BloodMan-Interativa
7 O Tigre e o Dragão
Notas iniciais
O clima de luta havia cessado, todos no subterrâneo haviam se acalmado um pouco, e juntos pensavam no que iriam fazer enquanto seguiam pela saída.
– E essa tal de Alice, onde ela está? – Soren perguntou coçando a cabeça.
– Ainda não sabemos, mas duvido que ela tenha morrido vaso velho não quebra fácil! – Disse Jake sorrindo.
– É vaso ruim não quebra fácil, idiota. — Tekky completou.
Durante a pequena discussão os alto falantes do laboratório começam a reproduzir a voz de Alice.
– A todos os Bloodman’s do recinto, suas celas foram abertas e podem escapar, e quanto á certo grupo, vão à frente, eu encontro vocês depois! – Alice falou, acompanhada de um barulho de ferro rangendo, indicando as celas que foram abertas.
Em meio à confusão de guardas no andar superior, o qual guardava os Bloodmans de experimentos, o que poderia ser ouvido eram gritos, urros e barulhos de tiro. Quatro guardas então saíram de um pequeno elevador que levava até o subsolo, os Bloodmans se prepararam para mais uma batalha. Quando os guardas saíram com suas armas apontadas para eles, ouviram um barulho de impacto atrás deles, em seguida um grande e grosso tentáculo vermelho sangue atravessou a barriga de um dos guardas, esse mesmo tentáculo ficou cada vez mais vermelho e carbonizou o guarda, os três outros imediatamente se viraram espantados, quando um outro Bloodman, de cabelos totalmente brancos e sobretudo negro com suas mãos no bolso desceu do buraco que havia feito no teto do elevador, os guardas começaram a atirar, mas o que atingiam era somente a parede que os tentáculos fizeram para proteger o Bloodman. Com um sádico sorriso no rosto ele contra-atacou, com passos lentos e leves ele caminhava, enquanto as partes destroçadas dos guardas caíam no chão, começando a encharcar o chão de vermelho.
– Como é bom encontrar outros da mesma espécie... – O misterioso garoto disse com a voz abafada. — Para me alimentar!
Andar superior, quinze minutos atrás:
– Vamos, precisamos nos apressar! – Alice gritou a Thales, o mesmo permanecia em pé olhando ás telas de segurança, vendo os estragos que os Bloodmans faziam ao serem libertados. – Thales! – Alice gritou mais uma vez para chamar a atenção de Thales, que parou de olhar as câmeras e olhou para Alice.
– E porque eu iria com você? Eu sei que sou seu irmão, mas a minha vida aqui é boa, tenho um tratamento especial por ser filho do Torso, e posso andar livremente pela cidade sem me preocupar com alguém me caçando. – Thales retrucou olhando desinteressado para Alice.
– É assim...? Assim que o meu irmão é? Um covarde? – Alice abaixa a cabeça. – Então você não sente nem um pouco de remorso pelos outros, que passam a vida sofrendo nessas gaiolas de metal e sendo tratados como animais?! E que quando fogem tem que passar a vida se escondendo, pois tem medo de serem pegos novamente ou até mesmo mortos?! Eu não esperava isso de um outro Bloodman... Mas se é assim que você quer... Que seja! Eu irei mostrar para esse mundo que nós não somos monstros ou alguma máquina de carnificina! Que podemos ser pessoas normais, convivendo em sociedade! – Alice levanta sua cabeça com ou olhar determinado e se vira. – Eu irei fazer isso, e ninguém irá me impedir!
Alice se surpreende quando ouve as palmas de Thales.
– E como planeja fazer isso? – Thales pergunta sorrindo e colocando suas mãos nos bolsos da calça.
– Você verá. – Alice dá um forte soco no botão de alto falante e começa a falar. — A todos os Bloodman’s do recinto, suas celas foram abertas e podem escapar, e quanto á certo grupo, vão à frente, eu encontro vocês depois! – em seguida Alice aperta um botão com um símbolo de grades, que faz todas as portas de celas abrirem.
– Essa é a Alice que eu queria ver. – Thales vai em direção a Alice. – Eu iria acompanhar você mesmo se não dissesse nada convincente, mas me mostrou do que você é capaz, e você merece respeito por isso, agora vamos, vamos realizar o seu desejo!
Alice sorri e faz um sinal positivo com a cabeça, em seguida saí da sala junto com Thales e começa a descer as escadas. As luzes vermelhas de alerta não paravam de piscar, e somente em poucos segundos poderia ver a luz normal dos corredores, que agora estavam banhados pelos corpos e sangue dos guardas, no final do corredor um pequeno pelotão de quatro guardas começava a sair do elevador, quando a porta começou a abrir, um deles apontou sua arma para Alice, mas antes que pudesse atirar, dois tentáculos vermelho sangue perfuraram a porta e a fecharam, e com um impulso jogou o elevador para baixo. A luz vermelha cobriu um pouco do corpo do feitor daquilo, mas Alice pode ver os cabelos e a roupa do homem, cabelos brancos e um sobretudo negro, quando a luz retornou ao normal a única coisa que se podia ver era um grande buraco na parede onde deveria estar a porta de ferro do elevador.
– Terminando esse corredor à direita, tem outro corredor, e nesse mesmo tem um elevador no final, podemos usar ele para chegar ao subsolo e ir para a saída. – Thales disse apontando a mão para o local.
– Certo, mas quando sairmos daqui é melhor me explicar direito sobre esse lance de irmão. – Alice retrucou, e Thales respondeu com um positivo movendo a cabeça.
Alice seguiu junto a Thales e entraram no elevador, no meio do percurso do elevador, Thales e Alice conseguiam ouvir os barulhos de gritos e tiros do subsolo.
– O que está acontecendo lá embaixo? – Alice perguntou a Thales
– Não sei, mas tenho certeza que não será nada agradável. – Thales respondeu olhando para a porta desconfiado.
A porta se abriu e Alice podia ver todos os seus companheiros e outros dois Bloodmans espantados olhando para a frente, Alice deu um passo para frente e em um rápido movimento Thales se jogou segurando Alice no chão, quando Alice abriu os olhos e olhou para cima, um grande e vermelho tentáculo atravessava o elevador.
– Bons reflexos garoto... – O Bloodman de preto disse olhando para Thales – Mas será que consegue se desviar disso?! – O garoto levanta seu tentáculo e aponta para Thales, que teria morrido, se a porta de saída não houvesse sido jogada contra ele.
– Acho que é por aqui! – Um Bloodman diz a grande, corcunda, peludo e focinho, semelhante a um lobisomem, se dirige ao Bloodman que estava ao seu lado.
– Tenho certeza! – Esse mesmo Bloodman olha a cena adiante, mas antes que pudesse dizer algo, cuspiu sangue, já que a grande estaca de gelo que atravessa seu torso e pulmão tinha feito o sangue entrar no pulmão e o fazer regurgita-lo.
O Bloodman fera olha com espanto ao seu colega, mas antes de se mover, caiu agonizando no chão. Uma espessa nuvem de fumaça saía da saída, uma nuvem roxa, que trazia os sentimentos de medo e morte. Após poucos segundos encarando a porta, uma perna deu um passo a frente e adentrou o subterrâneo, a pessoa utilizava botas e uma calça comprida preta, em conjunto se podia ver o sobretudo, as luvas e a camisa negra, em seu pescoço uma Dogtag perfurada e em seu rosto... Uma máscara de gás.
– Encontrei você... – O assassino olhou para Alice, em seguida se abaixou e tocou nos corpos dos dois Bloodmans, se levantou e foi andando calmamente até o grupo.
– Ei... Não me atrapalhe! – O Bloodman dos tentáculos grita.
Ele atira a porta amassada que foi jogada contra ele, em uma tentativa de acertar o homem de preto, quando a poeira abaixou do impacto da porta, o que se podia ver eram estacas de gelo atravessando a porta de ferro e a prendendo no teto. O mascarado colocou o dedo em seu ouvido e disse.
– Ah... Então o alvo é o número 649... – O homem lançou um olhar sádico ao Bloodman dos tentáculos, somente pelos seus olhares podiam ver a raiva, eram como se tivessem brigando somente com os olhares. – Qual é a taxa de piedade que eu devo ter com ele? – Ele continuou se comunicando no aparelho em seu ouvido, sem retirar os olhos do Bloodman. – Oh... Ignorar protocolos de segurança? – Apesar de não ver o seu rosto era claro que ele estava sorrindo. – Entendido... Padrões de piedade diminuídos ao nível de ignorância, inimigo considerado como... Verme! – Ao terminar de falar isso colocou as mãos nas costas e retirou uma espada japonesa, seu metal era reconhecido por muitos no local, era Metalfild.
O Bloodman dos tentáculos vermelhos ignorou a presença de todos os outros, assim como o assassino de preto, seus olhos ardiam em chamas, era como se o que vissem era somente um campo de batalha.
– Alice... Pegue os seus amigos e corra quando eu gritar já. – Thales sussurrou para Alice, que logo passou para os demais. -... Já! – Thales segurou Alice pelo braço e saiu correndo, todos os outros Bloodmans os seguiram.
O Bloodman dos tentáculos tentou impedir seu escape, mas o assassino de preto o impediu colocando sua lâmina na frente.
– Estava te caçando por um tempo Kyoichi ou ainda prefere ser chamado de Kira? – O homem de preto disse dando alguns passos lentos á frente.
– Kyoichi é fraco, e eu estou aqui para mostrar o quão eu sou superior a qualquer um Bloodman ou humano existente, eu sou Kira o Demônio Carmesim! – Kira disse seguido de uma risada diabólica. – E agora é hora de mostrar que um mero guarda de laboratório modificado não é páreo ao meu poder!
– Permita-me apresentar, caro Kira... Eu sou Berserk, mas pode me chamar de ajuda, porque é o que vai precisar para calar sua boca de verme! – Berserk diz confiante.
Berserk começa atacando com a espada, dando investida que é facilmente repelida pelos tentáculos de Kira, Kira por sua vez deixou dois dos quatro tentáculos de guarda enquanto os outros dois ele usava para tentar desferir algum golpe em Berserk, que desvia dos ataques como se fosse uma brincadeira.
– Pelo que eu tinha ouvido você era um assassino voraz que deixava medo nos olhos dos mortos! Mas o que estou vendo aqui é uma criança querendo brincar de corda! – Berserk zomba de Kira, enquanto desvia de uma investida dupla com os tentáculos.
– Calado verme! – Kira grita com raiva.
Ele então ataca novamente com uma investida dupla, que acabam prendendo na parede. Berserk as utiliza como ponte, pula por cima de Kira e chuta suas costelas, em seguida tenta desferir um corte, mas é parado pelos tentáculos de guarda de Kira, o mesmo se abaixa e chuta as pernas de Berserk que o faz cair em uma poça de água, jogando água em Kira também, o mesmo prende ainda mais Berserk no chão.
– Eu disse que eu era o ser superior... – Kira debocha de Berserk, transforma seus braços em lâminas e cruza os na linha da garganta de Berserk. – Suas últimas palavras?
– A diferença entre eu e você, é que você é uma criança revoltada tentando chamar atenção, e eu... Eu sou um monstro militar treinado para matar vermes como você! – Berserk grita.
Quando Kira jogou Berserk no chão ele não havia notado que tinha prendido a mão de Berserk na água, e que também estava completamente encharcado, e com um simples movimentos, Berserk leva a carga de energia ao corpo de Kira, que se afasta gritando de dor. Berserk se levanta e quando ia colocar a mão novamente na água e eletrocutar novamente Kira, o mesmo cria asas vermelhas e sai de perto do chão.
– Agora entende meu poder verme? Eu sou o Bloodman superior! Aquele que trará o reinado a pessoas como eu! – Kira diz rindo.
– Um mundo governado por você...? – Berserk diz que cabeça baixa, enquanto duas asas longas de negras de corvo saem de suas costas. – Acha mesmo que isso iria funcionar? Um rei descontrolado movido por motivos idiotas... Eu realmente não entendo vocês... – Berserk retruca sério e frio. – Mas eu sei de uma coisa, uma missão foi dada para mim, e eu não voltarei de mãos vazias... – Berserk completa.
Ele alça voo na mesma altura de Kira, Kira toma impulso e joga Berserk para dentro do vão do elevador, e então os dois começam a subir os andares lutando no ar, com uma frenética troca de socos e chutes, investida e empurrões durante a subida, tentando subir com o oponente prensado na parede para que desfiram mais dor. Ao chegar ao topo, Berserk retorna o ataque de início e atira Kira para fora do elevador, o jogando no terraço, Berserk continua voando e Kira começa a se levantar regenerando suas feridas, as de Berserk também se regeneram em um processo um pouco mais lento.
– Hahahaha! Então será assim! Uma guerra onde dois destemidos guerreiros lutam até o fim do mundo! Hahahaha! Não pude escolher oponente melhor... – Kira diz gargalhando no chão, ele então se levanta sério e de cabeça baixa – Então terei que acabar com isso da pior maneira possível...
Kira então começa a se contorcer, as asas o envolvem, seus tentáculos se transformam em um longo e cheio de pontas, seus ossos começam a trocar de formação, seus braços se tornam patas dianteiras, ele continua em sua forma bípede e então caí com as duas patas dianteiras no chão, sua cabeça começa a ser engolida pela matéria vermelha, ela então fica comprida, até ele assumir uma forma de um grande lobo totalmente vermelho, com profundos olhos negros.
– Se é assim que você quer brincar... – Berserk retira se seu sobretudo uma seringa, contendo um viscoso líquido verde dentro, ele então abaixa a manga do sobretudo e injeta em sua veia, alguns segundos depois todas as suas veias começam a saltar, a pupila de seus olhos diminui drasticamente e a íris de seus olhos troca a cor de branca para um verde amarelado.
Ele então faz força com seus pés e eles começam a afundar no concreto, ele então toma um grande impulso que destrói parte do chão e corre em direção da forma de lobo de Kira, que faz o mesmo e corre em direção a Berserk, quando os dois quase se encontram nessa investida mortal, Kira pula para morder o pescoço de Berserk, mas o mesmo se abaixa, segura a forma de lobo de Kira e faz um mortal suplex, levantando Kira pela barriga, o deixando de cabeça para baixo e o enterrando no concreto. O impacto é tão poderoso que a forma de lobo de Kira desce três andares, para acompanhar, Berserk pula no vão criado pelo impacto de Kira e encontra com ele se levantando do golpe, ele balança a cabeça retirando o resto do concreto de cima de sua cabeça, Kira se prepara para uma outra investida, começa a tomar impulso, mas antes de correr, Berserk começa a falar.
– Me desculpe Kira, mas você não me deixou escolhas... – Berserk diz de cabeça baixa.
Berserk começa a correr em direção de Kira, mas ao invés de fazer outro suplex, ele pula por cima de Kira, o joga no chão e toca em seu peito, recitando uma breve palavra.
–Abaddon... – O som abafado da máscara não impede de Kira escutar a palavra.
Kira tenta levantar, mas sua perna é presa por um machado que é jogado rapidamente em sua perna traseira. Ao olhar para o lugar de onde veio o ataque ele pode ver um homem alto, cabelos negros bagunçados, seu rosto não era visto, pois o mesmo utilizava uma máscara branca com detalhes vermelhos nas laterais e em seus olhos, vestia um terno negro, e em sua mão ele pode ver um machado e na outra um pistola, ele então se virou e se jogou do prédio, sumindo na queda, Kira olhou novamente para Berserk que tinha tomado distância, com esforço Kira retira o machado de sua perna com a boca, ele olha para Berserk e começa a correr, mas antes de chegar à metade do caminho, tudo fica escuro. No ponto de vista de Kira ele só podia sentir o vento batendo em suas costas, mas no ponto de vista de Berserk, o que ele via era um grande vão que consumia metade do edifício. O que o fez começar a desabar, como não havia mais a metade do prédio, Berserk conseguia ver a multidão de pessoas olhando ás explosões no prédio, e os rostos de Vanilla e Hammel, um pouco surpresos pelo acontecimento, mas Berserk não pôde aproveitar aquele pequeno momento de descanso já que ao chega na ponta do prédio ele começou a desabar, levando tudo e todos que estavam dentro do prédio e no subterrâneo, já que quando o prédio chegou a sua base, ele começou a afundar mais, destruindo os andares dos laboratórios abaixo da ilusão de um prédio abandonado. E no meio dos escombros, Kira conseguiu se levantar, metade do seu rosto estava queimado e estava sem seu braço direito, a dor era insuportável, sem contar os outros ferimentos de corte e perfuração da queda, junto com a fratura de muitos ossos, em pouco tempo os ferimentos mais graves estavam curados, apesar de ainda sentir dor no local, mas antes eu pudesse continuar se concentrando em curar seus ferimentos, ele pôde sentir o tiro de um revólver, que estilhaçou ainda mais seu joelho. Kira se virou e olhou para o feitor, e lá estava ele, deitado em cima de uma placa de concreto, com uma viga atravessando seu ombro esquerdo, mas com o braço direito estendido com o revólver na mão.
– Haha... – Kira para um pouco para tossir sangue – Pelo que você já sabe, seu tiro não surtirá nenhum efeit... – Kira para novamente para vomitar sangue.
– É o que pensa Kira... Essa bala foi feita exatamente para pessoas como você... É uma bala de Iridium, com isso todos os seus poderes serão anulados, já que a bala não sairá tão facilmente do seu corpo, eu posso não tê-lo capturado hoje, mas lembre-se que eu sempre saberei onde está... – Antes de continuar a falar, Berserk desliga.
Como ele gastou energia demais lutando, ele acabará tendo que ficar duas semanas em repouso total. Esse é o seu único defeito de soldado. Algumas horas depois do acontecimento, Vanilla analisava o local da luta, e Hammel ajudava a levar o corpo inconsciente de Berserk, o cenário era totalmente devastado e quando chegaram à única presença no local era do corpo de Berserk, já que Kira conseguiu fugir, deixando um rastro de sangue no caminho.
– E no que drogas esse inútil ajudou para capturar aquele Bloodman? – Vanilla pergunta indignada a Hammel se referindo á Berserk que estava em seus braços.
– Chequei seu revólver antes, e estava sem bala nenhuma, e o último tiro foi recente, e acertou o fugitivo. – Hammel disse entregando Berserk á uma equipe médica que o colocou dentro de uma ambulância privada.
– E no que isso adiantou? Aquele Bloodman tinha um padrão de cura avançado que nem o número 13 tem! – Vanilla continua questionando de braços cruzados.
– Ivan, Vanilla, o garoto tem um nome, apesar de somente utilizar seu nome de guerra, o tal de Berserk. – Hammel disse analisando o local. – E as balas de seu revólver eram feitas de Iridium e todas tinham um transmissor acoplado.
– E quem deu esses equipamentos a ele? – Vanilla perguntou curiosa, esperando conseguir bons equipamentos para caçar os Bloodman.
– O Iridium foi o Torso, parece que ele passou aqui durante a luta, mas quem moldou as balas e acoplou o transmissor foi ele mesmo. — Hammel diz se dirigindo a uma tenda médica e pegando um copo de café.
– Mais importante, como sabe que a bala acertou no número 649? – Vanilla acompanhou Hammel pegando um copo de café também.
– Como você mesmo disse o Bloodman tem habilidades regenerativas avançadas, e mesmo assim tem um rastro de sangue, significa que o Iridium fez efeito no impacto. – Hammel respondeu dando um gole no quente café e apontando para as “evidências”.
Longe dali:
Alice e seus companheiros olhavam para a destruição no edifício.
– Temos que encontrar um lugar para ficar, e que realmente esteja escondido. – Katherine disse a todos séria.
– Você está certa, temos que nos estabelecer antes de encontrar os próximos Bloodmans e preciso receber algumas respostas e perguntar algumas coisas também. – Alice disse olhando para os novos integrantes e para Thales.
Com isso, o grupo se virou e sumiu nos escuros becos da cidade.
Fale com o autor