Blanco y negro
21 Capítulo 21
Notas iniciais
Ela segurou a vontade de beijá-lo. Suspirou fundo e saiu abraçada com a amiga. Edward ficou ali, no meio da sala de espera vendo Bella se afastar até sumir de vista. Passou a mão no rosto, respirou fundo e olhou mais uma vez a porta por onde ela havia passado. Ele não sabia se aquilo seria o melhor, mas se Bella julgava que naquele momento ficaria melhor estando na casa da amiga, ele não protestou, mas sabia que aquilo não duraria muito, porque logo a levaria de volta para casa .
Três semana passara desde que Bella fora para a casa de Rosalie. Adorava a companhia da amiga, mas todas as noites demorava a pegar no sono sentindo falta do cheiro de Edward e do calor do corpo dele. Sempre que colocava a mão na barriga, pensava no que faria quando sua filha nascesse. O pai não estava preparado para dar amor àquela criança, Edward sempre seria fechado e tinha medo de que um dia sua filha pensasse que o pai não a amava. Bella chegou a pensar naquilo, mas sabia que no fundo, Edward amava a filha, só não tinha jeito para encarar a situação já que sempre fora muito fechado.
– Oi, Bella. – Rose apareceu no quarto trazendo uma bandeja – Te preparei um lanche para antes de dormir. É bem levinho e tem um chá que é uma delícia, costumo beber antes de deitar.
– Espero mesmo que seja bom, porque o que a mãe de Edward me deu era horrível. – fez uma careta.
– Porque ela te detesta né?! – serviu o chá com o pequeno bule – Sente falta dele, não sente?
– Muita. – suspirou – Eu sei que preferi vir para cá e acho que fiz o certo, mas a verdade é que morro de saudades de Edward. Mesmo com todos os defeitos.
– Você o ama, Bella. – disse olhando-a com os grandes olhos azuis – A verdade é que você foi capaz de amá-lo mesmo com esses defeitos e agora, com ele sendo pai da sua filha, você nunca vai conseguir se afastar dele mesmo que queira. Edward pode não ser o pai do ano, mas jamais vai deixar que você e o bebê fiquem longe.
– Ele disse que viria me buscar se eu demorasse. – mordeu o próprio lábio – Eu realmente queria que ele viesse. – pegou a xícara – Eu estou entendendo que não adianta pressioná-lo, Edward sempre foi muito claro comigo em relação a filhos.
– Eu sei. – assentiu com um leve aceno de cabeça – Mas você me disse que tinha esperanças de que a gravidez mudasse o modo dele pensar.
– Mas não mudou, estou com quase seis meses. – olhou para o lado – Acho que as coisas serão assim mesmo. Edward achando que paternidade é apenas cuidar do lado financeiro e que eu sou a responsável pelo lado afetivo. – colocou a mão livre sobre a barriga – Tenho medo que ela pense que o pai não a ama. Se sinta rejeitada.
– É um problema isso. – Rose entortou os lábios – Ainda há esperança que depois que o bebê nasça, Edward fique mais afetuoso.
– Eu duvido.
Realmente era difícil acreditar, mas Rosalie continuava lhe dando força apesar de não gostar muito de Edward. Bella terminou o chá com biscoitos que a amiga preparara e se ajeitou para dormir. Naquela noite, graças ao chá, conseguiu dormir mais rápido e sentiu-se mais relaxada. Sentia falta de Edward, mas sabia que aquele tempo seria bom para os dois.
Dois dias depois, lá estava ele. Parado no meio da sala do modesto apartamento de Rosalie, fazendo-o parecer menor. Com as mãos nos bolsos, a roupa social e os cabelos molhados, olhava sério sem dar a menor atenção para o ambiente em volta. Com certeza aquele apartamento não se comparava ao que morava com Bella e ela, mas Edward parecia despreocupado em relação ao tamanho do lugar pela maneira com que a olhava.
– Oi, Edward. – cumprimentou-o aproximando-se devagar, queria beijá-lo, mas não o faria de imediato.
– Vim te levar para casa. – disse sério, mas via em seu olhar que não estava irritado.
– Eu preciso arrumar minhas coisas. – respondeu sem querer demonstrar o quanto estava feliz em vê-lo ali.
– Posso esperar, se Rose não ver problema. – olhou para ela.
– Pode ficar. – a amiga respondeu – Aceita um suco, Edward?
– Não, obrigado. – sentou-se no sofá florido.
Realmente era difícil acreditar, mas Rosalie continuava lhe dando força apesar de não gostar muito de Edward. Bella terminou o chá com biscoitos que a amiga preparara e se ajeitou para dormir. Naquela noite, graças ao chá, conseguiu dormir mais rápido e sentiu-se mais relaxada. Sentia falta de Edward, mas sabia que aquele tempo seria bom para os dois.Bella voltou para o quarto e começou a arrumar a mala que havia levado para a casa de Rosalie. Aquele tempo longe de Edward a fez perceber que realmente o amava apesar de tudo e que seu lugar era ao lado dele.
Demorou um pouco por conta da barriga que fazia com que se movimentasse devagar. Edward esperou pacientemente e pegou a mala levando-a para fora do apartamento enquanto Bella agradecida à amiga e se despedia. No caminho, dentro do carro, ambos ficaram calados, ela queria entender ao máximo aquele momento antes de finalmente conversarem. O fato de ficarem longe durante uma semana, era motivo suficiente para conversarem sobre o que acontecera. Não podia fingir que não se chateara com o fato dele lhe jogar na cara que o apartamento lhe pertencia.
Assim que passou pela porta, olhou a sala arrumada do mesmo jeito de antes, mas sentia uma profunda saudade de sentar no sofá de couro e ler as revistas que comprava sobre gestação. Sentia falta de esperar Edward chegar e recebê-lo com um beijo, mas agora estava de volta e se sentia bem por estar em casa novamente. Ele deixou a mala próxima ao aparador e passou os braços em torno dos ombros dela.
– Quero te mostrar uma coisa antes de conversarmos. – ele disse em um tom de voz mais sereno – Vem comigo, Bella.
Ela ficou curiosa, Edward estava tão calmo, ela chegou a pensar que o silêncio dentro do carro era porque pretendia discutir quando chegasse em casa, mas vê-lo falar dessa maneira tranquila a deixou bastante confusa. Ele não era o tipo de pessoa que era deixado sozinho e depois agia como se nada houvesse acontecido. Edward a levou até o quarto que antes ela estava reformando para o bebê e quando ele abriu a porta, se surpreendeu. O cômodo fora pintado de lilás como havia planejado e em uma parede havia algumas flores pintadas com bastante cuidado, dando um toque bastante feminino. Os móveis ainda não estavam lá, mas as paredes foram meticulosamente pintadas do jeito que ela queria.
– Está tão lindo, Edward! – exclamou entrando no quarto dando uma volta olhando tudo encantada.
– É meu jeito de pedir desculpas. Consegui falar com Seth e ele me disse o que você tinha pedido e disse para fazer o que fora planejado. Agora só faltam os móveis. – explicou.
– Eu fiquei tão chateada naquele dia... – olhou-o – Estava querendo deixar tudo pronto, não falei porque não queria te incomodar com esses assuntos. Não sabia que ia se irritar por eu pintar um quarto que nem usamos.
– Bella, eu sei que passei dos limites por ter brigado por algo bobo. Deixei essa minha mania de sempre querer ficar ciente de tudo atrapalhar o fato de que você estava fazendo algo com a melhor das intenções. – aproximou-se dela e segurou-lhe o rosto – Não vai mais acontecer. Você tem todo o direito de mexer onde quiser nesse apartamento. Ele é seu.
– Mas é você que paga tudo aqui, Edward.
– Não importa. Eu comprei pra você e está no seu nome, então não há nada que diga que você não é a proprietária.
Edward a beijou sem dar tempo para que ela falasse mais alguma coisa. As línguas se entrelaçaram com saudade, as mãos firmes dele deslizaram pelas costas dela enquanto a outra pousava em sua nuca. Bella deixou que ele explorasse toda sua boca, sentia falta daquelas carícias e do corpo quente de Edward. Ambos foram caminhando até o quarto enquanto se beijavam. Com cuidado, ele a despiu retirando o vestido verde que ela usava. Bella estava com os seios maiores por conta da gravidez e a barriga protuberante não fazia como que ficasse menos desejável.
O corpo apesar de mais inchado, continuava perfeito e a saudade que sentia dela fazia com que seu membro latejasse dentro da cueca. Com pressa, ele retirou toda a roupa e com cuidado sentou na cama trazendo Bella para seu colo. Ela acomodou-se devagar por conta da barriga e ambos voltaram a se beijar, a intensidade com que as línguas e moviam acompanhavam as mãos possessivas de Edward em seu corpo. Ela estava pronta para recebê-lo, sua libido aumentara bastante por conta da gestação e ele estava pronto para invadi-la por conta do tempo que ficara sem sexo.
Quando os corpos se uniram ambos gemeram em uníssono e ela foi se movendo devagar. Bella ficou encaixada sentindo o membro rígido dentro de si e Edward aproveitou para abocanhar um dos seios. Sugou devagar, lambeu e mordiscou levemente um dos bicos dos seios dela. Ela gemia e começou a se movimentar devagar e com a ajuda dele foi aumentando o ritmo. Ambos estavam excitados, sentiam falta daquele contato íntimo e parecia que todos os problemas foram esquecidos naquele momento. Bella apoiou as mãos nos ombros dele e movimentou-se ainda mais, a barriga dificultava um pouco, mas aquilo não era capaz de diminuir o prazer de ambos.
Estavam suados e ofegantes, ela foi a primeira a atingir o orgasmo, mas Edward logo a acompanhou sentindo o corpo estremecer e liberou-se dentro dela mais uma vez. Bella apoiou a testa no ombro dele, fechou os olhos e aproveitou ao máximo as sensações daquele clímax. Ele deslizou a mão pelas costas dela enquanto tentava controlar a própria respiração. Com cuidado, Edward a deitou na cama e acomodou-se ao seu lado.
– Obrigada pelo que fez pelo quartinho do bebê. – ela agradeceu se aconchegando mais a ele.
– Era minha obrigação. – beijou-lhe o alto da cabeça – Senti sua falta aqui.- Eu também senti sua falta. – deslizou a mão pelo peitoral dele – Mas acho que esses dias longe nos ajudaram bastante.
– Terei que concordar. – disse olhando para o teto e fazendo cafuné dela – Me fez perceber o quanto você é importante e o quanto faz falta na minha vida. As coisas vão melhorar, Bella.
– Eu espero que a gente fique bem daqui pra frente. – fechou os olhos – Estou com sono.
– Durma, querida. – beijou-lhe o alto da cabeça.
Foi o que Bella fez. Estava exausta e conforme sua barriga ia crescendo, sentia ainda mais o corpo cansado. Edward a manteve em seus braços, mas demorou um pouco mais a dormir. Por sorte, sentia-se satisfeito por tê-la de volta aquele apartamento, novamente sua vida estava voltando pros eixos.Aquela semana fora agitada para Bella, ela aproveitava a licença-maternidade para gastar suas horas durante à tarde para ir de loja em loja atrás de móveis para o quarto do bebê. Fez isso durante dois dias até finalmente conseguir decidir o que queria. Ao ver o quarto pronto o início da semana seguinte, sorriu satisfeita e colocou a mão na barriga. Os móveis eram brancos, havia um guarda-roupa, um berço, algumas prateleiras, um sofá branco repleto de almofadas lilás e roxas, uma poltrona de couro branca para amamentar e alguns ursinhos e bonecas de pano nas prateleiras.
Agora poderia comprar todas as roupinhas que queria, pois poderia arrumá-las dentro do guarda-roupa.Estava bastante contente com o resultado e a decoração do quarto, sentia-se bastante ansiosa para mostrar a Edward e saber se ele aprovaria. Colocou a mão na barriga e acariciou-a devagar e olhou para baixo.
– Gostou do seu quartinho, meu amor? – perguntou para a filha – Você vai ter lindos sonhos aqui, a mamãe vai estar sempre cuidando e você.
Ficou ali por longos minutos e só percebeu que estava parada no meio do quarto conversando com o bebê quando Edward chegou e ouviu chamando-a lá da sala. Foi de encontro a ele sendo recebida por um longo beijo, mas Bella não deu tempo para que ele falasse nada, estava ansiosa demais para mostrar como ficara o quartinho.
– Quero que venha ver uma coisa! – exclamou animada, queria arrancar dele uma pequena reação paternal.
– O que foi, Bella? – perguntou curioso deixando que ela lhe arrastasse pela mão.
Ela não falou nada, apenas o conduziu até o quarto do bebê e puxou para que Edward entrasse. Não falou nada, o deixou observar tudo em silêncio, mas ficou esperando que ele esboçasse alguma reação, mas nada aconteceu. Suspirou chateada e sentou-se na poltrona branca se sentindo derrotada. Tudo que fazia era na esperança de fazer com que Edward se acostumasse à ideia de ser pai, mas ele não demonstrava nenhum pouco de afeto. Depois de ele ter terminado a pintura do quarto, pensou que naquele momento Edward começara a mudar seus sentimentos em relação à paternidade.
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