Blood Of Shadows
8 Definitivamente amigas
Notas iniciais
Passaram-se duas semanas desde que a branquela do cabelo preto se jogara em cima de mim. Desde aquele dia, algumas pessoas começaram a me encarar. Não sei muito bem o porquê disso, e nem ligo.
A menina de cabelos dourados era uma baixinha muito nervosa e doida. Era tipo um "The Rev".
Por algum motivo, aquela garota adorava usar um monte de bagulhos no braço. Eu não suportava nem pensar em colocar aquelas porcarias no braço, aquilo é muito esquisito.
Outra coisa nela que me lembrava muito o Jimmy, era a mania de usar dois cintos.
Pelo que havia visto, ela era um pouco de cada um: Louca como o Jimmy, tem a altura do Johnny, é bruta como o Matt, ama guitarra como o Syn e come muito como o Zacky. Sim, sou muito esquisita, pois desde o dia em que a outra caíra em mim, comecei a reparar mais nas atitudes delas.
Havia descoberto que o nome da doida de cabelos grandes era Carol, e a outra, baixinha, era Rafa.
Pelo visto, Carol não iria para a escola. Já havia batido o sinal para o segundo horário e nada dela aparecer. Foi quando Rafa resolveu falar comigo.
– Hey. – Ela disse me deixando um pouco surpresa.
– Hey. Ahn... Sabe por que a Carol não veio? – Perguntei tentanto arrumar assunto.
– Ah, não sei não. É muito raro ela não vir. Deve estar doente ou tem algum problema com a mãe dela. Enfim, quer ouvir música?
– Sim. Coloca aí! – Respondi.
Ela colocou Avenged Sevenfold, Bat Country.
Nós começamos a tentar batucar a música, mas só saía merda.
– A Carol consegue fazer isso. – Rafa disse.
– Batucar? – Perguntei.
– É. Ela é rápida. Batuca até Natural Born Killer.
– Wow! – Me impressionei. – Então ela é tipo uma Jimma? – Rafa riu.
– Tipo isso.
Passamos a manhã conversando sobre o Avenged Sevenfold. Ela era tão viciada quanto eu.
Quando a aula acabou subimos juntas até a parada cantando A Little Piece Of Heaven.
Quando chegou em "come here you fuckin' bitch", nos entreolhamos com um sorriso no rosto.
– MUST HAVE STABBED HER FIFTY FUCKING TIMES, I CAN'T BELIEVE IT. RIPPED HER HEART OUT RIGHT BEFORE HER EYES, EYES OVER EASY. EAT IT, EAT IT, EAT IT! – Gritamos no meio da rua e algumas pessoas começaram a nos encarar, mas não ligávamos. Começamos a gargalhar como doidas.
Nos despedimos e entrei no ônibus. Em pouco tempo já estava em casa.
Quando abri a porta, Mezmer, meu lindo e fofo bebê, começou a pular em mim. Peguei ele no colo e levei-o para o meu quarto.
Passei a tarde toda ouvindo música no último volume até minha mãe chegar em casa gritando por causa do volume alto. Ôh mulher chata!
Pensei no contexto daquilo tudo. O "simples" fato de uma garota se jogar em cima de mim fez com que eu fizesse amizade com a pessoa mais legal que já conheci.
Enquanto ei estava deitada em minha cama, Mezmer chegou e brincou com a minha mão.
– É, Mezmer... Parece que tenho amigos.
Notas finais
Merecemos reviws?
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