Blasphemy

12 I wish...


Notas iniciais
Oiii gente *-* olha eu aqui USAHUSAH postagens diarias O.O q doida masok, aqui está o capitulo. Eu queria mt agradecer a imensa ajuda da Milena e da Miller com esse capitulo, nem sei oq dizer, obrigada meninas =')
A musica dele: http://www.kboing.com.br/secondhand-serenade/1-1039844/#

Chapter Twelve

O apito do Expresso de Hogwarts soou pela abafada estação King Cross. Astoria apenas abraçou sua mãe, afastando-se rapidamente não ouvindo os conselhos que ela lhe dava do qual Astoria teve certeza de que frases como “... não se aproxime dos sangue-ruins” ou “... tome cuidado com qualquer pessoa com quem você estiver conversando, não se sabe á qual família ela pertence” estavam presentes. Ela achava tudo ridículo, embora não contestasse a severa Karen Greengrass.

Ela entrou no expresso quando não encontrou nenhum de seus amigos. Andou pelo vagão, distraída, tentando achar uma cabine vaga e se assustou ao sentir um puxão em seu braço e a escuridão tingir sua visão, mãos haviam coberto sua boca incapacitando-a de gritar. Olhou para os lados em desespero, embora o local inteiro estivesse escuro.

Uma risada de deboche soou e algo a tranqüilizou, ela reconhecera de imediato a risada mas pensou que talvez houvesse sido apenas imaginação sua. Afinal, o que ele estaria fazendo ali? Ele era realmente orgulhoso a ponto de estar ali cumprindo a promessa?

As mãos afastaram-se de sua boca e ela, no mesmo momento, virou-se para trás e pegou a varinha.

– Lumus – murmurou e a fraca centelha de luz que irradiou da ponta da varinha iluminou os conhecidos olhos metálicos. Ela arregalou os olhos e seu coração vacilou por curtos segundos – O que está fazendo aqui?

– Olá para você também, Greengrass – murmurou ele lançando a ela um sorriso cínico.

– O que está fazendo aqui? – ela repetiu ainda sentindo seu coração acelerado.

– Bem... – murmurou ele em um tom casual, como se conversasse com um velho amigo – Como você, depois “daquele acontecimento”, revolveu me ignorar... – ela corou diante das lembranças – Eu decidi vir até aqui para lhe dizer algumas coisinhas.

Ela engoliu a seco, ainda segurando a varinha no alto iluminando o rosto pálido de Draco Malfoy.

– Quem você pensa que é para me ignorar? – ele sussurrou em um tom letal e perigoso que a fez recuar alguns passos. Draco pegou sua varinha apontando-a para a porta trancando-a e logo, voltou seus olhos á Astoria – Acho que finalmente se convenceu de que eu não sou bom o bastante para você!

– O que... – ela tentou, contudo, ele a interrompeu.

– Agora eu lhe pergunto... Não sou bom o suficiente para você? – continuou a sussurrar e a cada palavra, dava um passo em direção á ela – Me desculpe por isso, Greengrass... Me desculpe por não eu ser bom o suficiente para você...

Ela fechou os olhos quando sentiu o corpo dele mais perto do seu. Descansou a mão em seu peito e apoiou a testa em seu queixo sentindo a fraca respiração de Draco bagunçar levemente seus cabelos.

– Eu... Fiquei com medo – ela murmurou deixando a voz morrer em um sussurro e ele a fitou, prestando atenção a cada palavra dita – Foi... Estranho.

– O que?

Ela levantou o rosto em direção ao dele e abriu um sorriso, constrangida.

– O beijo...

Ele, por sua vez, riu baixinho.

– Eu nunca... Havia beijado – confessou ela em um sussurro abaixando a cabeça, fazendo-o parar de rir – Por isso... Fiquei com medo.

– Se isso serve de consolo... – ele encostou sua testa na dela e fechou os olhos – Eu também nunca havia beijado.

Ela desencostou-se dele e o fitou, surpresa com os grandes orbes cor castanhos brilhantes.

– Quer ter a honra de ser a dona de meu segundo beijo? — ele disse em seu habitual tom cínico fazendo-a rir curtamente até que, impulsivamente, ele colou seus lábios nos dela, fazendo-a estremecer com o toque frio.


***

O vento gélido soprou ali e nenhum dos dois se importou. Ela encostou-se na grade da torre de astronomia observando o céu iluminado pelas várias constelações presentes ali.

Draco, contudo, permanecia um pouco mais afastado. Voltar á aquele local ainda lhe trazia lembranças ruins.

Ele assustou-se com um suspiro de Astoria e a fitou, confuso. Ela virou-se para ele e sorriu.

– Feche os olhos – ela simplesmente disse.

– O que...

– Vamos! – ela alargou o sorriso – Feche os olhos e faça um pedido!

– Por quê? – ele continuou com a expressão de confusão, no entanto, quando um pensamento lhe veio a mente, o sorriso de deboche voltou – Não me diga que é por causa das estrelas cadentes.

Os olhos de Astoria voltaram-se ao céu e ele seguiu o seu olhar, encontrando feixes de luz cortar o céu escuro.

– Você não acredita? – ela perguntou.

– Acreditar que nossos desejos serão realizados se fecharmos os olhos e pedirmos á uma estrela cadente? – ele riu sarcasticamente – Claro que... Não.

Astoria, por sua vez, se manteve em silêncio pensando nas palavras de Draco. Acreditar em estrelas cadentes não era algo bobo ou infantil, era uma lenda que desde pequena ela acreditava com toda a sua veemência. E de alguma forma, sempre funcionara. Os desejos sempre se realizaram da forma mais inesperada possível.

Draco sentou-se mais próximo dela e a fitou em silêncio. Suspirou e olhou para o céu, localizando rapidamente a constelação mais brilhante de todas.

–Aquela é a constelação Scorpius... – sua voz fria se jogou contra o silêncio que se instalara entre eles, a máscara de inexpressividade voltara ao seu rosto – Parece estar mais brilhante que as outras. Minha mãe dizia que a família inteira recebeu nomes de constelações.

Ela voltou os olhos á constelação.

***

Os meses se passaram estranhamente mais alegres para Astoria. Ela o tinha ao seu lado, fazendo-a rir com todo o sarcasmo e ironia, consolando-a, por vezes, com sua frieza habitual sem mudar o seu modo de se comportar. Mas ela tinha certeza de que já conseguira ver um novo sorriso no rosto de Draco.


Os dois andavam pelos os jardins de Hogwarts sem um destino certo. Astoria estava pensativa e de vez em quando abria um pequeno sorriso que intrigava a Draco.

– Em que você está pensando?- perguntou Draco depois de um tempo.

– Estou lembrando... — ela sorriu — Lembrando de tudo o que passamos.

– O que especificamente? — indagou ele, frio.

– De tudo, o dia no meu quarto, no lago... — Astoria murmurou — Sempre soube que você era diferente.

– Diferente como? — ele perguntou cínico.

– Você não me engana, Draco Malfoy — ela falava confiante — Sei que você não é assim, como quer que todos achem.

– Como sou então? — ele abriu um sorriso sarcastico — Sou um Malfoy, isso explica muita coisa.

– Isso só explica que você quer se esconder, atrás de seu sobrenome — ela falou, parecendo um pouco triste.

Ele nada respondeu, não sabia o que falar, pois no fundo, sabia que era a verdade. Ela suspirou, sabendo que não conseguiria mais nada.

Draco pegou sua mão em um ato impensado, ele ficava com uma estranha sensação quando Astoria daquele modo, triste. Ela foi pega de surpresa e sentiu uma corrente elétrica passar pelo seu corpo, mas no final sorriu.

– Talvez... — Draco murmurou baixo, tão baixo que Astoria ficou pensando se ele falara mesmo ou se fora apenas imaginação.

Notas finais
Bom... comentem viu? *-* quero saber o q vcs estaum achando. Esse finalzinho, qm fez foi a minha diva Miih *-* ameei amoor, obrigada msm! Eh isso... o/ ateh amanhã gente! USHUAUSHAUSH Bora responder os reviews *-*
bjoos ♥