Blanco y negro
11 Capítulo 11
Notas iniciais
Sorrindo vitorioso, Edward voltou a se sentar e Bella não deixava de olhá-lo. Sabia que ele era o tipo de homem que odiava perder e tudo que se propunha a fazer, queria sempre a vitória e o sucesso. Viu os olhos amendoados olhando-a com brilho e ela sentia que ali havia uma satisfação, fazendo Edward se deleitar com o poder que lhe era concedido diante de todo o dinheiro que possuía.
– Agora o anel é seu. – alisou o rosto dela com as costas dos dedos.
– Não precisava cometer essa loucura por mim.
– Será seu anel de compromisso. – segurou-lhe o queixo e lhe deu um beijo calmo – Se pensava que Kate tinha alguma importância por conta de um anel de dez mil libras, agora você tem um de duzentos mil dólares, querida. – sorriu torto.
Bella sabia que para Edward tudo se resolvia com um pouco de dinheiro, ou muito. Aquele era o jeito que ele tinha de demonstrar que gostava dela. Quanto mais alto o valor que ele gastava com ela, era sua forma de dizer o quanto estava satisfeito com aquela relação.
No começo, ela se sentia um pouco carente e até mesmo “vendida”, por conta das diversas coisas que permitia que Edward lhe presenteasse, mas com o tempo ela passou a entender que aquele era o jeito dele dizer que gostava dela e passou a aceitar cada centavo que ele estava disposto a gastar. Ela o amava, com todo o coração, apesar de não receber muito carinho ou nenhum tipo de palavra de afeto, era totalmente apaixonada por Edward e entendia que ele não era um homem de demonstrar muito afeto. Então, tê-lo ao seu lado, lhe fazendo elogios, preocupando-se com seu bem estar e lhe assumindo com namorada já era mais do que prova de que ele nutria um sentimento ali dentro.
Após o leilão, ambos foram para casa e Edward aproveitou para preparar um rápido jantar. Bella para variar mal tocou na comida e aquilo já estava deixando-o preocupado. Preferiu não falar nada no momento, apenas se limitou a colocar a louça na lavadora enquanto ela subia para tomar um banho. Em seguida, também subiu para o banheiro e dividiu o box com ela, mas Bella saiu antes já que fora para o banho primeiro.
Quando Edward voltou para o quarto, ela não estava lá, então desceu para procurá-la e viu a luz da cozinha acesa.Devagar, ele foi se aproximando e parou na porta ao vê-la com uma cartela de comprimidos nas mãos. Antes que Bella pudesse destacar um, ele entrou na cozinha e por estar descalço seus passos não fizeram barulho.
– Posso saber o que está fazendo? – perguntou em um tom de voz alto que a assustou.
Bella levantou a cabeça dando um passo para trás segurando a cartela de comprimidos da mesma maneira, pressionando-a um pouco antes de descartar um. Os olhos cor de esverdeados estavam arregalados denunciando que fora vista fazendo algo no qual tentava a todo custo esconder.
– É o meu anticoncepcional... – respondeu sem ao menos piscar.
– Acha que sou idiota, Isabella Swan? – deu um passo largo aproximando-se dela e tomando a cartela de comprimidos das suas mãos com força exagerada – Isso aqui não é anticoncepcional! – disse com os olhos faiscando de raiva.
– Claro que é, Edward!
– Em primeiro lugar, a cartela do seu anticoncepcional é redonda e não retangular, em segundo lugar, estou com você a tempo suficiente para saber que você toma ele pela manhã... – olhou para o verso da cartela para verificar o nome do remédio – Em terceiro lugar... – olhou-a com expressão dura – ISSO AQUI É REMÉDIO PARA EMAGRECER!Esbravejou fazendo com que ela encolhesse os ombros e desse um passo para trás. Edward apertava a cartela de comprimidos nas mãos amassando-a enquanto mantinha os olhos fixos nos dela. Bella podia ver seu corpo vermelho e uma veia do pescoço sobressaindo por conta da tensão que ele sentia.
– Não... – a única coisa que conseguiu foi balançar a cabeça em negativa.
Edward passou diretamente por ela com passos firmes, abriu o compactador de lixo e jogou a cartela lá dentro. Fechou-o com força e o barulho voltou a assustar Bella, mas ele não estava se importando com nada, apenas com a raiva que sentia por vê-la tomando remédios para emagrecer. Voltou a ficar de frente para ela, olhando-a com os mesmos olhos frios e profundos que ela conhecia muito bem.
– Tem mais dessas porcarias? – perguntou e ela negou com a cabeça – Você tem certeza, Isabella Swan?Ela só teve tempo de afirmar com a cabeça, sentiu os dedos firmes em volta do seu braço e sentiu ser puxada com força para fora da cozinha.
Edward a puxava rápido, Bella sentia os dedos quentes apertando-a sem nenhuma preocupação se a força que usava era exagerada. O braço dela já estava vermelho e enquanto era praticamente arrastada para o quarto, ela tomava cuidado para não tropeçar na escada. Edward empurrou a porta com violência e a empurrou para dentro do quarto, batendo a porta em seguida. Sua respiração estava ofegante, os olhos continuavam frios e acusadores, mais uma vez ela o via com raiva e o que sentia dentro de si era medo porque sabia que estava errada.
– POR QUE ESTAVA TOMANDO AQUELAS PORCARIAS? – ele explodiu gritando com a típica voz rouca que naquele momento não tinha a menor intenção de excitá-la.
– Eu queria emagrecer... – respondeu baixo abraçando o próprio corpo.
– AH, JURA? – gritou de maneira irônica – POR QUE DIABOS VOCÊ QUER EMAGRECER, BELLA? ESTÁ FICANDO LOUCA?
– Não... – negou com a cabeça e suspirou – Sua mãe me disse que você sempre preferiu mulheres muito magras e quando vi Kate eu tive a certeza disso. Queria ficar um pouco mais magra por sua causa.
– Quanta insanidade... – ele disse num tom de voz baixo e passou a mão no rosto.
Bufando, Edward voltou a se aproximar dela e antes que Bella pudesse esboçar alguma reação, ele segurou-a novamente pelo braço e arrastou-a até o espelho. Largou-a e ficou ao seu lado olhando para o reflexo de ambos.
– Me diz se você precisa emagrecer, Bella. – apontou para o espelho – OLHA PRA ISSO E ME DIZ SE TEM ALGUMA NECESSIDADE DE VOCÊ PERDER PESO?
– Edward, não grita... – virou-se para olhá-lo – Você nunca pensou em como eu seria se fosse mais magra?
– Não, nunca me passou pela cabeça isso... – respondeu também virando o rosto para olhá-la – Mas agora que você tocou no assunto, me fez pensar e te digo, não é uma imagem que me agrada.
– Por quê?
– Porque seu corpo é perfeito, Isabella Swan. Cada centímetro dele está no lugar em que deveria estar. – cruzou os braços – Se não tivesse um corpo maravilhoso, iam querer que você fosse modelo daquele maldito catálogo de biquínis?
– Não... – mordeu o próprio lábio.
– Alguma vez eu reclamei do seu corpo?
– Não. – negou com a cabeça.
– Então você não precisa daquelas porcarias! – segurou os braços dela abaixo dos ombros e olhou-a nos olhos – Entendeu o que eu disse?
– Entendi... – balançou a cabeça em sinal de afirmação – Eu acho que precisava mesmo ouvir isso de você.
– Era por isso que você estava sem apetite... – soltou-a e passou as mãos nos cabelos – Desde quando está tomando isso?
– Desde que voltamos de Londres... – respondeu baixo.
– Pelo menos não faz tanto tempo assim. – olhou-a nos olhos – Não volte a tomar essas coisas. Não quero ter que repetir.
– Tudo bem. – suspirou e passou a mão pelo próprio braço.
– Vem aqui, acho que te machuquei...
Com mais calma, Edward a levou para a cama e deitou-a devagar, acomodando-se ao seu lado. Sem pressa, ele começou a deslizar a mão pela lateral do corpo dela e a camisola de seda ia subindo aos poucos revelando algo que o surpreendeu e fez com que os olhos azulados a olhassem de maneira mais intensa.
– Não acredito que não está usando calcinha, Bella...
– Uma vez você me disse que gostava que eu dormisse sem. – disse retribuindo o olhar – Mas se quiser eu ponho uma.
– Nada disso! – impediu-a antes que ela decidisse se levantar – Quero que fique assim... – continuou as leves carícias pela lateral do corpo dela enquanto um dos cotovelos estava apoiado no colchão – Me desculpe por falar daquele jeito e te segurar com aquela força, mas fiquei fora de mim vendo você tomando aqueles remédios sem nenhuma necessidade.
– Você realmente acha que estou bem assim?
– Eu tenho certeza. – enfiou a mão por dentro da camisola dela, começou a alisar a barriga lisa – Eu não quero que diminua um único centímetro do seu corpo.
Bella sorriu satisfeita e Edward a beijou aumentando o calor dos corpos e fazendo com que ambos sentissem ainda desejo conforme a mão ágil dele deslizava pela pele macia. Em poucos minutos, a camisola dela subira e agora estava parada acima de seus seios, deixando o corpo bem delineado completamente a mercê das carícias sensuais dele. Edward estava fazendo com que seu sangue borbulhasse e a sua feminilidade implorasse por ele.
Logo a cueca fora retirada e voava para o outro lado do quarto para que ele se acomodasse por cima do corpo pequeno dela e a possuísse de uma só vez. Bella estava bem molhada e o recebera muito bem dentro de si. O membro dele pulsava pedindo para que o alívio chegasse rápido e Edward começou a movimentar-se rápido.
Os beijos começaram a falhar por conta dos gemidos e das sensações de prazer que iam dominando os dois. Bella agarrou-se às costas dele e apertou-a com a ponta dos dedos. Ela sentia o sangue correr rapidamente e o coração bater acelerado de acordo com o prazer que ia aumentando. Ambos estremeceram juntos e Edward afundou o membro ate o fundo da intimidade dela deixando-se liberar enquanto Bella tremia debaixo do seu corpo. Aquela era a melhor maneira de se reconciliarem e ambos suspiraram satisfeitos por conta do prazer que sentiam.Edward saiu de dentro dela e a abraçou abaixando a camisola de volta em seu corpo. Bella se aconchegou em seus braços, apoiando a cabeça em seu peitoral e ficou ali brincando com os pelos que tanto gostava.
– Espero que eu tenha mostrado que eu te desejo desse jeito e que você não precisa emagrecer. – ele dissera fazendo um gostoso cafuné.
– Mostrou sim. – sorriu enquanto passava a ponta dos dedos no peitoral dele – Você sempre fez com que eu me sentisse desejada, eu acho que estava deixando sua mãe me abalar.
– Minha mãe só vai sossegar quando me vir com Kate, só que isso não vai acontecer, mas você precisa não dar ouvidos às coisas que ela fala apenas para provocar.
Após aconchegá-la mais em seus braços, Edward suspirou exausto e fechou os olhos deixando o sono dominá-lo e Bella permitiu-se o mesmo aproveitando o calor do corpo dele.
Dentro da galeria, Bella estava com Rosalie dentro de uma pequena sala onde as duas descansavam na hora do almoço. A amiga já comera o seu sanduíche, mas ela não conseguia comer nada. Passa o dia todo se sentindo mal e só de pensar em comida seu estômago se revirava. Tudo o que fez foi tomar água e foi até uma pequena geladeira pegar mais uma pequena garrafa para que o líquido pudesse enganar a pequena dor que começava a se formar em seu estômago por conta da fome.
– Sabe, Bella... – Rosalie comentava enquanto lixava uma das unhas – Eu acho que o Alec vai me convidar para sair novamente.
– Que bom, Rose. – ela disse com a voz fraca enquanto abria a garrafa de água.
– Ele disse que me ligaria no fim de semana, dessa vez quero dar um passeio pela praia... – meneou a cabeça – Pode parecer idiota, mas acho que é um bom lugar para conversarmos e nos conhecermos mais. Festas e restaurantes são lugares muito chatos para isso, e eu nem curto muito todas essas frescuras de restaurantes não, prefiro uma boa pizzaria. – riu e olhou para Bella – Sem ofensas, porque sei que Edward é dono de restaurante e chefe de cozinha.
– Tudo bem. – bebeu um gole da água.
– O que você tem, Bella? – ficou olhando-a com uma expressão preocupada – Está tão calada e eu aqui toda animada te contando sobre o Alec.- Eu estou um pouco enjoada. – respondeu com a voz fraca colocando a garrafa de água em cima da mesinha.
– Você está pálida.
Rosalie se levantou para ver o que a amiga tinha, mas não teve tempo de fazer nada. Bella sentiu o corpo fraco e desabou ali na sua frente. A outra deu um grito e agachou-se rapidamente para tentar acordá-la. Desesperada por ver a amiga imóvel no chão, com o corpo gelado, Rosalie pegou o próprio celular no bolso e procurou o número de Edward. Um toque, dois, três, quatro e nada. Foi direto para a caixa postal e ela largou o celular no chão, provavelmente ele estava gravando e não podia atender.
Chamou Fred, um dos seguranças da galeria e este a ajudou pegando Bella no colo e colocando-a deitada no sofá de dois lugares que anteriormente Rosalie estava acomodada. Ela ligou para a ambulância e ficou andando e um lado para outro nervosa enquanto esperava. Tentou mais algumas vezes ligar para Edward, mas fora em vão, ele não atendia o celular. Pelo menos de alguma forma, ele acabaria vendo as chamadas perdidas e retornaria a ligação.
Assim que a ambulância chegou, Rosalie acompanhou Bella e em poucos minutos estavam no hospital. Ela foi reanimada e ficou um pouco perdida até se dar conta de tudo que havia acontecido após a amiga ter lhe explicado. Sentia uma leve dor de cabeça e já não sentia mais o enjoo, porém seu corpo ainda estava fraco. O médico aproximou-se das duas segurando uns papéis com uma das mãos e a armação dos óculos.
– O que a minha amiga tem, doutor? – Rosalie perguntou preocupada ao lado da maca em que Bella estava sentada.
– A saúde da Srta. Swan está ótima, o que ela teve foi uma queda de pressão. – levantou o olhar mostrando os grandes olhos azuis bastante perspicazes – Na verdade, isso foi consequência da gravidez.
– O QUÊ? – Bella eu um grito mostrando uma energia totalmente diferente de alguns minutos atrás – Grávida? – arregalou os olhos sem conseguir desviar o olhar do médico.
– Exatamente... – ele confirmou e voltou a olhar os exames – Cinco semanas.
– Não po-pode ser... – gaguejou colocando a mão na testa sem saber o que fazer – Eu não a-cre-di-to. – falava pausadamente baixando o olhar e Rosalie também tinha a mesma expressão chocada com os brilhantes olhos azuis arregalados.
– Vejo que não fazia nem ideia disso, mas vou lhe encaminhar para um obstetra e você marque uma consulta o mais rápido possível. Ele vai te dizer tudo o que precisa.
Enquanto o Dr. Volturi ia até sua mesa escrever um atestado para ela, Bella olhou para Rosalie completamente perdida. Não conseguia parar de pensar em como contar para o homem, quem sempre lhe dizia não ter a menor intenção de ter um filho, que ele seria pai. Apertou a mão da amiga procurando conforto e Rosalie cobriu-lhe a mão com a sua.
Aquele era um gesto silencioso para lhe dizer que apesar do que pudesse acontecer, ela estaria ali sempre.Assim que saíram do médico, Rosalie pegou um táxi e foi com Bella até o apartamento dela. Chegando lá, pegou o celular em sua bolsa e viu que havia várias ligações perdidas de Edward.
Deixara no silencioso e não percebera que ele estava ligando. Antes de retornar a ligação, ela levou Bella para o quarto e a ajudou a se deitar. Ainda tinha o mesmo olhar perdido.
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