Blood and Roses
1 Ruiva, bruxa e esquentada. Prazer, eu.
Notas iniciais

O sol entrou pela janela iluminando-me, sorri levantando, subi em cima da cama fazendo uma dancinha esquisita.
Ruiva, olhos verdes, bruxa e esquentada. Prazer, Lilian Luna Potter, mas me chame de Lily.
Era meu aniversario, eu estava fazendo dezoito anos e finalmente sairia de casa. Iria morar em uma cidade trouxa
Olhe, eu amo meu mundo, mas os trouxa eram demais, eles inventaram a Internet.
Minha amiga Hayley Marshall mora em Mystic Falls, e diferente de mim, ela era uma pessoa completamente normal.
Quer dizer, quase normal. Ela é uma lobisomem. Sim, eu tenho uma amiga lobisomem.
Ela tem uma casa em Mystic Falls, e quando falei que queria me mudar ela se ofereceu na hora para me hospedar.
Com tanto que eu saia daqui, aceito qualquer coisa.
– Lily! Desça dessa cama – Gritou mamãe – quando tiver morando em sua casa pode pular o quanto quiser.
Desci a cama e corri abraçar ela.
– Eu tenho DEZOITO anos – Gritei correndo pela casa.
Desci as escadas correndo e quase cai. Quando cheguei na cozinha, meu pai tomava café calmamente lendo o Profeta Diário.
Abracei-o e ele se assustou.
– Nossa! Parece animada demais para sair de casa — Falou ele me abraçando de volta.
Peguei uma torrada e sentei em frente a ele pegando a jarra com suco de abobora botando um pouco no copo.
– Que isso, eu irei sentir muita falta da comia da mamãe – Falei mordendo a torrada.
Gina e Harry Potter, os heróis do muno bruxo. Mas conhecidos como meus pais.
Todos dizem que eu puxei os cabelos vermelhos da minha mãe, e olhos verdes do meu pai. Um dia ele me falou que eu era parecida com minha avó, Lilian Evans.
Eu gosto de ser igual ela, afinal, ela deu sua vida por seu filho. Mas às vezes parece que querem que eu seja igual a ela, uma coisa que eu não sou. Minha avó não deixaria o mundo bruxo para viver no mundo dos trouxas. Com certeza não.
– Já arrumou suas malas? – Perguntou mamãe.
– Faltam algumas coisas, mas estou indo arrumar – Falei levantando da mesa.
– Ótimo, por que não quero você igual aos seus irmãos, sempre arrumam tudo em cima da hora.
Eu ri. Minha mãe sempre usava meus irmãos mais velhos como maus exemplos.
Albus Potter e James Potter eram meus irmãos mais velhos. James era um jogador do Chudley Cannons, o capitão da equipe. Já Albus era um Auror em treinamento, ele já está quase no final. Disse que quando terminasse iria para Mystic Falls comigo.
Sim, ele é louco.
Separei a roupa que eu iria e comecei as arrumar o resto.
Meu quarto estava praticamente vazio, a não ser pela cama e o guarda-roupa.
Mamãe entrou e colocou a mão no meu ombro.
– Nunca havia visto o quanto meu quarto era grande – Falei olhando ao redor.
As paredes com a cor da Grifinória (minha antiga casa em Hogwarts), vermelho e dourado.
– Vocês cresceram tão rápido, lembro-me de quando James ficou confuso quando você nasceu – Falou rindo e eu ri junto.
– Acho que era um assunto meio confuso para um garoto de cinco anos – Falei rindo.
Minha mãe me abraçou e começou a falar.
– Prometa que vai mandar uma carta todos os dias, que vai ter cuidado e não se metera em encrencas? – Despejou ela.
– Mãe, eu tenho dezoito anos – Falei e ela começou a chorar.
Começou a se abanar, exatamente quando James saiu de casa.
– Como vai saber no mundo trouxa, frequentar uma escola trouxa? – Perguntou.
– Tia Mione me ensinou tudo que eu preciso: Matemática, Geografia, tudo – Falei.
Tia Mione foi a que esteve mais perto do mundo trouxa, e quando disse que iria me mudar, ela deu o maior apoio. Ensinou-me tudo o que vou precisar.
Depois do ataque de choro, fui ao banheiro e comecei a me arrumar.
Botei a roupa que tinha escolhido: uma blusa vermelha de manga comprida, uma calça jeans e uma sapatilha preta.
Quando cheguei à sala as minhas coisas já estavam ali e vi meus pais me esperando no sofá.
Eu iria embora, sairia do lugar que vivi a vida inteira, o meu mundo, para enfrentar um colégio trouxa e viver uma vida normal. Sem magia.
Uma coisa eu sei. Sempre odiei vassouras, principalmente de aviões.
Cada turbulência eu apertava o banco com força, quase arrancando o estofamento.
– Com licença? – Chamei a aeromoça que passava por ali – Você teria um calmante, por favor?
Ela assentiu e dois minutos depois ela voltara com um copo e uma pílula.
Eu só me lembro de vê-la saindo, depois adormeci.
Quando sai do avião avistei Hayley e corri abraçar ela.
– Finalmente! Não aguentava mais esperar – Falou rindo.
– E como está Hope? – Perguntei quando entramos no taxi.
– Esta bem, e está andando – Falou ela.
Conversamos mais um pouco, então o taxi parou em frente a um sobrado branco com varanda e flores na frente.
Sorri. Essa seria minha casa por muito tempo.
Hayley me abraçou pelo pescoço e sorriu.
– Bem-vinda a Mystic Falls.
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