Blood Revenge
4 Um Comunicado Intrigante
Notas iniciais
- Me desculpe por essa cena, sr. VanHoutem. Não é nada disso que o senhor esta pensando.
- Ora, não estou pensando nada rapaz. Vá se vestir e vá para sua casa, sua mãe deve estar precisando do seu apoio.
Eu só estava observando o que estava acontecendo calada no meu canto enquanto Hugo se vestia.
Ele de fato era um rapaz muito atraente. Era do tipo que qualquer garota da minha idade se apaixonaria. Não era magro, mas também não era farto. Músculos bem definidos e costas largas. Moreno e alto. Pra um burgues, ele era um tanto quanto rude. Abdomen definido e coxas grossas.
Mas porque diabos eu estou observando tanto para Hugo? Ele me pegou olhando-o e deu um sorriso (aliás, que belo sorriso). Meu pai também estava a me observar e notou meu gesto. Eu abaixei a cabeça e desejei não estar ali naquele momento.
- Bem, então eu vou indo. Amanhã as cinco Magnólia?
- Sim. As cinco. — Respondi olhando em seus olhos verdes como esmeraldas.
Depois de Hugo ir embora, meu pai fechou a porta e sentou ao meu lado na cama.
- Mag, você sabe que não se deve misturar paixão com trabalho.
- Que paixão?
- Eu vi do jeito que você olhou para Hugo.
- Não se pode mais adimirar a beleza de um rapaz?
- Bem, você quem sabe... Aliás, não se esqueca que seu primo Axel chegará hoje trazendo as novas poções que seu tio pediu. Seja gentil.
- Axel chega hoje?
- Sim, daqui a meia hora.
Axel é filho de meu tio Morgan. Ele era quatro anos mais velho que eu e mechia com magía. Meu tio o treinou para utilizar correntes feitas de prata para imobilizar o inimigo e possões com essências de prata, que penetravam no interior da fera queimando e destruindo os órgãos.
Eu me dava muito bem com Axel, pois ele era como um irmão para mim e sempre me informava quando surgiam armas novas no mercado da cidade. Ele era responsável por banhar todas as nossas armas de prata pois sua segunda profissão era ferreiro.
Meu tio nunca se deu muito bem com o próprio filho. Por ser o mais velho, ele nunca teve atenção e sempre fora excluído. Isso gerou um espírito de revolta em Axel, mas a não ser isso, era de fato um bom rapaz.
Eu já não estava mais com sono e decidi treinar minha mira nas árvores do jardim da frente. A neve, como sempre, estava cobrindo metade delas.
Tirei a Winchestter da cintura e estava me preparando para atirar em uma das árvores quando senti uma estranha sensação de estar sendo observada. Ignorei e continuar a mirar.
Dei o primeiro tiro e começei a pensar em Hugo. O que estava acontecendo comigo? Eu nunca pensei em alguém assim e nem deveria pensar...
Afastei os pensamentos e continuei a mirar e atirar nas árvores. A sensação de estar sendo observada voltou e desta vez eu não a ignorei. Preparei o gatilho e me virei com velocidade.
Não havia ninguém atrás de mim. Virei novamente e me deparei com Peter e seu olhar frio. Ele não disse uma palavra, então resolvi começar a falar.
- O que um Voltorne faz na propriedade dos VanHoutem? Você perdeu o medo de ser morto Peter? — Perguntei encarando-o com indginação.
Peter deu de ombros e me rondou como uma fera que ronda sua presa:
- Então quer dizer que Hugo Walters está treinando para se tornar um hunter? — Ele me questionou e sussurando perto do meu ouvido.
- Se ele esta ou não, não é da sua conta.
- Ta bom, ta bom. Só vim aqui para avisar que meu pai não vai deixar barato a dívida que o pai do seu aliadinho novo tinha com ele.
- Interessante. O que eu tenho a ver com isso?
- Nada, só passei aqui para tomar um chá com você e quem sabe comer biscoitos.
- Que engraçado. Melhor você sair daqui agora ou...
Antes de poder terminar a frase, Axel chegou e colocou as mãos em meus ombros.
- Olá Axel, quanto tempo desde aquela briguinha nossa. Como vai seu olho? Aé, eu o arranquei fora. — Disse Peter provocando Axel.
Axel odiava Peter, assim como eu. A seis anos atrás, os dois brigaram por minha causa. Peter me empurrou e eu acabei caindo e me machucando seriamente. Para me defender, Axel pulou em Peter que se transformou em lobo e arrancou seu olho esquerdo. Desde então, Axel usa um tapa olho.
- Olá e adeus Peter. Vá embora agora. Ou...
- Ou o que? Vai me bater com as suas correntezinhas?
Eu vi que Axel estava pegando prata em pó para jogar nos olhos de Peter, mas eu o conti. Disse que era melhor deixá-lo ir.
- Se me dão licença, preciso ir. Meu recado foi dado Magnólia, não diga que eu não avisei.
Em seguida, Peter adentrou no meio da floresta e desapareceu na nublado entre as árvores. Eu e Axel nos abraçamos e começou me contar como foi na cidade.
Notas finais
Kissus da neko~
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