Blurry Memories

3 Princess of Nothing


Notas iniciais
Olá galera!! Finalmente to postando o 3º que não foi nada fácil escrever mas taí! Espero que não tenha ficado muito grande e que dê pra entender direitinho pois ele crucial pra entender a história e coisas que virão a seguir muahahahah E pra aumentar a tensão,eu coloquei uma soundtrack(toda originária da própria série) nele *suspense* E uma dica: uma das músicas caiu como uma luva pra ligar dois personagens Sem mais rodeios,boa leitura :) Soundtrack: 1º flashback: https://www.youtube.com/watch?v=STrQIeD8FY8 | história "em si" : https://www.youtube.com/watch?v=Z-W0bcZ5Ttw | 2º flashback: https://www.youtube.com/watch?v=ijqRrnwXGUk | história "em si" - parte 2: https://www.youtube.com/watch?v=DvwbDhYwUds

Há um tempo atrás...

O palácio estava em festa.Empregados corriam de um lado para o outro ajeitando os candelabros dourados,acendendo velas,abrindo as cortinas e as janelas. A cozinha era um misto de cheiros e sabores,cada um mais exótico do que o outro.

Todo o Reino de Agrabah estava em festa com a chegada do Eid.O rei e a rainha estavam em festa pois seria o 10º aniversário de sua filha.

– Vamos,vamos.Já está na hora de levantar! — disse uma mulher,assim que entrou em um dos quartos do palácio — Já está quase tudo preparado! Não vai querer ficar na cama,não é mesmo? — e abrindo as cortinas,soltou um longo suspiro — Veja como o dia está bonito! Tem tudo pra ser uma grande comemoração!

O dia realmente estava lindo. O céu de um azul infinito,apenas algumas nuvens brancas salpicavam o horizonte,o sol brilhava pomposo,fazendo tudo parecer feito de ouro. Havia uma brisa refrescante e os pássaros cantavam numa sincronia só.

Com um movimento rápido,a mulher se vira,fazendo seus cabelos castanhos encaracolados esvoaçarem e caírem em cascata por cima dos ombros. Tinha a pele levemente amorenada,a boca pequena e rosada,o nariz afilado e doces olhos castanhos.Trajava um modelo simples de cor salmão,que consistia numa blusa justa de mangas três quartos,calça larga na altura das coxas,terminando apertada nos tornozelos e levava um véu fino no pescoço com as pontas caídas nas costas.Era a rainha Munira de Agrabah.

– Vamos,levante-se!! — e se aproximando da cama,levanta as cobertas num supetão — Aqila,eu já falei... — se detém ao ver que não havia ninguém deitado ali — Mas onde foi que você se meteu?...

– Eid Mubarak,ammi!!* — sem tempo para reagir,ela acaba caindo na cama,com uma menina enroscada em seu pescoço

– Aqila!! Que susto!! — se vira,dando um tapa brincalhão no braço da garota — Onde foi que você se meteu? Não sabe que hoje é um dia muito especial? — diz em tom de repreensão

– Sim,sim,mãe! Eu sei! — diz se levantando e caminhando até o guarda-roupa,abrindo-o e fitando as roupas — Vai ser um Eid e tanto!! O que devo usar?

– Sua bobinha! — a mãe se levanta da cama,pega uma escova na penteadeira e começa a desembaraçar os cabelos da filha — Hoje não é só o Eid,é o seu aniversário também. O mais importante de todos. — ela sorri e quando a menina se vira,seu cabelo está adornado em uma trança embutida perfeita

– Uau,ammi! Que linda! — e abraça a mulher que a fitava com os olhos cheios de lágrimas

Uma batida na porta faz as duas se separarem.

– Aí estão vocês! — diz um homem de meia idade,adentrando o cômodo com um sorriso no rosto.O rei Naseer de Agrabah. — Procurei o palácio todo e nada!

– Abbu!** — a menina diz numa animação só e corre em direção ao rei,pulando em seu colo — Veja a trança que a ammi fez em mim!! Veja,veja,veja!! — ela diz gargalhando e levando os pais junto nessa alegria

– Mas que trança mais linda,ammi! — diz o rei,cumprimentando sua esposa numa pequena reverência

– O que dizer destes meus dotes artísticos,não é mesmo,Naseer? — diz devolvendo a reverência e rindo

– Nawab Naseer,Begum Munira*** — diz uma voz na porta,interrompendo o momento — Me desculpe interromper mas vim avisar que já está tudo pronto e que os convidados chegarão em 3 horas. — o homem diz fazendo uma pequena reverência — O senhor gostaria que reforçássemos as fronteiras nos arredores do palácio para qualquer... — ele faz uma pausa,como se tivesse medo de pronunciar a próxima palavra — infortúnio? — finalmente diz com a voz quase sumindo

Os reis entenderam e imediatamente Naseer coloca Aqila no chão. Olha para a esposa e os dois trocam olhares de cúmplices,como se estivessem tentando achar uma resposta para a pergunta do homem. Finalmente,o rei se pronuncia:

– Munira,leve Aqila para que se apronte. Deixe-a mais linda do que nunca. -diz olhando para a menina e tentando forçar um sorriso

– Papai,o que está acontecendo? — ela o chama quase num sussurro

– Não é nada,minha filha. Eu terei que me ausentar até a hora da comemoração e estava pensando em como a quero ver linda para hoje à noite. — e esboça um sorriso amarelo,se perdendo nos olhos castanho-escuros de Aqila. Ele se ajoelha na frente da menina,tomando-lhe o rosto em suas mãos — Se você soubesse como temos sorte de a ter...você foi e é,tudo e mais um pouco,minha pequena princesa. — falava agora com uma voz embargada — Prometa que aconteça o que acontecer,não vai perder essa alegria que tem e nem esse sorriso lindo...

– Eu prometo,papai. — ela diz abraçando-lhe o pescoço com força e apertando os olhinhos — Eu prometo...

O rei,agora com os olhos marejados,olha a menina e a esposa antes de se levantar.Munira pega a filha no colo e fecha os olhos,tentando esconder as lágrimas,enquanto aperta a filha contra o peito.Naseer,então,planta um beijo demorado em sua testa,fazendo o mesmo com Aqila e se vira para o homem na porta:

– Avise aos seus homens que estou indo.

O homem assente com a cabeça e sai. O rei,antes de sair,olha mais uma vez para trás. Para uma filha sorridente e uma esposa com lágrimas nos olhos. Ele dá um sorriso fraco,checa a espada que estava guardada na bainha presa à sua cintura e se vira. O brilho logo desaparece de seus olhos,dando lugar às lágrimas guardadas,que agora insistiam em cair. Ele sai do cômodo.
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– Emma! Não temos mais tempo!! Você tem que tentar!! — David grita,agora que o vento estava mais forte — Por favor,tente!!

– Eu já disse que não consigo!! — ela diz aos berros,se escorando na parede,com o desespero à flor da pele — Eu...

A loira é impedida de continuar a frase quando sente uma mão quente em seu braço,a apaertando. Ela se vira e com lágrimas nos olhos se joga num abraço.

– Regina... — sussurra,fechando os olhos e enterrando o rosto nos cabelos da morena e de repente,todo o seu medo some

– Estou aqui,Emma — ela diz apertando a loira em seus braços

– Caham! — pigarreia David,tirando as duas de seus devaneios — É tudo muito lindo mas se não notaram temos um dragão entrando pela cidade,o que aparentemente podemos chamar de uma furacão mágico e fogo. Isso lembra vocês de alguma coisa?

Elas se soltam do abraço e se fitam por um segundo,antes de ouvirem um rugido horrível e sentirem uma corrente de ar quente. O dragão voltara a atacar e não parecia nada feliz,agora que estava sendo atingido por flechas e machados.

– Granny? — Mary Margaret sussurra,surpresa — Anões?

– Eles querem acabar mortos! — diz Regina,impaciente e grita — Saiam daí!Granny,devo lhe recordar de que este bicho não é o seu lobo de estimação!!

– Deve ser o SEU bicho então,Regina! — a idosa rebate o sarcasmo da morena à altura

– Ei,ei! Agora não é hora para brigas! — diz Henry,saindo do silêncio em que se encontrava — Vocês precisam detê-lo!!

– O garoto tem razão,Regina. Agora não é hora disso. — diz Emma se postando na frente da morena quando esta já ia abrir a boca para continuar alfinetando Granny — Ele te buscou por um propósito. Precisamos da sua mágica,só você é forte o bastante para...

Outra cortina de fogo surge,jogando Granny e os anões para longe. O dragão avança,sibilando e batendo a cauda no chão,como se quisesse provocar e avisar que não estava brincando.

– Não eu,Emma. Nós somos fortes o bastante! — ela diz fitando os olhos da loira — Nós somos...

– Regina...eu...

– Você nada... — ela segura o rosto da Salvadora entre suas mãos — Nós. Eu já disse. — e sorri ,se afastando para a saída do beco em que se encontravam — Venha... — diz,estendendo a mão para Emma

– Vai,Emma! — Henry aperta seu braço — Minha mãe tem razão. Talvez só uma não tenha confiança ou força o bastante mas as duas juntas,são invencíveis! — ele sorri,assim como David e Mary Margaret,encorajando a loira

– Tem razão,vamos apagar o fogo dessa fera. — ela diz e joga a arma no chão,a adrenalina já correndo em suas veias.Dá a mão a Regina e as duas vão em direção ao meio da rua,se postando na frente do bichano
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– Ammi? — chama uma voz baixa,tirando Munira de seus devaneios

– Sim?

– Quando o papai volta? — Aqila diz,ainda atrás do biombo,dando os últimos retoques em sua roupa

Aquela pergunta pegou a rainha de surpresa.Era o momento que ela estava tentando adiar.Como dizer para a filha que talvez o pai não voltasse? Era tão cética ao ponto de estragar as ilusões de uma criança de 10 anos?Mas essa hora teria de chegar.Se Naseer não voltasse aquela noite,ela não poderia passar o resto da vida mentindo para a menina...

– Mamãe? — a rainha estava tão dispersa em seus pensamentos,que nem viu quando Aqila,agora já vestida,saiu detrás do biombo e se postou à sua frente.

–Ah,Allah! — Munira se levanta,levando as mãos à boca,num sinal de surpresa — Aqila... — e agora com os olhos cheios de lágrimas,vai para perto da filha e toma as mãos da menina nas suas.

Aqila nem parecia mais aquela menina travessa que corria pelos corredores do palácio,se pendurando nas cortinhas e candelabros,levando os empregados à loucura. Do alto de seus 10 anos,ela parecia uma verdadeira rainha.Trajava um conjunto parecido com o que a mãe usara mais cedo,só que mais enfeitado.Era um vestido de tecido leve e fino,rodado que ia até pouco acima dos tornozelos,em tons rosa e vermelho,com a parte do busto cravejada de pedras,assim como o final das mangas. A princesa tinha o cabelo preso em uma trança embutida sofisticada e tinha por brincos um par de rubis rosado. Nos pulsos,pulseiras reluziam e tilintavam,assim como as tornozeleiras nos pés.

– Você gostou,ammi? — disse a menina,buscando aprovação da mãe,que estava muda e não percebeu quando as lágrimas deixaram seus olhos e agora escorriam por sua face — O que foi,mamãe? Se não gostou eu...eu posso trocar e...

A porta do quarto se escancara num estrondo.

– Begum Munira,as fronteiras foram invadidas.A maioria de nossos homens foram mortos e estou quase 100% certo de que os que sobraram,não vão aguentar por muito tempo.Tenho ordens explícitas de seu marido para levá-las em segurança daqui. — o mesmo homem que viera mais cedo,disse.

Aqila solta as mãos da mãe e caminha,se colocando entre Munira e o guarda:

– Ammi,o que está acontecendo? — ela pergunta;a preocupação invadindo sua mente aos poucos — Onde está o papai?O que está acontecendo nas fronteiras?Quem são esses homens mortos?Por que eles morreram? — diz nervosa

– Aqila,querida,não temos muito tempo. — a rainha se pronuncia,segurando as mãos da filha — Temos que sair daqui agora,é uma longa história.

– Eu não vou a lugar algum!Temos que comemorar o Eid... temos que comemorar o meu aniversário!! Era pra ser uma data importante!! Você mesma disse mais cedo..- as lágrimas quentes rolam por seu rosto — Eu quero abbu aqui,não quero ir embora,não quero guardas,quero ficar em meu palácio,com vocês dois — a frustração agora toma conta de sua voz — Eu quero ser Aqila,a princesa de Agrabah!

Um trovão de repente se faz ouvir e o lustre que pendia do teto cai a pouca distância do guarda.A janela se abre com tanta força,que os vidros da mesma se estilhaçam,voando para várias partes do quarto.

– O que foi isso? — a menina pergunta assustada e tremendo

– Aqila... — mas sua a rainha não consegue terminar sua frase,pois nesse momento ouve-se uma voz vinda da porta

– Ora,ora se não é a minha sobrinha preferida — um homem barbado e alto sai da penumbra,revelando intensos olhos negros e cabelos espessos de mesma cor.

– Mohammed...- sibila Munira,se postando à frente da filha,a fim de protegê-la

– Olá cunhadinha,nos vemos mais uma vez. E vejo que bem no dia em que eu esperava — ele sorri,malicioso e aquilo faz Aqila ter calafrios.

– Saia daqui!Você não vai conseguir o que quer! — a rainha grita,tentando convencer-se mais a si mesma do que ao homem que agora adentrava o quarto em passos lentos — Você... — mas não termina frase pois erguendo a mão,Mohammed a faz voar longe e bater com a cabeça na parede

– Ammi! — Aqila grita e tenta se aproximar da mãe mas ele a impede

– Isso são modos de se comportar na presença de um tio,querida princesa? — ele sibila,se aproximando dela e tocando sua trança — Ah,tão jovem... pena que isso não vai durar muito tempo

– TIRE AS MÃOS DELA,SEU CANALHA! — a voz de Naseer faz-se ouvir

– Irmão querido! — o homem eleva a voz — Achei já tínhamos acertado as contas na fronteira — e ri de maneira sarcástica

– Nunca,Mohammed!

O rei diz,brandindo a espada. Estava visivelmente cansado;arfava mas mesmo assim,investiu contra o irmão,ainda que inutilmente,pois este só se deu ao trabalho cerrar o punho,fazendo com que o irmão sufocasse.

– Ainda acha que pode me derrotar irmãozinho? — ele gargalha

– DEIXE MEUS PAIS EM PAZ!! — Aqila berra,investindo contra o tio com um candelabro

– Princesa de nada! — e segura o pulso da menina com força,fazendo o candelabro cair,incendiando a cortina que estáva próxima — Você não passa de uma menina mimada e nojenta que não merece ser sucessora de um reino tão grande. Eu devia ser rei! E POR ISSO AQUI ESTOU!Há anos espero por isso,desde que os seus queridos pais anunciaram que Agrabah tinha uma herdeira ao trono. Você vai pagar por ter me tirado tudo o que eu tinha direito.

– Por favor,por favor... não faça nada com ela,Mohammed,eu lhe imploro — a voz de Munira soava fraca em um canto do quarto

– Ammi!

Aqila virou o rosto para ver sua mãe apenas para se chocar com a cena: ela tinha a testa e os cabelos ensopados por sangue que escorria de sua cabeça,devido à pancada contra a parede.A princesa sentiu uma dor profunda lhe acometer,seguida de lágrimas que rolavam pesadas por seu rosto.Num ímpeto de raiva,ela grita:

– VOCÊ É UM MONSTRO!!! — e cospe no rosto de Mohammed

– Monstro?Eu? — ele debocha — Minha querida,que eu saiba,o único mosntro aqui é você,pois veja bem: se você nunca tivesse vindo parar aqui,nada disso estaria acontecendo agora.Seus pais não estariam prestes a morrer e eu seria o próximo rei.

– Do que está falando? — pergunta,soluçando

– É bem simples,minha princesa de nada. — diz aproximando seu rosto do de Aqila — Se você não tivesse aparecido aqui,eles não estariam sofrendo agora e,muito provavelmente não morreriam por sua causa. — vendo a incredulidade estampada nos olhos da sobrinha,ele sorri,adorando a situação — Você,minha princesa de nada,não é e nem nunca foi filha dos reis de Agrabah.

– O que? — ela agora chora compulsivamente,seu corpo todo treme e a princesa lança um olhar aos pais que já estavam quase se forças no chão — Isso...isso não é verdade!

– MAS É CLARO QUE É,GAROTA ESTÚPIDA! — ele diz,soltando seu braço — Mas não temos tempo para isso. Eu vim para resolver um assunto pendente: a coroa do reino. Me entregue e talvez eu considere a ideia de deixar vocês três partirem para que possam começar suas vidinhas medíocres do zero em outro lugar.

– NUNCA! — ela grita e corre em sua direção,sendo suspensa no ar de repente

– Você realmente achou que podia me deter,sobrinha querida? Está muito enganada. E bem,já que não consegui do modo amigável,vou mudar meus métodos.

E diante dos olhos assustados de uma criança,ele atravessa a espada no peito do rei,em um ângulo friamente planjeado para que esta transpasse também o peito da rainha que se encontrava caída,junto às costas do marido,fazendo com que a última visão,do último lampejo de vida,que Aqila vê nos olhos de seus pais,seja de desespero completo.

– Está vendo,minha princesa de nada? Quem é o monstro agora? Quem matou seus pais?Quem foi o estopim disto tudo? — ele aperta mais a força no pescoço da menina — foi você! E agora,já que o monstro não entrega a coroa ao rei,o rei vai pegá-la assim mesmo,já que um monstro não tem condições de ser rainha!

E com isso,Aqila sente seu corpo todo formigar. Uma nuvem roxa se forma à sua volta,invadindo seu campo de visão. Ela se sente sufocar,sente seu corpo retorcer,ela tenta gritar mas não consegue,pois percebe que sua voz não existe mais. Abre a boca e tudo o que vê é uma cortina de fogo que lhe queima a garganta. Sua visão muda de core e ela passa enxergar o quarto como se estivesse no alto de uma torre.Sente o corpo pesar,tenta correr mas a cada passo que dá,o chão estremece.

– E então,minha princesa de nada,quem é o monstro agora? — Mohammed diz soltando uma gargalhada — Pela sua insolência e mau comportamento,minha querida sobrinha,eu lhe presenteio a eternidade infernal!Feliz aniversário,princesa Aqila. Ou devo dizer,princesa Eleanor! — sua gargalhada ecoa mais uma vez

A menina olha para baixo e tenta gritar que ele não podia fazer aquilo,que ela era a princesa Aqila de Agrabah,que existiam pessoas que a amavam,que ela não era essa tal de Eleanor, mas apenas um rugido horrível emana de sua garganta fazendo seus pulmões doere.E,a última coisa de que se lembra,antes de ser consumida por uma luz verde ofuscante,era de perder os sentidos humanos para dar lugar à besta na qual havia se transformado.
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– Ao meu sinal!! — Regina grita,tentando se fazer ouvir por cima de todo o vento — AGORA!!

Ela e Emma se concentram,fazendo a mágica brotar de suas mãos,enquanto Charming dispara sua arma,Granny atira flechas freneticamente e os anões jogam seus machados o mais forte que conseguem,tentando atingir o monstro.

– Regina,não está funcionando!! — David berra

– Regina!! — Emma grita mas a morena não lhe dá ouvidos

"Você tem a magia igual à minha?Bem,vamos ver o quão parecidos somos", a morena pensa e se concentra,esquecendo de tudo à sua volta. Sente um formigamento fora do comum percorrer seus braços e mãos. A sensação é tão forte que ela não sente que estava trabalhando sozinha,pois Emma havia sido repelida para fora de uma espécie de escudo de energia,criado pela prefeita.

– Regina!!

Foi tudo o que se conseguiu ouvir antes que uma mistura de raios roxos,fogo e uma nuvem púrpura escura explodisse,jogando todos longe.Um rugido sobrenatural e ensurdecedor se fez presente,tornando aquele momento digno que um filme de terror.

Aos poucos,o céu foi clareando,as nuvens sumindo,fazendo o azul do firmamento pairar sobre a cidade.O vento cessou e conforme a nuvem roxa se dissipava,todos saíram dos lugares para onde haviam sido lançados durante a explosão.

No meio da rua,Regina arfava de olhos fechados,caída de joelhos,sem se dar conta do peso em seus braços.

– Regina...- Emma põe a mão em seus ombro,fazendo a morena abrir os olhos devagar.

– O que foi? — ela pergunta,elevando seu olhar à loira quando esta lhe aponta com a cabeça para seu colo.

A morena abaixa o olhar e se surpreende ao ver uma linda menina,de mais ou menos 18 anos,morena,cabelos negros compridos e embaraçados caídos sobre o rosto,as roupas que pareciam algum tipo de traje de gala,estavam rasgadas e sujas.A pele aveludada da jovem,estava arranhada.

Quando o resto do bando se aproxima e David estava a ponto de fazer um comentário,a menina desperta,como que se sufocando,tentando se livrar de alguma coisa,um desespero profundo.
Regina a olha,incrédula e atônita mas quando a jovem faz menção de levantar-se,a morena a detém:

– Ei,vá devagar.Como...como você veio parar aqui? Quem é você? — fala,ofegante e quando percebe que a menina não a compreendeu muito bem,reformula as perguntas,fazendo-as se fundirem em uma só — Quem é você,querida?

– A...a... — a menina tenta balbuciar mas sua voz some

– A...? — Emma se abaixa ao lado de Regina e afasta os cabelos da menina de seus olhos.

– A...a...aq... — ela tenta mais uma vez e começa a sufocar de novo,puxando o ar para si,com a boca aberta,enquanto seu peito abaixa e levanta,tomado por espasmos repentinos — Aq...Aqila... — e com isso tenta mais uma vez,em vão,recuperar o ar mas tudo o que consegue sentir é seu corpo enrijecer e a sensação de seu coração estar explodindo no peito,antes de sua visão escurecer.

Notas finais
E aí? Gostaram do capítulo? Espero que sim! Antes de me despedir,quero fazer algumas considerações: 1ª Eid é um feriado religioso muçulmano 2ª Ammi e Abbu são respectivamente,mãe e pai em Urdu 3ª Nawab e Begum são tratamentos respeitosos,quase como se fosse 'rei' e 'rainha' ,que eram utilizados para chamar os nobres no tempo em que o império Mogol(muçulmano) governou o Sul da Ásia 4ª Caso queiram saber como o Rei e a Rainha de Agrabah eram,permitam-me apresentá-los(os atores da foto são dois indianos de muito sucesso: Madhuri Dixit e Naseerudin Shah): https://pbs.twimg.com/media/B1yy06-IMAAC1tx.jpg Espero que tenham gostado e,por favor,comentem bastante!! Podem dar sugestões também!! Beijos e até o próximo capítulo! ;*