Bohemian Rhapsody - Season 1
8 Capítulo 8 – Sexo, Dorgas E Rock ‘N’ Roll
Notas iniciais
The Sweetest Thing Soundtrack - You're Too Big To Fit In Here (ATENÇÃO, CONTEÚDO FORTE NA LETRA. PESSOAS MAIS CONSERVADORAS PULEM ESSE NÚMERO MUSICAL)
Glee - Sweet Transvestite
Across The Universe Soundtrack - Strawberry Fields Forever
Lady Gaga - LoveGame
Glee - What I Did For Love
Beyoncé - Why Dont You Love Me?
Glee - One Less Bell To Answer / A House Is Not A Home
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Explicação (LEIAM ELA ANTES DE FALAR DE ERROS): Durante a fanfic, palavras, como Pois é e estava/am aparecerão na forma de Poisé, Tava/am, para se adequar à linguagem dos personagens. E o uso da palavra DORGAS é proposital.
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Por ser uma Songfic, é claro que fica bem mais divertido de se acompanhar com música (sempre haverá um aviso com o nome da música e o link para se ouvir antes da letra da música entrar). Ah, para aqueles desavisados: haverá alteração na letra sempre que necessário (como nomes, adjetivos, etc.), para se encaixar no contexto da história.
Marina e Aninha estavam na sorveteria Gela A Alma, conversando.
– Má, amei o seu novo visual! – Aninha estava encantada com o novo corte de cabelo de Marina.
– Resolvi mudar um pouco. – Marina mexeu nos cabelos.
Mudando de assunto, elas falaram de Carmem.
– Tomara que a Carmem fique bem. Aquela piranha...
– Aninha! Mãe não se xinga!
– Mas a intenção não foi xingar a mãe dela e sim a Denise. Ainda bem que nem a chamamos para a homenagem à Carmem. Então, voltando ao assunto, Má, você é muito boazinha. Não sei como o Franja te pegou. – Aninha provocou. Depois de segundos, as duas caíram na gargalhada.
– Pegou sim, e mais de uma vez. – Marina deu uma colherada na sua banana split, lambendo a banana.
As duas voltaram às gargalhadas. Cascuda se aproximou com um sorriso estampado na face.
– Ih, to vendo que alguém está adivinhando o passarinho verde. – Aninha riu. – Até tá de visu novo também.
– Aninha!
– Que foi que eu disse agora, Marina?
– Nada... É a força do hábito mesmo. – Marina deu mais uma colherada na banana split.
– E aí? A noite passada foi divertida? – perguntou Aninha para Cascuda.
– Ah, foi. Foi demais. Vocês tinham razão, eu precisava de um cara eventual. – Cascuda sorriu.
– E como foi? Ele foi legal? – Marina perguntou.
– Foi muito gentil e delicado. E muito preocupado em me satisfazer. – disse Cascuda, dando uma colherada na banana split de Marina.
– E como era o bilau dele? – perguntou Aninha. Cascuda engasgou com o sorvete ao ouvir a pergunta.
– Ah... Eu... Na média, eu acho. – Cascuda engoliu o sorvete logo.
– Hm... Na média. E o que você disse pra ele? – perguntou Marina.
– Como assim?
– O que a gente sempre diz, seja lá como for. – respondeu Aninha.
– Ah sim. Foi mais ou menos assim. – Cascuda se ajeitou na cadeira.
http://www.youtube.com/watch?v=0tWfosqBsOY
The Sweetest Thing Soundtrack — You’re Too Big To Fit In Here
[Cascuda]
Ai meu Deus! O seu pênis é tão grande!
[Aninha]
Boa garota
[Marina]
Seu pênis é tão grosso
[Aninha]
Seu pênis é cheiroso
[Marina, Cascuda e Aninha]
Você tem um bilau lindo!
[Marina]
Seu pênis é tão duro
[Aninha]
Seu pênis é tão... Comprido
[Marina]
Meu corpo é um filme
[Marina, Cascuda e Aninha]
E o sue pênis é o astro!
[Marina]
Ele é grande demais para caber aqui
[Aninha]
Grande demais para caber aqui, ai
[Cascuda]
Grande demais para caber aqui, hã, hã, hã
O pessoal da sorveteria começou a bater com as colheres nas taças e bater a mão na mesa como se fossem instrumentos. Um homem até pegou o seu teclado.
[Marina, Cascuda e Aninha]
Ele é grande pra caber aqui!
É grande pra caber aqui!
É grande pra caber aqui!
O homem do teclado começou a tocar. As garotas começaram a rir.
[Cascuda]
Ah meu Deus!
[Aninha]
Ah meu Deus, é a Fama. Nossos 15 minutos de fama!
Uma senhora idosa levantou-se e começou a dançar, dando tapas na própria bunda.
[Marina, Cascuda e Aninha]
Que viagem maravilhosa
[Cascuda]
Seu pênis é uma emoção
[Aninha]
Seu pênis é assassino
[Marina]
Um belo apoio de mão
[Marina, Cascuda e Aninha]
Seu pênis derruba qualquer um
Seu pênis pega pesado
[Marina]
E quando entregam uma encomenda
[Marina, Cascuda e Aninha]
Tem um CEP só pra ele
1 9 0 pênis!
Ele é grande pra caber aqui!
É grande pra caber aqui!
É grande pra caber aqui!
Seu pênis é muito forte
Seu pênis é tão macio
[Cliente 1]
Seu pênis é um poema
[Cliente 2]
Seu pênis me faz voar
[Marina, Cascuda e Aninha]
Seu pênis é um sonho
[Senhora]
O maior que eu já vi!
[Garçonete]
É roxo como um açaí
[Marina]
Eca!
[Garçonete]
Desculpe
[Marina, Cascuda e Aninha]
Ele é grande pra caber aqui!
É grande pra caber aqui!
É grande pra caber aqui!
Ele é grande pra caber aqui!
É grande pra caber aqui!
É grande pra caber aqui!
Seu pênis é tão grande
Seu pênis é tão grosso
Seu pênis é bonito
Você tem um pênis lindo!
Seu pênis é tão duro
Seu pênis é tão grande
[Marina]
Meu corpo é um filme
[Senhora]
E o seu pênis é o astro
[Marina, Cascuda e Aninha]
Estrelando o seu pênis
Ele é grande pra caber aqui!
É grande pra caber aqui!
É grande pra caber aqui!
Ele é grande pra caber aqui!
É grande pra caber aqui!
É grande pra caber aqui!
Todos dançavam, quando de repente, Marina, Cascuda e Aninha deram um grito. As mães das três estavam paradas na porta da sorveteria, com as mãos na cintura. Do lado de fora, Denise caía na gargalhada.
– Tomaram no cu, suas piranhudas! Quem mandou não serem legais comigo? Aqui se faz, aqui se paga.
– E aí? – Magali estava horrorizada.
– E aí que as mães das três quase botaram a sorveteira abaixo. – Denise narrava o acontecimento.
– Você não teve nada a ver com isso, né? – Mônica encarava a ruiva.
– Eeeeeu? Claro que não! Elas ficam cantando sobre pênis e a culpa é minha? Eu só fiz o favor de poupar as pessoas de baixaria.
– Mas não foi baixaria? – Magali estava com as mãos na cintura.
– Eu só prezo pelo moral e por bons costumes. – Denise se fez de desentendida.
– Preze também pela sua vida quando as três descobrirem quem as dedurou para as mães. – o olhar de Mônica era de malícia.
Magali riu junto. Ela olhou no relógio.
– Ih, Mô. Vamos nos atrasar.
– Atrasar para...? – Denise se intrometeu.
– Para a audição na banda Grampeadores de Gaveta. – respondeu Mônica.
– E eu não fui informada por que...?
– Você não foi informada porque você é você. – Magali riu.
Mônica e Magali deram as costas para Denise e foram para o auditório do Colégio do Limoeiro. Quando elas já estavam longe, Denise riu.
– Então vocês acham que eu não vou participar do babado, né?
O auditório do Colégio do Limoeiro estava lotado. Mônica e Magali seriam as últimas.
– Ah, eu mato aquela ruiva! – Mônica bufou.
Depois de duas cansativas horas na fila, finalmente as duas foram chamadas. Cebola sorriu para Mônica e Cascão, para Magali. Os comentários eram os mais malvados possíveis.
“É claro que elas vão entrar. Já passaram o rodo na banda”
“A dentuça o Cebola já pegou”
“Aquela Magrela é vadia a longa data. O professor de Artes que o diga”
Elas ignoraram os comentários e subiram no palco. Mônica virou para a banda.
– Escolham justamente. – ela piscou para Cebola.
– E que música vocês vão cantar? – ele perguntou.
– Sweet Transvestite. – respondeu Magali.
De longe, Denise observava, preparada para o seu plano.
http://www.youtube.com/watch?v=XbFCjqdUcIU&feature=fvst
Glee – Sweet Transvestite
[Mônica]
Como vai, eu
Vejo que conheceu
Meu fiel faz-tudo
[Magali]
Ele só está meio tristinho
Porque quando você chamou
Ele pensou que era o Homem dos Docinhos
[Mônica]
Não se assuste
Com o que eu visto
Não julgue um livro pela capa
[Magali]
Não sou muito garota
À luz do dia
Mas de noite
Sou uma amante e tanto
Nesse momento, Denise saltou para o meio do palco e arrancou a sua capa preta. Ela usava uma roupa bem provocativa.
[Denise]
Sou só um doce travesti
Da sensacional
Transilvânia
Deixe-me mostrar o lugar, talvez tocar um som
Vocês parecem ser gente fina
Mas se quiserem algo mais visual, isso não é abismal
Podemos ver um filme do Steve Reeves
Mônica puxou Denise pelo seu rabo de cavalo e a fez cair. Ela e Magali ficaram diante da ruiva e continuaram a cantar.
[Mônica]
Vejo que vocês estão com um pneu furado
Oh que coisa
Bem, queridos, não entrem em pânico
[Magali]
Na luz da noite, quando tudo parecer calmo
Vou arranjar um mecânico satânico
[Mônica]
Sou só um doce travesti
[Magali]
Da sensacional
[Mônica]
Transilvânia
[Mônica]
Por que não fica essa noite?
[Magali]
(noite)
[Mônica]
Coma algo
[Magali]
(algo)
[Mônica]
Posso mostrar a minha obsessão secreta
[Magali]
Eu estou fazendo um homem
Loiro e bronzeado
[Mônica]
É bom para aliviar as minhas tensões
– Aliviem as suas tensões com isso! – Denise pegou um taco de baseball e tentou acertar as duas garotas, que desviaram. O taco escapou da mão de Denise e acertou umas garotas da platéia, que logo correram atrás dela. Choramingando, ela continuava a cantar.
[Denise]
Sou só um doce travesti
Da sensacional
Transilvânia
Sou só um doce travesti
Da sensacional
Transilvânia
Rindo, Mônica e Magali voltaram ao centro do palco e terminaram a música.
[Mônica]
Então venha até o laboratório
E veja o que está sobre a maca
[Magali]
Vejo que você tremendo por anteci... pação!
Mas talvez a chuva seja realmente a culpada
[Mônica]
Então eu vou remover a causa
Mas não o sintoma
Todos aplaudiram. Cebola foi ao centro do palco, com um microfone na mão. Encarou a platéia, que fazia barulho.
- Bom, acho que temos nossas vencedoras. – disse ele. – Mônica e Magali!
Cebola estava diante das novatas. Os outros componentes da banda estavam ao seu lado.
– Vocês precisam ter a mente aberta para criações. A música é como uma onda que te invade a qualquer momento. Quando a inspiração bater à sua porta, deixe-a entrar. – disse.
– Música não é apenas um bando de pessoas tocando instrumentos e berrando. Você precisa sentir a música. – Cascão completou, tocando um acorde de guitarra.
– Alguns músicos buscam inspiração em vários lugares. – continuou Titi. – Seja em um passeio ao ar livre, na praia, sozinho, com a companhia de alguém que você gosta muito. Outros músicos buscam apoio na bebida para inspiração. E até na maconha.
– Mas não é ilegal? – perguntou Mônica, levantando a mão.
– Bom... Pode ser que sim, pode ser que não, mas o mais provável é “quem sabe?”. – respondeu Xaveco, rindo.
– Garoto, você quase não abre a boca e quando abre é pra falar merda? – Magali balançava a cabeça.
– Credo! Vocês não têm senso de humor? – Xaveco cruzou os braços.
– Eu tenho, mas com certeza não vou gastar com você. – Magali mostrou a língua para ele.
– Você vai ver o meu senso de humor quando eu quebrar esse seu baixo na sua cabeça. – disse Mônica. – Continuem.
– Entãããão, voltando ao assunto principal. Sentir a música é se vestir de frango e fazer a dança do passarinho.
– DC! – exclamou Cebola.
– Ok. Sentir a música é essas coisas sem-graça que eles disseram. – bufou Do Contra, cruzando os braços.
– Bom, vamos deixar que o Cebola e o Cascão expliquem melhor para vocês, afinal, são casais e entendem melhor. – disse Titi, saindo com o resto da banda e deixando apenas os casais a sós.
Quando viram que não tinha mais ninguém na garagem da casa de Cebola, voltaram a conversar. Cascão parou a conversa no meio e disse que precisava pegar algo. Dez minutos depois voltou com um pote cheio de morangos em uma mão e chantilly na outra. Segurando com os dentes, um saquinho com...
– Maconha, Cas? – Magali o olhava com censura.
– Ué, você ouviu. Alguns músicos buscam apoio nas drogas. – Cascão deu de ombros.
– Mas...
– Precisamos de uma música nova para o nosso show. – interrompeu Cebola. – E nada como um pouco de inspiração.
Ele pegou o baseado, colocou nos lábios e acendeu. Após um trago, passou para Mônica.
– Experimenta.
Mônica levou o baseado lentamente aos lábios. Após um tempo, o removeu dos lábios.
– Não tô sentido nada. – Mônica encarou Cebola. E depois Cascão. E depois Magali. – Tenta, amiga. É tudo lenda. Não tô sentido nadinha.
Então, Mônica começou a gargalhar. Arrancou os morangos e o chantilly das mãos de Cascão e começou a comê-los.
– Ei! Deixa pra mim! – Magali, após experimentar a droga, passou-a para Cascão e avançou para Mônica, gargalhando. – Ai, não tô sentindo nada. Não sinto o braço, não sinto a perna, não sinto nada.
As duas caíram na gargalhada. Mônica havia lambuzado a boca com chantilly.
– Ih, Mô. A sua boca está suja.
Mônica a encarou e voltou a gargalhar. Ela pegou Cebola pela nuca e o encarou.
– Limpa a minha boca, Cebola?
Ele passou a língua lentamente pelos lábios dela, que ficou toda arrepiada.
– Cara, que viagem! – disse Cascão, passando chantilly no pescoço de Magali, que gargalhava.
A maconha ia sendo revezada. Cascão se aproximou de Magali e lambeu o seu pescoço.
– Ei! Vamos parar com a sacanagem e escrever a música? – berrou Cebola.
Os outros três ficaram em silêncio por alguns segundos e logo caíram na gargalhada. Cebola pegou a sua guitarra.
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http://www.youtube.com/watch?v=fUncPqtmu60
Across The Universe Soundtrack – Strawberry Fields Forever
[Os Dois]
Deixe-me te levar
Porque estou indo aos
Campos de Morango
Nada é real
Não há nada com que se preocupar
Eternos Campos de Morango
[Cebola]
Viver é fácil quando se está de olhos fechados
Entendendo errado tudo que vê
Está ficando difícil ser alguém
Mas isso tudo funciona
E não importa muito pra mim
[Os Dois]
Deixe-me te levar
Porque estou indo aos
Campos de Morango
Nada é real
Não há nada com que se preocupar
Eternos Campos de Morango
[Cascão]
Sempre, não, às vezes, acho que sou eu
Mas você sabe que eu sei quando é um sonho
Penso, óbvio, não, quero dizer, óbvio, sim
Mas é tudo tão errado
Isso é que eu acho que discordo
[Os Dois]
Deixe-me te levar
Porque estou indo aos
Campos de Morango
Nada é real
Não há nada com que se preocupar
Eternos Campos de Morango
Eternos Campos de Morango
Eternos Campos de Morango
Eternos Campos de Morango
– Dorgas, manoooolo! – Magali ria.
– Essa música faz tanto sentido quanto o namoro da Selena Gomez com o Justin Bieber. – debochou Mônica.
– Mas são as músicas mais nada a ver que fazem sucesso. – retrucou Cebola.
E as gargalhadas continuaram.
– Sabe, Cebola? – sussurrou Mônica no ouvido dele. – Chega de me guardar. – Cebola a encarou e ergueu as sobrancelhas. – Que foi? Vai me dizer que você não quer?
– Eu quero, mas...
– Nada de mais. – disse Mônica, tirando a blusa.
– Mas assim, tipo, na frente do Cas com a Magá?
– Bom, pelo visto eles não se importam. – disse Mônica, indicando o casal que já estava se pegando ao lado deles.
– Então, já que é assim... – Cebola riu.
http://www.youtube.com/watch?v=1mB0tP1I-14
Lady Gaga — LoveGame
[As Duas]
Vamos nos divertir, essa batida é doida
Eu quero dar uma volta na sua vara disco
Vamos nos divertir, essa batida é doida
Eu quero dar uma volta na sua vara disco
[Mônica]
Eu quero te beijar
Mas se eu fizer isso, talvez eu te esqueça, baby
É complicado e estúpido
Ter a minha bunda flechada por um cupido sexy
Acho que ele quer jogar, quer jogar
Eu amo jogo, eu amo jogo
[As Duas]
Segure-me e me ame
Só quero te tocar por um minuto
Talvez três segundos sejam suficientes
Para o meu coração terminar com isso
Vamos nos divertir, essa batida é doida
Eu quero dar uma volta na sua vara disco
Não pense muito, apenas deixe que se exploda
Eu quero dar uma volta na sua vara disco
Vamos jogar um jogo de amor
Jogar um jogo de amor
Você quer amor?
Ou você quer fama?
Você está dentro desse jogo?
No jogo do amor
Vamos jogar um jogo de amor
Jogar um jogo de amor
Você quer amor?
Ou você quer fama?
Você está dentro desse jogo?
No jogo do amor
[Magali]
Eu estou numa missão
E isso envolve um toque forte, é
Você me indicou seu interesse
Eu sou educada no sexo, sim
Agora eu quero isso demais, quero isso demais
Eu amo jogo, eu amo jogo
[As Duas]
Segure-me e me ame
Só quero te tocar por um minuto
Talvez três segundos sejam suficientes
Para o meu coração terminar com isso
Vamos nos divertir, essa batida é doida
Eu quero dar uma volta na sua vara disco
Não pense muito, apenas deixe que se exploda
Eu quero dar uma volta na sua vara disco
Vamos jogar um jogo de amor
Jogar um jogo de amor
Você quer amor?
Ou você quer fama?
Você está dentro desse jogo?
No jogo do amor
Vamos jogar um jogo de amor
Jogar um jogo de amor
Você quer amor?
Ou você quer fama?
Você está dentro desse jogo?
No jogo do amor
[Magali]
Eu posso te ver olhando do outro lado do quarteirão
[Mônica]
Com um sorriso na sua boca e a sua mão em seu (huh!)
[Magali]
A nossa história sempre começa a mesma
[Mônica]
Com um garoto e uma garota e um (huh!) e um jogo
E um jogo
E um jogo
E um jogo
(eu amo o jogo)
[As Duas]
Vamos jogar um jogo de amor
Jogar um jogo de amor
Você quer amor?
Ou você quer fama?
Você está dentro desse jogo?
No jogo do amor
Vamos jogar um jogo de amor
Jogar um jogo de amor
Você quer amor?
Ou você quer fama?
Você está dentro desse jogo?
No jogo do amor
Vamos jogar um jogo de amor
Jogar um jogo de amor
Você quer amor?
Ou você quer fama?
Você está dentro desse jogo?
No jogo do amor
Vamos jogar um jogo de amor
Jogar um jogo de amor
Você quer amor?
Ou você quer fama?
Você está dentro desse jogo?
No jogo do amor
No jogo do amor
Os quatro estavam deitados no chão da garagem. Arfavam e olhavam para o teto. O efeito da maconha estava passando lentamente.
– Essa foi boa, heim? – Mônica ria.
– Como assim “essa”? Você já tinha feito isso antes? – Cebola virou a cabeça para encará-la.
– Claro que não, né? Eu tô falando de toda a situação, desde os morangos até o sexo.
Magali começou a gargalhar.
– Magá. Algum problema? – Cascão perguntou.
– Não... Eu... Só... – e deu mais uma gargalhada. – Estava lembrando de umas coisas.
– Que coisas? Você já...?
– Não, claro que não! Eu tava falando do dia do lance da moeda e de como eu fiz a Cascuda de boba.
– Magali, cala a boca. – disse Mônica, sussurrando, mas a amiga a ignorou e continuou gargalhando.
– Boba? – Cascão a encarou.
– É. Eu já tinha descoberto como os garotos faziam para decidir entre uma garota ou outra, daí eu fui a uma loja de mágica e comprei duas moedas de lados iguais. Não é hilário? – ela gargalhava.
– Você fez o quê?
– Ah, Cas. Eu não vou repetir o que eu disse.
– Não acredito nisso! – Cascão já estava se levantando e pegando a sua camiseta do chão.
– Eu também não! – Magali gargalhava. – Se eu não fizesse aquilo, não teríamos feito isso. Você tá muito estressado, Cas. – Ela tentou se levantar, mas não conseguiu. – Espera, Cas. Não vai!
Mas Cascão já havia batido a porta da garagem ao sair. Magali ficou sentada olhando para o nada.
– Não acredito que ele se foi. – disse ela, abraçando os próprios joelhos. – Se foi depois do que aconteceu.
– Desculpe falar, Magali, mas você foi egoísta. – disse Cebola. Ele tomou uma cotovelada de Mônica. – Quero dizer... Sei que você está sensível e tudo... Mas esse negócio da moeda foi um golpe baixo.
– Olha só quem fala, Cebola. – Magali inclinou a cabeça para ele. – Golpe baixo foi o que você já fez com a Mô.
– Isso é, Cebola. Mas... – Mônica encarou a amiga. – Nós já conversamos sobre isso e resolvemos os problemas, Magá. E isso que você fez foi desonesto. A Cascuda também o amava.
– Mas o que eu fiz foi por amor, Mô. Amor. Eu também amo o Cas. Eu sei que trapaceei, mas não queria perdê-lo para a Cascuda. A Denise mesmo disse que ela já está com um cara eventual. – Magali estava chorando. – Não me arrependo do que fiz. Desde os 12 anos eu gosto dele. Foi difícil terminar com o Quim, confesso, mas não tinha mais aquela atração por ele. Daí comecei a ver o Cas com outros olhos, mas ele era comprometido e...
– Magá, se você realmente ama o Cas, deve dizer tudo isso que acabou de falar pra gente para ele. – Mônica encarou a amiga. Vendo que ela não reagia, bateu palmas. – Mas vai já, né? Anda!
Magali sacudiu a cabeça e saiu correndo da garagem. Andou pelo bairro inteiro até desistir e bater na porta da casa de Cascão. Quem atendeu foi ele mesmo, que a convidou para entrar.
– Desculpe pelo jeito que eu saí de lá. Só estava surpreso. – disse, indicando o sofá para Magali. – Eu tava pensando e acho que a gente deve dar um tempo.
– Espera um pouco aí. Dar um tempo? Quem pede para dar tempo são as garotas. Garotos não pedem para dar tempo.
– Quem disse?
– Você já ouviu alguma garota virar pra você e dizer: “Olha, eu não estou pronta para ter um relacionamento mais sério”?
– Não.
– Por que isso é coisa de garotos. Garotas pedem para dar tempo.
– E então? Você vai pedir? – perguntou Cascão.
– Eu não queria, mas acho que é o único jeito, Cas. Eu nunca vou me esquecer e não me arrependo do que fiz, pois sei que foi por amor. – Magali se levantou do sofá e deu um beijo na bochecha de Cascão. – Cas, acho que nós deveríamos aproveitar esse tempo para vermos o que queremos. Você acha que foi bom?
– Bom? O quê?
– Eu achei que foi. Tipo, você foi o cara com quem eu sempre sonhei perder a minha virgindade e tal...
– Foi bom para mim também. – Cascão deu um beijo na testa de Magali. – Até mais.
– Até... – Magali saiu da casa dele e caminhou pelo campinho.
http://www.youtube.com/watch?v=0CdQotMYALM
Glee – What I Did For Love
[Magali]
Dê adeus ao hoje
À doçura e a tristeza
Me deseje sorte, o mesmo pra você
Mas eu não posso me arrepender
Do que eu fiz por amor, do que eu fiz para o amor
Veja, meus olhos estão secos
O presente era nosso para emprestarmos
É como se nós sempre soubéssemos
E eu não vou esquecer-me do que eu fiz por amor
Do que eu fiz por amor
Foi
O amor nunca se foi
À medida que caminhamos
É do amor que vamos sempre nos lembrar
Dê adeus ao hoje
E me ponha em direção ao amanhã
Nós fizemos o que tínhamos que fazer
Não esquecerei, não posso me arrepender
Do que eu fiz por amor
Do que eu fiz por amor
Do que eu fiz por amor
O amor nunca se foi
À medida que caminhamos
É do amor que vamos sempre nos lembrar
Dê adeus ao hoje
E me ponha em direção ao amanhã
Nós fizemos o que tínhamos que fazer
Não vou esquecer, não posso me arrepender
Do que eu fiz por amor
Do que eu fiz por amor
Do que eu fiz por amor
Magali sentou-se em um banco do campinho e ficou olhando a paisagem. Mônica se aproximou e sentou-se ao seu lado.
– E aí? Terminaram?
– Não, só demos um tempo.
Mônica sorriu para a amiga, que retribuiu o sorriso.
Cascão estava assistindo televisão, quando o telefone tocou. Resmungando, ele se levantou para atender.
– Alô?
– Cas? É a Cascuda. Posso dar uma passadinha aí?
– Ah... Claro.
Cascão desligou o aparelho. Um minuto depois, a campainha tocou. “Caramba!”, pensou Cascão. Ele abriu a porta e ficou atordoado.
– Celular. Eu estava por perto quando resolvi ligar. Não me convida para entrar?
– Sim, sim. Entre.
Cascuda estava usando uma blusa decotada e minissaia, além de um salto alto. Cascão sentou-se no sofá. Cascuda sentou-se diante dele e cruzou as pernas lentamente.
– Sabe, Cas. Não pude deixar de ouvir a Mônica e a Magali conversando e soube que você e aquela va... Ok, você e a Magali terminaram. – Cascuda ajeitou o decote.
– Nós não terminamos. Só demos um tempo. – rebateu Cascão.
– Ah, dá na mesma. Isso significa que você está solteiro. – Cascuda foi sentar-se do lado de Cascão e deitou a cabeça no seu ombro.
Ele balançou o ombro para tirar a cabeça dela de lá.
– Sim, eu tô solteiro e muito feliz. E pelo que eu sei, você também está. Saindo com vários caras e cantando sobre pênis.
Cascuda corou.
– Mas eu te amo. Não basta?
– Não. Eu também tenho que te amar.
– Como assim?
– Cascuda, eu não te amo mais. Eu amo a Magali.
– Hm... Já vi que, assim como da outra vez, vou ter que cantar para chamar a sua atenção, não é? – Cascuda levantou-se.
– Você pode tentar. – Cascão riu.
http://www.youtube.com/watch?v=vexbwgkXw-8
Beyoncé – Why Don’t You Love Me?
[Cascuda]
Agora, agora, agora, querido
É melhor você sentar e olhar em volta
Por que você deve ter batido a cabeça
E eu te amo o suficiente para trazer sua razão de volta, querido
E eu odiaria ver você chegando em casa
Eu, as crianças e o cachorro fomos embora
Cheque minhas credenciais
Te dou tudo o que você quer, tudo o que precisa
Até seus amigos dizem que sou uma boa mulher
Tudo o que preciso saber é por que...
Por que você não me ama?
Me diga querido
Por que você não me ama?
Quando eu me faço ser tão fácil de amar
Por que você não precisa de mim?
Me diga querido
Por que você não precisa de mim?
Quando eu me faço tão fácil de ser necessária
Tenho beleza, tenho classe
Tenho estilo, e eu tenho mesmo
E você nem se importa em se importar
Eu até tenho dinheiro na minha conta
Não preciso pedir ajuda a ninguém
Você nem repara nisso
Por que você não me ama?
Me diga querido
Por que você não me ama?
Quando eu me faço ser tão fácil de amar
Por que você não precisa de mim?
Me diga querido
Por que você não precisa de mim?
Quando eu me faço tão fácil de ser necessária
Tenho beleza, tenho coração
Caio de cabeça nos livros, sou uma compradora
Mas você nem se importa se eu sou esperta
Eu danço no seu quarto
Ele ficaria feliz com os planos que eu faço
Mas você não parece estar ligado
Por que você não me ama?
Me diga querido
Por que você não me ama?
Quando eu me faço ser tão fácil de amar
Por que você não precisa de mim?
Me diga querido
Por que você não precisa de mim?
Quando eu me faço tão fácil de ser necessária
Não há nada para não amar em mim
Não, não, não há nada para não amar em mim
Sou tão amável
Não há nada para não precisar em mim
Não, não, não há nada para não precisar em mim
Talvez você não seja o cara certo
Ou talvez você esteja apenas brincando de...
Burro!
– Quer saber, Cascão? Fica com a Magali. Essa música me abriu os olhos: já que você não me ama, não vou gastar minhas qualidades e sim guardá-las para alguém que me queira. – Cascuda o encarou.
– Que bom que pensa assim. – disse Cascão, abrindo a porta da sala para ela – E aquela história de gravidez?
– Ah, é coisa de começo de temporada, Cas. Com o tempo, outras histórias ganharam mais destaque. – disse ela, dando uma piscadela para ele. Pegando a sua bolsa, Cascuda saiu de lá.
Cascão suspirou, desligou a TV e subiu as escadas em direção ao seu quarto. No meio do caminho, parou.
– Caramba... Esse tempo que a gente deu vai demorar a passar. – quando chegou em seu quarto, jogou-se na cama, pegou o controle do som e o ligou. Só músicas tristes tocavam. – Droga. Assim também não dá. Eu deveria querer curtir agora que estou sozinho por um tempo... Mas até o rádio está contra mim. E nem sei se quero isso mesmo...
Ele levantou-se e começou a caminhar pelo quarto. Pegou uma foto dele com Magali, que os dois haviam tirado quando passeavam pelo campinho e ficou olhando. As músicas tristes colaboraram para as lágrimas que rolavam através das suas bochechas.
Magali estava deitada em sua cama, chorando. A luz da lua já invadia o seu quarto. Ela olhava uma foto dela com Cascão, a mesma que ele tinha.
– Eu deveria estar me sentindo bem, pois não tenho que me preocupar com nenhum homem, mas dói demais. – disse Magali para si mesma. – Me sinto tão vazia. Ah, Cas...
http://www.youtube.com/watch?v=sHiumh2Yg-E
Glee – One Less Bell To Answer / A House Is Not A House
[Magali]
Uma campainha a menos para atender
Um ovo a menos para fritar
Um homem a menos para cuidar
Eu deveria estar feliz
Mas tudo que eu faço é chorar
[Cascão]
Chorar, chorar, sem mais risos
[Magali]
Oh, eu deveria estar feliz
[Cascão]
Oh, por que ela partiu?
[Magali]
Eu só sei que desde que ele partiu
Minha vida ficou tão vazia
Mesmo que eu tente esquecer
Eu simplesmente não consigo
Toda vez que a campainha toca, eu ainda corro
[Os Dois]
Eu não tenho a menor idéia
[Magali]
De como parar de pensar nele
[Cascão]
Eu deveria estar feliz
[Magali]
Porque eu ainda o amo
Eu termino cada dia como comecei
[Cascão]
(Eu começo e termino cada dia chorando)
[Magali]
Chorando em meu coração
[Cascão]
Uma campainha a menos para atender
[Magali]
Um ovo a menos para fritar
Um homem a menos
[Cascão]
Um homem a menos
[Magali]
Para cuidar
Sem mais risos
[Os Dois]
Sem mais amor
[Magali]
Desde que ele partiu
[Cascão]
Desde que ela partiu
[Magali]
Desde que ele partiu
Ooohhh
Cascão disparou porta a fora em direção à casa de Magali. Quando tocou a campainha, Dona Lina foi quem atendeu.
– Dona Lina, a Magali está? Eu preciso falar com ela. – Cascão estava arfando.
– Ela está no quarto dela. Acho melhor você voltar mais tarde. Ela não está muito bem.
– Ah, tá... Pode avisá-la que eu passei aqui? – Cascão colocou as mãos no bolso e voltou para a sua casa.
Dona Lina bateu na porta do quarto de Magali, mas a filha não a atendeu. Mesmo assim, ela deu o recado.
– Filha... O Cascão esteve aí e queria falar com você. Sei que não quer falar agora, mas... Seria saudável que vocês fizessem as pazes... Bom, o recado foi dado.
Dentro do quarto, Magali olhou pela janela. Conseguiu avistar Cascão voltando para a sua casa
[Magali]
Uma cadeira ainda é uma cadeira
Mesmo quando não há ninguém sentado lá
Magali saiu correndo do seu quarto e foi até a casa de Cascão, de camisola mesmo. Foi tocar a campainha, mas percebeu que a porta estava encostada. Ela entrou e olhou ao redor. Nenhum sinal de Cascão.
[Magali]
Bem, eu não fui feita para viver sozinha
Transformar essa casa em um lar
Quando eu subir as escadas e girar a chave
Ohhh, por favor, esteja lá...
Ainda apaixonado por mim
Magali abriu a porta do quarto de Cascão. Ele a encarou, incrédulo. Não acreditava que ela estava lá.
[Cascão]
Uma campainha a menos para atender
[Magali]
Toda vez que a campainha toca, eu ainda corro
[Cascão]
Um ovo a menos para fritar
[Magali]
Um homem a menos
[Cascão]
Um homem a menos
[Magali]
Para cuidar
Sem mais risos
[Os Dois]
Sem mais amor
[Magali]
Desde que ele partiu
[Cascão]
(Desde que ela partiu)
[Magali]
Desde que ele partiu
[Os Dois]
Tudo o que eu faço é chorar
– Cas...
– Magá...
– Eu tentei ser forte, Cas... Mas vi que, por mais pequena que seja a sua ausência, ela me faz mal... E acho que isso acontece com você.
– Tem razão. Olha só para nós, não faz nem um dia que demos um tempo e já estamos chorando desesperados. E você veio de camisola até a minha casa.
Magali riu e depois se jogou nos braços de Cascão, que a acolheu com amor. Os dois se beijaram.
Notas finais
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@leocancellier
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