Bohemian Rhapsody - Season 1
10 Capítulo 10 – Prom King / Merry Xmas
Notas iniciais
Glee - I Feel Pretty / Unpretty
Camp - Rock Soundtrack Too Cool
Bruno Mars - Grenade
High School Musical 3: Senior Year - A Night To Remember
Dreamgirls Soundtrack - One Night Only
Glee - Merry Christmas Darling
Jessie J feat. B.o.B. - Price Tag
Mamma Mia! Soundtrack - Lay All Your Love On Me
Dreamgirls Soundtrack - When I First Saw You (Duet)
.
Explicação (LEIAM ANTES DE FALAR DE ERROS): Durante a fanfic, palavras e expressõs, como "Pois é, estava/am, Espera aí e Que é isso?" aparecerão na forma de "Poisé, Tava/am, Peraí e Quéisso" para se adequar à linguagem dos personagens.
.
Por ser uma Songfic, é claro que fica bem mais divertido de se acompanhar com música (sempre haverá um aviso com o nome da música e o link para se ouvir antes da letra da música entrar). Ah, para aqueles desavisados: haverá alteração na letra sempre que necessário (como nomes, adjetivos, etc.), para se encaixar no contexto da história.
– Espera um pouco. – Mônica estava indignada. – A Cascuda não será velada nem enterrada aqui?
– Foi isso que o pai dela disse. – Cascão balançou a cabeça.
– Isso porque o ele tem vergonha do suicídio dela? – Magali colocou a mão na testa. Cascão balançou novamente a cabeça. – Que absurdo! É tudo culpa minha.
Magali começou a chorar. Mônica a abraçou.
– Não diga isso, Magá. É culpa sua a Cascuda ser trouxa e se matar por um garoto? – ela olhou para Cascão. – Sem ofensas.
– Não ofendeu, dentuça. – Cascão a encarou. – Agora estamos igualados.
Mônica bufou e foi embora. Magali abraçou Cascão.
– Eu sei que pelo menos uma parte da culpa é minha. – Magali começou a chorar.
– Não diga isso. – Cascão deu um beijo na testa de Magali.
– O que dizia a carta? – Magali perguntou, fungando.
– Nada...
– Como nada? Lê para mim. – exigiu Magali. – Eu quero ver se não é um pouco e culpa minha.
Cascão tirou o papel amassado do bolso e começou a ler.
– “Meu amor. Não agüento ficar nem mais um segundo longe de você. Por isso, resolvi tomar medidas drásticas. Quando estiver lendo essa carta, provavelmente não estarei mais entre vocês. Se quiser me ver pela última vez para saber o que eu fiz para me livrar desse sofrimento, vá até o Cemitério do Limoeiro. Te amarei para sempre. Cascuda.”
Magali voltou a chorar.
– Viu porque eu não queria te mostrar? – Cascão guardou novamente a carta.
– Não... Foi até bom. – Magali secou as lágrimas e deu uma risadinha desanimada. – Para deixar você tranqüilo, fique sabendo que eu não faria isso.
Cascão sorriu e deu um beijo nela.
Mônica caminhava pelo campinho em direção à sua casa quando alguém trombou com ela.
– Mas que p... Irene? – Mônica estava surpresa.
– Mô, eu preciso da sua ajuda. – Irene parecia desesperada.
– O que aconteceu? – perguntou Mônica.
– Você me acha bonita?
– Mas, heim? Se eu te acho bonita? – Mônica coçou a nuca. – Embora me doa admitir, sim. Eu acho você uma garota bonita.
– Como assim “me doa admitir”?
– Eu sempre achei que você queria roubar o Cebola de mim. – Mônica deu um sorriso amarelo.
– Achou errado, Mô. Para falar a verdade... – Irene baixou o tom de voz. – Eu não jogo no seu time. Quero dizer, não totalmente.
– Não entendi. Nós nem temos time. Só cheerleaders mesmo e... – Mônica parou para pensar. – Aaaaaaahhhhh tá. Entendi. Você é bissexual, certo?
– Isso mesmo. Mas nunca me assumi totalmente. – Irene baixou a cabeça.
– Por quê? Não podemos ter vergonha de quem somos. – Mônica colocou as mãos nos ombros de Irene.
– Em um mundo onde a Denise vive? Se assumir e assinar o atestado de Loser. – Irene balançou a cabeça.
– Isso é... Verdade. – Mônica perdeu os argumentos.
– Além do mais, eu sou muito bonita e gosto de caras também. Por que não posso levar uma vida normal? –Irene começou a chorar.
– Porque você não estará sendo sincera consigo mesma. – Mônica abraçou Irene. – No que eu posso ajudar?
– Eu queria convidar a Maria Mello para a formatura, só que ela não quer. – disse Irene, secando as lágrimas.
– Por quê?
– Não posso falar. Me desculpe, Mô.
– Você realmente tem vergonha de ser bissexual?
– Mais ou menos. Eu... – Irene começou a falar, mas foi interrompida por Mônica, que estalou os dedos.
– Agora tudo faz sentido! Entendi porque a Maria Mello sempre chega atrasada nas aulas! Vocês ficam de pegação!
– Shhhh, Mô. Fale em voz baixa. – Irene estava corada. – É. Isso mesmo. Só que ela tem vergonha também. A nossa popularidade está por um fio. Somos bonitas e desejadas.
– Mas, como eu disse. Isso não faz de vocês bonitas por dentro.
Irene sorriu.
– Sabe, Mô? Eu queria ser mais com você. Aceita o seu lado feia sem ter vergonha do que os outros vão pensar.
– Ah, valeu. Eu... Que negócio é esse de “lado feia”? Está me chamando de feia? – Mônica rugiu.
– Er... Não. Apenas não tão bonita quanto eu ou a MM. – Irene tentou se corrigir.
– Não vou negar que já desejei ser como vocês, fisicamente. Mas agora eu me alegro por não ser assim, já que vocês são horrendas por dentro!
Mônica saiu, bufando. Irene ficou parada no meio do campinho. Ela tirou uma foto do bolso. Era dela junto com Maria Mello no parque de diversões.
http://www.youtube.com/watch?v=wVTrgz09qas
Glee – I Feel Pretty / Unpretty
[Mônica]
Eu gostaria de te colocar no meu lugar
Fazer você se sentir feia também
[Irene]
Disseram-me que eu era bonita
Mas o que isso significa para você?
[Mônica]
Olhe no espelho, quem está lá dentro?
Aquela com cabelo comprido
A mesma velha eu de novo
[Irene]
A minha aparência é legal
O meu interior é triste
[Mônica]
Toda vez que eu acho que sou meio bonita
É por causa de você
[Irene]
Eu tentei de diferentes maneiras
Mas é tudo a mesma coisa
No final do dia
Eu sou a única culpada
Eu só estou exagerando
[As Duas]
Você pode comprar seu cabelo se ele não crescer
Você pode corrigir o nariz se alguém mandar
Você pode comprar toda a maquiagem
Que a M.A.C. pode fazer
[Mônica]
Mas se você não puder olhar para dentro de você
[Irene]
E descobrir quem eu sou também
[As Duas]
Estar nessa posição de me fazer sentir
[Irene]
Tão feia
Eu me sinto bonita
[Mônica]
Ah tão bonita!
[As Duas]
Eu me sinto bonita e inteligente e brilhante!
[Mônica]
Nunca fui insegura até te conhecer
Agora eu estou sendo idiota
Eu costumava ser tão linda para mim
Apenas um pouco magra
[Irene]
Por que eu fico olhando para todas estas coisas
Para mantê-la feliz
Talvez se me livrar de você
Então eu vou voltar para mim
A minha aparência é legal
O meu interior é triste
[Mônica]
Toda vez que eu acho que sou meio bonita
É por causa de você
[Irene]
Eu tentei de diferentes maneiras
Mas é tudo a mesma coisa
No final do dia
Eu sou a única culpada
Eu só estou exagerando
[As Duas]
Você pode comprar seu cabelo se ele não crescer
Você pode corrigir o nariz se alguém mandar
Você pode comprar toda a maquiagem
Que a M.A.C. pode fazer
[Mônica]
Mas se você não puder olhar para dentro de você
[Irene]
E descobrir quem eu sou também
[As Duas]
Estar nessa posição de me fazer sentir
[Irene]
Tão feia
Eu me sinto bonita
[Mônica]
Ah tão bonita!
[As Duas]
Eu me sinto bonita e inteligente e brilhante!
[Irene]
E eu tenho pena
De qualquer menina que não seja eu essa noite
[Mônica]
Oh oh oh
Oh oh oh oh
[Irene]
Essa noite
[Mônica]
Oh oh oh
Oh oh oh oh
Oh oh oh
[Irene]
Essa noite
[Mônica]
Oh oh oh oh
Oh oh oh
[Irene]
Essa noite
[Mônica]
Oh oh oh oh
[Irene]
Eu me sinto bonita
[As Duas]
Você pode comprar seu cabelo se ele não crescer
[Mônica]
Ah tão bonita!
[As Duas]
Você pode corrigir o nariz se alguém mandar
[Irene]
(Eu me sinto bonita e inteligente e brilhante!)
[As Duas]
Você pode comprar toda a maquiagem
Que a M.A.C. pode fazer
[Mônica]
Mas se você não puder olhar para dentro de você
[Irene]
E descobrir quem eu sou também
[As Duas]
Estar nessa posição de me fazer sentir
[Irene]
Tão feia
[Mônica]
Eu me sinto bonita
[Irene]
Mas tão feia!
Denise tagarelava ao telefone com alguém enquanto pintava as unhas.
– Pois é. Uma pessoa deprimida a menos nesse mundo. – Denise comentou. – Não achei legal, mas foi ela quem quis assim. – enquanto a pessoa do outro lado da linha falava, Denise terminou de pintar as unhas dos pés. – Entendo, mas não sou cruel. Apenas sou realista. Deprimidos deixam o meu mundo menos colorido. E não me venha dizer que o Restart pode me ajudar, senão eu vou aí fazer você engolir a sua cama.
Ela desligou o celular e começou a pintar as unhas da mão. Quando terminou, fechou o esmalte e foi até o guarda-roupa.
– É hoje que o Titi te convida para a festa de formatura, Denise. – disse ela, mandando beijos para o espelho. Pegou uma roupa bem provocante, ajeitou o cabelo e colocou os óculos escuros.
Quando abriu a porta, deu um grito de susto. Xaveco estava parado com um buquê de flores diante dela. Denise ajeitou os óculos na cabeça.
– De onde você surgiu, criatura do pântano?
– Dê, eu vim aqui para saber se... – Xaveco começou a gaguejar.
– Fala logo, infeliz. Tenho mais o que fazer. – Denise estava sem paciência.
– Euqueriasabersevocênãoquerirafestacomigo. – Xaveco falou muito rápido.
A garota respirou fundo.
– Talvez a sua insignificância junto aos outros personagens dessa história tenha afetado a sua capacidade de fala, então repita. – disse Denise, colocando as mãos na cintura.
Xaveco suspirou, tomou coragem e disse:
– Eu gostaria de saber se você quer ir comigo na festa de formatura.
Denise o encarou e abriu um sorriso.
– É sério isso? – ela começou a rir. – Bom, aprecio o seu bom gosto, mas não posso. Já tenho par.
– Já? Mas quem? – Xaveco estava decepcionado.
– Er... Tecnicamente, não tenho ainda, mas sei que ele vai me convidar.
– Quem?
– O Titi, é claro.
– Mas ele não vai com a Aninha?
– Duvido muito. – um brilho de determinação se apossou dos olhos de Denise.
– Mas se eles forem juntos...
– SE? Eu vou explicar algo para você, Xavequinho. A verdade, nada mais que a verdade. Não é que eu quero ir com o Titi. É que eu NÃO quero ir com você. Entende? Você é apenas um secundário que não ascendeu, como eu ou os outros.
Havia sido um golpe no coração de Xaveco.
– Conheço esse olhar. Mas deixa-me explicar uma coisinha para você.
http://www.youtube.com/watch?v=g-TaLGavCk8
Camp Rock Soundtrack – Too Cool
[Denise]
Sou bonita demais para esse vestido
Esses óculos não saem da minha cabeça
Tudo o que você diz é tão irrelevante
Você seguirá na minha liderança
Você quer ser como eu
Não simplesmente
Amada ou odiada
Eu não posso ajudar: é a maneira como eu sou
Espero que você não interprete mal
Mas eu sou legal demais
Eu sou legal demais para te conhecer
Não é pessoal
Não seja emocional
Você sabe que é a verdade
Eu sou legal demais para você
Você acha que é o cara, mas, sinto muito, você não é
Exatamente quem acha que é
Posso dizer o que você não tem
Quando nós vamos para a sala
Eu sou legal demais para você
Você tem sorte, eu sou demais
Mesmo quando estou surpresa
Você ainda precisa ser convidado para entrar na minha equipe
Mostre como está pronto
Se você quer ser alguém
Basta assistir a mim e você vai aprender
Eu, eu mesma, e eu concordo
Você nunca vai ser como eu
Porque eu sou legal demais
Eu sou legal demais para te conhecer
Não é pessoal
Não seja emocional
Você sabe que é a verdade
Eu sou legal demais para você
Você acha que é o cara, mas, sinto muito, você não é
Exatamente quem acha que é
Posso dizer o que você não tem
Quando nós vamos para a sala
Eu sou legal demais para você
Você vê alguém muito bonita, inteligente e talentosa
Eu tenho tudo isso
Bom, todos tentam uma vida inteira
E ainda assim nunca são chamados
Essa é a diferença entre você e eu
Obviamente
Eu sou natural
Eu sou a verdadeira
Eu não posso ajudar a maneira como eu sou
Espero que você não interprete mal
Mas eu sou legal demais
Eu sou legal demais para te conhecer
Não é pessoal
Não seja emocional
Você sabe que é a verdade
Eu sou legal demais para você
Legal demais
Eu sou legal demais para te conhecer
Não é pessoal
Não seja emocional
Você sabe que é a verdade
Eu sou legal demais para você
– Entendeu agora? – Denise passou a mão na cabeça de Xaveco, mas esse desviou.
– Chega! – Xaveco jogou as flores no chão. – Olha, Denise. Você não entende? Eu gosto de você! Deixei você me humilhar todas essas vezes só para estar perto de você.
– Mas você gosta de sofrer, heim, filhinho?
– Tá vendo? Você disfarça sentimentos com ironias e humilhações! – Xaveco estava explodindo.
– Que sentimentos?
– Eu te conheço, Denise. Sei...
Denise o interrompeu, pegando a gola da camisa dele. Agora ela estava mais furiosa do que ele.
– Você-não-sabe-nada-sobre-mim! – ela marcou cada palavra. – Entendeu? Não sabe nada! Agora vaza daqui!
Ela carregou Xaveco pela gola da camisa até a saída.
– O que aconteceu, Dê? Nós éramos melhores amigos e...
– SAI! – Denise o jogou para fora de sua casa.
Assim que bateu a porta, ela sentou-se no sofá e colocou as mãos nas têmporas. Lágrimas desceram pela sua face.
– Quem ele pensa que é para vir aqui e falar dos meus sentimentos? O que ele sabe sobre os meus sentimentos? Denise Albuquerque Ferreira Armane não espalha por aí os seus sentimentos. O que ela quer é sucesso e poder. Mesmo que para isso... – ela levantou-se e encarou o espelho. Mais lágrimas rolaram pela sua face. – Ela precise abdicar do amor.
Flashback – 10 Anos Atrás
– Vem aqui, Xavequinho. Não foge de mim. – disse uma Denise de cinco anos, que corria pelo campinho, atrás do amigo.
– Você não me pega, Dê. — a versão cinco anos de Xaveco corria de Denise, rindo.
Denise pulou nas costas de Xaveco e os dois rolaram pela grama. Apenas duas crianças de cinco anos brincado no campinho.
– Dê, olha o que você fez. Vamos tomar uma bronca dos nossos pais. – Xaveco se levantou, tirando a terra e as folhas da roupa.
– Ai, nem quero pensar nisso. Para o bem do nosso bumbum. – os dois deram uma risadinha, como se ela tivesse dito uma palavra proibida. Denise abraçou Xaveco. – Você é o meu melhor amigo nesse mundo, Xavequinho.
– Sério? E a Carminha?
– Ela é a minha melhor amiga e você, o meu melhor amigo, ué? – Denise deu de ombros.
Fim Do Flashback
Xaveco andava pelo campinho, com as mãos no bolso, cabisbaixo. Enquanto fazia o seu caminho, chutava algumas pedrinhas do chão.
“Quem ela pensa que é para falar assim comigo?”, pensou.
Enquanto caminhava, trombou com Mônica, que estava furiosa.
– Eita! Hoje é o meu dia de tomar trombadas, só pode! – Mônica resmungou. Quando encarou Xaveco, se acalmou. – Algum problema, Xaveco?
– Nada não. Ninguém liga. – Xaveco voltou a andar, deixando Mônica parada. Indignada, ela correu até ele e o segurou pelo braço.
– Ninguém liga? Você acha que se eu não ligasse, estaria perguntando? – Mônica o encarou.
– Mas...
– Esse é o seu problema! Você não se importa em ser apenas um secundário qualquer! – Mônica colocou as mãos nos seus ombros. – As pessoas precisam saber quem é Xaveco. Você precisa fazer-se notar. Agora conta pra tia aqui o que está acontecendo. Hoje estou toda aconselhadora.
Xaveco narrou toda a história. Ela o encarou.
– Você não fez nada? Só saiu? Deixou ela jogar você fora da casa dela, com se fosse um saco de lixo?
– Bom. Eu...
– Você vai erguer essa cabeça agora, vai à casa da Denise e dirá exatamente o que está sentindo agora. Isso não é amar, Xaveco. É se torturar. Não é saudável se humilhar por ágüem. Eu sei bem como é. – Mônica sorriu para o amigo.
– Ok. Valeu, Mô. – Xaveco a abraçou.
– Quéisso, estamos aí pro que der e vier. – disse Mônica, abraçando Xaveco. – Agora vai!
Xaveco saiu correndo de volta para a casa de Denise. Quando chegou lá, tocou a campainha várias vezes. Quando Denise atendeu, suspirou.
– O que foi agora, ovelha? – perguntou.
– Eu queria dizer que... Que papo é esse de ovelha? – Xaveco a encarou.
– É uma piada relativa ao seu cabelo. Tenho muitas, quer ver só? Ovelha, couve-flor, arbusto e por aí vai. – disse Denise, contando nos dedos. – Agora me diz o que você quer, porque eu tenho mais o que fazer.
– Chega, Denise. Chega dessas piadinhas sobre o meu cabelo, tá? Eu tô achando que você já passou do limite há muito tempo.
– E desde quando você tem que achar algo nessa história? – Denise colocou as mãos na cintura.
– Bom... Como você me disse umas verdades através de música, eu vou fazer o mesmo. – disse Xaveco, tirando o seu MaçãPod do bolso e entrando na casa de Denise.
– Ei, aqui não é a casa da mãe Joana para as pessoas entrarem sem serem convidadas. – Denise, tentou impedir a passagem de Xaveco.
– Fica quieta, garota. – Xaveco rebateu, conectando o seu MaçãPod na caixa de som que tinha lá.
– E que música você vai cantar? Ilariê? – provocou Denise.
– Não. Preste atenção na letra, pois é tudo o que eu tenho a dizer para você.
http://www.youtube.com/watch?v=SR6iYWJxHqs
Bruno Mars — Grenade
[Xaveco]
Fácil vem, fácil vai
É assim que você vive, oh
Aceita, aceita, aceita tudo
Mas nunca compartilha
Eu deveria saber que você era um problema
Desde o primeiro beijo
Estava com os olhos bem abertos
Por que estavam abertos?
Te dei tudo que eu tinha
E você jogou no lixo
Jogou no lixo, sim
Pra me dar todo o seu amor
É tudo que eu sempre te pedi, porque
O que você não entende é que
Eu pegaria uma granada por você
Colocaria minha mão numa lâmina por você
Pularia na frente de um trem por você
Sabe que eu faria qualquer coisa por você
Oh oh, eu passaria por todo esse sofrimento
Levaria um tiro bem no meu cérebro
Sim, eu morreria por você, amor
Mas você não faria o mesmo
Não, não, não
Luto, luto, luto e tristeza
Me atingem até que perco os sentidos
Diga ao diabo que mandei lembranças
Quando você voltar pro lugar de onde veio
Mulher louca, mulher ruim
É isso que você é
É, você sorri na minha cara
E então destrói os freios do meu carro
Te dei tudo que eu tinha
E você jogou no lixo
Jogou no lixo, sim
Pra me dar todo o seu amor
É tudo que eu sempre te pedi, porque
O que você não entende é que
Eu pegaria uma granada por você
Colocaria minha mão numa lâmina por você
Pularia na frente de um trem por você
Sabe que eu faria qualquer coisa por você
Oh oh, eu passaria por todo esse sofrimento
Levaria um tiro bem no meu cérebro
Sim, eu morreria por você, amor
Mas você não faria o mesmo
Se meu corpo estivesse pegando fogo
Oh, você me olharia até que as chamas me consumissem
Você dizia que me amava, é uma mentirosa
Porque nunca, nunca, nunca amou, querida
Mas, linda, eu ainda assim pegaria uma granada por você
Colocaria minha mão numa lâmina por você
Pularia na frente de um trem por você
Sabe que eu faria qualquer coisa por você
Oh oh, eu passaria por todo esse sofrimento
Levaria um tiro bem no meu cérebro
Sim, eu morreria por você, amor
Mas você não faria o mesmo
Não, não faria o mesmo
Você não faria o mesmo
Oh, nunca faria o mesmo
Oh não, não, não
Denise cruzou os braços.
– Hoje você está todo “verdades”, heim? Conselho da Dê: segurar granadas, tomar tiro no cérebro e colocar a mão em uma lâmina são coisas perigosas. Não faça isso por ninguém. – disse ela, colocando as mãos nos ombro de Xaveco. – Não vale a pena se machucar por alguém que não liga para os seus sentimentos.
– Mas eu não vou fazer mais isso. Não a partir de agora. – disse Xaveco, tirando o seu MaçãPod das caixas de som. – Só cantei isso para te deixar mal.
Dando as costas para Denise, ele saiu e bateu a porta. Ela respirou fundo.
– Pois você conseguiu, Xaveco. – disse Denise, limpando as lágrimas.
Titi parou diante da casa de Aninha, receoso. Não sabia se tocava ou não a campainha. Depois de um tempo, ele respirou fundo e apertou o botão. Alguns segundos depois, uma voz saiu através do interfone.
– Quem é? – a voz perguntou.
Titi reconheceu a voz de Aninha.
– Aninha, sou eu. – respondeu Titi.
– “Eu” quem?
– Como assim “eu quem”? É o Titi.
– O que você quer?
– Você pode falar comigo pessoalmente?
Aninha suspirou do outro lado da linha.
– Tudo bem, já tô indo. – disse. Logo depois, ela apareceu no portão. – Fala logo que eu tenho mais o que fazer.
– O que você tem de fazer?
– Sei lá, dormir, comer, enfim, fazer algo mais interessante do que falar com você.
– Ei! Desnecessário, heim? – Titi se recompôs após o “coice”. – Eu queria te convidar para o baile de formatura de amanhã.
– Nem quero, viu? Além de não querer olhar para essa sua cara de coelho pilantra por mais tempo do que o necessário, eu já tenho par.
– E eu posso saber quem é?
– Não. – disse Aninha, fechando o portão na cara dele.
– Ah, é assim, né? – Titi estava furioso. Sacou o seu celular e ligou para uma pessoa. – Aninha, Aninha. Amanhã será a noite das noites. Me aguarde.
http://www.youtube.com/watch?v=Jfsc5blh3RE
High School Musical 3: Senior Year – A Night To Remember
[Titi]
Acho que agora é oficial
Não dá pra voltar atrás, não dá pra voltar atrás!
[Aninha]
Se preparando para a noite das noites
A noite das noites, com certeza
[Titi]
Sem pânico
Pânico!
Cebola e Cascão zanzavam de uma lado para o outro. A formatura dos seus amigos seria em poucas horas. Franja e Xaveco apenas estavam sentados no sofá.
– Ei, relaxem. Vocês sabem como funciona o esquema. – disse Franja.
– Mas você ta muito calmo para um formando. – resmungou Cascão. – Aliás, nem sei para que tanta produção se não são elas que irão se formar.
– Eu tô estranhando essa amizade repentina entre da Magali e da Mônica com a Fabi. – Cebola coçou a cabeça.
– Como pode isso?! – berrou alguém do primeiro andar da casa de Marina. Era Mônica, que estava parada, encarando os quatro garotos do topo da escada, enrolada em uma toalha. Cebola ficou vermelho. – Você não estão prontos ainda?
– Que foi? – protestou Cascão. – Ainda tem tempo.
– Sim, ainda tem tempo. – ironizou Mônica. – Ainda tem tempo até o fim do mundo também, mas você vai ficar esperando até o último minuto para se desesperar?
Magali correu para o lado de Mônica. Uma toalha estava enrolada em sua cabeça.
– Vão se arrumar. – disse ela, fuzilando os garotos.
– Mas... – Cascão ergueu o dedo para responder, mas foi cortado.
– VÃO! – berraram Mônica e Magali, junto com Marina e Fabi, que haviam aparecido.
[Cascão]
Agora temos de nos arrumar para o baile?
[Cebola]
Cara, eu acho que nós não temos escolha
[Mônica]
Sim! Essa é a noite das noites
Só tenho que estar linda!
[Magali]
Vestida para impressionar os garotos
[Franja]
Vou vestir clássico, vintage ou xadrez?
[Xaveco]
Onde está o espelho?
[Cebola]
Acho que este smoking é muito largo
[Cascão]
Muito apertado, me faz parecer estranho
[Marina]
Devo ir como uma estrela, glamourosa
[Fabi]
Ousada ou fofa?
[Mônica]
Nao sei, mas é melhor ninguém usar o mesmo vestido que eu!
[Garotos]
É a noite dos nossos pesadelos
[Garotas]
É a noite dos nossos sonhos
[Garotos]
É tarde demais para voltar atrás
[Garotas]
Maquiagens, massagens
[Garotos]
Não sei o que é um corsage
[Garotas]
Esperamos toda a nossa vida por isso!
Vai ser uma noite
[Garotos]
(mal posso esperar)
[Garotas]
Para relembrar
[Garotos]
(oh, cara)
[Garotas]
Vamos lá, muita diversão
Vai ser a noite
[Garotos]
(eu acho)
[Garotas]
Para durar pra sempre
[Garotos]
("sorte nossa")
[Garotas]
E para nunca, jamais, jamais esquecer!
Enquanto Titi se ajeitava no seu banheiro, falava com Denise pelo viva-voz do celular. Denise se arrumava em sua casa.
– Então o combinado é esse. E sem trapaças dessa vez. – disse Titi.
– Que horror, gato. Do jeito que você fala até parece que eu sou a vilã dessa história.
– E não é? – caçoou Titi.
– Olha, eu fui muito gentil em aceitar o seu convite. – disse Denise. – Posso muito bem te deixar forever alone na porta da escola.
Titi ficou calado por um tempo. Logo, mudou de assunto.
– Bom, vamos nos arrumar, porque nesse ritmo não ficaremos prontos.
[Denise]
Ficando pronta
[Titi]
Ficando pronto
[Denise]
Fic-ficando pronta, pronta
[Titi]
Ficando pronto
[Denise]
Ficando pronta
Fic-ficando pronta, vamos!
[Pai do Titi]
(Você já tá aí há uma hora, cara!)
[Denise]
Então, o que vou fazer com meu cabelo?
[Titi]
Onde está o meu barbeador?
[Denise]
Ooh, estou adorando
[Titi]
Eu pareço um garçom
[Denise]
Devo afofá-lo?
[Denise e Titi]
Está ficando tarde, eu já devia estar lá
[Garotos]
A mãe dela abre a porta, estou tremendo por dentro
[Garotas]
Ele está aqui, na hora certa, finalmente!
[Garotos]
Não sei por quê o pai dela está me encarando
[Garotas]
Onde está minha bolsa? Meu gloss? Agora estou realmente tendo um surto!
[Garotos]
Então, algo muda o meu mundo
A garota mais linda do mundo, bem na frente dos meus olhos
[Todos]
Vai ser uma noite (Oh Yeah!)
Para lembrar (com certeza)
Vamos lá, muita diversão (isso aí!)
Vai ser a noite (sim, hoje é a noite)
Para sempre (sempre, sempre)
E para nunca, jamais, jamais esquecer!
O ginásio do Colégido do Limoeiro estava todo decorado para a formatura. Enquanto os formandos foram para um lado, os convidados foram para outro. Aninha ainda não havia chegado. Mônica, Magali, Marina e Fabi sentaram-se nos seus lugares.
– Meu Deus, cadê a Aninha? Será que ela vem? – Mônica olhava para os lados.
– Sei lá. O Titi veio, e com a Denise. – disse Magali, indicado a garota, que acabara de se separar de Titi e se sentara longe delas.
– Bom, abram os olhos. – Marina estava maravilhada com a visão.
[Garotos]
Quem é essa garota? (Ela é tão legal)
[Garotas]
Quem é esse cara? (Eu não reconheço)
[Garotos]
Quem é essa garota? (Ela parece tão linda, sim)
[Todos]
Sim, você nunca os notou, mas provavelmente deveria
Aninha estava para diante da porta do ginásio, de braços dados com Toni. Ela parecia uma princesa, encarando todos. Sorria. Toni também sorria para todos.
No local dos formados, Titi fumegava de raiva. O seu plano havia ido por água abaixo. Denise olhava incrédula para a porta.
– Como eu não pensei no Toni antes? – ela balançava a cabeça.
[Todos]
Muita diversão! Na noite das noites (isso aí)
A noite das noites, hoje à noite
Vamos dançar
Na noite das noites
Você sabe que vai dar tudo certo
Os pares dançavam no meio do ginásio ao som de uma música animada. Enquanto Mônica se acaba de dançar com Xaveco, Cebola lançava olhares para ela. Xaveco se divertia como nunca antes. Titi dava esbarrões propositais em Toni enquanto Denise pisava “sem querer” nos pés de Aninha.
[Todos]
Vai ser uma noite para lembrar
Vai ser uma noite para durar para sempre
Vai ser uma noite para lembrar (yeah)
Vai ser uma noite para durar para sempre (para sempre)
Vai ser a nossa noite (você sabe disso)
Para lembrar (o tempo todo)
Vamos lá, muita diversão (para lembrar)
Vai ser a noite (amei)
Para sempre (o resto de nossas vidas)
E para nunca, jamais, jamais esquecer!
Vai ser a nossa noite (oh yeah)
Todos juntos (diga alto!)
Vamos lá, todo mundo (isso aí)
Vai ser uma noite (esta noite, yeah)
Para recordar (ouça a multidão)
E nunca, jamais, jamais, nunca, jamais, jamais,
Nunca, jamais, nunca, jamais, jamais esquecer!
Os formandos já haviam recebido o canudo e estavam sentados em seus lugares. O diretor do Colégio do Limoeiro foi até o microfone e começou a falar.
– Bom, vocês já dançaram, se divertiram, receberam o canudo e agora está na hora do grande momento da noite: quem serão o Rei e a Rainha da Festa? Vamos aos indicados.
No maior estilo premiação, começou a passar no telão um vídeo. Uma voz começou a anunciar os nomes.
“Rainha da Festa. Indicadas: Carmem Frufru.”
Carmem subiu ao palco.
“Ana Soares”
Aninha sorriu e se juntou à Carmem.
“Denise Armane”
Denise caminhou imponente até o palco.
“Magali Miranda”
Magali abraçou Aninha e Carmem quando chegou ao palco.
“Fabiana Meireles”
Fabi, surpresa, subiu ao palco. Carmem a puxou para o abraço coletivo também.
“Rei da Festa: Indicados: Marco Antonio Machado”
Toni subiu ao palco.
“Timóteo Ferreira”
Titi subiu, vermelho por terem dito o seu nome inteiro.
“Franja Antunes”
Franja se juntou aos dois garotos.
“Xaveco... Xaveco!”
Xaveco subiu revoltado por terem esquecido o seu sobrenome, mas logo notou que pelo menos lembraram-se dele na indicação.
“Jeremias Arantes”
Jeremias se juntou aos outros quatro indicados. O vídeo parou e o diretor voltou ao microfone.
– Vocês tem até 00:00 para votarem. Que vençam os melhores! – disse.
Enquanto alguns candidatos se limitavam a se divertir, outros faziam propaganda excessiva. Denise e Titi corriam de um lado ao outro do salão, pedindo votos.
Quando deu 00:00, a música parou e o diretor anunciou que a contagem de votos seria feita. Dez minutos depois, ele voltou ao microfone, com dois envelopes nas mãos. Os candidatos subiram ao palco.
– Vamos ver. Primeiro, o Rei da Festa. O grande vencedor é... E confesso que eu fiquei surpreso, Xaveco!
Todos aplaudiram. O garoto estava em choque. Finalmente conseguira o seu momento de glória. Triunfante, ele recebeu a coroa e deu um sorriso de deboche para Denise, que estava boquiaberta.
Após ser coroado, Xaveco voltou ao seu lugar. O diretor pegou o microfone e continuou a falar.
– E agora, vamos ver quem é a Rainha da Festa. – ele abriu o envelope. – Que rufem os tambores, apesar de não haver nenhum por aqui. A Rainha da Festa é... Fabiana!
Silêncio por alguns segundos. Logo após, todos aplaudiram e assoviaram. Na verdade, quase todos. Denise tentou voar em cima de Fabi, mas foi impedida pelas outras garotas.
– Me soltem! Aquela coroa é minha! Eu tenho mais direitos! Ela mal chegou aqui e já virou rainha? Me soltem!
Fabi estava senta em um banco, no refeitório vazio do colégio. Chorando. De repente, um estalo fez com que ela secasse as lágrimas rapidamente.
– Quem está aí? – ela perguntou.
– Calma. Eu só queria te dar os parabéns.
Cebola saiu da escuridão com os braços abertos. Fabi sorriu e o abraçou.
– Valeu, Cebola. Por tudo. Pelo carinho, por ter sido o meu par, mesmo contra a sua vontade e...
– Como assim? Não foi contra a minha vontade. – protestou Cebola. – Eu gosto de você.
– Exato. Esse é o ponto. Você GOSTA de mim, mas AMA outra pessoa. – Fabi o encarou. – E isso pode estar te machucando.
– O que a Mônica te disse exatamente enquanto vocês ficaram amiguinhas? – Cebola não estava convencido. – Bom... Pode até ser verdade... – Cebola agradeceu por estar escuro e Fabi não o ver corar. – Mas hoje a noite é nossa.
Fabi o abraçou novamente. Uma música começou a tocar do nada.
– Ah, eu adoro essa música. – disse Fabi. Os dois começaram a dançar. – Preste atenção na letra, Cebola. – Fabi acompanhou a música, cantando.
http://www.youtube.com/watch?v=Vq_Rl9OZi0Y
Dreamgirls Soundtrack – One Night Only
[Fabi]
Você deseja todo o meu amor e minha devoção
Você quer a minha alma amorosa, mas está saindo da linha
Eu não tinha dúvida de que eu poderia te amar para sempre
O único problema é que você realmente não tem tempo
Você tem apenas uma noite, uma noite é tudo o que você tem
Apenas uma noite, vamos fingir que não ligamos
Apenas uma noite, uma noite, vamos, querido, vamos
Apenas uma noite, só temos até o amanhecer
De manhã este sentimento terá sumido, ele não terá uma chance de continuar
Algo assim não tem chance de viver
Portanto, vamos esquecer chances, e apenas uma noite te darei
Apenas uma noite, apenas uma noite você será o único
Apenas uma noite, e então você terá de correr
Apenas uma noite, apenas uma noite não há nada mais a dizer
Apenas uma noite, palavras não se encaixam
Apenas uma noite
Apenas uma noite
Apenas uma noite
Quando a música parou, os dois se beijaram por alguns segundos e depois se separaram.
– Agora você precisa falar com a Mônica. – Fabi sorriu. – E eu seguirei a minha vida sozinha, até encontrar alguém que me ame.
Fabi encarou Cebola com um sorriso desanimado e foi embora, deixando o garoto no refeitório vazio e escuro.
Do outro lado da porta, Fabi se juntou à Mônica, que segurava um som portátil.
– E aí? – Mônica perguntou.
– Eu fiz o que pude. – respondeu Fabi. – Mas o feitiço pode virar contra o feiticeiro, Mônica.
– Vale o risco. – Mônica sorriu. Fabi não.
– Alguém vai sair ferido emocionalmente dessa. – disse a garota.
Depois de toda a confusão causada pela nomeação do Rei e da Rainha da Festa, a turma se distanciou um pouco uns dos outros, mas o Natal estava chegando e o espírito natalino começava a tomar conta de todos.
E como sempre, haveria a ceia na véspera de Natal com todos do Bairro do Limoeiro no campinho. Já virara tradição e todos do bairro se mobilizavam para que nada saísse errado. Uma tenda estava sendo montada no campinho, pois a previsão do tempo não era otimista.
No anoitecer da véspera de Natal, Mônica se ajeitou para a ocasião. Colocara o seu gorro de Papai Noel (outra tradição no Limoeiro, todos usavam gorros de Papai Noel. Nada muito obrigatório, mas era simbólico).
Mônica avisou os pais que passaria na casa dos amigos e que os encontraria no campinho mais tarde. Ela pegou um presente em formato de coelho e saiu. O seu destino era a casa de Cebola.
Quando chegou lá, tocou a campainha. Dona Cebola foi quem atendeu.
– Oh, Mônica. Que surpresa ver você por aqui.
– Oi, Dona Cebola. O Cebola está aí? – perguntou a garota.
– Não, querida. Ele já foi para o campinho. Disse que queria falar com você. – respondeu Dona Cebola.
Um balão de felicidade encheu dentro de Mônica. “Ele quer falar comigo!”, pensou. Ela correu até o campinho. Cebola estava parado diante de uma árvore, um pouco longe da tenda.
– Cebola. – chamou Mônica. Ele a encarou, mas não estava sorrindo.
– Ah, Mônica. Eu queria mesmo falar com você. – disse ele.
– Mas antes, Feliz Natal. – Mônica estendeu o presente para ele, mas Cebola balançou a cabeça. – O que foi? Qual é o problema?
– Eu falei com a Fabi depois que ela foi coroada Rainha e ela disse que eu não a amava, mas sim outra pessoa. – Cebola falava. – Mas reparei que na verdade, eu acho que a amo sim. Deixei de amar a outra pessoa. – Mônica estava com os olhos cheios de água. – Desculpe, Mô, mas hoje eu pedirei a Fabi em namoro depois da ceia.
Sem deixar Mônica falar, Cebola foi em direção à tenda. Mônica encostou-se ao tronco da árvore e foi deslizando até ficar sentada. Ficou ali chorando por um tempo, mas depois voltou para a tenda, secando as lágrimas.
http://www.youtube.com/watch?v=aN3pk-czKnM
Glee – Merry Christmas Darling
[Mônica]
Os cartões de cumprimento já foram enviados
Os pedidos de Natal já foram feitos
Mas eu tenho ainda um desejo a fazer
Um especial para você
Feliz Natal, querido
Nós estamos separados, isso é verdade
Mas eu posso sonhar e nos meus sonhos
Eu estou comemorando o Natal com você
Os feriados são alegres
Sempre tem alguma coisa nova
Mas cada dia é um feriado
Quando eu estou perto de você
Mônica sentou-se do lado de Magali. O presente de Cebola, ainda embrulhado, estava em seu colo.
– Mô, o que aconteceu? – perguntou a amiga.
Mônica ia dizer, mas desabou no ombro de Magali, chorando.
[Mônica]
As luzes na minha árvore
Eu queria que você pudesse ver
Eu queria isso todos os dias
A lenha na lareira
Me enche de desejo
De te ver e te dizer
Que eu desejo um Feliz Natal
[Pessoas Na Festa]
(Feliz Natal, querido)
[Mônica]
E um feliz ano novo também
Eu tenho apenas mais um desejo
Nessa véspera de Natal
[Pessoas Na Festa]
(nessa véspera de Natal)
[Mônica]
Eu desejaria estar com você
Mônica se serviu da comida sem animação nenhuma. Cebola a encarava de longe. Estava ao lado de Fabi, que apenas observava a cena. Algumas pessoas, apesar de não dizerem nada, sentiam o clima. Definitivamente, o espírito de Natal estava pouco presente naquela noite.
[Mônica]
A lenha na lareira
Me enche de desejo
De te ver e te dizer
Que eu desejo um Feliz Natal
[Pessoas Na Festa]
(Feliz Natal, querido)
[Mônica]
E um feliz ano novo também
Eu tenho apenas mais um desejo
Nessa véspera de Natal
[Pessoas Na Festa]
(nessa véspera de Natal)
[Mônica]
Eu desejaria estar com você
Eu desejaria estar com você
[Pessoas Na Festa]
Feliz Natal, Feliz Natal, Feliz Natal
[Mônica]
Feliz Natal
[Pessoas Na Festa]
(querido)
[Mônica]
Querido
Meia-noite. Enquanto todos se abraçavam, desejando felicidades e um Feliz Natal, Mônica ficou sentada, abraçada ao presente de Cebola. Encarando-o, começou a desembrulhá-lo. Sansão caiu em seu colo. Ela o encarou novamente e uma lagrima escapou dos seus olhos. Ela deu um sorriso para o coelho de pelúcia.
– É, meu amigo. Acho que perdemos o nosso charme. – ela o abraçou e, junto com ele, foi desejar felicidades para os outros.
Manhã de Natal. Todos dormiam em suas casas, juntos com a família... Menos Carmem. Ela tinha saído de casa depois de sua mãe ter dito umas verdades inconvenientes para ela. A garota estava “alojada” na casa do seu namorado, Jeremias. E considerava ele, sua irmã, Inês, e a mãe deles como a sua nova família.
A campainha tocou. Inês foi quem atendeu à porta. Disparando para dentro como um canhão, Dona Ofélia entrou na casa.
– Oi, quem é você? – perguntou Inês.
– Que demora para atender. – resmungou Dona Ofélia. – Eu poderia ser assaltada, seqüestrada ou até estuprada.
– Duvido muito dessa última possibilidade. – resmungou Inês para si mesma, enquanto encarava Dona Ofélia.
– Como é?
– Nada. O que a senhora quer?
– Falar com a minha filha.
– Mãe? – Carmem saiu do quarto de Inês, encarando Dona Ofélia. – O que a senhora quer aqui?
Nesse momento, Jeremias e a sua mãe entraram na sala.
– Eu vim aqui buscá-la, é claro. – respondeu Dona Ofélia. – Me digam.
– O quê? – Carmem parecia confusa.
– Não estou falando com você, Carmem. E sim com eles. – disse Dona Ofélia. – Quanto vocês querem para eu levar a Carmem embora?
Todos ali protestaram de indignação ao ouvirem isso. Dona Renata, mãe de Jeremias e Inês, se aproximou de Dona Ofélia, que recuou um pouco.
– Quem a senhora pensa que é para dizer uma coisa desse tipo?
– Eu sou a mãe dela. E tenho direitos legais. E, pelo visto, não acho que vocês neguem uma graninha. – Dona Ofélia não se sentiu intimidada por Dona Renata.
– Mãe, eu não acredito nisso. Você veio aqui, em plena manhã de Natal, oferecer dinheiro para a família do Jeremias? Tudo isso para me levar para casa? Por quê? – perguntou Carmem.
– Eu me senti muito solitária na véspera de Natal. E é errado abandonar a mãe desse jeito. – Dona Ofélia usou um tom dramático.
– Mãe. Eu estava lá o tempo todo. Você não se aproximou porque não quis. – Carmem estava incrédula.
– Eu estava com medo de ser atacada... Mas isso não vem ao caso. – disse ela, sacando a sua carteira. – Digam o preço de vocês.
Carmem tirou a carteira das mãos de sua mãe. Começou a pegar as notas e a rasgá-las. Dona Ofélia a encarou.
– Você está doida, garota? Rasgar dinheiro assim?
– Mãe, quando você vai entender que o dinheiro não é tudo nesse mundo?
http://www.youtube.com/watch?v=qMxX-QOV9tI
Jessie J feat. B.o.B. – Price Tag
[Carmem]
Parece que todo mundo tem um preço
Eu me pergunto como eles dormem à noite
Quando as vendas vêm em primeiro lugar
E a verdade vem em segundo lugar
Apenas pare por um minuto e
Sorria
[Inês]
Por que todos estão tão sérios
Agindo tão misteriosamente
Você usa seus óculos escuros
E sapatos tão altos
Que não consegue nem
Se divertir
[Carmem e Inês]
Todo mundo olha para a esquerda
Todo mundo olha para a direita
[Inês]
Você pode sentir isso? (yeah)
[Carmem]
Estamos pagando com amor esta noite
[Carmem e Inês]
Não se trata de dinheiro, dinheiro, dinheiro
Nós não precisamos do seu dinheiro, dinheiro, dinheiro
Nós apenas queremos fazer o mundo dançar
Esqueça a etiqueta de preço
Não se trata de din-din, din-din
Não se trata de jóias brilhando
Só quero fazer o mundo dançar
Esqueça a etiqueta de preço
[Inês]
(Tudo bem)
[Carmem]
Precisamos voltar no tempo
Quando a música nos tornava unidos
E não era só dançar até o chão e clipes com vadias
Eu sou a única ficando cansada disso?
Por que todos estão tão obcecados?
[Inês]
O dinheiro não pode comprar a felicidade
[Carmem]
Se todos nós formos com calma e nos alegrarmos agora
Garanto que nos sentiremos
Bem
[Carmem e Inês]
Todo mundo olha para a esquerda
Todo mundo olha para a direita
[Inês]
Você pode sentir isso? (yeah)
[Carmem]
Estamos pagando com amor esta noite
[Carmem e Inês]
Não se trata de dinheiro, dinheiro, dinheiro
Nós não precisamos do seu dinheiro, dinheiro, dinheiro
Nós apenas queremos fazer o mundo dançar
Esqueça a etiqueta de preço
Não se trata de din-din, din-din
Não se trata de jóias brilhando
Só quero fazer o mundo dançar
Esqueça a etiqueta de preço
[Jeremias]
Yeah, yeah
Bem, mantenha a etiqueta do preço
E pegue o dinheiro de volta
Só me dê seis cordas e um amplificador
E você pode ficar com os carros
Deixa a garagem pra mim
E tudo o que eu
Sim, tudo que eu preciso são os acordes e as guitarras
E adivinha só, em 30 segundos eu estou indo pra Marte
Sim, iremos contra estas probabilidades invencíveis
É como este homem, você não pode colocar um preço na vida
Fazemos por amor, então lutamos e nos sacrificamos todas as noites
Portanto, não vamos tropeçar e cair nunca
Esperando para ver um sinal de derrota uh, uh
Então, nós vamos fazer todos mexerem os pés
Então, traga a batida de volta e todos cantam
Não se trata de dinheiro
[Carmem e Inês]
Não se trata de dinheiro, dinheiro, dinheiro
Nós não precisamos do seu dinheiro, dinheiro, dinheiro
Nós apenas queremos fazer o mundo dançar
Esqueça a etiqueta de preço
Não se trata de din-din, din-din
Não se trata de jóias brilhando
Só quero fazer o mundo dançar
Esqueça a etiqueta de preço
Não se trata de dinheiro, dinheiro, dinheiro
Nós não precisamos do seu dinheiro, dinheiro, dinheiro
Nós apenas queremos fazer o mundo dançar
Esqueça a etiqueta de preço
Não se trata de din-din, din-din
Não se trata de jóias brilhando
Só quero fazer o mundo dançar
Esqueça a etiqueta de preço
É, é
Esqueça a etiqueta de preço
– Bom, se é assim... – Dona Ofélia deu as costas para os quatro e saiu pela porta. – Não me procure mais, porque quando você perceber a grande merda que está fazendo, pode ser tarde demais. — ela bateu ao sair. Os quatro ficaram parados encarando a porta. Carmem se mexeu primeiro.
– Bom... Não sei vocês, mas eu tô morrendo de sono. Vou voltar a dormir. – disse, voltando para o quarto.
– Ei, espera. Eu vou com você. – Inês se juntou a Carmem e as duas foram para o quarto.
Jeremias e Dona Renata resolveram dormir também.
Magali e Cascão aproveitavam a manhã ensolarada (sim, a previsão do tempo errara) para matarem o tempo na sorveteria Gela A Alma.
– Então... – disse Magali, dando uma colherada no sundae que ela dividia com o namorado. – Nosso primeiro Natal juntos. O que está achando?
– Maravilhoso. – Cascão pegou um pouco de sundae na colher e atirou em Magali. Começou a rir. Magali também e fez a mesma coisa, sujando Cascão de sorvete.
Depois de serem ameaçados pela dona da sorveteria, eles pararam e voltaram a comer o sundae. Quando terminaram, Cascão começou a fuçar a sua mochila e tirou uma caixinha com um embrulho. Ele entregou para Magali.
– Feliz Natal. – disse. Magali, animada, começou a abrir a embalagem. De dentro dela, tirou uma correntinha em formato de coração, que se abria e dava para colocar 2 fotos 3X4, uma de cada lado. – Para nós. – dizendo isso, ele tirou duas fotos 3X4 da carteira, uma sua e uma de Magali, e colocou no coração. Logo depois, colocou-o no pescoço dela.
– Ah, Cas... O seu presente foi tão simples, mas tão mais significativo que o meu... – Magali corou.
– Eu vou adorar, seja o que for. – Cascão a encorajou. Magali tirou uma caixa grande de dentro de uma sacola. Estava embrulhada em um papel com desenhos de Tauó – Berro Nas Estrelas. Os olhos de Cascão brilharam. – Peraí? Você comprou o meu presente na loja online oficial do Tauó?
– Foi. – disse ela, passando o presente para Cascão, que parecia uma criança quando começou a abrir o presente. Magali riu. O garoto tirou de dentro da caixa uma action figure de 30 cm do Darti Vesgo e quase caiu para trás ao apertar um botão que fez com que a figura dissesse: “Luque, eu sou o seu pai”.
– M-M-Magá, você tem noção do quanto eu corri ontem para procurar essa action figure? No site já havia esgotado e... – Cascão estava todo abobalhado.
– Eu sei... Já tinha reservado esse há um mês. Você não falava de outra coisa. Só dizia que iria comprar esse boneco com o seu dinheiro no Natal.
– Boneco não! Action figure. – Cascão ia protestar, mas se calou. – Magá. Agora eu sinto que o meu presente foi tão... Tão... Tão boboquinha.
– Boboquinha é você. – disse Magali, rindo.
– O que eu posso te dar em troca? – Cascão perguntou, como se nada pudesse pagar o boneco.
– Apenas me ame e me proteja, Cas. Já é o bastante. – respondeu Magali. Os dois se beijaram.
Depois de terminarem o sundae, se despediram com um beijo e cada um foi para um lado. Magali estava distraída, olhando para o pingente da sua correntinha. De cada lado, a foto dos dois a encarava. De repente, ela trombou com algo... Grande e forte.
– Desculpa, moço. Culpa minha. – disse ela, sem reconhecer quem era.
– Magali, você não está me reconhecendo? – perguntou o garoto.
– Sei lá, eu te devo grana ou algo assim? – Magali coçou a cabeça.
– Poxa. – disse o garoto, fazendo bico. – Eu fiquei todo bonitão para voltar e você nem me reconhece.
– Er... Não. Desculpa. – Magali o encarava. Ao olhar profundamente para os olhos do garoto, algo veio na memória dela. – Espera aí um pouquinho. Quim?
– Isso mesmo. – Quim balançou a cabeça afirmativamente.
– Nossa! Mas você tá tão diferente. Está menos... Menos...
Quim riu.
– Pode falar. Menos gordo, é isso?
– É. Menos gordo, mais alto, forte e... Por que você está se aproximando de mim desse jeito? – Magali recuou.
– Ué, queria matar as saudades da minha namorada. – Quim parecia confuso. Os olhos dele foram do rosto de Magali para a correntinha. – O que é isso?
Ele foi pegar o pingente, mas Magali deu um tapa em sua mão.
– Que papo é esse de “namorada”? Você não tinha terminando comigo quando foi embora?
– Bom... É. Mas sei que você vai me perdoar. – disse Quim, de maneira presunçosa.
E, puxando Magali pela cintura, ele a beijou à força. Não foi um beijo amoroso. Ele praticamente a atacava enquanto ela se debatia, presa contra o muro, inutilmente devido ao auxílio dos novos músculos que Quim ganhara na musculação.
Tudo aconteceu muito rápido. Ele soltou Magali, com as mãos nas partes íntimas. Logo depois, Quim estava embolando em uma briga, no chão. Cascão dava socos no garoto, que revidava. Magali chorava, encostada ao muro. Darti Vesgo estava esquecido no chão.
– Que palhaçada é essa? Por que ele tá me batendo? – perguntou Quim, enquanto desviava dos socos furiosos de Cascão.
– Porque ele tá me defendendo, seu mané. – disse Magali. – Que foi? Aumentou os músculos e diminuiu o cérebro?
– E por que ele te defenderia? – Quim conseguira se livrar de Cascão, que estava com um olho roxo. Um filete de sangue escorria pelo canto da sua boca.
– Porque eu sou o namorado dela. – respondeu Cascão, limpando o sangue com as constas da mão.
– Namorado? Mas como pode isso. Você namorava a Cascuda. – Quim estava impassível.
– Bom, namorava, mas daí você largou a Magá, eu terminei com as Cascuda, comecei a namorar com a Magá, a Cascuda se suicidou e...
– A Cascuda se suicidou? – Quim arregalou os olhos. – Já até sei por quê. – disse, olhando de Magá para Cascão. – Aposto que você a traiu com a Magali.
– Escuta aqui, Sr. Anabolizante 3000. – Magali, sem ser intimidada pelo tamanho de Quim, bateu com o dedo no peito dele várias vezes. – Você, ninguém mais além de você, terminou comigo. E não pense que eu sou uma vadia qualquer que sai por aí abrindo as pernas para qualquer um.
– Bom... Tecnicamente, você andou de amassos com o Professor de Artes e... – começou Cascão, mas tomou um calaboca silencioso de Magali.
– Continuando. – Magali corou levemente, mas a sua raiva era maior. – Eu estava livre. Você foi para a Puta Que Pariu Do Sul ou seja lá como se chama a cidade e me deixou forever alone aqui. Eu tinha que me ajeitar.
– Mas justo com ele? Foi para quê? Para ficar bonitinha a turma old school? Mônica feat. Cebola e Magali feat. Cascão? – protestou Quim.
– Pelo amor de Glee, deixa de ser tapado, Quim! – Magali ergueu os braços para o ar. – A Mônica nem está mais com o Cebola! Acorda!
– Quer saber? Eu não tenho que ficar olhando mais para a cara de vocês. – disse Quim, dando as costas para os dois.
– O mesmo digo eu. – rebateu Cascão. Quando Quim estava longe, ele encarou Magali, que o abraçou. – Uma vez que se faz gordice, continua fazendo para sempre, mesmo mudando exteriormente.
– Ah, Cas. Você é o máximo. – Magali ria. – Não sei como viveria sem você.
– Tá brincando? Você virou o meu mundo de ponta cabeça, Magá. – Cascão a beijou.
http://www.youtube.com/watch?v=Ssakx6B-wQQ
Mamma Mia! Soundtrack – Lay All Your Love On Me
[Cascão]
Não era ciumento antes de nos conhecermos
Agora todo homem que vejo é uma ameaça em potencial
Sou possessivo e isso não é legal
Você me ouviu dizer que fumar era meu único vício
Mas agora isso não é verdade
Agora tudo é novo
Tudo que aprendi
Foi destruído
Eu imploro a você
[Magali]
Não jogue fora seus sentimentos
Deposite todo o seu amor em mim
Era como atirar em um pato de borracha
Uma conversinha, um sorriso e, querido, eu fui flechada
Ainda não sei o que você fez comigo
Uma mulher adulta não deveria se apaixonar tão facilmente
Eu sinto um tipo de medo
Quando você não está por perto
Insatisfeita
Disfarço meu orgulho
E imploro, querido
[Cascão]
Não jogue fora seus sentimentos
Deposite todo o seu amor em mim
Não divida a sua devoção
Deposite todo o seu amor em mim
[Magali]
Eu tive alguns casos de amor
Não duraram muito e eles foram bem raros
[Cascão]
Eu costumava achar que era sensível
Isso tornou a verdade mais incompreensível
[Os Dois]
Porque tudo é diferente agora
E tudo é você
Tudo que aprendi
Foi destruído
O que posso fazer?
Não jogue fora seus sentimentos
Deposite todo o seu amor em mim
Não divida a sua devoção
Deposite todo o seu amor em mim
Não jogue fora seus sentimentos
Deposite todo o seu amor em mim
Não divida a sua devoção
Deposite todo o seu amor em mim
Cascão deu mais um beijo em Magali. Ela pegou o Darti Vesgo Forever Alone da Silva e entregou para ele. De mãos dadas, os dois desceram a rua até a casa dela. Quando estavam no portão, Magali o abraçou novamente e entrou em sua casa.
Fabi estava deitada no colo de Cebola. Os dois assistiam a um filme. O Grinch. Fabi comia pipocas, vidrada no filme. Cebola roncava.
– Adoro esse filme. – disse ela.
– Ah, sim. Eu também. – Cebola disfarçou, limpando a baba no canto da boca.
– Pensa só. O Grinch fudeu com todo mundo e eles o perdoaram só porque ele sentiu o espírito de Natal. – de repente, ela se levantou. – Falando em Grinch, e a Mônica?
– Que tem ela? — perguntou Cebola. – Não acho a Mô parecida com ele e...
– Não é isso. Ela deve estar querendo me comer viva depois do que aconteceu. – Fabi começou a chorar. – Agora eu estou me sentindo horrível. Eu estraguei o Natal dela. E a Mô foi tão gente boa comigo. Agora EU estou me sentindo O Grinch.
Cebola a abraçou.
– Ei, o único responsável por ter estragado o Natal dela fui eu. Eu não reatei com ela. E a Mônica também tem uma parcela de culpa e...
– Não, Cê. A culpa é nossa. Nós a traímos. – Fabi o encarou.
– Bom... É verdade. Então todos temos um Grinch dentro de nós e temos que aceitá-lo, certo? Essa é a lição de moral? – ele encarou Fabi, com um olhar irônico.
– Cê, não seja irônico comigo. – disse Fabi, secando os olhos. – Ela fez tanta coisa por mim e eu me sinto mal.
– O que ela fez? – perguntou Cebola.
– Bom... Ela me colocou na equipe de cheerleaders, me ajudou a me enturmar... Eu nunca vou esquecer aquele primeiro dia de aula e...
Fabi foi interrompida por Cebola, que lhe deu um beijo.
– Eu também não me esquecerei daquele seu primeiro dia, sabe por quê?
– Por quê?
http://www.youtube.com/watch?v=p-oM4jG1G-0
Dreamgirls Soundtrack – When I First Saw You (Duet)
[Cebola]
Quando eu te vi pela primeira vez
Eu disse: Oh, caramba
Esse é o meu sonho
Esse é o meu sonho
Eu precisava de um sonho
Quando tudo parecia estar ruim
Então eu te encontrei
E eu tive os mais maravilhosos sonhos
Que qualquer homem sempre pode ter
[Fabi]
Quando eu te vi pela primeira vez
Eu disse: Oh, caramba
Esse é o meu sonho
Esse é o meu sonho
Eu precisava de um sonho
Para me fortalecer
Você é a única razão
Que eu tenho para continuar
[Os Dois]
Você era o meu sonho
Todas as coisas que eu nunca soube
Você era o meu sonho
Quem acreditaria que ele viraria realidade?
E quem acreditaria?
O mundo acreditaria
Em meus sonhos também
[Cebola]
Antes de você aparecer
Minha vida era apenas um jogo
Os dias vinham
Os dias iam
E eram sempre os mesmos
[Fabi]
Agora os sonhos
[Cebola]
Os sonhos
[Fabi]
Viram realidade
[Cebola]
Viram realidade
[Fabi]
Como uma estrela
[Cebola]
Como uma estrela
[Fabi]
Veja-os brilhar
[Os Dois]
Um sonho
[Fabi]
Que é seu
[Cebola]
Que é seu
[Fabi]
Que é meu
[Cebola]
Que é meu
Você era o meu sonho
[Fabi]
E agora eu tenho sonhado por conta própria
[Cebola]
Todas as coisas que eu nunca poderia ser
[Fabi]
Sonhos que você nunca viu
[Os Dois]
Você não tirará esse sonho de mim
[Cebola]
Quando eu te vi pela primeira vez
[Fabi]
Eu disse: Oh, caramba
[Cebola]
Eu disse: Oh, caramba
[Os Dois]
Esse é o meu sonho
Fabi abraçou Cebola, mas logo percebeu que algo estava estranho.
– Mas se você se sentia assim, por que voltou com a Mônica? – perguntou a garota.
– Não negarei que não sinto nem sentia nada por ela. Mas depois que a gente voltou... Sei lá... Não estava me sentindo bem, e piorou depois que nós transamos.
– Vocês transaram? – Fabi colocou as mãos na boca.
– Uma vez, mas nós estávamos drogados. – Cebola tentou se explicar.
– Drogados? Mas você disse que eu tinha sido a sua primeira. – Fabi estava incrédula.
– Mas eu não me lembrava direito de como foi com a Mô. Não lembro se senti algo, pois estava drogado.
– Mas uma parte do seu corpo entrou em uma parte do corpo dela. – Fabi estava histérica. – Isso já é algo considerável.
– Fabi, deixa disso. Eu estou aqui, com você, certo? Isso deve significar algo. – Cebola a abraçou.
– É... – ela fungou. – Mas não pise na bola comigo novamente.
E, sorrindo, deu um beijo em Cebola.
Notas finais
.
@leocancellier
Fale com o autor