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4 Cap 4 - Uma tarde agradável


Notas iniciais
Fala galerinha, eu sei que sumi, mas vou recompensar vocês

Já tentaram desesperadamente dormir, mas não conseguiam por que estavam com a cabeça a mil? Minha noite foi assim, fiquei pensando em tudo que tinha ouvido atrás da porta. Aquela conversa poderia significar tanta coisa, que fui dormir as 2 da manhã pensando em todas as possibilidades.

Só tenho uma coisa a dizer, dormir no quarto ao lado do da Rachel é pedir pra acordar cedo. Ela estava em pé antes das 7 da manhã, fazendo uns sons estranhos, que depois eu descobri ser um aquecimento vocal, depois foi usar aquela droga de aparelho de ginástica que tem um barulho irritante.

Levantei e fui me arrastando pra fora do quarto, trombei com algumas coisas no corredor, mas meu olho não abriu direito pra eu ver no que, desci as escadas quase caindo e fui em direção a cozinha. Todos já estavam lá preparando o café, que pique pra um sábado de manhã, fui até a mesa, me sentei, deitei a cabeça na mão direita e soltei um suspiro sofrido.

– Rachel te acordou querida? — Shelby perguntou se sentando ao meu lado.

– Deu pra notar? — Olhei pra ela com um olho aberto e um fechado.

– Ela desde pequena adora acordar cedo, quando era um bebê me deu muito trabalho. — Ela comentou com um sorriso, muito lindo por sinal, Rachel teve a quem puxar.

– Aquele quarto precisa de um isolamento acústico. — Hiram disse se sentando do outro lado da mesa.

– Por que não colocam? Não seria melhor pra todos? — Lhe perguntei confusa.

– Tentamos convencer a Rach, mas ela não quis. — Leroy disse se sentando ao lado de Hiram.

– Por que não fazem um acordo com ela? — Perguntei e eles pareceram pensar a respeito.

– De que tipo amor? — Minha mãe perguntou interessada.

– Digam que dão algo que ela quer em troca do isolamento. Ela é recompensada e nós também, mas é só minha opinião. — Olhei pra tudo que tinha na mesa e peguei um pouco de suco de maçã.

– Parece melhor do que brigar com ela não é? — Leroy disse e todos olharam pra Hiram que comia inabalado.

– Falamos com ela depois do ritual. — Shelby disse se servindo com as panquecas.

– Que ritual? — Perguntei pra ela.

– Rachel sempre foi um pouco metódica, ela organizava todos os brinquedos, livros e por ai vai. Com o tempo ela passou a ter rituais de higiene, exercícios, limpeza. Vai se acostumar aos poucos Britt. — Ela me disse com carinho.

– Espero que sim. — Lhe disse sorrindo.

Ficamos conversando por um bom tempo até Rachel descer e tomar café. Fico me perguntando como alguém consegue acordar cedo só pra malhar, malha depois que estiver acordado. Depois que todos terminaram, eu fui lavar a louça suja do café junto com Shelby, Leroy e Hiram tiraram a mesa e minha mãe limpou o fogão, Rachel mais uma vez tinha subido sem ajudar, atitude um pouco mimada.

Passei o resto da manhã no quarto, aproveitei pra dormir, não muito mas o suficiente pra descansar um pouco. Acordei meio dia com alguém me chamando, dizendo que o almoço já estava pronto. Levantei e passei uma água no rosto meio amassado e desci.
Cheguei a mesa Rachel não estava lá, quando questionei Hiram disse que ela saiu com a Santana, me perguntei o que estariam aprontando. Comemos em meio a conversas, mesmo eu estando só um dia naquela casa, me sentia muito bem vinda e amada, não só pela minha mãe mas por todos. Depois do almoço ajudei a tirar a mesa, sempre fui muito prestativa em casa gostava de ajudar, enquanto voltava pra cozinha ouvi a campainha tocar.

– Eu atendo. — Minha mãe foi em direção a porta voltando logo em seguida com um sorriso.

– Quem era amor? — Shelby perguntou.

– É pra Britt, uma garota. — Disse com um sorriso enorme.

– Mas eu não conheço ninguém aqui praticamente. — Lhe disse confusa.

– Ela perguntou por você, mas não quis entrar quando a convidei.

Fui em direção a porta um pouco intrigada, não esperava receber visitas. A porta estava aberta, então pude reconhecer os cabelos curtos de Charlie, que usava uma calça jeans, tênis e camisa xadrez azul com os primeiros botões abertos, ela estava muito gata. Assim que me viu deu um sorriso charmoso e me olhou de cima a baixo, acompanhei seu olhar e notei que ainda estava de pijama, um shorts curto e uma camiseta, que vergonha Brittany.

– Apareci em uma hora ruim? — Ela perguntou preocupada.

– Não, claro que não. — Lhe respondi sorrindo.

– Está ocupada nas próximas horas? — Perguntou sorrindo e que sorriso.

– Tenho que ver a minha agenda, mas acho que não. Por que? — Me encostei no batente da porta de braços cruzados e um olhar questionador.

– Porque eu quero sua companhia para um passeio. — Ela colocou as mãos nos bolsos.

– Preciso de uns minutos pra me arrumar.

– Espero quantos forem necessários. — Ela passou por mim e entrou em casa.

– Pode esperar na sala, eu já venho. — Eu disse e Charlie falou que tudo bem.

Subi as escadas praticamente correndo, quase caindo no processo. Dei uma passada rápida no chuveiro, coloquei uma lingerie e fiquei um tempo olhando as roupas que eu tinha a disposição, acabei escolhendo um jeans escuro e uma camiseta simples, peguei um par de tênis e arrumei o cabelo o mais rápido que eu consegui, peguei meu celular e desci de novo.

Quando cheguei na sala Charlie parecia acabar de contar uma piada fazendo todos rirem, ela é muito diferente da Santana, aparentava estar sempre sorrindo, já a nojenta passava boa parte do tempo com cara de nada. Assim que Charlie me viu abriu mais o sorriso, se levantou e se despediu de todos parando ao meu lado.

– Podemos ir? — Ela perguntou

– Agora podemos. — Lhe dei um sorriso e andamos em direção da porta.

Saímos de casa e fomos em direção a uma moto ninja 300 azul com detalhes em branco, a cara da Charlie. Ela parou e me estendeu um capacete enquanto colocava outro, eu me enrolei um pouco e ela com calma me ajudou a colocar. Charlie subiu na moto e eu me coloquei atrás dela abraçando sua cintura.

Andamos por um tempo, ela não corria e sempre que parava em um sinal vermelho olhava pra trás só pra ver se eu estava bem, sem duvidas ela é uma boa menina. Paramos em frente a uma sorveteria, eu desci primeiro e ela novamente me ajudou com o capacete. Charlie colocou a mão no meu quadril e fomos em direção a porta.
Entramos, e logo na segunda mesa pude ver uma garota muito parecida com a Charlie, só que com o cabelo comprido e de vestido, e um garoto de moicano musculoso, ambos quando nos viram abriram um grande sorriso.

– Finalmente Charlie, estava ficando preocupada. Oi amiga da Charlie, sou a Quinn. — Quinn mesmo sendo gêmea da Charlie tinha certas diferenças que logo notei, poucos centímetros mais baixa e as pernas mais torneadas.

– É um prazer Quinn, sou Brittany, mas me chame de Britt. — Disse sorrindo

– Eu sou o Puck gatinha. — O garoto se levantou e deu um sorrido charmoso.

– Então, podemos pedir? — Charlie perguntou enquanto puxava a cadeira pra mim, não tinha como ela ser mais fofa.

– Temos que esperar o casal nojinho. — Puck dizia com uma cara engraçada.

– Casal nojinho? — Perguntei pra ele

– Vocês não me falaram isso. — Charlie disse um pouco estranha.

– Ligaram de última hora, não deu pra te avisar. — Quinn disse olhando de um jeito estranho pra irmã.

Ouvimos o barulho da porta e nos viramos pra olhar. Só me faltava essa, nem aqui eu tenho paz. As suas pessoas começaram a andar em direção a nossa mesa.

– Olha só, não achei que a cara de tonta viria. — Santana disse enquanto puxava uma cadeira pra se sentar na minha frente.

– Não achei que vacas pudessem entrar aqui. — Respondi com um sorriso falso no rosto e Santana me fuzilou com o olhar

– E nem cadelas, mas você conseguiu. — Santana disse de um modo frio.

– Acha que está falando com quem Santana? — Charlie veio em minha defesa, não que eu precisasse — Ela não é uma das suas vagabundas, não quero que fale com ela assim.

– Não sei quem te chamou na conversa Charlotte, mas não é bem vinda. — Santana e Charlie se encararam, juro que quase podia ver os raios saindo pelos olhos.

– Não me testa Satã, sabe muito bem quem ganha.

– Chega disso vocês, parecem crianças. — Rachel disse brava e pegou na mão de Santana olhando diretamente pra Charlie.

– Podemos pedir? — Puck disse como se nada tivesse acontecido.

O clima ficou pesado depois disso, Rachel e Santana conversavam aos sussurros, parecia uma pequena briga, Puck e Quinn olhavam o cardápio para escolherem um sabor, eu e Charlie nem nos olhávamos diretamente, notei que ela encarava Santana com um jeito diferente. Quinn chamou alguém pra nos atender, uma menina morena, meio baixinha da altura de Santana talvez, de lindos olhos escuros, mas o que mais chamou atenção foi o seu sorriso lindo.

– Oi gente, já querem pedir? — Ela deu um sorriso simpático enquanto nos olhava.

– Por favor, minha linda. — Quinn disse com um sorriso de lado, assim como Charlie ficava charmosa fazendo isso.

– Eu quero um sundae de morango.

– Quero um chocolate. — Puck disse olhando o cardápio de modo concentrado.

– Quero uma banana split com duas colheres, por favor. — Santana disse educadamente.

– Quais os sabores San? — A garota perguntou enquanto anotava.

– Uma bola de morango e duas de chocolate. — Ela disse sorrindo depois de uma breve olhada pra Rachel, espera, ela sorriu? Quem é essa criatura sentada na minha frente?

– Pode deixar. E você e sua amiga Charlie? — Ela olhou em nossa direção.

– Quero o mesmo que a Quinn. E você Britt? — Ela me perguntou com aquele sorriso de lado.

– Quero sundae de chocolate. — Disse olhando pra garota que não parou de sorrir um minuto se quer.

– Então são dois sundaes de morango, dois de chocolate e um split, certo? — Ela disse olhando suas anotações.

– Isso mesmo linda. — Quinn a olhava sem tirar o sorriso do rosto, mas a garota não pareceu notar.

– Já volto com os pedidos. — Ela sorriu pra nós e foi andando até o balcão, sendo seguida pelo olhar de Quinn, que não desviou em momento algum.

– Quinn a baba tá escorrendo, limpa pra não ficar feio. — Puck lhe passou um guardanapo.

– Cala a boca, eu não estou babando Puck. — Mesmo assim ela pegou o papel e passou na boca com uma cara emburrada.

– Quem era ela? — Perguntei pra Charlie enquanto Quinn e Puck entraram em uma pequena discussão sobre o por que das pessoas babarem.

– Jane, estuda com a gente e faz parte do time de futebol com a Santana. Quinn deu uns beijos nela por um tempo, nada demais pra ninguém afinal a Quinn pegava todo mundo, mas a acho que ela começou a ficar gamada, o que já é bem estranho. Elas "terminaram" se é que era um relacionamento e a Jane superou está até com uma cheerio, já a Quinn nem tanto, faz da vida da garota um inferno por conta da Jane. — Charlie disse enquanto se recostava na cadeira e colocava o braço envolta dos meus ombros, eu me sentia muito confortável com ela.

– Achei que a Quinn e o Puck estavam juntos. — Lhe disse enquanto também me recostava e olhava em seus lindos olhos, tinha algo que me intrigava neles, não sei se a cor ou o que eles me passavam.

– E estão de certa forma. Eles tem a Beth, que acabou de fazer dois anos, mas eles tem um relacionamento bem diferente. Ficam com quem querem, sem nenhum remorso, não tem ciúmes, pra qualquer um eles são apenas amigos que tiveram uma filha. — Enquanto ela falava, mexia no meu cabelo de um modo tão delicado, não tem como ela ser mais carinhosa.

– Vocês dessa cidade são muito evoluídos. — Eu disse rindo.

– Por que acha isso? — Ela fez uma cara engraçada e deu um sorriso.

– Vocês são abertos aos diversos tipos de relacionamento, mesmo em Nova York isso é difícil. — Eu disse olhando pra baixo, querendo ou não sinto muita falta de casa. Isso me lembra que eu tenho que saber como o Bastian está.

– Deve sentir muita falta de lá, não é? — Seu olhar ficou triste.

– Sinto um pouco, deixei bons amigos lá. — Tentei forçar um sorriso.

– Pode fazer novos aqui, basta querer. — Notei seu olhar deixar de ser triste.

– Que casal mais fofo. — A voz de Quinn nos fez sair da nossa bolha, só agora notei o quão perto nós estávamos, todos na mesa nos olhavam. Quinn e Puck com um sorriso, Santana e Rachel com raiva e magoa talvez.

– Meloso demais pro meu gosto. — Santana dizia com certo desprezo.

– Ninguém pediu a sua opinião. — Charlie disse enquanto voltava a se sentar direito, não tirando o braço dos meus ombros.

– Charlie deixa ela pra lá. — Disse me mantendo mais perto dela e pegando sua mão.

– San, sem brigas hoje, por favor. — Rachel também tentava controlar Santana.

– Seus pedidos. — Jane apareceu bem na hora. — Morango pra gêmeas, chocolate pro Puck e pra loira bonita. — Ela disse colocando os sorvetes na nossa frente. — E esse é pro casal 20. Qualquer coisa só chamar.

Tomamos os sorvetes em um clima agradável. O casal Quick, como eu descobri que Quinn e Puck eram chamados, me fizeram rir muito de praticamente tudo. Santana como sempre não falou muito, só pra lançar comentários ou indiretas para Charlie, Rachel era a que falava mais, pra variar. Eu ouvia a maior parte do tempo juntamente com Charlie, que preferia se lambuzar com o sorvete, ela parecia uma criança, toda feliz com a boca e nariz sujos de sorvete. Senti meu celular começar a vibrar e o tirei do bolso. Marley.

– Pode atender. A gente não se importa. — Quinn disse com um sorriso e voltou a tomar seu sorvete.

– Fala Marls, o que aconteceu? — Já atendi com um certo medo de algo estar errado.

– Fala Britt, precisa acontecer alguma coisa só pra eu te ligar? — Eu posso ate imaginar a cara confusa dela.

– Você sabe que não. Como está o Bastian?

– Ele já saiu do hospital, vai ficar de repouso por um tempo. Agora o pior já passou. — Eu notei o alivio na sua voz.

– Sabe que é só falar que eu volto, dou um jeito aqui.

– Eu sei, sinto falta dos seus abraços quentinhos. — Dei um sorriso por lembrar das tardes que víamos Frozen, amamos esse filme, decoramos ele inteiro.

– Sinto falta dos seus também. — Quase sem notar, fiz um biquinho lembrando de como seus abraços são bons. Olhei em volta da mesa e notei todos olhando pra mim, o que me chamou a atenção foi o de Santana, deboche. — Marley, posso te ligar depois? Eu não estou em casa agora.

– Claro Britt, sem problemas. Você tá onde? Tá com a loira delicia? — Passados alguns segundos ela mesma respondeu. — Você tá no meio de um encontro e eu estou atrapalhando, como eu sou idiota, depois a gente se fala, pede desculpa pra ela, ou melhor, dá uns beijos nela que tudo se esquece. Beijos Britt, se divirta e use proteção. — Ela disse tudo tão rápido que só tive tempo de dizer até mais e desligar.

– Quem diria que a cara de tonta largou uma namoradinha na cidade grande. — Santana disse com um sorriso de deboche nos lábios.

– Ela não é minha namorada, e você não tem nada com isso se ela fosse. — Eu disse erguendo uma sobrancelha.

– É Santana, não se meta nos assuntos dela. — Charlie se envolvia na conversa.

– Cuidado Charlie, ela pode dizer que não tem e ter. — Santana não desviava os olhos de mim.

– Pelo menos ela não finge que tem só pra chamar atenção de quem não está nem ai. — Quinn entrava na conversa também.

– O que quer dizer com isso Lucy? — Santana, finalmente, olhava pra outro lugar que não pra mim.

– Acho que, pra você, ficou bem claro o que eu quero dizer, ou não fui clara o suficiente? — Quinn pela primeira vez tinha um olhar diferente, sem nenhum traço de diversão.

– Foi cristalina. — Santana disse e se levantou indo até o balcão, depois de um tempo ela voltou, falou algo no ouvido da Rachel e saiu.

– Desculpem ela por isso, não sei qual o problema dela esses dias. Obrigada pela tarde, nos vemos em casa Britt. — Rachel se levantou e foi atrás de Santana pela porta.
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Charlie estava me deixando em casa, depois que Rachel saiu atrás de Santana nós resolvemos que era hora de ir também. Quinn e Puck já queriam marcar outras coisas, mas Charlie conteve os dois pra esperar eu me adaptar melhor ao ritmo da cidade. O caminho foi tranquilo, ela não correu ou fez estripulia pra me fazer agarrar sua cintura com mais força, em suas palavras "isso só os idiotas que fazem". Chegando em frente a minha casa, estranho chamar assim, ela mais uma vez me ajudou com o capacete, essa coisa ainda vai ficar presa na minha cabeça, e me levou até a porta.

– Espero que tenha gostado, mesmo com o surto da Santana. — Seu sorriso envergonhado se fez presente.

– Eu não ligo pra essas coisas. Me diverti muito. — Disse enquanto parei de costas pra porta.

– Britt, eu realmente quero ser sua amiga. — Charlie falou do nada, o que me deixou com uma cara confusa.

– Também quero ser sua amiga Charlie. O que foi?

– Eu não queria te envolver nisso, mas depois de hoje notei que você é perfeita. Preciso da sua ajuda. — Seu olhar estava intenso.

– Minha ajuda pra que? — Cada vez isso fica mais confuso.

– Pra separar a Rachel da Santana. — Ela disse de forma decidida.

– Por que você quer isso? — Digamos que a Santana não combina com a Rachel e eu sei de alguém que combina mais. — Charlie parecia certa do que dizia.

– Santana é sua irmã. — Eu disse de forma óbvia, mesmo sabendo que o namoro de Santana e Rachel é falso, não posso acreditar que alguém faria isso com a própria irmã.

– Eu sei, mas ela não trata a Rach do modo que ela merece e essa pessoa vai tratar. Sei que pareço uma sem coração, mas tem que confiar em mim. — Charlie quase me implorava com os olhos.

– Vou pensar nisso, te respondo segunda. — Minha cabeça estava a mil mais uma vez, tudo culpa dessa cidade.

– Sem problemas, espero sua resposta. — Ela se aproximou, me deu um beijo na bochecha direita e saiu andando até sua moto.

Fiquei um tempo parada olhando ela sair e sumir no final da rua. Qual é o problema das pessoas só falarem o que sentem? Pra que namoros de mentira, planos mirabolantes e etc. Cada vez fico mais confusa, só quero voltar pra casa.