Bloody Love

8 Capítulo 8


Notas iniciais
Finchel ganhou de lavada, então o foco vai ficar neles agora. Mas por ter havido alguns votos para Klaine, eu não vou deixar de falar sobre eles (até porque eu gosto deles quase tanto quanto Finchel. Sorry, Im not sorry).
So, enjoy!

Faziam exatamente três horas que Rachel estava chorando. Durante as aulas, entre as aulas, na hora do almoço... Todos ficaram malucos de preocupação, em especial Santana e Brittany, mas Rachel se manteu firme e não disse a razão de todas aquelas lágrimas.

“Rach, só dá alguma pista.”, disse Santana, acariciando as suas costas entre o intervalo de uma das aulas. “Se tiver alguma coisa a ver com aquele zumbi desengonçado você me fala que eu vou all Lima Heighs nele sem problema nenhum.”

Rachel nem sequer riu, o que deixou Santana pra baixo. A pequena costumava ficar minutos a fio rindo das coisas que a latina falava. Ela tinha que estar muito mal para nem ao menos sorrir.

“Eu tenho q-que ir p-pra aula...”, disse Rachel, quando o sinal tocou. Isso mesmo. Nenhum “tchau”, nenhum abraço, nenhum sinal de afeto. A new yorker estava bastante mal para nem ao menos ser fofa como ela sempre era. Ela tirou as coisas do armário, lançou um último olhar as duas meninas e foi andando lentamente pelo corredor.

“Eu tô preocupada com a Little Rach, San.”, disse Brittany, parecendo que estava prestes a chorar.

“Eu também, Britt.”, disse Santana, buscando a mão de Brittany e apertando a mesma.

. . . . .

Rachel conhecia Santana e sabia que ela ia achar alguma forma de descobrir o que aconteceu. E se ela descobrisse ia contar para Brittany e Brittany publicaria no jornal da escola sem nem pensar duas vezes. Então Rachel teria traído a confiança de Finn.

Rachel amava Finn como ela nunca havia amado ninguém. Ela tinha certeza de que ele era o homem da sua vida. Ela queria ter um futuro com Finn. Ela queria ter filhos e netos com ele.

A revelação de que Finn era um vampiro deixou ela muito abalada, mas não fez seu amor diminuir nem por um segundo. Quando se ama alguém como Rachel amava Finn, nada pode acabar com o sentimento.

Ela resolveu que iria pensar sobre o assunto e ir falar com Finn. Sim, ela ficou com medo, mas ela sentia que podia conviver com o fato, até porque Finn não mataria pessoas importantes para ela. Ela tentaria achar um jeito de ele não matar pessoas inocentes. Ela tentaria fazer toda a situação parecer um pouco menos séria.

Um dia. Dali a um dia Rachel iria falar com Finn.

. . . . .

Blaine estava pensando consigo mesmo o que faria com Kurt no próximo encontro deles, o qual já estava marcado, quando Rachel chegou chorando.

“Ei, Barbie.”, falou ele, quando ela se apoiou nele chorando descontroladamente. Barbie era um apelido de Barbra. “O que foi?”, ele perguntou, abraçando-a.

“Eu sou uma pessoa horrível!”, ela falou, com a voz abafada por estar com a cara no ombro do irmão. “Horrível e sem coração!”. E o choro só ia aumentando.

“O que...”, Blaine perguntou consigo mesmo. “Rachel, você é a melhor pessoa que eu conheço e a que tem o coração mais lindo de todos. Por que você está falando essas coisas? O que aconteceu?”

“Eu quero te contar, Blainey! Eu estou desesperada pra te contar! Mas eu não posso! Eu preciso mas eu não posso!”, ela falava, irritada.

“E por que diabos você não pode? Algo que tá te fazendo tão mal você tem que me contar pra eu te ajudar!”, disse Blaine, maluco por ver Rachel daquele jeito.

“Eu estaria traindo a confiança dele! Eu não posso machucá-lo mais do que eu já machuquei!”, disse ela, sem mal conseguir respirar ou falar de tanto que chorava.

Blaine entendeu sobre quem ela estava falando. Só podia ser Finn, para deixá-la tão mal daquela forma. Se Finn tivesse tido alguma culpa por deixá-la daquele jeito, Blaine acharia alguma forma de se vingar. Ninguém tinha o direito de deixar alguém tão bom e de bom coração como Rachel daquele jeito. Era muita maldade.

“Vamos para alguma sala e falar sobre isso direito.”, ele disse, tirando a cabeça da irmã dos ombros, enroscando o seu braço com o dela e levando-a para uma sala vazia.

Encontrando uma, abriu a porta e, depois de os dois passarem, trancou-a.

“Rachel, eu vou ser bastante direto. Se a razão para você estar chorando tanto tiver algo a ver com alguma coisa que Finn fez, eu vou quebrar aquele garoto ao meio e vou jogar os restos dele em algum rio. E você vai me contar, querendo ou não, porque você não merece ficar desse jeito.”, ele falou, sério.

Ela estava tremendo muito e com falta de ar, suas próprias lágrimas quase a sufocando. “Você não entende, Blaine. Foi algo que Finn disse, sim, mas ele não teve culpa! Ele não teve culpa por eu ter dispensado-o! Eu só estou assim porque eu posso ter acabado com qualquer chance que eu podia ter com ele! Eu estou assim porque posso ter destruído o amor da minha vida! Eu estou assim porque eu fiz algo terrível! Porque fui malvada com ele! Eu não sou assim! Não sei o que deu em mim! Mas eu não quero perdê-lo! Não posso perdê-lo!”. Ela puxava o máximo de ar que conseguia e chorava ainda mais, se é que era possível.

Blaine ficou um tempo em silêncio analisando a situação. Finn tinha dito alguma coisa que fez Rachel ser dura e tê-lo dispensando. Blaine não conseguia pensar em qualquer coisa que aquele menino dissesse para fazer Rachel dispensá-lo. Ela amava Finn demais. Ela não faria algo assim.

“Rach, olha pra mim.”, disse Blaine, delicadamente, se abaixando ao lado da cadeira em que Rachel estava. Ela estava de cabeça baixa e com o corpo todo tremendo.

Ela lentamente levantou a cabeça. Ela estava linda, mesmo chorando tanto, mas seus olhos estavam muito inchados e vermelhos, assim como seu nariz e seus lábios.

“Eu acho que, independente do que você tenha feito, se você for se desculpar com Finn, ele vai perdoa-la. Ele também te ama muito.”

“O problema é que eu não sei o que fazer! O que ele me falou me afetou muito!”, ela disse, desesperada.

“Nesse caso, você vai ter que me dizer o que ele te disse pra eu poder te ajudar a resolver a situação.”, disse Blaine, com a voz grave.

Eu estou prestes a lhe falar algumas coisas bastante pessoais e eu não quero que você fale sobre nada disso com ninguém. Nem para Santana, nem para Brittany e muito menos para Blaine. As palavras de Finn ficaram ecoando pela cabeça dela enquanto ela ponderava sobre o que fazer. Ela podia tentar falar a verdade, mas deixar Kurt de lado.

“Blaine. Você me promete que vai acreditar no que eu te disser? Eu não estou brincando e o que estou prestes a falar é um pouco surreal.”, ela falou, com a voz tremendo.

Ele assentiu, com a testa franzida. Se preparou para absorver o que quer que Rachel dissesse. E parecia ser algo muito sério.

“Finn é um vampiro.”

Blaine ficou parado, encarando a irmã. O que ela tinha dito realmente não era mentira. Ele podia ver a seriedade e o medo nos olhos dela. Agora tudo fazia sentido. Finn havia falado o que ele era para Rachel. Rachel havia ficado assustada e havia dispensado o garoto, magoando-o, o que deixou-a muito mal já que ele era o amor da sua vida.

Blaine ficou alguns segundos tentando digerir o que ela havia dito. Depois de algum tempo, falou, para uma Rachel chorosa: “Eu ainda acho que você deve falar com ele. Ele é importante pra você e você pra ele. Pelo que eu saiba nada pode abalar um amor forte como o que vocês sentem um pelo outro. Eu sei que ele ser um ser que mata para sobreviver soa horrível, mas isso é da natureza dele. Humanos matam milhões de animais todos os dias para se alimentar, assim como animais se matam entre si para sobreviver, então Finn matar uma pessoa a cada uma semana, sei lá, não é tão errado, é simplesmente o jeito que ele se alimenta.”

“Mas isso não é certo.”, disse Rachel.

“Não existe certo e errado quando se trata de natureza. É assim e pronto. É certo que animais de grande porte matem animais indefesos para se alimentar? Não importa, porque é assim que funciona. Foi assim que quem quer que tenha criado os seres vivos quis.”

Rachel ficou um momento calada. O que Blaine dizia tinha muita razão. “E-eu acho que você tá certo...”, ela disse, finalmente.

Ele ficou um tempo em silêncio, esperando ouvir a decisão dela.

“Eu vou falar com Finn. Eu quero ele. Não importa o que ele seja, até porque ele não teve culpa.”, ela resolveu, decidida.

Blaine deixou um sorriso de orgulho escapar. Rachel se levantou e abraçou o irmão com força, eternamente grata pelo irmão não ter deixado o amor de sua vida escapar. Blaine era o melhor irmão do mundo. “Obrigada, Blainey.”, disse ela, chorando, mas não de tristeza.

Ele abraçou-a com a mesma força. Depois de alguns segundos eles se soltaram e Rachel saiu da sala andando como ela sempre andava: confiante e de cabeça erguida.

Blaine olhou-a sair, feliz por ter mostrado a razão para a irmã. Depois de alguns segundos parado, ele começou a se perguntar se essa mutação era algo hereditário, se isso daria algum problema para os futuros Finchel babies.

Notas finais
Desculpem pela demora :x Eu tava tendo as últimas provas e tals, mas agora sou 100% de vocês :)
Mas então, tirei um peso de mim fazendo a Rachel não ficar afastada do Finn. Próximo capítulo terá cenas fofas. Só dizendo mesmo hahahaha So, reviews? ♥