Blonde Girl
3 Capitulo 2
O importante não é vencer todos os dias, mas lutar sempre.
Dever de casa nos primeiros dias de aula? Devia ser proibido.
Era o que tanto Pixie pensava, nos dias que se passaram a única coisa que tinha feito era esperar "algo de inovador acontecer em sua vida". Era o que sua mãe tinha dito quando Pixie a questionou sobre a cidade.
–Porque nesta cidade não acontece nada, não faz tanto tempo que chegamos, mas já era pra ter acontecido algo que me tirasse do tédio aos sábados á noite, ninguém vive aqui?
–Espere algo de inovador acontecer em sua vida que já, já irá.
–Vai demorar?
–Eu não sei, não me amole e suba para seu quarto.
E é isso que tem feito esperar algo inovador acontecer. Queria saber se iria ficar assim sua vida toda, talvez não, talvez encontrasse alguém ou nunca mais sua vida seria a mesma.
Seus pensamentos foram interrompidos pela música que sua mãe tinha colocado, a reconheceria em qualquer lugar Lucy in the sky with diamonds só que cantada por outra pessoa.
Desceu rápido para avisar sua mãe que ela estava a atrapalhando, mas ouviu a voz de outra pessoa.
–Amo Beatles- Era uma voz de homem, mas de um adolescente.
–Mãe, quem está aí?
Charlie Mosby, ele mesmo estava na cozinha de sua casa rindo com sua mãe outra mulher que estava virada.
–Pixie!
A outra mulher se virou e Pixie a reconheceu Elizabeth Mosby, psicóloga.
–Sr. Mosby o que está fazendo aqui?- Ela perguntou em meio a um abraço.
–Já combinamos de me chamar de Liz e porque você não me avisou que estava em Birmingham.
–Desculpa eu não tive tempo, mas o que Charlie está fazendo aqui?- Por um segundo pensou- Ah não, você é a mãe dele?
–É, ela é — Charlie respondeu.
–Legal é... eu já volto.
Pixie subiu depressa para trocar de roupa, estava com uma camisola que mostrava coisas que ela não queria.
...
–Então, de onde você e minha mãe se conhecem?- Charlie perguntou, ele e Pixie estavam sentados no sofá enquanto suas mães estavam bebendo café por aí.
–De um lugar aí- Não queria contar que ela foi sua psicóloga.
–De um lugar aí?
–É.
–Tudo bem depois eu pergunto pra minha mãe.
–Se você fizer isso nunca mais irei falar com você.
–Oh! Como sobreviverei sem sua doce voz falando comigo?- Os dois riram.
–Então não pergunte para sua mãe.
–Ela foi sua psicóloga?
–Não- Tentou dizer calma para não dar muito na cara.
–Em um bar de striper?
–Sua mãe nunca iria a um bar de striper.
–Você não a conhece.
–Talvez conheça melhor que você.
–Podemos falar de outro assunto?
–Claro.
Pixie e Charlie ficaram conversando por algumas horas, sem tocar no assunto de antes, até Liz chegar na sala e interromper a boa conversa que estavam tendo e levar Charlie embora. Pixie achou que talvez Charlie era seu algo de inovador ou talvez um erro. Talvez, talvez, talvez. Era o que sempre falava, John Cox a ensinou a falar talvez a tudo, ele sempre dizia "tudo tem um talvez", John foi seu namorado, talvez fosse proibido pensar no ex depois do término de 2 anos, mas não se importava em pensar coisas boas que aconteceram em sua vida.
Voltando ao assunto John Cox, ele gostava de jogar golfe, jogava todos os dias, ele até um dia tentou ensinar a ela, mas ela não gostava de golfe e quando não gostava de algo não adiantava tentar nada ela não iria gostar.
Depois de pegar no sono em meio a pensamentos, o dia amanheceu com o rádio berrando alguma coisa.
–Mãe, eu já estou perdendo horas do meu sono com essa música berrante-Pixie desceu as escadas até encontras sua mãe em cima da bancada.
–Esse é o propósito.
–Você me odeia?
–Não, só quero que vá a escola é pedir demais?
–Claro que não Sra. Mamãe.
Pixie subiu até seu quarto para se arrumar e ir para a escola.
...
–Faça amigos por favor.
–Mãe, não fale assim como se eu fosse uma esquisita.
Pixie saiu do carro e jogou sua mochila em cima do gramado em a escola e se sentou lá.
Lexi veio em sua direção e se sentou ao seu lado, ela e Lexi haviam conversando á alguns dias.
–Oi Pixie, eu tenho convites para uma festa que eu vou fazer, quer ir?
–Eu não sei- Não queria ir a nenhuma festa, mas também não queria ficar em casa- Quer saber eu aceito sim.
–Legal! Vai ser amanhã as sete, não se atrase-Lexi saiu e deixou o convite com Pixie.
O sinal tocou e Pixie sem muita opção entrou para a sala, diferente dos outros dias todos estava falando sobre a tal festa, parecia que nunca tinham sequer pisado em uma festa, mas pelo que pode escutar Lexi fazia as melhores festas do ano e essa não seria diferente.
–O que tem de tão especial essa festa?- Pixie perguntou para si mesma, mas Charlie escutou e tratou de responder:
–É a única festa boa que tem na região.
Pixie ficou surpresa que Charlie tenha a escutado, mas não se importou.
–Então elas tem que ver as minhas festas- Realmente Pixie dava festas lendárias de acabar na delegacia.
–Uau! Então temos mais uma participante para a competição.
–Competição?
–Todos os anos fazem uma competição para ver qual é a melhor festa do ano e a Lexi vem ganhando esses últimos anos.
–Legal, pode deixar que eu já estou participando e vou ganhar.
–O.k. Estamos juntos nessa.
–Não me lembro de ter pedido sua ajuda.
–Estou me oferecendo.
–Passa lá em casa mais tarde.
–Fechado.
–Fechado.
Os dois apertaram as mão como se fossem cúmplices e selaram o acordo de fazer a melhor festa de todas.
...
–Pixie, Charlie está aqui.
Georgia gritou o suficiente para a vizinhança toda escutar e seus ouvidos explodirem.
–Me segue.
Pixie disse quando desceu e avistou Charlie. Ele a seguiu até seu quarto e quando chegaram ele ficou abismado com seu quarto, com aquelas fotos nas paredes e pôster descolando da parede, não só isso, mas também o estilo diferente o fez querer prestar atenção em tudo, dos bilhetinhos de reflexão grudados no espelho aos discos de vinil amontoados em uma prateleira velha.
–Gostei do seu quarto- Charlie caminhou até a prateleira velha pegando um de seus discos de vinil- Beatles.
–É eu gosto de coisas antigas como discos de vinil e Beatles.
–Lembro do dia em que sua mãe estava ouvindo Lucy in the sky with diamonds.
–Só que não era Beatles cantando.
–Percebi- Charlie colocou o disco na prateleira de volta e se sentou na cama bagunçada.
Pixie pegou um bloquinho para poder anotar a "diversão". Pixie riu com seu próprio pensamento e Charlie ficou a olhando de soslaio.
–Agora, eu vou anotar todas as coisas legais que podemos fazer nessa festa.
–Primeiro o lugar.
–Ok, tem algum lugar aqui super incrível e com piscina?
–Sim.
–Sério onde?
–Minha casa.
–Liz nunca deixaria.
–Quem disse que a Liz precisa deixar?
–Se ela descobrir eu nunca mais vou poder falar com você.
Depois de um tempo Pixie descobriu a borrada que tinha feito.
–Se preocupa tanto em para de falar comigo.
–Não, só que ela iria me odiar.
–(1) ela não pode me obrigar a nada (2) se ela descobrir eu assumo a culpa.
–Tudo bem.
–Nossa você nem vai dizer, não, não posso deixar você fazer isso.
–Não porque quero quero que faça isso.
–Vou me lembrar disso um dia.
–Quando sua mãe está trabalhando?
–A tarde toda. Porque?
–Para eu passar lá e resolver onde vai ficar as coisas.
–Amanhã quando a gente sair da escola podemos ir direto pra minha casa.
–Tá bom, amanhã.
–Amanhã.
...
–Sua casa tem uma piscina mesmo.
Pixie estava na casa de Charlie para Pixie resolver onde vai ficar as coisa.
–Eu não estava brincando.
–Amei sua casa, ela é tão espaçosa.
–Por isso ela é perfeita para uma festa.
–Para nossa festa.
–Então, o que vai fazer primeiro?
–Não sei esqueci meu bloquinho- Charlie riu do bico que Pixie fez.
–Não precisamos de bloquinho, podemos fazer isso ficar mais divertido.
–Gostei disso, você tem patins, patinete ou skate.
–Todos menos skate, porque?
–Vamos precisar deles.
...
Pixie pegou o patins e o patinete de Charlie, deu o patinete para ele e ficou com o patins, pegou uma folhinha que tem cola (não sei o nome) escreveu em cada folhinha uma coisa que teria na festa, deu um pouco das folhinhas para Charlie e ficou com um pouco pra ela.
–Agora o que a gente faz?
–Vamos ficar andando por aí colando esses bilhetinhos nos lugares onde devem ficar.
–Ideia brilhante.
–Agora me ajuda a levantar com esses patins, porque tá difícil- Charlie riu e a ajudou a levantar.
–Corrida para ver quem cola os papéis primeiro.
Eles correram em volta da piscina com Charlie na frente.
–Dj aqui-Charlie gritou anunciando o primeiro local, no quintal de casa não perto da piscina.
Eles correram para dentro da casa e Pixie anunciou:
–Bebida aqui.
–Isso está ficando legal.
–Salgadinhos aqui.
–Ah não, você não vai ganhar de mim.
–Vamos ver.
–Pula-pula gigante?
Pixie riu
–Te peguei.
–Olha a mesa.
Pixie se encolheu toda para deslizar por de baixo da mesa.
–Isso foi incrivel, tenho que fazer de novo.
–Você é louca?-Charlie gritou com a mão na boca aberta fazendo Pixie dar altas gargalhadas- Mais bebida aqui.
–Só falta um.
–Não.
Charlie correu e agarrou Pixie pela cintura, o que fez os dois caírem.
–Agora eu que pergunto, você é louco?
Charlie estava tendo encontrar um pouco de ar para poder responder do tanto que estavam rindo.
–Desculpa.
–Não, está tudo bem, deu mais emoção á corrida.
Pixie se levantou e colou o último papel.
–Ganhei.
–Legal e agora?
–Sorvete, você paga.
–Como assim? Você que quer o sorvete.
–Mas eu que ganhei então você paga.
–O.K. Vamos lá.
–Só deixa eu tirar esses patins.
...
–Você vai querer eu sabor?- O sorveteiro perguntava.
–Chocolate- Pixie respondeu.
–E você?
–Morango.
–Que péssimo gosto- Pixie disse assim que o sorveteiro saiu para preparar as casquinhas.
–Não gosta de sorvete de morango?
–O-DE-IO.
–Odiar é uma palavra muito forte.
–Quem te falou isso? Sua mãe?
Pixie e Charlie caíram na gargalhada na sorveteria e todos olhando para eles.
–Pior que foi.
–Liz tem dessas coisas. Deve ser bem legal ter uma mãe que te entende.
–Nenhuma mãe entende os filhos.
–Nem as psicólogas?
–Nem, as vezes meu pai me entende mais.
–As vezes meu pai me entende mais também.
–Seu pai mora aonde?
–Wolverhampton, minha cidade natal.
–Deve ter sido horrível deixar ele.
–Ainda está sendo.
Bem nessa hora o sorveteiro chegou com os seus sorvetes.
–Hum. Sorvete de morango.
–Tira isso da minha frente se não vou vomitar.
–Meninas vomitando- Charlie fez uma cara de nojo.
–Então acho melhor tirar isso da minha frente;
Charlie tentou esconder o sorvete sem muito sucesso.
–Você ia á muitas festas?
–Muitas, fazia também.
–Legal, elas deviam ser um sucesso.
–É, eram sim, mas sempre dava confusão.
–De que tipo?
–Eu sempre cometia o erro de convidar pessoas que não se bicavam.
–Cometia o erro muitas vezes? Cometer uma vez, tudo bem, mas muitas já parece de propósito.
–Não, é sério, não era de propósito.
–Tem certeza?
–Não acredita em mim?
–Nem te conheço.
–Meu nome é Pixie White...
–Isso eu sei.
–Deixa eu continuar. Tenho 17 anos, os nomes dos meus pais são Georgia e Harry. Me mudei para Birmingham a pouco tempo e não fui muito com a cara do lugar. Eu gosto de coisas clássicos, como filmes antigos e discos de vinil do Beatles. Também gosto de ler, coisas antigas e novas, mas o que eu mais gosto de ler mesmo é Nicholas Sparks. Amo os livros dele, principalmente um amor para recordar. Gosto de fatos interessantes, e isso é tudo que você precisa saber sobre mim, por enquanto.
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