Blurry Memories
12 U-Turn Denied
Notas iniciais
Conforme os minutos se passavam,Gold se irritava cada vez mais e virava sua loja de cabeça para baixo de 15 em 15 minutos.
– Tem que estar aqui em algum lugar. — ele murmurava para si mesmo — Não pode ter desaparecido assim...
Perdido em seus pensamentos,ele não notou quando alguém entrou na loja e parou em um dos balcões.Um rapaz jovem,alto,com a pele amorenada e cabelos negros.
– Olá,tem alguém aqui?Ainda estão abertos? — perguntou,enquanto analisava canto por canto do local e se admirava com as coisas que ali estavam.No momento em que ia tocar em uma das espadas penduradas em um tipo de suporte,Gold saiu dos fundos da loja e o interrompeu
– Se eu fosse você,não tocaria nisso. — disse,visivelmente irritado e apoiando as duas mãos em sua bengala — O que deseja,rapaz?Algo em especial? — e se aproximando,tirou a espada da mão do outro
– Na verdade sim.Procuro um presente para dar a um,bem...amiga — disse,hesitando na última palavra — Poderia me ajudar com isso?
Gold o fitou,estudando-o por alguns segundos.Nunca vira aquele rapaz na cidade;ou talvez ele tivesse vindo com a segunda maldição e nunca teve tempo de notá-lo.Seja qual for,qualquer uma das opções,nunca era demais saber com quem se estava lidando,além do que,ele poderia lhe ser útil no futuro.Quem sabe.
– Então,diga-me,rapaz.Essa sua "amiga",você a conhece há muito tempo? — Gold começou a falar,enquanto andava pela loja,passando suavemente os dedos pelos itens nos balcões,sendo seguido pelo rapaz. — Ela está aqui em Storybrooke?
– Ela sumiu fazem alguns anos. — o rapaz pigarreou — Descobri que talvez ela estivesse aqui e vim o mais rápido que pude.
– Ah sim.Bem,que triste,não é mesmo?Perder alguém de que se gosta. — Gold continuava andando — Porém,essa sua amiga deve ter um nome,eu presumo. — disse,parando de repente- Como ela se chama? — e deixou sua mão repousar em cima de um pequeno frasco contendo um líquido,que estava entre alguns livros e quinquilharias,em cima do balcão à esquerda,guardando-o em seguida.
– Aqila é o nome dela.
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Aqila entrou ofegante e com um estrondo na biblioteca,assustando a todos,sendo logo seguida por Sidney.
– Então,o que descobriram? — disse se apoiando na porta,tentando recuperar o fôlego.Regina veio imediatamente a seu encontro e a segurou pelo braço,lhe dando apoio
– Você está bem,querida? — a prefeita analisou a menina com um olhar preocupado — Está se sentindo mal?
– Eu até que estou melhor do que pensava. — riu sem graça,ainda respirando pesado — Pra quem passou 8 anos voando ao invés de andar,estou ótima! — e começou a andar,com a ajuda de Regina em direção a uma mesa onde os outros e encontravam reunidos — Wow,vamos montar um clube do livro? — exclamou ao ver a quantidade destes que se encontravam espalhados pela mesa.
– Eu adoraria que isso fosse verdade. — Emma soltou um suspiro pesado — Bem,Aqila,como Henry já deve ter te explicado por telefone,nós encontramos algumas respostas para o que está acontecendo com você. — a xerife umedeceu os lábios antes de continuar — Esses livros que encontramos,quase todos falam de um feitiço,uma maldição usada em massa na antiguidade para obter uma espécie de controle...
Ao ver a expressão confusa da menina,Belle se aproximou com um livro nas mãos e o pousou em cima da mesa,abrindo na página que continha uma espécie de diagrama.
– O que é isso? — Aqila perguntou,enquanto passava sua mão suavemente sobre os desenhos
– Isso é como ela acontece. — Belle começou a explicar — Quem é vítima deste tipo de maldição,não se livra dela totalmente.Veja,ela pode ser quebrada — e apontou para um dos desenhos da sequência — mas nunca sai do amaldiçoado. — todos olhavam as duas e não ousavam pronunciar uma única palavra — Uma vez que a maldição é lançada no indivíduo pela primeira vez,a pessoa que a lançou já tem meio caminho andado com isso. — Aqila agora respirava pesadamente e Regina passou o braço por seus ombros,a apertando de leve — Regina quebrou a maldição no dia em que você chegou à Storybrooke mas você continua tendo as mesmas características de um dragão,não é? — a menina assentiu e engoliu em seco — Isso é o que a maldição faz: parece que tudo não passa de efeitos colaterais mas a verdade,é que ela está longe de terminar.
Belle pegou outro livro e o abriu ao lado daquele que já se encontrava mesa.Olhou em volta e viu a expressão pesada que todos tinham.Umedeceu os lábios mais uma vez,pois a parte seguinte era a pior de todas.
– Ela é tida como uma das mais poderosas de todos os tempos.Uma vez dentro,ela fica lá,esperando para que o resto seja completado.
– E esse resto seria? — David se pronunciou,alternando seu olhar entre os livros e Belle.
– Controle absoluto.Quando alguém é vítima dessa maldição e se transforma no monstro pela primeira vez,os sentidos humanos não são apagados totalmente e a consciência ainda impera em alguns momentos.
– Por isso às vezes eu me sentia mal quando matava os humanos naquela época... — Aqila disse,aérea e com os olhos marejados,enquanto fitava um dos desenhos do diagrama do primeiro livro.
– Exatamente. — Belle assentiu — Porém,tudo isso some,uma vez que a segunda parte é completada. — ela fechou os olhos e suspirou e prosseguiu — A Madição da Besta Adormecida é algo que garante controle absoluto da pessoa que a lançou sobre a pessoa amaliçoada.Quando essa segunda parte é "ativada",digamos assim,o amaldiçoado perde todos os sentidos e consciência humana,bem como a noção de quem um dia foi e passa a só atender aos instintos do animal e aos desejos deste e de seu mestre,nada fica do passado.
– E como o amaldiçoado é controlado,Belle? — Emma disse,dando a volta na mesa e se postando ao lado de Regina,que agora tinha lágrimas escorrendo pela face e apertava Aqila em um abraço.
– Pelo próprio coração.No momento em que o "mestre" tiver o coração do amaldiçoado em mãos,a transformação completa ocorre e o controle é total.
A respiração dos presentes mal podia ser ouvida.O corações batiam de tal maneira que pareciam que estavam prestes a explodir a qualquer momento.Aqila tinha o olhar perdido e lágrimas quentes escorriam por sua face.
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