Blogando! - O Beijo
5 Acampamento - 1º Dia
Notas iniciais
Um mês após o anuncio do acampamento, nossos alunos estão prontos para enfrentar uma aventura. Todos estavam ansiosos. Fera continuava de olho na professora de educação física, Orelha até então não havia feito mais nenhum vídeo ou foto comprometedores, tínhamos Lia que saiu com Gil, mostrou ao rapaz algumas exposições pela cidade. Ju continuava com o pamonha do Dinho, esse nada sabia do beijo das duas meninas dias atrás. Rafa e Morgana não se desgrudavam e Pilha cada vez mais era gentileza e cuidados com Maria de Fátima, a sua musa.
O professor Cezar tentava se aproximar da professora Marcela, ele gostou dela. Achava ela inteligente e enigmática, tinha verdadeira admiração por aquela mulher que cuidara do filho desde que o teve, uma vez que o menino jamais tivera um pai junto de si. Marcela perdeu o marido quando o filho ainda era pequeno, isso fazia com que a mulher fosse cada vez mais forte, afinal de contas ela tinha um pequeno para criar.
–Excelsior, me diz o que você realmente vê na professora Marcela? – Cezar perguntava ao outro professor.
–Ela é uma grande mulher Cezar. Com um coração muito bom para ser despedaçado. – Excelsior tinha um sexto sentido sobre aquele homem.
–Sim, ela tem um bom coração. Parece ser uma mãe presente, e está sempre preocupada com seu emprego. – O professor bonitão tentava fazer bom juízo dele próprio ao elogiar a loira.
–Não seria de bom grado para o diretor Mathias que dois professores ficassem de namorico pelo colégio. – Excelsior realmente achava que não era uma boa Marcela se envolver com o grandão.
–E o professor Leandro com a Isabella? – Cezar jogou verde.
–Os dois se encantaram a muito tempo e somente agora resolveram namorar, mas dos portões para fora professor. – Excelsior saiu da sala.
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Os alunos estavam prontos para saírem para acampar. Estariam todos autorizados e partiriam em um ônibus até a área de reserva legal que ficariam, existia um local nas proximidades que armariam as barracas. Acompanhava a turma a professora Marcela, o professor Cezar, o inspetor Robson, e o secretário/professor Excelsior. Dentre os alunos temos: Fatinha, Ju, Lia, Rita, Morgana, Dinho, Rafa, Pilha, Fera, Orelha e Gil.
Lia e Gil seguiam conversando, enquanto Ju se mantinha emburrada com algo, e Dinho a olhava com dúvida sobre o que havia acontecido com ela. Fatinha observava com certa distancia, pensava em algo, queria entender o que poderia fazer para armar alguma pra cima das duas garotas.
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Lorenzo chega a casa, foi ao encontro da filha. Tata por sua vez já aguardava o pai para leva-la ao colégio. Paulina estava na cozinha preparando o almoço com a Rosa.
–Mãe, tô levando a Tata para o Colégio. – O médico gritou para a mãe.
–Pai, eu nem almocei. – Tata olhava confusa para o pai.
–Tudo bem, você vai almoçar comigo. – Lorenzo estava muito alegre por ter conseguido dois dias de folga e poder ficar com a filha.
–Mas a vovó vai fazer o almoço. – A menina tentava convencer o pai de que ela precisava almoçar antes de ir para o colégio.
–E eu já tinha ligado para avisar que não precisava fazer, e pelo cheiro deve ser algum bolo para você comer depois da aula. – Lorenzo abraçou a filha que permanecia de braços cruzados e sentada no sofá.
–Mamãe mandou uma carta. – Tata simplesmente falou.
–E você leu? – O medico começou a se preocupar.
–Ela disse que estará voltando pai. – A menina falou para o pai, estendo a mão com uma carta para ele.
–É, espero que ela esteja bem. – Lorenzo não tinha reação ao que tinha ouvido, pegou a carta e guardou-a dobrada dentro de seu bolso da calça.
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Os alunos chegaram ao local do acampamento. Fatinha jogou-se em cima de um tronco de arvore, estava cansada de subir a trilha, Ju fez a mesma coisa. Lia olhou disfarçadamente para Ju que estava na companhia de seu namorado. Assim que os últimos integrantes daquele acampamento chegavam, os professores separaram em grupos, de um lado garotos de outro as moças e assim também seria dividido cada companhia para as barracas.
–Gente! – Marcela gritou para que todos prestassem atenção. – Como não temos barracas para todos, serão divididos em duplas, as duplas serão divididas por somente garotos ou somente garotas.
–É até perigoso se a Lia e a Ju ficarem juntas. – Orelha fez o seu comentário maldoso apenas para Pilha ouvir.
–Escutem, vocês ficaram divididos da seguinte maneira. – Cezar pôs-se a falar. – Grupo masculino: barraca 1: Orelha e Pilha, 2 Fera e Dinho, 3 Gil e Rafa. – Pausa feita, não houve reclamação por parte dos garotos. – Grupo Feminino: barraca 4 Morgana e Rita, 5 Ju e Lia, 6 Fatinha. Bom, Fatinha você irá dividir com a professora Marcela.
Nessa mesma hora começaram as argumentações contrárias as duplas formadas, bom, somente as garotas foram reclamar. Lia se dirigiu a professora Marcela.
–Marcela, eu não posso dividir a barraca com a Ju. – Tentava argumentar alguma coisa.
–E por que não Lia? – Ju apareceu logo atrás da garota que ficou muda.
–É Lia. Por que não? – Marcela fez uma pausa. – Ela está aí pra te acompanhar. Vou dar um aviso aos alunos. — Ju deu um sorriso tímido para Lia depois das palavras de Marcela.
–Galera! Vamos nos separar em dois grandes grupos. De um lado as garotas e de outro os garotos. — Professor Cezar falava e os alunos estavam em uma alvoroço que só vendo.
–Primeira tarefa: montagem das barracas! – Professor Excelsior gritava.
–Será um representante de cada time. E deverão montar estas barracas aqui. – Marcela apontou para as barracas que estavam lado a lado.
–Eu?! Nem pensar em botar a mão nisso! – Fatinha falava.
–Tenho certeza que a Lia consegue. – Falou Morgana. – Quem apoia? – E todas as garotas levantaram os braços.
–Aê galera! Acho que o Dinho que gosta de uma moita tem que montar a barraca! — Falou Pilha.
–Esse aí vive com a barraca armada! – Orelha tirou onda com o amigo..
–Tá gente! Vocês vão ou não vão montar?! – Rafa achava aquilo tudo muito imaturo.
–Falou o Bambi da turma! – Orelha preconceituoso falou ao mesmo tempo em que dava um esbarrão em Rafa que por não esperar tal grosseria acabou caindo ao chão.
–Oh cara! Deixa o moleque em paz! – Fera estufou o peito e enfrentou os colegas.
–Ah, temos um arco-íris aqui! Que meigo... – Orelha era estupido.
–Deixa ele aí Rafael. Vamos nos juntar aos professores. – Fera puxou o colega pelo ombro, sendo acompanhados pelos olhares de Morgana.
–Obrigado. – Rafa agradeceu Fera.
–Tá tudo bem com você? – O grandão perguntou.
–Tá sim. – Rafa se limpava.
–Rafa! – Morgana chegou perto do amigo. Acariciava o ombro do mesmo. — Obrigada Frederico!
–Por nada – Beijou a mão da moça e saiu, foi sentar-se mais distante da confusão.
–Vamos ter mais respeito pessoal. – Cezar falava em um tom elevado de voz. – Muito bem, teremos Lia contra Dinho.
Ju observava os dois. Ali estavam: seu grande amor e o namorado. Fatinha se aproximou de Lia, ainda ignorando a presença de Juliana. Foi ao pé do ouvido da mais baixa e depositou as seguintes palavras:
–Quer perder sapata? – Fatinha deu um beijo molhado no pescoço de Lia passando despercebido por todos exceto pela Juliana que estava morrendo de raiva e ciúmes.
–Pois eu irei ganhar. –Lia falou, enquanto Fatinha se distanciava, dando um sorriso sapeca para a garota roqueira ao mesmo tempo em que sua boca pronunciava as palavras EU SEI GATINHA! E ainda deu uma piscadela.
–O que aquela garota queria com você Lia?! – Ju apareceu esbaforida ao lado da ‘amiga’.
–Nada não. Eu hein. – A garota mais baixa saiu e foi para o lado da professora Marcela.
Marcela e Cezar formaram um pré-circulo para que pudessem avaliar a montagem das barracas. Dinho já havia se posicionado, os garotos estavam próximos dele, apenas observando o que poderia acontecer. Lia apareceu ao lado de Marcela, Fatinha estava de frente para ela, todos estavam ali, Ju emburrada sentou ao lado de Rita.
–Vamos tomando os seus lugares e no três vocês iniciam o começo da montagem. – Marcela falou e Cezar iniciou a contagem.
Lia e Dinho iniciarem bem, porém a garota já tinha o costume de montar sozinha, já que sua irmã mais nova sempre que brincava de casinha pedia para deixar pronta. Assim a garota tinha rapidez ao fazer. Dinho ao olhar que a garota tinha mais habilidade do que ele, se preocupou ainda mais, deixando de lado o que fazia.
–E Lia é a vencedora! – Cezar gritou.
–Valeu! – Lia se sentou, Ju veio ao seu lado.
–Parabéns! Você é bem mais rápida. – Juliana se sentou também, olhando para o chão.
–Oh Lia. –Morgana vinha feliz para o lado da amiga. –Trouxe o violão? – A garota apenas fez sinal positivo com a cabeça. – Então pode tocar algo pra gente?
–Claro. — Começou então a dedilhar algo.
Havia um tempo, em que eu vivia
Um sentimento quase infantil
Havia o medo e a timidez
Todo um lado que você nunca viu
Agora eu vejo, aquele beijo
Era mesmo o fim
–E a garota cantava com emoção...
–Será que ela tá cantando pra quem? – Orelha sorria maleficamente.
–Ainda acho que apesar das suas fotos dizerem não ser montagem, a Lia gosta é do Dinho. – Pilha falou tentando montar a barraca que ficaria.
–Duvido muito disso. – Orelha ficava observando a garota cantar, assim como Fatinha fazia enquanto ajudava Marcela a montar a barraca que dividiriam.
–Ela canta bem, você não acha Maria de Fátima? – Marcela perguntou para a garota distraída.
–Oi... Desculpa professora. – Fatinha parou e olhou novamente para Marcela que fiz sinal com a cabeça para olharem a garota tocando e cantando.
–A Lia canta bem. – A professora elogiou a aluna enquanto terminava de desdobrar a capa da barraca.
–Sim, concordo. – A aluna apenas olhou para Lia, e voltou a se concentrar no que fazia.
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