Notas iniciais
Oi ^^ Espero que gostem!

Você é como um arco-íris. Não importa quantas vezes parta, sempre voltará.

Eu estava quase pronto para buscar Carol, ou pelo menos, tentar. Jack saiu do quarto há uns trinta minutos e ainda não o vi desde então, parece que precisava falar com alguém. Resolvi apenas deixar para lá e continuar me aprontando. Peguei a espada e guardei. Vesti um manto negro que Afrodite tinha preparado para nossa missão de hoje.

O capuz escuro fazia com que nossos rostos ficassem completamente invisíveis, o manto negro nos ajudava a passar pela escuridão imperceptivelmente, o manto se abria levemente na altura da cintura, onde estava o cabo da minha espada, desta forma, seria fácil saca-la quando necessário. Eu me sentia como um silenciador de Supernova. Um ótimo livro, por sinal.

– Pronto? – perguntou Afrodite.

Assenti sorridente. Ela se aproximou e mexeu no meu capuz.

– Você está deliciosamente sombrio. – Ela mordeu os lábios.

– Você virá conosco? – perguntei.

– Não posso – ela disse. Envolveu meu pescoço em seus braços e eu repeti o movimento em sua cintura. – Os deuses precisam ir ao Olimpo hoje. Zeus parece ter alguns problemas e precisamos resolvê-los.

– É uma pena – murmurei. Beijei seu pescoço lentamente e levantei a cabeça até chegar ao pé do ouvido e sussurrei. – Você seria de grande utilidade.

– Ser uma distração para o principal guerreiro é útil? – ela sussurrou em resposta. O hálito fresco de Afrodite me causava arrepios.

– Você é muito mais do que uma simples distração. – Beijei-a suavemente.

Afrodite sorriu e afastou-se lentamente. Ajeitou o vestido e me deu um selinho.

– Preciso ir. A reunião está para começar – ela disse. Não parecia nada animada. Mandou um beijo e aparatou.

Ajeitei o manto e saí do quarto. Precisava encontrar Jack, Bia e Clivia para irmos até Mors. O que deve ser uma missão suicida.

Enquanto eu caminhava pelos corredores do palácio de Poseidon, ouvi um grito empolgado saindo de um dos quartos. Imaginei que fossem Clivia e Nick tendo um bom dia, não fazia parte dos meus planos atrapalhar, mas eu precisava. Bati na porta e esperei alguém abrir.

– Quem é? – A voz de Jack me fez gelar. Quem será que está lá com ele?

– Sou eu, Caio – respondi desconfiado. Ouvi uns murmúrios que não pude entender do outro lado e instantes depois a porta se abriu.

Jack espremeu a cabeça contra a porta e me olhou sugestivo.

– Algum problema? – ele perguntou. Pude notar, com facilidade, o medo, ou algo parecido, em sua voz.

– Posso entrar? – perguntei. Jack fez que não com a cabeça. – Por quê?

– É... Eu to... Nu. – Ele corou.

– E acompanhado. – Apontei para o sutiã jogado em cima de uma mini pilastra branca atrás de Jack. Ele sorriu tímido. – Quem é?

– Eu não acho que sejamos íntimos o suficiente – ele respondeu aflito.

– Quem está ai? – perguntou uma voz feminina. Demorei cerca de meio segundo para notar de quem era. Empurrei Jack e abri a porta. Minhas expectativas foram confirmadas: Beatriz.

Minha irmã estava enrolada nas cobertas de seda e eu simplesmente parei, encarando-a confuso.

– O que...?

– Caio, eu... – Beatriz tentava explicar, mas sua voz falhava e ela corava como um tomate. Encarou Jack.

– Cara, escuta, eu cheguei aqui e...

– Eu posso falar com a minha irmã? – perguntei tentando ser gentil. Embora fosse um pouco complicado. – Vá encontrar a Clivia na sala.

Jack abaixou a cabeça e saiu do quarto. Fechei a porta e olhei para Beatriz, que levantava enrolada no lençol.

– Tenho direito a me defender?

– Uma chance.

– Telefonema? – ela brincou.

– Claro. Se seu celular tiver cobertura no fundo do mar – murmurei.

– Caio...

– Onde você tava com a cabeça? – perguntei irritado. – Francamente!

– O que de mais pode acontecer? – ela gritou em resposta. – Não sei se notou, mas o mundo acabou!

– Desde quando...

– Foi a primeira vez.

Suspirei aliviado. Pelo menos uma notícia boa.

– E por que não falou comigo antes? – perguntei, um pouco mais calmo. – Achei que compartilhássemos tudo.

– Ah, certo. Quando ia me contar que está morrendo? – As palavras me atingiram como um soco na cara. – Ele me contou.

– Concordamos em não te contar – murmurei. – Não queríamos que ficasse instável durante a guerra.

– Só... me espere na sala – ela disse mudando de assunto. – Vamos achar a Aqua e depois conversamos sobre mentiras e descobrimos quem esconde mais coisas.

Tentei continuar a discussão, mas o olhar de Beatriz me fez mudar de ideia. Ela precisava pensar. Sozinha. Talvez não devesse ir à missão.

– Tudo bem – sussurro. Estava prestes a abraça-la quando lembrei que ela estava nua por debaixo do lençol fino e me contive. – Fique por aqui. Nós podemos fazer isso sozinhos. Descanse.

– Obrigada – ela assentiu.

Geralmente, Beatriz discutiria e acabaria indo de qualquer jeito, mas ela estava muito cansada para isso, apenas voltou para a cama e me acompanhou com os olhos. Saí do quarto e fechei a porta. Desci até a sala onde os outros já me esperavam. Olhei na direção de Jack, ele me encarava assustado.

Sinceramente, minha vontade era de sacar minha espada e cravar na garganta dele, mas Jack era de extrema importância no sucesso dessa missão de resgate. Por isso, apenas encostei-o contra a parede. Todos nos encaravam confusos.

– Uma chance – sussurrei. – Nem que eu tenha que voltar do Inferno para te caçar.

Acho que ele entendeu o recado e assentiu. Libertei-o da parede e coloquei o capuz negro. Caminhei até a porta como se nada tivesse acontecido, os outros apenas me olhavam espantados.

– Vocês vêm? – perguntei impaciente.

Todos me seguiram e saímos do palácio. Todos abrigados no palácio de Poseidon recebiam a benção para poderem se locomover em Atlântida sem problemas como falta de ar nos pulmões, por isso, foi fácil chegarmos até a superfície. Estávamos em Nova York. No Acampamento Meio-Sangue. Que, obviamente, estava completamente destruído. Procurei por sobreviventes no alcance de minha visão. Ninguém. Os poucos sobreviventes: Thalia, alguns filhos de Hermes, Nico, Annabeth, Percy, entre outros, estavam ou em Atlântida, ou no Olimpo, e, alguns, no palácio de Hades no submundo. Sendo protegidos pelo próprio deus dos mortos.

– Como chegamos ao Mors? – perguntou Clivia.

Todos olhamos para Jack.

– Meu pai... bem. – Ele arriscou um sorriso, mas assim que me olhou fechou o rosto. – Precisaremos de uma carona. Vamos descer a colina e lá eu explico melhor.

Assentimos e descemos a colina meio-sangue. Jack assobiou e uma criatura negra sobrevoou nossas cabeças. Demorei menos de dois segundos para notar do que se tratava: um dragão.

Notas finais
BIA?! :O Caio bolado u.u' Gostaram? Comentem!