Blissfull darkness
2 Capitulo 2-Miracle
Notas iniciais
Pensando bem a minha vida não tem sentido, porque eu existo? eu não tenho um motivo para viver, eu apenas existo, e se eu morresse? faria alguma diferença? seria melhor? algo dentro de mim diz que eu devo viver, acho que pode ser denominado de esperança, será que é apenas o meu instinto de sobrevivência? bem, a minha escolha vai depender do destino agora.
Os passos pararam em frente á fissura e por uma fração de segundo o meu coração parou, eu consegui ouvir a sua respiração que era muito ofegante como se tivesse bastante cansado mas parecia que tinha problemas em respirar. Ele deu meia volta e pousou algo no chão, os seus braços eram sujos de terra e sangue e muito peludos, dava para saber que era um homem. A primeira vista era a de um cadáver mas só se conseguia ver uma parte, em seguida ele moveu-o mais para o lado de modo que ficaria quase em frente da fissura e dava para ver o que era: um veado morto, coberto de sangue e sem os chifres da parte direita da cabeça, eu fiquei um pouco chocado mas sabia que para sobreviver teria de fazer o mesmo. Sorrateiramente, esgueirei-me para ao pé da fissura para tentar ver o corpo e ate talvez o rosto do homem. Eu olhei para cima e fui vendo o seu rosto que tinha uma roupa muito rasgada e desgastada, tinha muitas feridas nas mãos, pernas e num olho que estava fechado e coberto por uma cicatriz, ele era velho, um pouco gordo e sua expressão facial era estática, era como se ele estivesse morto, ele não parecia ter emoções, o seu rosto era vazio como que estivesse tão deprimido que fazer o que quer que seja não causava nem felicidade nem transtorno, ele simplesmente não reagia a nada ou pelo menos era o que isso o que ele aparentemente fazia, ele também trazia um machado que depois pousou no chão dentro da caverna e foi-se embora. Eu adormeci em seguida e apaguei a fogueira. No dia seguinte acordei, por momentos pensei que aquilo de ontem era um sonho e eu estava no meu quarto mas para meu desagrado eu estava errado.
—O que será que os meus pais estão fazendo agora?Será que eles estão á minha procura?Enfim, tenho de arranjar uma forma de sair desta maldita floresta!
Levantei-me da cama improvisada(para ser mais correto era só uma manta suja e fina)e removi a pedra que tapava a entrada, o veado ainda estava lá mas já algumas moscas esvoaçavam em sua volta, como eu teria de aproveitar a oportunidade arrastei o corpo morto para dentro do meu “quarto” e tapei a entrada. saí da caverna e espantei me ao comparar a floresta de ontem com a de hoje, enquanto que a floresta de ontem era triste, negra e sinistra, a de hoje era o contrário, era feliz, emanava uma sensação de conforto e fazia lembrar um conto de fadas. durante alguns minutos fiquei perplexo admirando a bela paisagem enquanto decidia o que ia fazer hoje: Explorar a floresta, encontrar alguma fonte de água e subir a montanha. Primeiro subi a montanha, demorei á volta de duas horas para chegar ao topo fazendo muitas pausas pelo caminho para descansar e acabei por comer uma das seis barras de cereais, estava cheio de fome. a montanha era muito alta e tinha um chão mais liso do que o normal com poucos altos e baixos, já no topo dava para observar a floresta inteira e também uma outra coisa em extrema abundância, agua, quilómetros e quilómetros de agua sem fim muito para alem do horizonte. Eu fiquei extremamente chocado ao perceber que estava numa ilha, agora também não era altura para entrar em pânico.
—Eu vou achar uma maneira de sair daqui — pensei eu.
E então gritei com todas as minhas forças para aumentar a minha esperança ou apenas para me sentir melhor:
—EU IREI ZERAR ESSE JOGO ILHA RETARDADA!!!!
Eu sabia bem que não era um jogo mas mesmo assim denominar este desafio de sobrevivência de “jogo” fazia o meu cérebro se acalmar e poder pensar melhor. Alem dos quilómetros de mar que rodeavam a ilha avistava-se uma imensa floresta e uma corrente de agua que dividia a ilha ao meio exatamente no centro, o que era bastante longe da minha localização atual, mesmo assim era a única fonte de agua doce e eu tinha de ir lá. Desci a montanha em passos rápidos e voltei ao meu abrigo, peguei no machado e fui andando pela floresta calmamente apreciando a natureza enquanto era dia, ao fim de 2 horas eu cheguei ao rio onde estava a agua e bebi como se não houvesse amanha, a agua era límpida e muito fresca, quando acabei decidi seguir o rio para descobrir de onde era a fonte ao longo do caminho a agua foi ganhando aos poucos uma ligeira tonalidade de vermelho, á primeira vista eu achei que fosse uma ilusão de ótica criada pelo o meu cérebro mas a agua ia ficando cada vez mais vermelha, mais, mais e mais sem parar até que a agua deixou de ser transparente para um vermelho vivo. Eu comecei a ficar muito assustado, o meu coração batia a uma velocidade surpreendente e o meu instinto dizia-me para fugir mas a minha curiosidade não deixava então muito devagar fui subindo o rio ate ao ponto a agua não podia ficar mais vermelha nem mais turva e foi então que eu vi uma sombra humana refletida no chão e que vinha de ao pé duma arvore ao lado do riacho, nesse momento o meu coração parou como uma espécie de camuflagem parecida quando estas na sala de aula e não queres que o professor note a tua presença só que desta vez era um motivo bem serio, era um caso de vida ou de morte.
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