Blue & Red

4 Capítulo 4 - A Mina


Notas iniciais
Mil desculpas pela super demora.

Olhei para cima.

Haviam lâmpadas dentro de vidros de palmito no teto, e o lugar todo cheirava uma mistura de lama e velas. Do meu lado, uma espécie de equipamento estranho trabalhava, com uma aparência igual à de um micro-ondas acoplado a várias lâmpadas na parte de cima.

Tentei me sentar, ainda tonta, sentindo um machucado grande e dolorido na cabeça.

Havia uma rampa de metal mal colocada indo até uma parte lisa de pedra, com uma pequena mesa com um bule de café e uma caixa de metal com várias cartas e papéis dentro. No centro do lugar, havia um grande pedaço quebrado com muita terra e lama, e uma britadeira velha descansava sob uma coluna que segurava a rampa. Do outro lado do buraco, havia um pequeno computador velho junto a um microscópio enferrujado.

— Bom dia, Bela Adormecida. – Disse alguém, em pé sobre a rampa de metal.

Olhei para cima.

O garoto tinha uma aparência de dezesseis, dezessete anos. Seu cabelo preto era arrepiado e bagunçado. Ele usava calças jeans e uma t-shirt preta com nome de alguma banda de rock. Ele sorriu, revelando um doce sorriso branco. Observei-o se sentar calmamente ao meu lado, como se já tivesse me conhecido a anos. Seus olhos verdes e seu sorriso sedutor me encantavam.

Ele pegou algo do bolso dele. O pequeno livro de Elemente estava escondido sobre alguns panos velhos.

— É um bom livro. Porém, um pouco desorganizado. Achei-o perto de você. Acho que era importante, me desculpe por ter lido.

Não respondi.

— Meu nome é Leon. Posso saber o seu, senhorita?

Desgrudei os lábios, tentando formar alguma palavra.

— L-Luna. – Respondi, tossindo várias vezes até completar a palavra.

Ele apenas arregalou os olhos, surpreso.

— Você que escreveu o livro?

— N-Não, foi meu pai.

Leon olhou pro chão, com um olhar triste, como se a palavra “Pai” o machucasse. Era estranho o fato de ele não ter me enchido de perguntas, como provavelmente eu teria feito.

— Eu fugi de casa. Você.. Você sabe de algum lugar longe onde eu possa morar por um curto período até conseguir me ajustar?

Leon não pareceu surpreso ao descobrir que eu tinha fugido. Na verdade, parecia até compreender.

— Sei de um lugar. – Disse ele, com um suspiro. – Você já consegue andar bem?

Assenti, embora ainda estivesse um pouco tonta.

Notas finais
Provavelmente o próximo capítulo também irá demorar, pois estou escrevendo Super Unicórnio e o Pégaso que não voa.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.