Blood, Death And Vampires
15 Capítulo 15
Notas iniciais
– Já faz um bom tempo, Ace! Shishishishishishishi!
– Luffy...
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- Luffy... É você mesmo?
- Hai! – O lobo abanou o rabo de um lado pra outro.
- Seu... Seu... SEU FILHO DA MÃE! – Ace berrou. A alegria de ver o irmão vivo e bem podia esperar, agora o Mundano queria algumas respostas – O QUE VOCÊ ESTEVE FAZENDO?! VOCÂ ACHA QUE FOI LEGAL TER QUE AGUENTAR UMA CAMBADA DE GENTE CHORANDO PRA TUDO QUANTO É LADO?!
- E... Ei, Ace... Acalme-se...
- NÃO ME DIGA PARA FICAR CALMO! POR QUE VOCÊ FUGIU? PARA ONDE FOI? COMO ESTÁ VIVO AINDA? POR QUE SÓ VOLTOU AGORA?
- Eu... Saí para poder treinar meu controle. Se não... Poderia acabar machucando alguém, assim como... N... Nami... – Luffy respondeu, abaixando o rabo e a cabeça.
- Pois fique você sabendo que o que mais machucou a Nami não foram suas garras, e sim o sentimento de culpa! Ela se culpou por não ter te ouvido! Por ter ficado lá como uma presa! Por... POR FAZER VOCÊ SE SENTIR CULPADO!
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– Boa sorte, então. – Eustass conhecia bem a vampira ao ponto de saber que ela estava viva e bem. Afinal, Jewelry Bonney não era exatamente uma flor delicada. Não, essas seriam as últimas palavras que qualquer pessoa que a conhecesse mesmo de vista iria atribuir àquela mulher maluca de cabelo rosa. Ou, como ele dizia, a "cabeça de chiclete" ou "estranha da vila".
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Mal sabia ele o quanto estava errado.
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- Eustass-ya, me diga uma coisa... Por que suas roupas tem cheiro de laranja?
- Que raio de pergunta é essa, Trafalgar?
- Toda vez que te encontro, você está com cheiro de sangue ou de perfume de mulher. Mas agora você está com cheiro de laranja.
- Isso não te interessa. E pare de ficar me cheirando, caramba. Vou achar que você é amigo do Ivankov.
- Não tenho culpa se meus sentidos são mais apurados que os seus ao ponto de poder sentir odores a uma distancia considerável. – Law sorriu cínico – E o cheiro é intenso, apesar de suave.
- Sei. Você é um cão, isso sim.
- Vá se danar. – Mostrou o dedo para o ruivo, que apenas riu com deboche.
- Os mais velhos primeiro.
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Ótimo. O que mais podia piorar? Lembrar-se da fuga de Luffy? Isso ela aguentava. Um desconhecido que provavelmente é um inimigo? Só mais um louco na lista. A certeza de que certo vampiro ruivo não viria ajudar? Bingo! Nami sabia que Kid nunca a acharia ali. Não sem ajuda, e o ruivo não parecia ser do tipo que aceitava ajuda de bom grado. Não mesmo.
Eles andaram pelos corredores escuros e mofados. Se seus cálculos estivessem certos, logo seriam umas quatro horas da manhã. E se sua previsão do tempo, um dos poucos dons que conseguiu mesmo sem magia, estivesse certa, o dia seria nublado. Mas agora não deveria pensar nisso. Tinha que achar um jeito de sair dali o mais rápido possível e levar Hancock junto.
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- Vai me dizer onde o Sangue de Bruxa está ou não? Não tenho a vida toda. – Crocodile reclamou para ela.
- Eu não sei do que está falando. Qual a parte de "bruxa sem poderes" você é burro o suficiente para não entender? – A ruiva respondeu ofegante.
- Teimosa. Talvez isso a ajude a falar.
Crocodile pegou o controle que estava sobre uma cadeira e apertou o grande botão vermelho. Nisso, as correntes que prendiam as mãos e os pés dela soltaram descargas elétricas relativamente altas. Nami gritou. Doía. Doía muito. Mas não mais do que saber que dessa vez estava sozinha.
- P... Por favor! Ela não está mentindo! – Hancock exclamou angustiada. Era tão óbvio que a Scarlet não estava mentindo! Então por que ele continuava com aquilo?
- Calada! – E dessa vez, a eletrocutada foi Hancock – Vou chamar alguém para ficar no meu lugar. Melhor vocês abrirem a boca. – E saiu da sala.
- Ei... Hancock... Tudo bem aí?
- Na medida do possível.
- Idem. – Nami sorriu fracamente para ela, e então voltou sua atenção para a moça editada numa mesa metálica, provavelmente feita com prata. Era uma vampira. Uma vampira de cabelo rosa – E você? Tudo bem?
- Uma humana se preocupando comigo... Isso é ridículo... – A rosada disse com a voz rouca. Havia muito sangue espelhado por todo seu corpo, e algumas estacas de pura prata estavam encravadas em seu estômago, suas mãos, pés, pernas e duas apenas encostadas em seu pescoço.
- Não mais que uma vampira que foi sequestrada por um humano. – A outra rebateu mordaz – Tem nome?
- J... Jewelry Bonney...
- Então, Bonney, acho melhor você respirar bastante e aproveitar bem seus últimos momentos deitada, pois eu vou tirar a gente daqui de alguma forma.
- A gente?
- Eu, você, Hancock e seja mais que for que estiver aqui.
- Como pode ter tanta certeza?
- Não tenho.
- Heh?
- Apenas irei tentar. Se não der certo, paciência.
- Desista.
- Não existe significado para essa palavra. Pelo menos, não para mim.
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