Blanco y negro

22 Capítulo 22


Notas iniciais
Oi minhas lindas leitoras que querem matar o Edward kkkk como eu sou boazinha decidir postar o PENULTIMO capítulo da fic sim vocês estão vendo bem para quem pensa que leu errado esse é o penúltimo capítulo e espero ganhar recomendação haha me acostumei kkk vocês vão amar esse e que venha a chegada do baby hah nos vemos lá em baixo

Começou a chorar baixinho, estava se sentindo incapaz. Fizera de tudo para que ele amasse a filha e ao final de todas as tentativas, Edward continuava sendo um poço de frieza. Havia desistido de vez de tentar estimular o lado paternal dele, definitivamente Edward não se interessava pela filha. Ele notou que Bella começara a fungar e só podia estar chorando. Por dentro ela imaginava como seria quando a filha estivesse dormindo naquele berço macio, com a colcha lilás repleta de borboletas bordadas. Porém, seus pensamentos foram interrompidos com o choro de Bella que por mais que ela tentasse reprimir, podia ser ouvido.

– Bella, por que está chorando? – ele perguntou se agachando na frente dela.

– Porque você não quer nossa filha? – perguntou ainda de cabeça baixa e com os olhos fechados, a voz saía falhada entre uma lágrima e outra – Você não gosta de mim o suficiente para amar o que vai nascer do que existe entre nós?

– Não, não é nada disso. – suspirou – O que existe entre nós é mais do que especial. – fechou os olhos – São outros motivos que me levaram a decidir não ser pai.

– Quais são esses motivos, Edward? – ela perguntou já em certo desespero levantando a cabeça e secando as lágrimas.

– Meu pai. – confessou olhando-a de maneira diferente, os olhos estavam mais escuros e ela sabia que aquele assunto era delicado para ele.

– O que houve? Você nunca me falou sobre ele. – colocou uma das mãos nos cabelos de Edward e começou a puxa -lo mania quando está nervoso.

– Nunca conheci meu pai, Bella. – desabafou – Eu cresci sem saber o que era ter um pai assim como os meus amigos de escola. Vivi com a imagem de que ele era um homem desprezível que abandonou minha mãe quando ela estava grávida. Nunca quis ter filhos por ter medo de ser um péssimo pai, por meu filho não ter orgulho de mim. Não sei lidar com crianças, não tenho afinidade nenhuma.

– Edward, por que sempre me escondeu isso? – meneou a cabeça – Eu poderia lhe ajudar.

– Era um assunto que eu queria esquecer.

– Mas se você pensava tudo isso do seu pai, deveria querer ser um ótimo pai para seu filho.

– Tenho medo de fracassar, não sei o que fazer, não sei ser pai.

– Ninguém nasce sabendo, Edward. Eu não sei ser mãe, mas eu amo essa menina aqui dentro de mim, esse bebê que nós concebemos juntos e darei tudo de mim pra cuidar dela. – alisou a própria barriga – Seja um homem diferente do seu pai e se você errar em alguma coisa, vá e faça de novo, conserte. Ninguém nasceu sabendo ser pai, mas vai se aprendendo com os erros. – estendeu a mão para que ele pudesse pegar – Quero que sinta uma coisa.

Ele hesitou um pouco até levantar a mão e deixar que Bella a segurasse. Direcionou-a até seu ventre e sentiu a barriga bastante arredondada. Nenhum dos dois disse nada, Edward apenas mantinha os olhos azuis fixos em sua mão, mas arregalou-os ao sentir um toque diferente na palma. Levantou os olhos um pouco confuso e Bella sorriu. Era a primeira vez que ele sentia a filha chutar.

– Isso foi um chute? – ele perguntou com a voz baixa.

– Foi. – afirmou com a cabeça – Parece que ela sentiu que era o toque do pai. – alisou a mão dele sobre sua barriga – Quero te ajudar, Edward. Nossa filha vai ter orgulho de você.

Dois Meses Depois

– Bella vai ter o bebê!

Edward exclamou com o celular ainda em mãos com Rose do outro lado da linha que havia acabado de lhe dar a notícia. Estava em estado de choque. A amiga de Bella estava trabalhando enquanto recebera uma visita dela lá na galeria, da qual havia ganhado a licença-maternidade, mas por conta da falta que sentia do seu emprego, resolveu dar umas voltas por lá. Bella sentiu as contrações um pouco depois que chegou e agora Rose a acompanhava dentro de um táxi rumo à maternidade onde estava o obstetra que já havia sido informado sobre o caso.Emmett e Jasper olhavam para o amigo que ficara pálido, parecia em estado de choque.

Durante aqueles dois últimos meses, Edward havia criado em sua mente o que fazer quando aquele momento chegasse e nenhuma das ideias que tivera beirava ao que estava acontecendo. Ele não tinha reação, ficara parado com o olhar fixo em um ponto, mas completamente alienado. Emmett foi o primeiro a se mexer, tomou o celular da mão do amigo e desligou-o imediatamente.

– Eu dirijo! – Jasper exclamou levantando um dos braços e enfiando a mão no bolso com a outra mão.

– Nada disso, quem dirige sou eu. – Emmett protestou.

– Nem vem, Emmett. Você pode ser o mestre na sobremesa, mas no volante eu quem mando.

– Deixe de se achar, Jasper. – negou com a cabeça.

– Quer parar de discutir comigo e arrastar Edward para fora dessa sala?Lá continuava ele sem conseguir reagir. Sua filha estava prestes a nascer, mas ainda faltava um pouco para completar nove. Talvez a pequena fosse impaciente assim como ele.

Emmett lhe agarrou o braço e com o puxão fez com que Edward acordasse para o que estava acontecendo. Logo o desespero tomou conta e ele saiu apressado para fora da sala de reuniões onde começariam a discutir sobre a próxima temporada do programa.

– Droga! – xingou tentando pegar as chaves do carro no bolso da calça enquanto caminhava a passos largos – Merda de chaves!

– Ei, você não vai dirigir nesse estado não. – Jasper saiu em disparada atrás do amigo – Eu dirijo, você está nervoso demais para sentar atrás de um volante.

– Você dirige feito uma mulher. – reclamou.

– Eu disse. – Emmett caminhava logo atrás – Se Jasper dirigir vamos chegar à maternidade quando sua filha estiver aprendendo a ler.

– Engraçadinho demais, Emmett. Eu até riria, mas estou economizando meus dentes. – Jasper rebateu enquanto apertava o botão do elevador.

Bella estava sendo levada em uma cadeira de rodas gemendo pela dor das contrações. Rosalie a deixara ir sozinha, pois sabia que Edward chegaria logo em breve. Naqueles últimos meses, ele havia mudado um pouco em relação à ideia de ser pai. É claro que ainda conservava certo receio sobre a criação da filha, mas havia conseguido acompanhar Bella em uma consulta. Ela ficara bastante feliz, apesar dele ter faltado a momentos importantes, ter a presença de Edward na última ultrassonografia fora o suficiente para lhe encher de esperança em relação às atitudes paternais.

Agora estava ali, ainda sem a presença dele, mas Rosalie lhe garantira que havia avisado então tinha que esperar. Só não tinha tanta certeza se sua filha esperaria o pai para poder vir ao mundo. Os intervalos das contrações aumentavam, ela já sentia os olhos lacrimejantes, mas a dor que sentia não era maior que a emoção do momento. Fora deitada na cama enquanto uma equipe de médicos se preparava para receber mais uma vida. Os médicos estavam mais do que acostumados ao momento, o obstetra de Bella era um dos melhores do país, mas ela sabia que a saúde de sua filha não dependia apenas das mãos daqueles profissionais.Ela já podia sentir o suor acumulando-se em sua testa, o obstetra havia lhe dito que estava com uma boa dilatação e em poucos minutos a pequena bebê viria ao mundo. Bella suspirou entre um e outro gemido, depois de tantos momentos que sofrera na gravidez com a ausência de Edward, pensou que o mais importante de todos, ele não estaria ali.

Mas a porta se abriu revelando a figura alta dele devidamente vestido para a sala de parto com os olhos brilhantes que lhe passaram toda a confiança do mundo. Era como se parte da dor naquele momento fosse embora tamanha alegria de vê-lo ali.Edward aproximou-se devagar e pegou-lhe a mão com firmeza para lhe passar confiança. Nenhum dos dois dissera nada, apenas se olhavam nos olhos e aquele contato visual já dizia muita coisa. O médico pediu para que ela começasse a fazer força e empurrar e Bella agora muito mais confiante usou de toda a força para por sua filha no mundo.

O suor aumentava, os fios de cabelo grudavam em sua testa e Edward devagar ia afastando todos eles. Ela apertava sua mão com força, mas ele não sentia dor, queria poder ajudá-la naquele momento e sabia de alguma forma que estar ali a apoiando era lhe dar forças para fazer com que o bebê nascesse.Um choro alto fora ouvido após Bella cair com a cabeça sentindo-se exausta, porém extremamente feliz com os pulmões potentes de sua filha. Era o primeiro som exterior que a pequena fazia, o primeiro contato dela com o mundo. Edward ouvia tudo em silêncio, aquele momento era indescritível e um turbilhão de emoções tomara conta de si. Fechou os olhos em um suspiro e assim que os abriu estava com a visão embaçada tomada pelas lágrimas. Era um choro de alívio, de emoção, de poder ouvir o choro da filha que ele ajudara a conceber.

Bella carregara por oito meses aquele pequeno ser dentro da barriga e agora, depois de tanto tempo estava lá, aquele milagre da vida.A enfermeira cuidara de todos os procedimentos e entregara o bebê nos braços de Bella. Ela ainda não havia se dado conta de que Edward chorava, mas ao levantar o olhar bastante cansado, encontrou os olhos marejados dele e uma lágrima correr pelo canto e deslizando devagar por sua bochecha. Era a primeira vez que o vira chorar e não conseguiu controlar a emoção desabando um choro em meio ao sorriso de alegria por ter sua filha em seus braços.

– Ela é tão pequenina... – disse com a voz falhada – Olá, meu amor.

– É tão frágil. – Edward dissera em um tom de voz baixo – Olá, meu pinguinho. – disse de maneira afetuosa – Talvez você não saiba, mas eu sou seu pai.

Bella olhou para ele e sorriu, podia ver que Edward estava claramente emocionado com a filha ali. Ele chorara, mesmo que de maneira contida, pela primeira vez conseguia perceber um sentimento paternal vindo daquele homem que apesar de não ser perfeito, era pai de sua filha e a pessoa por quem se apaixonara.

– Pegue ela. – ofereceu a filha para que Edward a segurasse.

– Não, eu posso machucar. Ela é muito pequena, eu sou bruto.

– Não vai machucá-la.

Ela insistiu e com muito cuidado passou a filha para os braços do pai. Edward pela primeira vez tinha um contato tão próximo à pequena e outra lágrima escorreu mais grossa por sua face. Em seus braços repousava uma linda menininha que tinha nas veias os seu sangue correndo e que em pouco tempo estaria lhe chamando de pai. Era a garotinha mais linda que já vira, os cabelos eram ralinhos e de um tom cobre assim como os seus.

– Bem-vinda ao mundo, Isabelle. – ele dissera baixinho.

– Isabelle? – Bella perguntou confusa, afinal, nunca haviam discutido sobre o nome da filha.

– Sim. – confirmou – Esse nome me veio à cabeça assim que olhei para ela, mas se não gostou podemos mudar.

– Está perfeito. – sorriu contente por ter o nome da filha escolhido por ele – É a nossa pequena Isabelle.

– Me desculpe, mas eu preciso levar a filha de vocês para o berçário e fazer os exames necessários. Ela já está com a pulseirinha então outra enfermeira vai colocar em vocês. – disse e enfermeira mais velha.

– Cuide bem da nossa princesinha. – Bella pediu com preocupação maternal.

– Pode deixar. – sorriu.

A enfermeira pegou Isabelle do colo de Edward que a entregou um pouco receoso por não ter prática carregando um bebê. Logo ela saiu carregando a pequena envolta em uma manta rosa e Bella sentiu um extremo vazio.

– Pronto, as pulseiras de vocês já estão prontas. — a enfermeira mais alta aproximou-se e prendeu o plástico branco em torno do pulso de Bella e Edward – Agora é melhor descansar, senhorita.

– Eu vou me retirar. Avisarei a Emmett, Jasper e Rosalie que está tudo bem. Devem estar lá fora aflitos. – ele disse pegando a mão de Bella e dando um beijo – Descanse e eu volto assim que você acordar.

– Obrigada por ter ficado ao meu lado durante o parto.

– Não precisa me agradecer. – aproximou-se dela e lhe deu um selinho – É nossa filha.

Edward saiu do quarto deixando uma Bella com um sorriso bobo nos lábios. Retirou a roupa do hospital e ajeitou a camisa antes de ir para a sala de espera onde Rosalie estava recostada na parede batendo o pé impaciente enquanto Jasper lia uma revista e Emmett quase cochilava. Ela ao ver que Edward se aproximava, saiu quase que correndo em direção à ele e o barulho de seus saltos despertaram a atenção dos outros dois.

– Como está Bella e o bebê? – Rose perguntou aflita.

– Estão bem. – disse mais relaxado – Bella está dormindo e Isabelle está no berçário.

– Isabelle? – Emmett perguntou – Belo nome, você nunca havia comentado sobre o nome da sua filha combinar com o nome da Bella.

– Nem Bella. – Rose lembrou.

– Não havia sido escolhido, mas foi decidido logo assim que ela nasceu. – explicou.

– Meus parabéns! – Jasper aproximou-se e abraçou o amigo.

– Obrigado. – retribuiu.

– Podemos ver a menina? – Rose perguntou.

– Eu não sei. – Edward respondeu – Talvez daqui a pouco. Farão os exames nela.

– Eu adoraria esperar, mas Jasper e eu precisamos voltar para a emissora e segurar as pontas já que você não vai poder estar lá hoje. – Emmett colocou a mão no ombro do amigo – Parabéns pela Isabelle e assim que Bella estiver mais descansada passo no apartamento para ver a filha de vocês.

– Vou falar com Alice, vai ficar morrendo de curiosidade de conhecer Isabelle. – Jasper sorriu – Eu ligo para marcar alguma coisa.

– Está ótimo, valeu pela carona. Depois pego um táxi para pegar meu carro na emissora.

Os amigos se despediram e Rose continuou na companhia de Edward. Como nunca se deram muito bem, logo um silêncio constrangedor tomou conta do ambiente e ele ia disfarçar saindo dali alegando que iria lanchar, mas antes de precisar fazê-lo, a enfermeira que levara Isabelle do quarto se aproximava de ambos.

– Sr. Cullen, sua filha já foi levada para o berçário, pode ver através no vidro no final do corredor.

– Muito obrigado. – ele agradeceu e olhou para Rose lhe fazendo um convite silencioso para que lhe acompanhasse.

Caminharam com o silêncio sendo quebrado apenas pelo barulho dos saltos dela contra o piso. Ao se aproximarem do vidro, a enfermeira indicou onde havia colocado Isabelle e saiu deixando-os à vontade. Ele sorriu, mas não disse nada. Rose olhava boba a pequena bebê com um macacão rosa com as mãos fechadinhas próximas ao rosto.

– Que linda! – ela exclamou sorridente.

– Muito. – concordou – Tão pequena, parece um anjinho.

Rosalie olhou para ele estranhando um pouco aquele comentário, o olhar de Edward não parecia de um homem frio e distante, podia jurar que aquele brilho era paternal. Ele colocou as mãos nos bolsos e ficou parado olhando através do vidro contando às vezes que via Isabelle bocejar até pegar no sono.

– Como pude ignorar a ideia de ser pai? – perguntou e Rosalie suspeitou que ele não tivesse ideia de que pensara alto demais – Eu perdi momentos únicos ao lado de Bella e da minha filha. Tive medo de fracassar como pai e acabei fracassando pelo meu próprio medo. – suspirou – Olha para ela, Rose... – foi nesse momento em que ela percebeu que Edward realmente queria ser ouvido, e muito mais que isso, ele queria desabafar – É uma linda menina, foi concebida pelo amor, mas seus primeiros meses de existência não recebeu esse sentimento do próprio pai, assim como meu pai fez comigo. – fechou os olhos – E sim, eu amo Bella.

– Mas ela não sabe, certo?

– Não. – negou com a cabeça abrindo os olhos – Mas vai saber, além de receber um pedido de desculpas pelos oito meses em que não fui o companheiro que ela desejava e nem o pai que Isabelle merecia.

Notas finais
Gente chorei escrevendo esse capítulo espero que vocês gostem tanto quanto eu chegou até aqui comentem e favoritem amaouuuu então recomendem bjos ♥