teste de gravidez de Mônica.

- Explique-se. – ela ordenou.

- Eu... Eu...

- Você está grávida? – perguntou Dona Luisa. – Eu quero ouvir de você.

Mônica começou a chorar. Dona Luisa jogou o teste no saco de lixo, cruzou os braços e encarou a filha. Faíscas saiam dos seus olhos.

- Pelo visto você nem precisa falar! – ela começou a se enfurecer.

- Mãe... Eu...

- Eu não criei minha filha assim. – ela colocou uma mão na testa e balançou a cabeça, falando com si mesma.

- Foi um acidente, mãe! – gritou Mônica.

- Mas você não deve ter usado proteção, não é? – Dona Luisa deu uma risada sarcástica. – Até porque mesmo em acidentes, se a pessoa estiver usando proteção, sai quase ilesa.

- Mãe! Que horror! – Mônica estava incrédula.

- Horror é ter uma filha que abre as pernas para qualquer um! – Dona Luisa bateu na mesa.

- Não foi qualquer um! Foi o Cebola! – Mônica agora soluçava e chorava sem parar.

- Ah, foi? Por que não disse antes? – Dona Luisa acalmou, mas foi por pouco tempo. – Foi o Cebola? Aquele que te botou um chifre?

De repente, as duas pararam de brigar. Seu Sousa havia acabado de entrar em sua casa, vindo da padaria.

- O que está acontecendo? – ele perguntou.

- O que está acontecendo é que a nossa filhinha está grávida. – disse Dona Luisa, sem esperar que Mônica respondesse. Olhando para a filha, ela perguntou: — De quantos meses?

- Um, eu acho. – Mônica chorava.

- Então é verdade? – Seu Sousa apertava o saco de pães, que já estavam se esmigalhando.

- Sim. – Mônica acenou afirmativamente com a cabeça.

Seu Sousa levou a mão que estava livre ao peito e começou a arfar. Dona Luisa se aproximou dele.

- Querido? Está tudo bem? – perguntou.

- Ai... Meu... Coração. – ele caiu de joelhos. – Filha... Não... Fique... Assim... Eu... Não estou bravo... É apenas o choque...

Essas foram as suas últimas palavras. Seu Sousa caiu de bruços no chão. Os pães sobreviventes rolaram pelo chão.

- Sousa? – Dona Luisa o cutucou. Vendo que ele não reagia, começou a chacoalhá-lo. – Sousa! Acorda, querido! – Ao perceber o que ocorrera, ela fuzilou a filha com os olhos. – Você tem uma hora.

- Uma hora para quê? – Mônica não estava entendendo.

- Uma hora para arrumar as suas coisas e ir embora daqui! – nessas duas últimas palavras, ela elevou o tom de voz.

- Mas mãe...

- A culpa é toda SUA! – disse Dona Luisa. – Você vai sair dessa casa dentro de... – ela consultou o relógio. – Dentro de 59 minutos! — Mônica estava em choque. Não se mexia. Dona Luisa pegou ela pelo braço e a arrastou escada acima até o quarto de Mônica. – Agora você tem 58 minutos. – ela bateu a porta ao sair.

Mônica sentou-se na cama, tentando assimilar o ocorrido. O seu pai tinha morrido. Estranhamente, as lágrimas não vieram. Mônica pensou que já havia desidratado de tanto chorar. Lentamente, puxou uma mala e a sua mochila e começou a jogar as suas coisas dentro delas.


http://www.youtube.com/watch?v=R4NbPkYQtJc

Glee — Home

[Mônica]

Quando eu penso em "lar"

Eu penso em um lugar onde há amor transbordando

Eu queria estar em casa

Eu queria estar lá com as coisas que eu conheço

Vento que faz a grama alta se curvar

De repente, os pingos de chuva que caem têm um significado

Chuviscando a cena, tornando tudo claro

Mônica desceu as escadas. Dona Luisa estava ao telefone, chorando. Dois homens levavam um saco preto em uma maca. Mônica começou a chorar. Sua mãe a encarou e fez sinal para a porta. Mônica saiu um pouco depois dos homens.


[Mônica]

Talvez haja uma chance de eu ir pra lá

Agora que eu tenho uma direção

Seria bom estar de volta para casa

Onde há amor e carinho

E, assim talvez eu possa convencer o tempo a retardar

Me dando tempo suficiente na vida para crescer

Tempo, seja meu amigo, me deixe começar de novo

De repente meu mundo mudou de face

Mas eu ainda sei onde estou indo

E minha mente girava no espaço

E eu já o vi crescer

Se você estiver ouvindo, Deus

Por favor, não torne isso difícil de saber

Se devemos acreditar nas coisas que vemos

Diga-nos, devemos ficar e tentar

Ou devemos fugir?

Ou seria melhor deixar as coisas acontecerem?

Viver aqui, neste novo mundo

Pode ser uma fantasia

Mas ele me ensinou a amar

Portanto, é real, real para mim

E eu aprendi

Que devemos olhar para dentro de nossos corações

Para encontrar um mundo cheio de amor

Como o seu

Como eu

Como o lar

Mônica andava pelo campinho, arrastando a mala de rodinhas pelo gramado. As pessoas ao seu redor riam e se divertiam. “Como eles conseguem?”, perguntou Mônica. Ela estava distraída, quando, de repente, se ouviram gritos vindos de longe. Mônica foi na direção da confusão.

- Como você pôde fazer isso? – berrou uma mulher.

- Foi um acidente! – berrou um garoto em resposta.

Mônica tapou a boca com as mãos. Dona Cebola e Cebola estavam discutindo e, pela bagagem que estava nas mãos dele, havia acontecido o mesmo que à Mônica.

- Se você não pode me ajudar, eu vou embora daqui! – gritou o garoto.

- Vai, é? Para onde? – caçoou o pai dele.

- Para algum lugar. – respondeu Cebola, dando as costas para os pais. Enfurecido, não viu Mônica até trombar com ela. – Ei! O quê... Mônica? Por que você está com malas também?

- Fui expulsa de casa. – ela recomeçou a chorar. – A minha mãe descobriu tudo e, quando o meu pai chegou, ela contou para ele. Daí o meu pai teve um ataque do coração e morreu.

Cebola a abraçou. Mônica começou a soluçar.

- O que faremos, Cê? – perguntou a garota.

- Peraí, tô pensando. – respondeu ele. Depois de um tempo, estalou os dedos. – Já sei. Até darmos um jeito, você poderia tentar ficar com a Magá e eu, com o Cascão. Daí poderíamos arranjar um emprego e depois...

- Vai com calma. Você está fazendo planos para o futuro. Achei que tínhamos combinado de sermos apenas amigos. – disse Mônica, secando as lágrimas e dando um meio sorriso.

- Mas mesmo assim. Temos que dar um jeito nessa situação. Não podemos morar na rua. – ele sacou o celular e ligou para Cascão. Quando o amigo atendeu, ele explicou a situação. Assim que terminou de falar, desligou o celular. – Boas noticias. O pai do Cas disse que podemos ficar na garagem dele até resolvermos a situação. Mas temos que arrumar um trabalho.


- E aí? – perguntou Cebola.

- Nada. Não aceitam pelo fato de eu estar grávida. – respondeu Mônica.

Já estavam morando na garagem do pai de Cascão há duas semanas. Cebola havia conseguido um trabalho de garçom em um Café novo que abrira no Limoeiro.

- Eu acho que com o que eu tô ganhando no Café Vida é o suficiente para ajudar o Seu Antenor. Ele só queria que a gente não ficasse encostado.

- Mas você ouviu o que a Vanessa disse. As consultas médicas não são baratas e eu não acho justo ela ter se oferecido para ajudar. O filho, ou filha, é meu, então eu vou pagar. Ou eu não me chamo Mônica.

Ela saiu. Cebola sorriu e pegou a sua guitarra. Cascão apareceu e logo se juntou a ele.


http://www.youtube.com/watch?v=rMbATaj7Il8

Steppenwolf – Born To Be Wild

[Cascão]

Deixe seu motor funcionando

Dirija-se para a estrada

Em busca da aventura

Não importa o que aconteça em nosso caminho

[Cebola]

Sim querida, vou fazer acontecer

Pegue o mundo num abraço carinhoso

Dispare todas as suas armas ao mesmo tempo

E exploda espaço afora

[Cascão]

Eu gosto de fumaça e relâmpago

O estrondo do trovão

Correndo com o tempo

E o sentimento que ele provoca em mim

[Cebola]

Sim querida, vou fazer acontecer

Pegue o mundo num abraço carinhoso

Dispare todas as suas armas ao mesmo tempo

E exploda espaço afora

Como um verdadeiro filho da natureza

Nós nascemos, nascemos para ser selvagens

Podemos escalar tão alto

Eu nunca quero morrer

Nascido para ser selvagem

[Cascão]

Nascido para ser selvagem

- Cascão, chame a galera. Show de emergência dos Grampeadores de Gaveta. Hoje de noite, no campinho. – disse Cebola. Os dois haviam acabado de compor a melhor música de todas as suas vidas.


Como em todas as vezes anteriores, os Grampeadores conseguiram lotar o campinho com o seu show. Cebola e Cascão, acompanhados pelo resto da banda, cantaram. Cebola apontou para Mônica, que acenava: — Essa é para você, Mônica!

[Cascão]

Deixe seu motor funcionando

Dirija-se para a estrada

Em busca da aventura

Não importa o que aconteça em nosso caminho

[Cebola]

Sim querida, vou fazer acontecer

Pegue o mundo num abraço carinhoso

Dispare todas as suas armas ao mesmo tempo

E exploda espaço afora

Como um verdadeiro filho da natureza

Nós nascemos, nascemos para ser selvagens

Podemos escalar tão alto

Eu nunca quero morrer

Nascido para ser selvagem

[Cascão]

Nascido para ser selvagem

A euforia pós-show durou pouco. Mônica ainda não havia encontrado um emprego. O dinheiro que Cebola ganhava no Café Vida era o suficiente, mas o orgulho de Mônica estava ferido.

- Cebola, eu não posso mais permitir que a Viviane pague todas as minhas consultas. Daqui a duas semanas as aulas voltam e eu nem sei como vou fazer. Acho que vou largar a escola e...

- Você não vai fazer isso, Mônica! Eu não deixarei! – Cebola cortou a fala dela.

- Mas eu preciso arranjar um emprego. E já estou grávida há uns dois meses mais ou menos. Quando estiver perto dos nove, vou ter que sair de qualquer jeito e...

- Não faça isso, Mô. Pela nossa amizade. – pediu Cebola.

- Tudo bem. Pela nossa amizade. – Mônica sorriu. – Mas eu não vou desistir! – ela saiu, batendo a porta que havia no portão da garagem.


Mônica caminhava pelas ruas do Limoeiro, mas em todos os lugares em que ia procurar emprego, todos davam as mesmas desculpas: “Muito jovem”, “Grávida? Não, obrigado”. Mônica até começara a ocultar essa informação, mas sempre havia outras desculpas.


http://www.youtube.com/watch?v=OIMNVHfYudE

The Glee Project – Mad World

[Mônica]

Tudo ao meu redor são rostos familiares

Lugares desgastados, faces desgastadas

Claro e cedo para suas corridas diárias

Indo a lugar nenhum, indo a lugar nenhum

Eu acho isso meio divertido

Eu acho isso meio triste

Os sonhos nos quais estou morrendo

São os melhores que já tive

Eu acho difícil para lhe dizer

Eu acho difícil para aceitar

Quando pessoas correm em círculos

Este é um

Mundo muito, muito louco (Mundo louco)

Mundo louco

Fevereiro chegou e, com ele, o fim das férias. Mônica chegara aos dois meses de gravidez. A história se espalhara pelo Limoeiro como poeira ao vento. Nos corredores do Colégio do Limoeiro, as pessoas a encaravam e riam dela.


[Mônica]

Fui para a escola e eu estava muito nervosa

Ninguém me conhecia — ninguém me conhecia

"Olá, professora, me diga qual é minha lição"

Olhem bem pra mim — olhem bem pra mim

Eu acho isso meio divertido

Eu acho isso meio triste

Os sonhos nos quais estou morrendo

São os melhores que já tive

Eu acho difícil para lhe dizer

Eu acho difícil para aceitar

Quando pessoas correm em círculos

Este é um

Mundo muito, muito louco (Mundo louco)

Mundo louco

Mundo louco (Mundo louco)
Mundo louco

- Não dá! – disse Mônica, chutando o pedestal do microfone. – Não consigo me concentrar. A minha vida está um inferno!

A primeira semana de aulas não fora um mar de rosas para Mônica. Era sábado e os Grampeadores de Gaveta estavam ensaiando.

- Mô, não seja tão dura consigo mesma. – pediu Magali.

- Magá, eu tô com raiva! – Mônica começou a chorar. – Eu tô super mal por a Viviane ter que pagar tudo e eu não fazer nada!

- Mas... – Magali tentou argumentar, mas foi cortada por Mônica.

- Eu tenho que tentar mais um pouco. Não posso ficar perdendo tempo cantando. Isso não vai me ajudar!

Mônica saiu da garagem da casa do pai de Cascão (Cebola havia sido proibido de usar a garagem da sua ex-casa) e foi correndo pela rua. Passou o resto da tarde andando pelo Shopping Big Lemon, mas sem resultados.

Quando estava voltando para a casa de Cascão, já havia anoitecido. Ela trombou com Magali, que a segurou pelo pulso.

- Mô, Você precisa vir ao campinho. – disse ela. Mônica abriu a boca para protestar, mas Magali não permitiu. – E sem reclamar.

Quando elas chegaram ao campinho, havia um mini palco montado e muitas pessoas diante dele. Magali fez Mônica sentar-se na frente.

- Espere aqui. – disse a garota.

Mônica ficou olhando Magali subir no palco e ajeitar o microfone. Após alguns segundos, os membros da Grampeadores de Gaveta subiram ao palco. Magali começou a falar.

- Mô, não diga que cantar é uma perda de tempo. Não saia da banda. Nós precisamos de você. Cante com a gente. – ela encarou a amiga.


http://www.youtube.com/watch?v=o7AJ9YsIhS8

Glee – Sing

[Magali]

Cante

Garota, você tem que ver o que o amanhã traz

[Cascão]

Cante

Garota, você tem que ser o que o amanhã precisa

[Magali]

Por cada vez que quiserem te excluir

[Cebola]

Use sua voz cada vez que abrir a sua boca

[Todos]

Cante pelos garotos

Cante pelas garotas

Cada vez que perder, cante pelo mundo

Cante de coração

Cante até enlouquecer

Cante por aqueles que odeiam a sua coragem

Cante pelos surdos

Cante pelos cegos

Cante sobre todos que você deixou pra trás

Cante pelo mundo

Cante pelo mundo

[Cascão]

Cante, garota, eles irão vender o significado do amanhã

[Magali]

Cante, garota, eles matarão o que o amanha traz

[Cebola]

Você tem que fazer uma escolha

Se a música te afugenta

[Magali]

(a música te afugenta)

[Cascão]

E eleve sua voz

Cada vez que eles tentarem calar a sua boca

[Todos]

Cante pelos garotos

Cante pelas garotas

Cada vez que perder, cante pelo mundo

Cante de coração

Cante até enlouquecer

Cante por aqueles que odeiam a sua coragem

Cante pelos surdos

Cante pelos cegos

Cante sobre todos que você deixou pra trás

Cante pelo mundo

Cante pelo mundo

Limpo, progresso de corporação

Morrendo no processo

Crianças que podem falar sobre isso, vivem nas teias

Pessoas se movendo para os lados

Venda até seus últimos dias

Compre para si uma motivação, Geração Nada

Nada além de uma cena morta

Produto de sonho branco

Eu não sou o cantor que você queria

Mas sim um dançarino

Me recuso a responder

Falar sobre o passado, senhor

Escrevi isso para aqueles que querem ir embora

[Cebola]

Continue correndo!

[Todos]

Cante pelos garotos

Cante pelas garotas

Cada vez que perder, cante pelo mundo

Cante de coração

Cante até enlouquecer

Cante por aqueles que odeiam a sua coragem

Cante pelos surdos

Cante pelos cegos

Cante sobre todos que você deixou pra trás

Cante pelo mundo

Cante pelo mundo

[Magali]

Você tem que ver o que o amanhã traz

[Todos]

Cante pelo mundo

Cante pelo mundo

[Magali]

Garoto, você precisa ser o que o amanhã precisa

[Todos]

Cante pelo mundo

Cante pelo mundo

Mônica subiu ao palco e abraçou os amigos. Ela e Magali começaram a chorar de emoção.

- Eu amo todos vocês. – ela soluçava. – Bom, não podemos deixar essa platéia aqui esperando.

- E o que vamos cantar? – perguntou Magali.

- Eu estava analisando a minha situação atual... – disse Mônica. – E tenho um dueto perfeito.

- Qual é? – Magali quis saber.

- Somewhere. – respondeu Mônica. – Pelo fato de que eu vou sair da garagem do Seu Antenor e achar o meu lugar.

- Mas... – Magali começou, mas foi cortada por Mônica.

- Podem começar. – disse Mônica ao pessoal da banda.


http://www.youtube.com/watch?v=Crzrrw_xlqU

Glee — Somewhere

[Magali]

Há um lugar para nós
Em algum lugar, um lugar para nós
Paz, silêncio e ar fresco
Esperando por nós

Em algum lugar


Titi, Aninha e Toni caminhavam de mãos dadas pelo campinho. De repente, uma senhora apontou para eles e começou a insultá-los.

- Deus está vendo a pouca vergonha de vocês! – exclamou a senhora.

- Assim como Deus também está vendo como você está nos julgando! – rebateu Aninha.

Um grupo de conservadores se juntou à senhora e começaram a tacar pedras nos três, que correram para se proteger.

- Isso é para vocês aprenderem a não desafiar o Senhor! – berrou um homem. Ele jogou uma pedra relativamente grande, que acertou na cabeça de Toni. O garoto desmaiou no meio do campinho.

- Monstro! – berrou Aninha. Ela e Titi se ajoelharam ao lado de Toni. O sangue começou a escorrer entre os cabelos loiros do garoto.

Titi ergueu o corpo de Toni. Ele e Aninha saíram correndo do campinho, sob vaias e insultos de fanáticos religiosos.

[Mônica]

Há um tempo para nós
Algum dia um tempo para nós
Tempo juntos com tempo a desperdiçar
Tempo para aprender, tempo para cuidar

Carmem ajudava Dona Renata e Inês a arrumar a casa, enquanto Jeremias cortava batatas para o almoço. Carmem cantarolava enquanto esfregava um prato.

Pela janela da cozinha, escondida, Dona Ofélia olhava tudo. De dentro da bolsa, tirou um lenço e secou as lágrimas.

- Se você acha que é mais feliz assim... Não precisa mais de mim. – disse Dona Ofélia.

Ela caminhou pelas ruas do Limoeiro. Depois de um tempo andando, ela voltou para a mansão. Subiu até o seu quarto, sentou-se na cadeira diante do computador e começou a digitar uma carta. Imprimiu-a e assinou-a. Deu ordens para que a empregada a entregasse para Carmem no dia seguinte. Passou o endereço para a empregada e disse que iria deitar-se mais cedo.

Ao voltar para o quarto, Dona Ofélia abriu a gaveta e pegou um vidrinho com pílulas. No rótulo estava escrito: “Antidepressivo super forte. Uma pílula a cada três dias”. Dona Ofélia virou o vidrinho e as pílulas restantes caíram na sua mão. Eram quatro. Ela pegou um copo com água e engoliu todos. Depois, deitou-se na cama e dormiu... Para nunca mais acordar.


[Magali]

Algum dia!

[Mônica]

Em algum lugar!
Encontraremos uma nova maneira de viver

[Magali]

Encontraremos uma nova maneira de perdoar
Em algum lugar

[Mônica]

Em algum lugar


Marina e Franja estavam passeando no shopping. Enquanto ela estava entretida com as vitrines de roupas, ele olhava para a vitrine de uma loja de informática. De repente, Marina cutucou Franja.

- Ei, olha lá. – sussurrou ela.

- O quê? – ele perguntou.

- Não são a Denise e o Xaveco? Ali, andando de mãos dadas e tomando milk-shake. – Marina apontou.

- Ih, é. – Franja sorriu. – Será que finalmente ela vai tomar juízo?

- Sei lá. – respondeu Marina. – É capaz que ela transforme o Xaveco em vez do inverso.

Os dois riram e se beijaram. Resolveram não interromper o recém-formado casal da turma.


[As Duas]

Há um lugar para nós
Um tempo e um lugar para nós

Segure a minha mão e estaremos no meio do caminho
Segure a minha mão e te levarei até lá

Mônica e Cebola terminaram de arrumar as malas. Se despediram de Viviane (que insistiu para que levassem um pouco de dinheiro e não aceitou devoluções), Seu Antenor, Cascão e Magali. Esses dois últimos choraram e abraçaram os amigos.


Os dois caminharam por entra as ruas do Limoeiro.

– E aí, Cebola? Para onde vamos? – perguntou Mônica.

Cebola pensou por alguns instantes, mas logo estalou os dedos.

– Já sei! Tem um clube na frente do Café Vida. É o clube O Arranhão Do Gato. – explicou. – Acho que se a gente conseguir trabalhar lá, quem sabe a dona não nos dê abrigo.

– Mas você trabalha no Café Vida. – disse Mônica.

– Eu posso trabalhar de tarde no Café Vida de tarde e n’O Arranhão Do Gato de noite. E ir para a escola de dia. – rebateu Cebola.

– Será que agüentaremos? — perguntou Mônica.

– Claro que sim. – respondeu Cebola.

Os dois deram as mãos e pararam diante do Clube O Arranhão Do Gato. Deram três pancadinhas na porta e uma voz ordenou: “Entrem!”.

[As Duas]
De algum jeito
Algum dia
Em algum lugar!


Notas finais
Gostaram? Façam review. Não gostaram? Façam review. O importante é mostrar a opinião =D
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@leocancellier