Boa noite, bom dia

2 II — Vermelho.


Notas iniciais
Ponto de vista de Mikhael.

Nada seria dito. Um respingo na tela, silencioso, um único traço, em breve definitivamente inexistente. Contemplei aquela lágrima do corpo custosamente produzida. Um sorriso breve como minha vida. Seria o nosso segredo, aquele cantar que não se abominava.

O que haveria de manhã cedo? Só poderia esperar, para que algum dia aquela porta que um dia se fechou, se abrisse outra vez apenas, apenas uma. E se abrisse? Apenas aquela incerteza.

Vazia, ela era ponderada sem pressa. Lua, o seu brilho nunca me obscureceu, apenas ficou em minha mente, sem perceber, no contar dos dias em que me fui.

...

A porta foi aberta há pouco tempo, e ela não poderia ser a mais errada que eu poderia ter esperado. Aquele olhar incerto, focando em mim naquele sonho, me julgando, não chegaria perto àqueles pares de olhos, ainda assim de sentimentos similares: vislumbrando uma aberração.

Notas finais
Até!