Blank Page - Litor

2 Capítulo 1 - A Tal Festa


Notas iniciais
Eu adiantei um pouquinho essa capítulo porque fiquei muito feliz com os comentários, os próximos já estão prontos. Nesse não vai ter Litor, mas vou recompensar nos seguintes, prometo. Queria agradecer a Fê que revisou pra mim e me ajudou com os próximos capítulos, e as leitoras que já comentaram.

Ótimo, chegar atrasada. Para começar o dia bem, chamando atenção de mais de 20 alunos, tudo o que eu precisava, de novo.

– Atrasada, Srta Martins? Por que isso já não me surpreende mais? — Isso velho, começa com os discursos de meia hora, depois aproveita e enterra meu corpo.

– Desculpa professor, eu só acordei tarde. — Disse sentando, mandando uma cara feia para Ju, que devia ter me acordado. Fiz minha melhor cara de coitada, o que estava horrível.

– Que isso não se repita. — Ele disse, voltando da expressão de exigente para a de velho rabugento, o que era muito parecido, voltando para a aula.

Não prestei muita atenção em nada, não tinha como quando se estava morrendo de sono, depois de ficar a noite inteira vendo filmes de romance com a Juliana, como se eu não soubesse o que iria acontecer, o mocinho rebelde iria mudar pela mocinha santinha, ou a mocinha rica iria ficar afim do menino pobre e lutariam para que suas famílias os aceitassem, juntos. Eu nunca entendi essa de amor. Cara, não existem coisas parecidas, sério, que tipo de pessoa rica, que tem todas as chances do mundo vai se apaixonar por um pobre que a faz ver o mundo de outra maneira, e desistir de tudo? Ou que tipo de pessoa iria se tornar uma retardada, que faz tudo certo, só para poder ficar com a outra? Isso pra mim é ser burro, eu nunca mudaria por ninguém, na verdade, eu nunca me apaixonei por ninguém, pra mim isso meio que não existe. Essa coisa de sentimentos e bla bla bla... Como a pessoa sente que está afim da outra? Sabe, é uma coisa ridícula essa de amor.

O sinal tocou, alertando o início da próxima aula, ainda bem, eu não aguentaria mais 5 minutos de fingir que estava ouvindo alguma coisa do que aquele velho estava falando, e ficar balançando a cabeça, para parecer que eu estava entendendo alguma coisa. Acho que vocês entenderam, eu ja não curto muito escola, imagina a aula de história...

A manhã se passou lentamente, mas, felizmente, o último sinal tocou, indicando que eu estava livre por um final de semana inteiro, já que hoje é sexta-feira.

Cheguei em casa e a Juliana ainda não estava lá, deve ter ido pra casa do Gil, o namorado dela. Abri a geladeira, atrás de algumas coisa para comer. Coloquei um filme de terror qualquer e me joguei no sofá, provavelmente seria ali que eu iria passar o final de semana todo.


– OLHA O QUE EU COMPREI PRA GENTE LIA! — gritou Juliana, me acordando, depois de escutar um estrondo, que provavelmente foi a porta da frente batendo, com a entrada eufórica da Ju.


– Aí... O que foi dessa vez Juliana? Cara, eu não aguento mais essa de você ficar me acordando, dá pra parar com isso?

– Primeiro: para com essa voz manhosa, você deve ter dormido só um pouquinho. Segundo: olha esses vestidos lindos que eu comprei pra gente ir na festa de hoje. — Disse ela, toda empolgadinha.

– Primeiro: para com essas coisas de primeiro e segundo, isso irrita. E quem disse que eu vou à essa festa, Juliana? — Falei me sentando, já que estava toda largada do sofá.

– EU disse dona Lia, e cara, você não fica com ninguém faz muito tempo Lia, sem dizer que você nunca namorou...

– Aham, como se você soubesse com quem eu fico ou deixo de ficar Ju. Sério, para, eu to cansada. — Falei.

– Cansada do que Lia? Você só vai pra aula, volta, e fica o dia todo nesse sofá. Não cansa ficar sem fazer nada não? — Disse Juliana, me repreendendo.

– Cansa, cansa ficar ouvindo você falar isso toda vez que eu não quero sair com você, me deixa em paz cara, eu não quero sair.

– Nada disso. Faz assim Lia, você veste esse vestido que eu comprei pra você, deixa eu fazer um make legal e sai comigo, e se você não se divertir, nós duas voltamos pra casa, é sério.

– Ah não, cara. — Levantei e peguei a sacola na mão de Juliana. — Não acredito que você tá fazendo isso comigo. Mas é o seguinte: eu uso esse vestido ridículo, mas vou colocar a minha bota e fazer a minha maquiagem borrada.

– Tá bom, faz o que quiser Lia, mas depois não fique reclamando que eu e o Gil só ficamos nos agarrando na sua frente. — Ju disse, indo para o quarto.

– Mas você só se pegam na minha frente, assim não dá Juliana. — Aumentei um pouco meu tom para que ela escutasse do quarto.

– Quem sabe você não ligaria pra isso se estivesse com alguém. — Ela falou, voltando para a sala.

– Eu vou com uma condição. — A olhei desafiadoramente.

– Qual? Olha, eu faço o que você quiser. — Eu ri do desespero da minha amiga.

– Que se eu for nessa festa você não me chama pra ir em nenhum outro lugar esse mês, me deixa aqui, deitada no sofá na minha.

– Fechado. O Gil vai passar aqui com um táxi às 8.

– Mas são 4 horas ainda Juliana, me deixa dormir mais um pouquinho, por favor... — Fiz uma cara de sono, e ela riu.

– Sem chance Lia. Eu vou lá tomar banho, depois vai você.

– Ah, então dá pra mim dormir uns 20 minutos, do jeito que você demora lá dentro. — Disse me jogando no sofá, de novo.

– Quando eu voltar você entra, beleza?

– Tá, vai logo Juliana.


Passamos a tarde toda nos arrumando, quer dizer, a Juliana passou a tarde toda se arrumando. Eu só coloquei meu vestido, passei lapís do olho e dei uma borradinha. A Ju insistiu que eu passasse pelo menos um batom, e eu aceitei, depois de muita encheção de saco por parte dela. Eu estava com um vestido preto, com manga curta, e um pouquinho justo. Dessa vez até que ela acertou um pouquinho, já que o vestido era simples, só não gostei do fato de ele ser justinho, mas não iria reclamar, não aguentaria ficar mais meia hora ouvindo a Juliana falar sobre valorizar meu corpo e bla.


Depois de mais ou menos uma hora que eu fiquei pronta, a Ju saiu do quarto, e ela estava linda, com um vestido branco com preto, salto alto, e a maquiagem impecável, como sempre, ela nunca falhava nessa parte.

– E aí? Como eu tô? — Disse ela entrando na frente da tv e dando uma rodadinha, rindo.

– Linda Ju, agora já dá pra gente descer?

– Ah, eu acho que o Severino avisa quando o Gil chegar... Mas já são quase 8, vamos descendo então.

Nós trancamos o apartamento e pegamos o elevador. Quando chegamos lá embaixo o Gil tava falando com o Sev, segurando o celular, mas logo que nos viu, sorriu e veio andando até nós.

– Uau, vocês estão lindas! Não pensei que usaria um vestido assim, Lia. — Ele disse dando um selinho em Ju, e vindo me dar um abraço.

– Obrigada, e, pois é, eu convenci a Lia a usar esse vestido feinho hoje, foi o que eu achei que mais combinaria com ela no shopping, mesmo não concordando muito. — Ju falou, quando estavámos começando a caminhar em direção ao táxi.

– Não reclamei dele, isso já é meio que um começo né? — Falei forçando um sorriso.


Depois de quase 40 minutos dentro daquele táxi, chegamos ao lugar onde seria a festa. Era um sobrado enorme, com grandes janelas de vidro, o que fazia com que aparecesse as luzes roxas de lá de dentro.


– Hoje tem... — Falei sorrindo e saindo do carro.

Notas finais
E aí? O que acharam? Como eu disse, nesse capítulo não ia ter Litor, mas vai ter nos próximos, com certeza. Posso postar o próximo amanhã ou terça, dependendo do tempo daí... Não esqueçam de comentar!