Bloody Heaven Or Pinky Hell?

3 Fangirl Hunting Season: Open


Notas iniciais

Nome do capitulo sugerido pela leitora Byu-chan, muito obrigada, mesmo que nós tenhamos traduzido o nome completamente =X

– Kai-sama, poderia detalhá-las novamente para nós, por favor? – pediu um dos seguranças mais próximo.

– Por Kami, quantas vezes eu vou ter que repetir isso? – ele bufou. Em momentos como aquele é que todos pensavam como é que as fãs imaginavam que o baterista era cheio dos sorrisos, o tempo todo... – Uma era ruiva como... – Olhou ao seu redor procurando um exemplo – como... O cabelo daquela garota ali – apontou para uma moça que caminhava, acompanhada, do outro lado da rua.

– Sim, o que mais?

– A outra era loira... – buscava outro exemplo – Bom... Exatamente como aquela loira ali, andando... com... a... ruiva... – nesse momento, a moça de cabelos vermelhos virou o rosto em direção ao prédio da PS Company, arregalando os olhos – FUCK, PEGUEM AQUELAS DUAS!

– Gabriela... Corre... Agora... PELO AMOR DE DEUS CORRE, CACETE! — Gritou Scarlett, sem se preocupar em estar em publico, já que só a loira entenderia algo dito em português. Assim que ouviu os gritos da amiga, Gabriela girou o rosto e teve uma das visões mais aterradoras e esquisitas de sua vida: Kai estava a poucos passos de ambas, correndo mais rápido que um maratonista e seguido por um batalhão de Staffs.

– Você vai pagar pelo que fez com o Ruki, me ouviu?! – desesperava-se o baterista ao ver as duas já correndo muito à frente – PARE DE CORRER E VEM ME ENCARAR, LOIRINHA! –Esgoelava Kai, que a essa altura já estava vermelho de fúria e cansaço; praticamente colocava os pulmões para fora. \"Como é que elas conseguiam correr tanto!?\", ele pensava.

E lá estavam todos correndo esfobeados, agora, no que antes era um lindo e pacífico dia. As aves não mais cantavam alegres, e sim fugiam aterrorizadas do bando de homens que perseguiam as não tão inocentes garotas indefesas. De uma hora para outra, Aoi e Uruha já estavam emparelhados com o baterista. Bem à frente de Ruki e Reita, que sorrateiramente se esquivavam do restante do grupo em busca de um atalho que os levasse direto às duas. Viravam aqui e ali, lá e acolá, influenciados por uma intuição divina (ou um bom conhecimento geográfico da região) até que, depois de muitas voltas, finalmente conquistaram seu objetivo.

Ruki, avistando As Doidas passarem por uma rua, teve uma idéia que ele classificara como brilhante. O lugar onde as duas estavam tinha apenas duas esquinas: a principal, que levava à avenida no final, e outra bem na metade da quadra, que dava para um beco sem saída que os turistas teimavam em entrar.

Classificando erroneamente as garotas como turistas, ele puxou Reita para um atalho, pulando vários muros, cercas e correndo claramente rápido até demais para um ser humano normal. Chegaram ao final da rua, virando no beco antes que a ruiva ou a loira pudesse perceber.

– Quando eu disser já... – Combinou o baixinho com o baixista, que mesmo sem entender coisa alguma, confirmou com a cabeça.

E justo quando Gabriela e Scarlett pensaram ter escapado da fúria do GazettE, foram atacadas pela dupla mais improvável e atrapalhada que podia ser formada com os integrantes da banda. Tudo que conseguiram ver foi uma cabeleira loira e outra ruiva pulando em sua direção. E então, foram arrastadas para um beco sombrio. “Porra, se for pra ter meus rins extraídos, prefiro voltar pro Rio de Janeiro!”, confabulou Gabriela, que estranhamente estava amando aquilo tudo.

Sentiram-se bruscamente empurradas contra uma parede, e não foi nem um pouco perto de ser uma sensação boa. A não ser é claro, pelo fato de quem empurrou. Nem podiam acreditar que foram dois membros de sua banda favorita, o the GazettE! Os quatro então permaneceram se encarando, sem nem respirar direito. Olhando uns para os outros como se fossem ET\'s. Ruki apertava Gabriela com fascínio, analisando a loira sem perceber a força que utilizava; Reita segurava Scarlett não tão forte, mas com igual interesse.

Quando os dois perceberam a brutalidade do ato, logo soltaram o aperto, envergonhados de suas ações. As duas garotas continuavam estacadas em choque, buscando entender toda a situação com seus próprios pensamentos mirabolantes. Os meninos se afastaram dois passos, dando espaço a elas, que não apresentavam sinais de vida. Não deram muito tempo para tal, também, agora que se lembravam da verdadeira circunstância que os levara até lá.

– Quem diabos são vocês, afinal!? – Grunhiu Ruki, tentando controlar os nervos e todo o resto de seu corpo. Aquela era a única coisa que queria saber. O nome daquelas piradas... O que quer que viesse depois seria lucro.

– Erm... Desculps, a gente não fala japonês... – Tentou Scarlett, mas seu japonês saiu um tanto quando bom demais para o seu gosto e o de Gabriela também, que a olhou torto.

Ruki virou-se para a garota de cabelos da mesma cor que os seus com um olhar incrédulo.

– Ah é, e isso? Você não acabou de falar japonês? – Tudo indicava que, atendendo às expectativas, sua inútil tentativa de passar por aquilo sem danos fora um fracasso total.

— Frase decorada. — Anunciou rapidamente a loira, sem nem pensar no que disse.

– E isso também? – Reita se juntou ao ceticismo do vocalista.

Soo desu nee¹... – Gemeram as duas em coro, ficando completamente vermelhas.

Mas a merda estava feita, não tinha mais como voltar atrás. Scarlett viu naquele momento a carreira dela e da amiga como roteirista e desenhistas de mangás ir pro ralo assim que os jornais eletrônicos do dia seguinte exibissem a manchete: \"Mangaká maluca ataca membro de banda de J-rock; roteirista filma tudo! Assista tudo na íntegra clicando no link a seguir!\"

Deveras, seu bom senso provavelmente saíra para comer jujuba quando ela pensou em colocar aquele vídeo na internet.

– Babaca – Gabriela sibilou num português raivoso.

– Que foi?!

– Foi você que falou japonês fluente com ele, criatura!

– Mas eu ia falar o que? Eu tava tensa, saiu! – o tom de voz da ruiva ficou um tom mais agudo. Ruki e Reita só podiam encarar a conversa aparentemente sem sentido, já que não entendiam porra nenhuma do que era dito.

– Falava português, né! – Bufou a outra – O chibi não ia entender nada mesmo...

Os dois garotos tiveram um estalo naquele momento, entendendo só uma única palavra do que foi dito: chibi.

– Acho que elas estão falando de você, meu chibi... – Comentou Reita ao amigo.

– CHIBI CHIGAAAAAAU²! – O vocalista gritou descendo com sua voz em cinco oitavas – Espera, você disse ‘meu chibi’?

So desu nee... – Reita coçou a nuca, corando.

Ao verem a cena, Gabriela e Scarlett piraram completamente. Aquilo era fofo demais para deixar passar em branco...

– OWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWN – Gemeram as duas – WATASHITACHI NO CHIIIBIIIIIIIII³!

E pularam em cima do ruivo cobrindo-o de beijos e abraços.

– Fangirls... – Disseram os membros da banda, revirando os olhos, embora o baixinho sorrisse abertamente.

– FANGIRLS CHIGAAAAAU! – Revidaram as garotas juntas. As notas atingidas pelas duas quase explodiram os tímpanos de quem passava. E apesar das risadas e da felicidade no beco, a alguns metros dali, Kai, o furioso, preparava a segunda onda de ataque.

E ia doer.

Notas finais

Traduções das frases em japonês:

¹ Algo como "Então né..."

² No contexto, "Não sou chibi"

³ "Nosso chibi"

Nota-se que não existe tradução perfeita porque a maioria das frases são expressões meio difíceis de traduzir .-.

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Reviews? Claro u.u'

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.