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1 Cap 1 - Casa nova


Notas iniciais
Olá, minha primeira fic. E lá vamos nós.

Como podemos seguir em frente depois de perdemos alguém? Um dia de cada vez como dizem. Acabei de perder o meu pai, meu melhor amigo e sem dúvidas o único que me entendia. Agora tenho que fazer as malas e ir morar com a minha mãe e sua nova família. Uma palavra: Desnecessário.

Meus pais são separados desde que eu completei um ano. Minha mãe mudou de cidade e logo em seguida arrumou um novo relacionamento, já meu pai não encontrou mais ninguém com quem gostaria de estar, segundo ele eu era a sua garota.

E agora cá estou eu, em um trem, cujo destino é Lima, Ohio. Como uma garota da cidade grande vai se acostumar com essa cidadezinha do interior eu não sei, há quem diga que mudanças são boas, então por que não?

Chego à estação sem muito entusiasmo, querendo sair o mais rápido daqui e voltar pra onde eu pertenço, Nova York. O vida injusta, o vida sem jeito. Desço do trem já olhando ao redor, mas nem sinal da minha mãe, só falta ela ter me esquecido, eu nem faço ideia de onde ela mora nesse fim de mundo. Pego minha bagagem e vou andando até a saída, até que a estação é bem bonitinha, a decoração não é extravagante, é bem simples e bonita, o ambiente é confortável, menos mal, esperar um pouco aqui não parece ruim.

Depois de 15 minutos sentada em um banquinho confortável, vejo cabelos loiros chegando rápido até onde eu estou.

– Brittany, desculpe o atraso. O pneu do carro furou e eu não tinha um macaco, acredita que fui obrigada a ligar pro seguro e pedir pra me trazerem um?- Minha mãe nunca precisou de homem nenhum pra fazer essas coisas, aprendeu tudo com o meu avô, ela é mais homem que muito homem pra essas coisas. Ela não obedece nenhum estereótipo, é uma loira inteligente, mulher que entende de concertos, mas não deixa de ser feminina ao extremo.

– Relaxa mama, tá tudo bem. Cheguei faz pouco tempo. – Olhei naqueles olhos verdes que eram tão brilhantes. Ela parecia nunca envelhecer, sempre tão alegre e jovem.

Levantei e peguei minhas malas, notando a figura pequena atrás da minha mãe. Morena, baixinha, olhos castanhos, a entenda com toda a certeza.

– Oi Brittany, sou a Rachel. – Ela deu um sorriso tímido e me estendeu a mão, eu prontamente a apertei. – Deixa que eu te ajudo. Fez boa viagem?

– Obrigada. Fiz sim, sem problemas. E me chama de Britt. – Lhe dei um pequeno sorriso e fomos em silêncio até o carro Range Rover Evoque preto.

Não falamos nada durante o caminho, eu sentei no banco de trás e fiquei olhando pela janela. Passados 5 minutos minha mãe parou o carro em frente a um mecânico, vi Rachel tirar o cinto e olhar pra mim.

– Britt, eu vou pegar o meu carro, quer vir? – Seu olhar parecia um tanto quanto pidão, e eu sendo mole não consegui dizer não.

Fiz que sim com a cabeça e abri a porta do carro, ela imitou o meu gesto e acenou pra minha mãe, que logo deu partida e se foi. Com minha cara de paisagem olhei pra Rachel, que deu um sorriso e foi entrando no local. Como não ia ficar parada na porta sozinha a segui.

O lugar olhando pela primeira vez parece um pouco desorganizado, mas notei que cada coisa tinha o seu lugar. Rachel foi andando entre alguns carros e peças parando ao lado de um Crossfox preto que tinha alguém mexendo no motor.

– Oi loira linda. – Rachel disse fazendo a pessoa, que reparando melhor era uma mulher, muito linda alias, levantasse a cabeça pra dar uma rápida olhada e um sorriso torto.

– Oi Rach. Já estou acabando. – Que voz gostosa, não só a voz, se controle criatura. – Quem é essa com você? – Ela finalmente se levantou limpando as mãos em um pano. Dei uma boa olhada nela, cabelo curto loiro, olhos castanho-esverdeados, pouca coisa mais baixa que eu. Uma gata.

– É verdade, que cabeça. Essa é a Brittany, minha nova irmã. Brittany essa é a Charlotte, minha cunhada. – Nova irmã? Meio estranho pra quem era filha única. De qualquer jeito apertei a mão que Charlotte me estendia.

– É um prazer, mas me chame de Charlie. Só meus pais me chamam de Charlotte. – Charlie olhou feio pra Rachel e depois sorriu pra mim.

– Então me chame de Britt, Charlie. – Eu tentei soar o mais sexy possível, não sei de onde veio a cara de pau pra fazer isso, mas acho que deu certo.

– Antes que vocês se comam em cima da bancada, o que seria super incomodo já que eu ainda estou aqui, posso levar o carro Charlie? – Rachel nos tirou de uma bolha de olhares, fazendo Charlie andar até o carro pra fechar o capo. – Falando em comer, cadê sua irmã?

– Foi buscar a Beth na escola com o Puck, saíram faz uns 10 minutos. – Charlie pegou as chaves e as entregou para Rachel, logo depois saiu andando.

– Achei que a Beth saía 4 da tarde. – Rachel foi andando atrás dela enquanto questionava e fez um gesto para que eu fosse junto.

– E ela sai, mas sabe como a Lucy é, não consegue se lembrar de nada. – Charlie foi para trás de um balcão onde uma mulher mexia no computador. – Tenho certeza que ela se esqueceria do próprio aniversário, sorte a dela que somos gêmeas. – Charlie era bem humorada, entendia de carros, sexy, em outras palavras: perfeita.

– Ela só é um pouquinho aérea. Oi Carol, como vai? – Rachel deu um sorriso sem graça e cumprimentou a mulher do computador.

– Oi Rach, eu estou bem, obrigada. Quem é essa menina bonita com você? – Carol era morena, olhos castanhos, um sorriso gentil e não aparentava nem 40.

– Essa é a Brittany, minha nova irmã. Britt, essa é Carol, a mãe do meu melhor amigo e minha mãe de consideração. – Eu lhe estendi a mão, mas ela me puxou e me deu um beijo na bochecha me deixando um pouco corada.

– Britt, seja bem vinda. Vai estudar com as crianças? – Carol é bem cativante, não vou negar.

– Acho que sim, vou pra mesma escola da Rachel. – Lhe dei um sorriso acanhado.

Entramos em uma conversa sobre escola, descobri que a escola em que eu vou estudar tem os melhores times, tanto masculino quanto feminino, e equipes acadêmicas e tem tolerância zero pra bullying, muito interessante.

– Vamos Britt, temos um jantar pra preparar. E Charlie não esquece de avisar pra ela estar lá 7 horas em ponto, meu pai odeia atrasos. – Rachel me puxou, gritou para Charlie as instruções e deu um aceno para Carol

Depois que me despedi comum aceno entramos no carro e fomos pra casa. Que pelo o que Rachel falou era perto de onde estávamos. Não conversamos, ela apenas ligou o rádio e ficou cantarolando as músicas, eu fiquei olhando as ruas pela janela, essa cidade é muito calma pra mim.

Passado um tempo Rachel estacionou, só então notei que havíamos chego. Desci do carro e olhei para os três Range Rover Evoque, um azul escuro, um branco e o preto que era da minha mãe, parados lado a lado. Família de gosto caro, previsível.

Entramos na casa, apesar de grande ela é bem confortável, com certeza um bom decorador. Segui Rachel até a cozinha onde vi dois homens e mais uma mulher conversando com a minha mãe.

– Oi filha, que bom que chegaram. Esses são meus companheiros, Leroy, Hiram e Shelby. – Minha mãe disse apontando pra cada um. Antes que alguém estranhe, eles são polígamos, se relacionam entre si de jeitos diferentes, não entendo direito como, mas se ela está feliz assim quem sou eu pra me opor.

– Oi, é um prazer conhecer vocês. Estou um pouco cansada, se importam se eu subir?- Eu só queria ir pro meu quarto e esperar o jantar.

– Claro querida. Rach, pode mostrar onde a Britt vai ficar? – Leroy deu um sorriso simpático.

Rachel fez que sim e saiu subindo as escadas comigo logo atrás, passamos pelos quartos dos pais e das mães, como ela havia dito, pelo seu quarto, e finalmente o meu. Era muito mais do que eu estava acostumada, era grande o suficiente para uma cama de casal, um armário, uma escrivaninha e ainda sobra espaço. Agradeci a Rachel e fechei a porta assim que ela saiu, me deitei na cama e fiquei olhando um pouco pra cima o teto tinha adesivos de estrelas e luas, que brilham no escuro, grudados. Espero conseguir me adaptar aqui.

Notas finais
E então, vale a pena ou volta pra gaveta? kkk