Blue Rose

1 A rosa vermelha. Brincar de esconde-esconde.


Notas iniciais
O primeiro capítulo não ficou muito grande e eu queria avisar vocês que eu modifiquei um pouco as partes do jogo para não ficar uma coisa muito grande e eu estou tentando deixar o mais detalhado possível.
Espero que gostem. :3

Aquele seria um dia normal, iria chegar do colégio e ir fazer tarefa, mas não foi bem assim... Graças a mamãe tive de ir em uma galeria de arte. Não estava nem um pouco animada, diferente de mamãe e papai que estava agitados dentro do carro para chegarem logo ao nosso destino.

Quando colocamos o pé na galeria mamãe e papai praticamente correram em direção ao recepcionista, fui logo atrás deles.

— Mãe... – essa era a primeira vez que abrira a boca naquele dia. Eu sempre fui meio tímida e quieta, não sou muito de falar com as pessoas e prefiro ficar um pouco mais isolada.

— Sim? – disse mamãe sem tirar os olhos dos folhetos.

— Posso dar uma volta?

— Hum, claro. Mas não atrapalhe ninguém e não faça bagunça, entendido?

— Sim.

— Ótimo, pode ir. – sorriu.

Subi as escadas, haviam umas pinturas bonitas e outras até um pouco sinistras, principalmente as esculturas, me deixavam um pouco arrepiada.

Não conversei com ninguém e quando falavam comigo eu não conseguia responder nada, não estava nem um pouco interessada em saber a opinião dos outros sobre as artes, isso pode ser um pouco arrogante, mas não queria estar ali, tinha uma sensação de que iria acontecer alguma coisa não muito agradável.

Cheguei em uma parte da galeria que havia apenas um quadro enorme, não sabia identificar o que tinha nele.

De repente as luzes começaram a piscar, com medo sai correndo, não havia mais ninguém na galeria. Mais uma vez as luzes começaram a piscar e se apagaram de vez. Estava com medo e um vento gelado batia em meu rosto.

No primeiro andar havia a coisa que achava mais sinistra, uma pintura no chão de um peixe que não conhecia, mas uma coisa agora o deixava mais sinistro ainda, tinha marcas de pé que davam direto dentro dele e agora não parecia mais tinta e sim água. Curiosa fui mais perto ver e acabei caindo lá dentro. Minha vida passou em meus olhos, claro que não tinha muita coisa que fiz a não ser ir para a escola e fazer um pequeno teatro sobre a natureza, mas naquele momento achei realmente que iria morrer.

Acabei caindo em um lugar escuro, fui andando em frente e só enxergava uma coisa vermelha no fundo, fui me aproximando até chegar bem perto dessa coisa... era uma rosa vermelha dentro de um vaso.

As luzes se acenderam mas não fez muita diferença. Peguei a rosa e a aproximei de meu nariz para sentir seu cheiro, depois disso comecei a sentir que a rosa fazia parte de mim e que deveria protegê-la como se fosse minha vida.

Depois de ter essa sensação de fato estranha, continuei andando. As coisas estavam cada vez mais sinistras. Encontrei um corredor e fui passando pelo meio dele, de repente uma mão saiu da parede. Cai no chão assustada e meus olhos se encheram de lágrimas. Me levantei ainda com medo e enquanto ia andando uma mão ia saindo, no final do corredor achei uma chave verde, a peguei e entrei em uma porta também verde. Quando entrei notei na parede estava desenhado um gato e em sua boca havia um formato de um peixe.

— Deveria te dar um peixe? – perguntei pra ele, mas é claro, fiquei sem resposta.

Entrei em uma sala ao lado esquerdo e haviam várias paredes com uma cortina, passei perto de uma parede sem nada, apenas com um boneco desenhado nela, quando passei uma frase apareceu na parede. Cheguei mais perto para tentar ler, consegui entender apenas uma coisa: brincar de esconde-esconde. O medo me dominava mais ainda. Abri a cortina da segunda parede, nela tinha um quadro de uma lua e a sala ficou mais escura e com um tom de luz esverdeado. Passei para a primeira parede da segunda fileira, abri a cortina e uma coisa se passou tão rápido que nem pude ver o que era, olhei para meu braço esquerdo, ele estava sangrando um pouco e automaticamente peguei a rosa que estava em meu bolso, uma pétala dela havia caído.

Estava com medo de abrir as outras cortinas e também ficava pensando o que aconteceria se eu ganhasse a brincadeira. Cansada e com medo abri a penúltima cortina da segunda fileira e para meu alívio(talvez) o mesmo desenho estava lá.

Ouvi uma coisa caindo. Segui o som e lá tinha um peixe, ele parecia ter caído do quadro. O peguei e sai correndo para dar para o gatinho. Coloquei o peixe no lugar que tinha seu formato e o gato fez um barulho estranho abrindo uma passagem para mim.

Notas finais
E é isso, espero que tenham gostado. Eu não sei se ficou boa e por isso quero a opinião de vocês, e prometo tentarei melhorar. ^^