Notas iniciais
Então aqui está mais um capítulo, este está mais complexo que o anterior, e indico que ouçam a música que está no link.

Música:https://www.youtube.com/watch?v=dKiUXIjVP-s&list=PLu6okym6wwOSkz_BQnFx4bb9jaRB9O3i4&index=3

Entrei no quarto esperando encontrar Carter e Sona, mas estava tudo absolutamente silencioso. Estava atirado na cama em posição fetal mexendo no celular quando os dois chegaram trazendo seu costumeiro barulho. Carter carregava uma maleta muito grande e parecia estar rindo de Sona que carregava uma menor e metálica.
– Nat chegou- ela exclamou quando me viu, e se jogou do meu lado na cama.
–Jurá? achei que fosse o fantasma dele- ele respondeu rindo.
–Então Sr.Adrenalina como foi a tua infame volta dos mortos?- ela perguntou dando um soco no meu braço.
– Provavelmente infame- respondi e Carter já estava jogado na minha cama também.- Se ao menos eu lembrasse como quase morri.
– Então você não lembra de nada, sério?- ela pergunta mais séria que antes.
–Não lembro nada dos últimos três meses- eles ficaram em silencio- Vocês sabem o que aconteceu?
–Não, você andava estranho, nem falava mais com nós.- Carter respondeu, ele não parecia ter mudado, continuava o mesmo cara de cabelo azul claro.
–Acho que a última vez que conversamos com você foi aquele dia- Sona falou sentando na cama- Que você disse que tinha coisa melhor pra fazer do que sair com dois idiotas como nós, e depois saiu sem dizer onde ia.
–É, você tava acima da media de estranho aquele dia- ele concordou
–Foi mau, eu não lembrava, sério desculpa- respondi- Vocês sabem alguma coisa sobre um cartão, eu pedi para ti achar pra mim, um alquimista.
Eu não fazia ideia do que era um alquimista, fora os das histórias obvio, mas eles não pareceram surpresos.
–Cabine boa noite Cinderella- eles disseram juntos.
–Foi numa festa que eu trabalhei.- Sona deu de ombros, ela também continuava a mesma com os olhos castanhos e os cabelos curtos e castanho claro.
– Chegamos a conclusão que foi lá que você começou. -Carter termina de explicar.
Eles continuavam os mesmos, mas ainda assim algo parecia faltar.
–Cabine boa noite Cinderella- eu disse me esticando na cama.


Naquela noite
O barulho me incomodou assim que eu entrei, a batida eletrônica as pessoas falando alto, o caos de uma festa.
Localizei Sona no seu posto de Dj e não muito longe vi Carter escorado em um canto balançando com o som da música. Eles ficavam irreconhecíveis na skill festa, como eles chamavam, Carter arrepiava os cabelos azuis claros para cima com gel e vestia um moletom com uma jaqueta de couro por cima, ela vestia um vestido futurístico e parecia estar fantasiada.
Segurando o cartão entre os dedos dentro do bouço, atravessei a multidão até o bar onde uma bartender de cabelos rosa fazia um show com os coquetéis neons.
Ela sorriu quando entreguei o cartão, que eu já havia decorado durante a tarde que constava somente ás palavras ''Cabine boa noite Cinderella'' em letras pratas contra o papel preto e uma tarja laranja, ela fez sinal para um corredor vazio na lateral.
–Última porta.- e continuou distribuindo bebidas.
A última porta levava à uma sala vazia exceto por, o que eu acho que era para ser a cabine, um quadrado de ferro com uma porta de correr, ali dentro era tudo acolchoado e com uma iluminação que lembrava a de um hospital ,um pequeno painel estava anexado na parede.
Exitei em entrar, fechei a porta e coloquei o fone com microfone que estava no painel, apertei no botão para ligar e o painel se iluminou.
– Cabine boa noite Cinderella, iniciando.- a voz da gravação falou.
No painel surgiram animações de espera, o que parecia o gráfico de um batimento cardíaco, então as opções apareceram.
Demorei um pouco para achar o que eu procurava, algumas parafernálias saíram de uma caixa do painel. O que eu reconheci como dois dispositivos para medir ondas cerebrais e um para medir batimentos. Depois de instalados, e de uma amostra de sangue, os dados começaram a ser transmitidos na tela.
Então uma seringa metálica estava em um dos novos compartimentos abertos. Apliquei na artéria perto do coração, assim o efeito séria rápido.
Os batimentos começaram a aumentar e as coisas pareciam mais rápidas, meus sentidos estavam alucinados.
O gráficos do painel estavam inconstantes.
Não sei quanto tempo fiquei assim, os sentidos, os reflexos rápidos.
Até as alucinações, eu já não estava na cabine, um chão de terra e folhas secas, paredes brancas acinzentadas sem qualquer janela me prendiam naquela pequena sala.
Soquei uma das paredes e um ruido seco ecoou fazendo o quarto retinir assim como meu cérebro. Meu coração deu um solavanco e bateu fora de compasso, a parede tinha uma rachadura onde foi atingida.
Meu coração deu um segundo solavanco e eu percebi uma máquina estranha presa ao meu corpo exatamente em cima do coração, e com terceiro solavanco percebi a mão que eu havia usado para socar a parede estava cinza.
Meus reflexos estavam rápidos demais para meu cérebro controlar os impulsos, meus socos quebraram a parede de concreto mostrando o que tinha do outro lado.
''Está me ouvindo?'' uma voz saindo do meu fone perguntou, uma voz que não parecia fazer parte daquela alucinação, e eu torci para que realmente não fizesse.
–Sim... estou te ouvindo.

Notas finais
Espero que tenham gostado, não esqueçam de deixar aquele comentário daora e até o próximo.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.