Blood Revenge

1 Sombras de vingança


Notas iniciais
"Magnólia, fique longe desde rapaz" a voz me dizia, mas algo mais forte do que minha própria mente me conduzia até o maldito Peter Voltorne.

A séculos meus ancestrais foram encarregados de se livrar desta raça que ronda a superfície da Terra: os Lobisomens.

Meu pai, desde pequeno foi treinado para combater e mutilar esses demônios, e comigo não foi diferente. Cresci sem mãe no meio de armas e balas de pratas em uma mansão antiga deixada por meus bisavós.

A primeira palavra que pronunciei com um ano de idade foi vingança. Agora, você me pergunta porque vingança... Eu lhe respondo: um dos Voltorne matou minha mãe quando eu tinha apenas dois meses de vida. E quem são eles? A raça de lobisomens que vem atormentando nossa vila a séculos.

Como todos da minha família, eu nasci com a marca dos VanHoultem, uma cruz no meio do peito. Meu pai me disse uma vez, que foi Deus que nos deu esta marca, pois somos justiceiros da Cruz que é encarregada de devastar os demônios da Terra.

Quando tinha catorze anos, eu vi o meu primeiro lobisomem. Eu supus que fosse um homem qualquer da vila de onde eu morava que havia sido infectado provavelmente por um dos Voltorne. Meu pai e eu estavamos treinando mira quando ele apareceu, eu estava com uma Winchestter nas mãos quando meu pai me disse para atirar na fera.

Eu havia feito um juramento. Só mataria um lobisomem se ele tentasse me atacar ou fosse um dos Voltorne. Eu estava rezando para que aquele homem não tentasse me atacar, mas infelizmente, ele optou por me mostrar os dentes.

Mirei no ombro e atirei. A bala não era de prata, então acabei não matando ele, que era meu objetivo. Ele caiu no chão aos poucos foi voltando a sua forma humana. Era o jardineiro de minha casa.

Pedi a meu pai que ele desse a o senhor Ruberman a cura que meu avô havia criado quando começou a ser um hunter. Meu pai disse que não podia, pois aquela cura só poderia ser usada quando um de nós fosse infectado e então atirou no pobre homem, desta vez com uma bala de prata.

Foi horrível, ele se contorceu e depois começou a queimar por dentro, então escorregam gotas de sangue pelos olhos, nariz, boca e orelhas. Foi a primeira vez que vi um lobisomem morrer.

Voltando aos tempos atuais, meus pai e eu estavamos preparados para qualquer tipo de coisa que acontecesse. Eu sabia que ele não viveria para sempre e poderia ser morto a qualquer momento, então aprendi a lidar com o sentimento de perda.

Sempre fui uma criança muito sozinha. Não tive amigos e nem familiares por perto. A não ser por tio Morgan, que sempre me ajudava e dava dicas de armas quando precisava, mas ele não aparecia muito, ficava o tempo todo no laboratório elaborando a cura.

Nunca fui a escola, tudo o que eu sabia, foi ensinado por meu tio e meu querido pai. Na maioria das vezes eu estudei sozinha quando eles saiam para atender a um chamado na vila, o que me tornava autodidata.

Atualmente, os Walters estavam organizando um baile de máscaras a todos da vila e da burguesia. Eles contrataram nossos serviços no caso de alguma fera resolver dar uma passadinha no baile e acabar com tudo.

Meu pai aceitou o trabalho e me comunicou que os Voltorne estariam presentes no baile e imediatamente meu sangue ferveu. Não suporto ouvir se quer o nome desta raça, quanto mais vê-los.

O baile começaria quando o sol se posse atrás das montanhas gélidas. Meus serviços e o despertar da minha vingança também.

Coloquei meu rosário no pescoço e apertei o corcete. Minha saia ia até meu pés e era escura como o breu da noite. Ao contrário de todas as garotas de minha idade, eu nunca me acostumei a usar sapatos de bico fino ou salto alto. Preferi colocar minhas botas até o tornozelo.

Peguei minha máscara e coloquei minha inseparável capa vermelha que havia sido de minha mãe. Não podia esquecer minha inseparável Winchestter.

Eu estava pronta para que algo de errado acontecesse.

Chegando no baile, algo me chamou atenção. Um marca no pulso de um jovem rapaz...Era Peter Voltorne. Eu havia feito aquela marca quando tinhamos dez anos de idade durante uma briga. Um corte profundo com uma faca e uma gota de vingança derramada.

Cheguei mais perto quando algo me alertou: "Magnólia, fique longe desde rapaz" a voz me dizia, mas algo mais forte do que minha própria mente me conduzia até o maldito Peter Voltorne.


Notas finais
Espero que tenham gostado. Brevemente continuação ^u^
Kissus da neko ~