Notas iniciais
Gostaria de agradecer quem vem me acompanhando, os reviews e as mensagens privadas. Obrigadão!!! Em razão desse carinho dos leitores, estou postando mais um capítulo feito com carinho. Aqui estou com mais personagens ganhando cena, mais paixões adolescentes. Ai... eu quero adiantar uma coisa: vamos ter um segredo revelado por um personagem que não esperamos.... AIIIIII!!!! Tô doida pra contar, mas ainda tô escrevendo, então não dá pra contar. Já escrevi até... Não vou contar...hehe Deixa pra depois... Apenas para constar, quando estiver em itálico e na fala: será o pensamento do personagem.

Primeiro período da manhã. Lá se encontrava Lia conversando com Morgana e Rafa, seus amigos do Colégio Quadrante. Estava nada a vontade, sabia do que tinha acontecido, e então resolveu se abster a qualquer comentário. Queria saber o que passava com Ju, mas não era possível naquele momento, a garota se mantinha irredutível.

Do outro lado do pátio estava Dinho, Pilha e Fera. Os rapazes conversavam animados, eles aguardavam a chegada do diretor, havia algum pronunciamento a ser feito, os nervos e é claro os hormônios falavam muito alto naquele colégio.

–Então gente, como é que tá essa manhã? – Dinho logo foi perguntando. – Oh, bem que a gente podia marcar de acampar com a galera.

–Cara, na boa... Não vai rolar... Convida o Fera, o apelido já dá pra ter idéia do cara... – Pilha falou.

–Ok. Mas deixa eu te dizer, que com a natureza eu fico feliz. – Fera era muito tranquilo, um garoto da cidade ligado a natureza.

–Falou o brother animale!!! – Pilha tirando onda.

–Ae gente! Que tá rolando? – Orelha chegou do nada.

–Ideia de acampar, coisa do Dinho, e cara... Na boa, a tua namorada é muito fresca pra isso... – Pilha estava a toda e não tava prosa, dividindo sua atenção entre Fatinha que entrava no colégio e o que os amigos falavam.

–Oh, dá pra parar com isso antes que a Ju... – Nem tempo de o garoto terminar de falar, e justamente a pessoa que ele estava comentando na conversa chegou.

–Oi amor! – Ju foi logo pulando no pescoço do garoto e abraçando forte, ela não sabia ao certo o que estava fazendo, ao mesmo tempo que queria Lia, ela não conseguia abandonar o “amor da vida dela”, como dizia nos discursos para sua grande amiga, que acompanhava a cena de longe.

–Oi Ju! – Ele se virou e tascou um beijo nela, enquanto os garotos se entreolhavam tentando conter o riso.

Morgana e Rafael olhavam para a expressão de Lia, que estava séria, com os olhos úmidos o bastante para perceber que a qualquer momento ela iria chorar. Morgana ficou olhando a garota, enquanto Rafael tentava obter alguma palavra naquele instante, mas nada fora falado de momento.

–É... Lia... Nós já sabemos. – Rafael olhava a loira ao seu lado, temendo alguma reação negativa.

–Imagino. – Lia continuava a olhar fixo para um determinado ponto a sua frente, quando Rafa passou seu braço direito pelo ombro da amiga.

–Quer nos contar? Não precisa ficar acanhada, sou eu e Morgana, tudo bem? – Rafael era um poço de sabedoria e compreensão, era só não abusar de sua paciência, o que não convém ao caso neste momento.

–Vamos te apoiar, não é Rafa? – Morgana deu um cutucão em Rafa que sorriu.

–Claro. Oh, você pode contar com a gente, tá bom? – Rafa abriu um lindo sorriso para ambas as amigas.

–Obrigada pessoal. – Lia deu um sorriso, mas seu coração permanecia apertado, enquanto olhava para Juliana pendurada no pescoço de Dinho, com um sorriso, sorriso que nem ela percebera ser falso.

–Que tal um abraço em grupo! – Morgana sempre de bom humor.

–Vem, você nem pensa em escapar do nosso abraço. – Rafa estendeu os braços e apertou as duas garotas contra si.

x-x-x-x-x

Duas professoras conversavam sobre a vida delas. Tinham sonhos, uma carreira a zelar, principalmente com a direção do Colégio Quadrante, que elas bem conheciam de outro colégio onde elas trabalharam. Sempre linha dura, moralista ao extremo, elas tinham que ter cuidado com o diretor Mathias e muito mais cuidado com o porteiro fofoqueiro que era Robson.

–Olha Marcela. Você tem certeza que esse garoto tá gostando de você? Você conhece bem o Mathias... – Isabela tentava convencer a amiga de não fazer uma besteira com a própria carreira. Conhecendo Mathias, ele não admitiria que ela tivesse qualquer tipo de relacionamento com um aluno e que eles não deveriam ficar conversando por aí.

–Não sei Isabela, ele tem aquele olhar meigo, um sorriso lindo, e eu sinto que ele tem algo diferente ali, parece que ele tá sempre querendo me dizer algo e... E você sabe que apesar disso eu não teria nada com ele. – A loira tentava desconversar. — O rapaz tem a idade do Gil. E nem daria certo pela nossa diferença de idade. – Marcela tinha um olhar perdido e apaixonado, mas ainda assim tentava voltar atrás em suas palavras. – Ah, e você com o gato metido a robótica, hein?! Tá falando de mim por quê?

–Ele é tão desligado. Sei lá se a gente vai ter algo. – Isabela nem percebeu, mas o rapaz estava atrás dela. – Nem sou bonita, talvez ele...

–Ele quem? – Leandro falou dando um susto na professora. – Vou dizer que ele é burro se não ver em você essa beleza. – Leandro entregou um chaveirinho com pequenas luzes da cor roxinha.

–É... Você acha? – Isabela ficou olhando para ele. – É pra mim? – Ela olhava curiosa para o chaveiro.

–É pra você, e olhando parece um simples chaveiro, mas vou te mostrar algo. – O garoto robótica explicava como funcionava para a sua amada. Que nem imaginava o quanto ele estava gostando dela.

–Então gente. Tô sobrando. – Marcela se despediu dos colegas de trabalho, e caminhava em direção as quadras do Colégio.

Marcela ao meio do caminho sentiu um toque de leve em seu braço. A mesma virou-se e viu aquele sorriso que tanto lhe deixava derretida, de alguma maneira. O rapaz olhou com ternura e ela tentou se recompor.

Não podemos deixar passar o começo da história de Frederico, conhecido por Fera, que sempre tivera uma queda pela mãe do amigo, entretanto, até então tinha suportado seus sentimentos sozinho, mas agora. Bom, agora era diferente, ele trabalhava, estudava e morava sozinho, tinha independência, respeito a vida e maturidade para encarar os desafios, e sabia bem que a sua admiração, que se tornou paixão por aquela mulher, aquela que ele tanto dedica seu respeito, por perceber o tanto que ela fez e faz para manter casa e cuidar do filho, e cá estamos com uma conversa de corredor.

–Professora Marcela... – Ele olhou a mulher, queria conversar com ela, mas simplesmente emudeceu ao sentir os olhos dela sobre ele.

–Oi. – A voz dela era poderosa sobre ele, causava certo furor em seu peito *furor no sentido de exaltação, de quando se está ansioso*.

–Marcela, eu queria te convidar pra sair comigo. Um almoço talvez. Que acha? – O rapaz tinha sua atenção totalmente voltada para a mulher a sua frente, mostrava seu interesse de forma respeitosa pela mulher.

–Fera, aqui não é lugar para conversarmos sobre isso. – Marcela estava sendo estritamente profissional. Afinal de contas era professora do rapaz.

–Apenas um sim ou não. Se realmente gostaria de sair pra almoçar? – Ele formulou o pedido, tentou se aproximar da loira a sua frente que recuou devido a aproximação.

–Frederico, vou te pedir: por favor, que não faça isso. – Ela estava na defensiva. – Você é um rapaz jovem. Tem a idade do Gil. – Ela pôs uma mão no rosto dele e acariciou. – Fera... Você merece uma moça da sua idade, jovem, que realmente possa estar com você.

–Só quero estar junto de quem eu realmente gosto, admiro e respeito. – Ele olhou fixo para a mulher a sua frente. — Porque você foge de mim Marcela? – Ele uniu as mãos com as dela, e pôs sobre o seu peito. – Faz tempo que eu penso em você, em mim, em nós. Só queria uma chance.

–Não Frederico! Você tem a idade do meu filho, sou sua professora. – Ela fez uma pausa. – É melhor mantermos a postura de aluno e professora, como deveria ser. – Ela tinha as mãos envolvidas pelas dele. Não havia ninguém por aquele corredor, mas Marcela preferiu evitar algum escândalo, separou as mãos, virou-se e foi em direção a quadra externa.

–Marcela! – Fera esperou ela se virar. – Não desisto dos meus sentimentos. Vou te provar que merecemos uma chance. – O rapaz não se deu por vencido, iria lutar por aquele sentimento guardado no peito.

x-x-x-x-x

Todos estavam nas salas de aula. Juliana estava no lado esquerdo da sala de aula, sentada logo à frente, enquanto Lia estava ao funda da sala, do lado direito ao fundo, na última carteira. Lia tinha um ar afito, agoniado, pediu permissão ao professor Leandro para sair da sala, queria respirar um pouco. Lia foi em direção ao banheiro. Entrou, lavou seu rosto, ouviu uma risada.

–HAHAHA. Olha quem está usando o banheiro feminino! – Fatinha tinha sarcasmo em sua voz.

–Que foi Fatinha?! – Lia não queria encrenca, nem deu muita atenção para a garota.

–Pensei que você usasse o banheiro masculino... – A patricinha tentou novamente provocar a garota, mas Lia já estava saindo do banheiro.

–S-A-P-A-T-O-N-A!!!!!!!!!!!! – Fatinha fez questão de falar mais alto, fazendo Lia voltar ao banheiro.

–O que você disse patricinha. – A roqueira falava entre os dentes.

–Ah, quer que eu repita que você é uma sapata?! HAHAHAHA... – A patricinha queria mesmo é ver Lia longe do Colégio Quadrante e se pudesse mandava Ju de brinde.

–Lia! – Ju apareceu no banheiro e puxou a amiga pelo braço, e manteve-se firme para que a garota não voasse em cima da piriguete. – Não faz isso.

–A namoradinha veio defender! – Fatinha estava feliz em ver que iria conseguir com que as duas garotas fossem expulsas.

–Deixa ela sua piriguete. – Lia estava pronta para pular no pescoço da garota.

–Ai que perigo. – Fatinha estava pouco se importando com o que iria acontecer naquele banheiro, queria a expulsão de Lia.

–Lia! Para! Por favor. – Ju abraçou a amiga forte, que deixou se acalmar.

–Ju... – A voz da roqueira saiu fraca.

–Own que lindinhas! Isso dá mais material! – Fatinha saiu do banheiro. — Cadê o inútil do Orelha nessa hora?

Com a Fatinha deixando as garotas no banheiro, as duas permaneceram abraçadas durante um tempo. A loirinha roqueira estava saindo do local, mas escutou seu nome.

–Só quero que saiba... – Lia fez sinal com a cabeça. – Vou estar sempre com você. Eu te amo tanto sua boba! E nem percebe...

–E até quando? – A roqueira voltou. – Até você perceber que eu não sou um garoto? Que eu não sou o garoto perfeito pra você?

Notas finais
Uhulll!!!! Gente, eu não consigo acreditar que tá todo mundo sabendo do beijo das duas e o Dinho é um tapado! Oh, garoto lerdo! E a prof. Isabela com o prof. Leandro, que coisa mais bonitinha, dois fofos! E o Fera, eu sinceramente não esperava por essa...hehe O que esperam do final da cena do banheiro? Oh, eu nem sei o que fazer dessa parte, a Lia foi tão, uh! Ela tá magoada de ver a Ju com o Dinho, então ela tá agindo na defensiva, mas precisava tanto? Então, Fatinha vai continuar aprontando? E o Orelha que está quieto, vai vir com alguma vingança? Cadê o diretor? Sumiuuuu...hehe Genteeeee... Contem o que acham... Obrigada e até o próximo capitulo. Bjitos!!! =*