Bohemian Rhapsody - Season 1

5 Capítulo 5 – A Primeira Vez


Notas iniciais
Músicas
Glee - Last Name
Glee - Science Fiction Double Feature
Lady Gaga - Alejandro
The Rocky Horror Picture Show - Touch A Touch A Touch A Touch Me
.
Por ser uma Songfic, é claro que fica bem mais divertido de se acompanhar com música (sempre haverá um aviso com o nome da música e o link para se ouvir antes da letra da música entrar).

Quando Mônica voltou, Denise já tinha ido com outro rapaz. Logo ela voltou e estava um pouco bêbada.

– Dê? Você está bem? — perguntou Magali.

– Suuper. – respondeu a ruiva. Logo depois, apareceu outro rapaz e ela foi para a pista de dança com ele.

– Essa Denise está mais piranha do que antes. – comentou Fabi, balançando a cabeça. De repente, ela soltou um grito. – Que nojo, Marina!

Marina havia vomitado nos pés de Fabi. Depois dessa, as garotas “pescaram” Denise da pista de dança e foram embora. Na saída, Denise tentava se livrar das garotas.

– Me soltem! Eu não quero ir! Têm três mexicanos lá dentro que precisam de mim! – Denise se chacoalhava e gritava.

– Mas que raios de mexicanos são esses? – perguntou Mônica.

– São os caras que estavam comigo. – respondeu Denise.

– Eles sabem que você estava com os três ao mesmo tempo? – perguntou Aninha.

– Claro que sabem! – exclamou Denise.

– Você tem alguma informação sobre eles? – dessa vez foi Magali quem quis saber.

– Só sei o nome deles: Alejandro, Fernando e Roberto. Nem sei qual é o sobrenome. Na verdade, não entendi muito o que eles disseram. Não sou boa de espanhol. Mas parece que são irmãos.

– Muito bonito, né, Dona Denise? Nem sabe direto quem eles são e já quer pegar os três. – disse Fabi.

– Correção, fofoleta. Já peguei. Quero dizer, não completamente, mas peguei. E eu sei muitas coisas sobre eles. Apesar de serem mexicanos, moram no Rio de Janeiro há quase um ano. – retrucou Denise.

– Rio de Janeiro? – repetiu Mônica.

– Não, Rio de Fevereiro. – ironizou Denise. – É claro que é o Rio de Janeiro, fofa. Conhece outro Rio de outro mês, por acaso?

– Não força a barra, garota. – rosnou Mônica, erguendo o punho, mas Magali a acalmou.

– Mas, se Gaga quiser, eles vão embora amanhã e vão esquecer de mim. Afinal, não quero nada sério por enquanto.

– E por acaso algum dia você já quis? – rebateu Aninha. – Qual foi o fim do Flávio?

– Flávio? Que Flávio? Ah, sim, claro. O motoqueiro... Foi preso. – respondeu Denise, como se fosse a coisa mais natural do mundo.

Dando as costas para as amigas, voltou para dentro da balada.


De manhã, bem cedo, a campainha da casa de Mônica tocou. Xingando todos mentalmente, Mônica levantou-se e foi atender a porta. Quando abriu, levou um susto. Uma Denise toda descabelada e com olheiras estava parada diante dela. Ainda usava a sua fantasia de cowgirl. Mônica percebeu que estava toda rasgada e suja.

– Mô, me ajuda. – pediu a garota, chorando.

– O que aconteceu? – Môncia estava ficando assustada.

– Foram aqueles mexicanos. São mais quentes do que eu imaginei. Passei a noite com eles, mas sei que a minha mãe vai me matar se me ver assim. – Denise deu uma risadinha, mas logo voltou com as lágrimas de crocodilo.

Mônica balançou a cabeça negativamente. “Eu e a droga do meu coração bondoso. Ainda vou me dar mal.”, pensou. Conduziu Denise devagar e em silêncio para o seu quarto, mas Dona Luísa as flagrou no meio do caminho.

– O que está acontecendo? – perguntou, com as mãos na cintura.

Denise coçou a nuca e começou a contar.


http://www.youtube.com/watch?v=X6INRJcWiro

Glee — Last Name


[Denise]
Ontem à noite, eu me servi um pouquinho demais daquela bebida, baby
Ontem à noite, eu fiz algumas coisa que não estou orgulhosa
E fiquei um pouco louca
Ontem à noite, eu conheci três caras na pista de dança
E deixei eles me chamarem de "meu bem”

E eu nem sei o sobrenome deles
Oh, minha mãe ficaria com tanta vergonha
Tudo começou com "Ei linda, de onde você é?”
E depois virou
“Oh não, o que eu fiz?”
E eu nem mesmo sei o sobrenome deles

Nós deixamos o clube por volta das 3 horas da manhã
Os carros deles parados ali no estacionamento
Bom, isto deveria ser um aviso
Eu não tinha noção no que eu estava me metendo
Então eu culparei o Cuervo
Oh onde meus bons modos foram?
E eu nem sei o sobrenome deles
Oh, minha mãe ficaria com tanta vergonha
Tudo começou com "Ei linda, de onde você é?”
E depois virou
“Oh não, o que eu fiz?”
E eu nem mesmo sei o sobrenome deles
Aqui vamos nós

Hoje eu acordei pensando no Elvis em algum lugar em Vegas
Eu não sei como eu cheguei aqui
Ou como esse anel na minha mão esquerda apareceu do nada
Eu tenho que ir embora
Eu vou pegar as batatinhas, um dos carros deles e cair na estrada
Eles dizem que o que acontece em Vegas fica em Vegas
Tudo isso vai desaparecer então
Só tem um probleminha...

Eu nem sei o meu sobrenome
Oh, minha mãe ficaria com tanta vergonha
Tudo começou com "Ei linda, de onde você é?”
E depois virou
“Oh não, o que eu fiz?”
E eu nem mesmo sei o meu sobrenome.

O que eu fui fazer?
O que eu fui fazer?
O que eu fui fazer?
Oh, o que eu fui fazer?
Eu nem sei o meu sobrenome

E depois virou
“Oh não, o que eu fiz?”
Eu nem sei o meu sobrenome

Tudo começou com, "Ei linda, de onde você é?”
E depois virou
“Oh não, o que eu fiz?”
Eu nem sei o meu sobrenome

Meu sobrenome

– Putz, Dê. Você nem lembra o seu sobrenome. Ressaca braba. – caçoou Mônica, mas parou logo ao ser fuzilada visualmente pela sua mãe.

– Escute, Denise. Eu vou encobrir você, mas só dessa vez. – disse Dona Luisa, ligando para a mãe de Denise. – Oi, dona Danusa. Aqui é a Dona Luisa. Eu liguei para avisar que a Denise dormiu aqui, porque a Mônica achou que estava muito tarde para ela voltar sozinha. Não precisa se preocupar. – pausa. – De nada. Tchau. – ao desligar o telefone, encarou Denise. – Só dessa vez. – Dona Luisa marcou bem essas palavras e voltou para o seu quarto. Mônica levou Denise para o banheiro e passou uma toalha e roupas limpas para ela.


Marina estava imersa na escuridão do seu quarto. Já havia passado do 7° sono há muito tempo. Provavelmente já estava no 10° sono. Dormia tão bem que até babava no travesseiro.

De repente, acordou com um barulho. Era apenas uma pedra batendo na sua janela, mas, para ela, eram bombinhas estourando na sua cabeça, tamanha a ressaca. Resmungando, Marina foi até a janela. Abriu-a e... Foi acertada por uma pedra no meio da testa.

– Puta merda! Quem é o pirralho que esta jogando essas merdas na minha janela? São 8 da manhã! De domingo! VÂO DORMIR E... Franja? – Marina estava confusa. – O que está fazendo aí? E qual é a do violão?

– Você não disse para eu te convencer? Aqui estou. – disse Franja. Com um sorriso, começou a tocar o violão.

Marina, que ainda não havia tirado a maquiagem e estava com o batom vermelho todo borrado, deu uma risada.

– A nossa música. – disse.

Franja balançou a cabeça.


http://www.youtube.com/watch?v=qee0ErIHvxw

Glee — Science Fiction Double Feature


[Franja]
Michael Rennie estava doente no dia que a terra parou
Mas ele nos contou o que estava acontecendo
E Flash Gordon estava lá, usando cueca prateada
Claude Raines era o homem invisível
Então algo deu errado para Fay Wray e King Kong
Eles ficaram presos em um congestionamento de celulóide
Então, em um ritmo mortal, isto veio do espaço sideral
E foi assim que a mensagem correu


[Marina]
Ficção científica, sessão dupla
Dr. X vai construir uma criatura
Veja os andróides lutando, Brad e Janet
Anne Francis estrelou no filme Planeta Proibido
Oh-oh, tarde da noite, sessão dupla, show de imagem
[Franja]
Eu sabia que Leo G. Carroll estava em cima de um barril
Quando Tarântula o levou para as colinas
E eu realmente fiquei excitado quando vi Janet Scott
Combater uma planta Triffid que cospe veneno e mata
Dana Andrews disse que o Ameixa lhe deu as runas
E passando, eles usaram muitas habilidades
“Mas, quando os mundos colidirem”, disse George Pal à sua noiva
“Eu vou lhe dar algumas terríveis emoções”


[Marina]

Ficção científica, sessão dupla
Dr. X vai construir uma criatura
Veja os andróides lutando, Brad e Janet
Anne Francis estrelou no filme Planeta Proibido
Oh-oh, tarde da noite, sessão dupla, show de imagem
Eu quero ir, oh-oh, eu quero ir tarde da noite para a sessão dupla do filme
Feito pela RKO, oh-oh, eu quero ir tarde da noite para a dupla sessão do filme
Na fila de trás, tarde da noite, sessão dupla, show de imagem


Marina saiu correndo para o quintal da sua casa e voou em cima de Franja, enchendo-o de beijos.

– Fran, me desculpa. Eu não queria dizer aquilo da sua mãe. – disse Marina.

– Não precisa se preocupar, Má. Eu é quem deveria pedir desculpas por falar com você daquele jeito. Não deveria ter forçado a barra. Sei que você está se tratando e...

– Fran. Eu tô pronta. – disse Marina, rindo. Franja a encarou. – Eu tô pronta! – ela gritou, rindo. Franja riu junto, a abraçando. – Hoje, 20h, no seu laboratório. Faça uma comida boa. – ela pediu, rindo.

Franja riu do duplo sentido da frase.

– Pode deixar, Má. – disse ele. Deu um beijo nela e foi correndo para o seu laboratório.

Marina riu e voltou para dentro de sua casa. Entrou no seu quarto e se jogou na cama, rindo.


Denise se enrolou na toalha. Ficou diante do espelho embaçado do banheiro e passou a mão nele, conseguindo se vir. Pegou o secador de Mônica e começou a secar o cabelo. “Denise, você é muito danadinha”, pensou.

Após secar o cabelo, ela vestiu as roupas que Mônica dera e saiu do banheiro. Andando nas pontas dos pés, para não acordar ninguém, ela foi em direção à porta da frente da casa de Mônica. Quando abriu a porta, deu um grito e a fechou, fazendo um barulhão, que fez com que Mônica acordasse e descesse as escadas correndo e quase tropeçando.

– Que foi, maluca? – perguntou Mônica.

– Eles estão aí fora. – sussurrou Denise.

– “Eles” quem? Os aliens? – ironizou a amiga.

– Não, flor. Os três mexicanos. – Denise espiou pela janela. – Como eles me encontraram?

– Como é que eu vou saber? – Mônica estava perdendo a paciência. – Vai lá falar com eles. – ela empurrou Denise para a porta.

– Vem comigo, Mô. Por favor. Me ajude a dar um fora neles com classe.

– Ai, ai. – Mônica estava pensando. Depois de um tempinho, ela jogou um anel para Denise. – Ah tá. Coloca esse anel no seu dedo da mão direita e finge que é aliança de compromisso. Vamos lá.

Mônica abriu a porta. Denise cruzou os braços.


http://www.youtube.com/watch?v=UESpfgWo2TU

Lady Gaga — Alejandro


[Denise]
Eu sei que somos jovens
E eu sei que você pode me amar
Mas simplesmente não posso ficar com você desse jeito
Alejandro!

O-o-o-o-o-o-oh
O-o-oh
O-oh

O-o-o-o-o-o-oh
O-o-oh


[Mônica]

Ela tem as duas mãos no bolso
E ela não vai olhar para você, não vai olhar para você, aah
Ela esconde o verdadeiro amor em seu bolso
Ela tem uma auréola em torno de seu dedo
Em torno de você aah

[Denise]
Você sabe que eu te amo, garoto
Quente como o México,
Alegrem-se!
Neste momento eu tenho que escolher
Nada a perder

Não chame o meu nome
Não chame o meu nome
Alejandro

Eu não sou seu bebê
Eu não sou seu bebê
Fernando

Não quero beijar
Não quero tocar
Só fume um cigarro em silêncio

Não chame o meu nome
Não chame o meu nome
Roberto

Alejandro
Alejandro

Ale-Alejandro
Ale-Alejandro

Alejandro
Alejandro

Ale-Alejandro
Ale-Alejandro

Pare!
Por favor, deixe-me ir
Alejandro,
Apenas me deixe ir


[Mônica]
Ela não está quebrada
Ela é apenas um bebê
Mas o namorado dela é como seu pai
Assim como um pai

E todas aquelas chamas
Queimando por ele dele
Agora ela tem que lutar
Para esfriar o mal


[Denise]

Você sabe que eu te amo, garoto
Quente como o México,
Alegrem-se!
Neste momento eu tenho que escolher
Nada a perder

Não chame o meu nome
Não chame o meu nome
Alejandro

Eu não sou seu bebê
Eu não sou seu bebê
Fernando

Não quero beijar
Não quero tocar
Só fume um cigarro em silêncio

Não chame o meu nome
Não chame o meu nome
Roberto

Alejandro
Alejandro

Ale-Alejandro
Ale-Alejandro

Alejandro
Alejandro

Ale-Alejandro
Ale-Alejandro

Não me incomode
Não me incomode
Alejandro

Não chame o meu nome
Não chame o meu nome
Tchau, Fernando

Eu não sou seu bebê
Eu não sou seu bebê
Alejandro

Não quero beijar
Não quero tocar
Fernando

Não chame o meu nome
Não chame o meu nome
Alejandro

Eu não sou seu bebê
Eu não sou seu bebê
Fernando

Não quero beijar
Não quero tocar
Só fume um cigarro em silêncio

Não chame o meu nome
Não chame o meu nome
Roberto

Alejandro
Alejandro

Ale-Alejandro
Ale-Alejandro

Alejandro
Alejandro

Ale-Alejandro
Ale-Alejandro

(Não chame o meu nome)
Alejandro
(Não chame o meu nome)
Alejandro
(Alejandro)

(Eu não sou seu bebê)
Alejandro
(Eu não sou seu bebê)
Ale-Alejandro
(Fernando)

(Não quero te beijar)
Alejandro
(Não quero tocar)
Alejandro
(Só fume um cigarro em silêncio)

(Não chame o meu nome)
Alejandro
(Não chame o meu nome)
Ale-Alejandro
(Roberto)

Alejandro

Os olhos de Denise brilhavam. Conseguira o que queria. Os mexicanos viraram as costas e foram embora. Ela abraçou Mônica. Como a amiga já havia perdido o sono, convidou Denise para tomar café da manhã com ela.

– E a Marina? Que fim que deu? – perguntou Denise.

– Viu só? Voltou para a pista de dança e perdeu o babado. – disse Mônica.

– Babado?

– É. A Dona Alice baixou lá na porta e deu uma senhora bronca na Marina. Daí a Má vomitou no sapato da mãe dela. Olha, Dê. Eu nunca pensei que uma senhora como a Dona Alice conseguisse falar tantos palavrões fortes...

– E aí? – Denise queria mais detalhes.

– E aí que a gente não sabe o que aconteceu.

– Mas vamos descobrir. – disse Denise, dando um tapa na mesa.

– Vamos?

– Vamos, Mô.

Denise levantou-se e puxou Mônica pelo pulso. As duas saíram para a casa de Marina.


Mônica e Denise pararam diante da casa de Marina. Tocaram a campainha. Dona Alice foi quem atendeu.

– Olá, garotas. Vieram ver como a Marina está, não é?

– Isso. – respondeu Denise, balançando a cabeça afirmativamente. – É verdade que a senhora botou para quebrar ontem?

– Como é?

– Nada não, Dona Alice. – disse Mônica, disfarçando. – Podemos subir?

– Podem sim. – respondeu Dona Alice, confusa.

– Ah, tá. Vem, Dê. – Mônica puxou a amiga pelo braço.

Elas subiram as escadas e bateram na porta. Uma voz melódica disse para as duas entrarem.

O quarto estava meio escuro. Marina estava deitada na cama, com uma cara de ressaca e um machucado no meio da testa. Mas, apesar de tudo, estava sorrindo.

– Tomei uma pedrada na testa. – disse Marina, tentando evitar longas explicações.

– E esse sorrizinho? – perguntou Denise.

– O Fran fez uma serenata para mim não tem nem uma hora.

– Que fofo! E o que você disse? – Mônica quis saber.

– Eu disse que estou pronta para dar um passo adiante no nosso relacionamento. Mas... Sei lá. E se doer? – o sorriso sumiu do rosto de Marina.

– Não dói nada, Má. – disse Denise, como se fosse a coisa mais natural a ser dita no momento. Com o silêncio, a garota encarou as amigas. – Que foi?

– Esquece, Má. – disse Mônica, abanando a mão para fazer Denise calar a boca. – Você está mesmo pronta? Quero dizer... Você é meio...

– Meio? – Marina cruzou os braços.

– Meio neurótica por limpeza. – Mônica completou.

– Ah, vocês estão duvidando? Pois saibam que hoje de noite, no Laboratório do Franja, eu vou baixar o nível.

Mônica e Denise deram risadinhas.


Marina estava se maquiando diante do espelho. Faltavam uns 15 minutos para o encontro com Franja. Ela respirou fundo e começou a falar com si mesma.

– Mim mesma. Você sabe que ele te ama. E você o ama também. Deixe de ser tão boba.

Ela pegou a sua bolsa e saiu do banheiro. Acenou para a mãe e abriu a porta da sala. Ao sair, deu um pulo. Mônica e Denise estavam paradas diante dela.

– O que estão fazendo aqui? – perguntou Marina.

– Ué. Viemos ver você baixar o nível. – respondeu Denise, dando risadinhas. – Não foi isso que você disse?

– Mas...

– Viemos ver para crer. – disse Mônica.

– Algo do que eu disser vai impedir vocês de me seguirem? – Marina torceu o nariz.

– Não. – retrucou Denise.

– Mas não custa tentar. – desafiou Mônica.

– Ok... Vamos ver... Não me sigam. – disse Marina, sem entusiasmo.

Denise e Mônica fingiram concordar e foram embora. Marina balançou a cabeça e começou a andar. Como o laboratório do Franja era perto, ela não demorou muito para chegar. Parou diante da porta do local e deu três pancadinhas. A voz de Franja ordenou que ela entrasse.

Ela se surpreendeu quando entrou. O local estava todo decorado com as suas cores favoritas. Havia várias fotos dela e do Franja espalhadas pelo local. A música deles tocava ao fundo.

– Nossa! Que superprodução, heim? – elogiou Marina.

– Tudo para nós. – disse Franja. Ele pegou a mão de Marina e a levou até a mesa. Puxou a cadeira para ela.


Enquanto isso, do lado de fora do laboratório, Mônica e Denise se posicionaram em uma janela do laboratório, que ficava atrás do Franja. Acenaram para Marina, que tentou disfarçar. As duas sentaram-se na grama.

– Eles ainda estão comendo. – disse Mônica.

– A comida. Nós viemos aqui para ver eles se comerem e não comerem a comida. – resmungou Denise.

– Denise! Que horror! – exclamou Mônica.

– Flor, quando for a sua vez, verá que não tem nada de horror. – retrucou Denise. – Bom, o negócio agora é esperar. Mas duvido muito que ela vá fazer algo além de se limpar.


Após Franja ter servido o seu prato e o de Marina, os dois começaram a comer. Os 10 minutos seguintes foram de silêncio. Apenas o som dos dois mastigando a comida e a música deles ao fundo, tocando repetidamente. Por fim, os dois acharam que já estava bom e desligaram o som. Franja olhou para Marina.

– Você tem certeza que quer mesmo fazer isso? – perguntou.

Marina ergueu os olhos para ele.

– Claro. – respondeu Marina. – Mas antes...

– Você vai escovar os dentes? – Franja ergueu as sobrancelhas.

– Isso. Mas dessa vez vou só escová-los mesmo. – disse Marina, rindo.

Franja riu junto. E de fato, ela não demorou. Quando voltou, Franja já havia arrumado tudo (ela suspeitou de ajudas tecnológicas para isso). O cenário mudara. No lugar da mesa havia alguns doces. No canto, havia uma cama de casal coberta com pétalas de rosa. Marina ficou com os olhos brilhantes.

Do lado de fora, Mônica deu tapinhas no braço de Denise, que estava dormindo.

– É agora, Dê.

– Heim? – Denise parecia confusa.


http://www.youtube.com/watch?v=cUqCv_1kGzM

The Rocky Horror Picture Show — Touch A Touch A Touch A Touch Me


[Marina]
Eu estava me sentindo derrotada, não conseguia ganhar
Eu havia, no máximo, beijado antes

[Mônica]
Quer dizer que ela vai...
[Denise]
Acho que sim

[Marina]
Eu achava que não havia sentido em carícias pesadas
Isso só causa problemas e calcinhas molhadas...

Agora tudo o que eu quero saber é como ir
Eu provei sangue e quero mais

[Denise e Mônica]

(mais, mais, mais)

[Marina]
Eu não oferecerei resistência, eu quero ficar ao seu alcance
Eu tenho um comichão para coçar, preciso de ajuda

Toque, toque, toque, toque-me, eu quero me sentir suja
Me excite, me arrepie, me preencha
Criatura da noite

E se algo crescer enquanto você fica parado
Eu vou lhe passar óleo e massagear aí em baixo

[Denise e Mônica]

(baixo, baixo, baixo)

[Marina]
E isso é apenas uma pequena fração da atração principal
Você precisa de uma mão amiga e eu preciso de ação

Toque, toque, toque, toque-me, eu quero me sentir suja
Me excite, me arrepie, me preencha
Criatura da noite
[Mônica]

Toque, toque, toque, toque-me
[Denise]
Eu quero me sentir suja
[Mônica]
Me excite, me arrepie, me preencha
[Denise]
Criatura da noite

[Marina]
Aaaaah, toque, toque, toque, toque-me, ahaaaa eu quero me sentir suja
Me excite, me arrepie, me preencha
Criatura da noite


[Franja]
Criatura da noite
[Cascão]
Criatura da noite
[Cebola]
Criatura da noite
[Denise]
Criatura da noite
[Magali]
Criatura da noite
[Mônica]
Criatura da noite

Criatura da noite

[Marina]
Criatura da noite

Marina deu um grito satisfação. Franja deu um grito de prazer. Mônica e Denise deram um grito de deboche, dando risadas. Franja e Marina tomaram um susto. Ele correu até a janela e a abriu.

– Mônica?

– Franja!

– Denise?

– Marina!

– Mônica!

– Marina...

– Bidu!

– Au, au!

– Denise!

– Marina!

– Franja!

– Mônica!

– Bidu!

– Au, au!

– Marina!

– Denise!

– Mônica!

– Que palhaçada é essa? – perguntou Franja.

– Eu não sei! – exclamou Marina.

– Não é nada. Nós nem estamos aqui. – disse Mônica.

Ela pegou Denise pelo pulso e as duas saíram correndo de lá.




Notas finais
Gostaram? Façam review. Não gostaram? Façam review. O importante é mostrar a opinião =D
@leocancellier