Blackwhite
17 What Should I do without you?
Notas iniciais
Só pedir desculpas por demorar e avisar que vou demorar para postar o outro. Então sinto muito. Mas espero que aproveitem esse capitulo.
Ah, vi que muitos de vocês estão pensando que o Ikuto terminou com a Amu para proteger ela. Bem... Vamos ver se continuam pensando assim.
Beijos.
Ahh, por favor, cliquem no link da musica e escutem. Fica muito melhor de entender os sentimentos da Amu.
…:Utau POV:…
– Oh meu Deus! Amu, o que aconteceu?! – corro até ela, levantando o rosto dela e vendo os olhos dela completamente vermelhos e inchados.
– Ainda está vermelho? – ela sorri tristemente.
– Está muito inchado! – digo – O que aconteceu? – pergunto, preocupada. O que será que aconteceu que fez ela chorar tanto assim?
– Desculpe, estou atrasada. – ela se senta, ignorando o olhar de todos na sala sobre ela e os cochichos.
– Amu, nós já estamos na quarta aula. O que aconteceu? – Rima pergunta, tão preocupada quanto eu.
O que será que deve ter acontecido? Quero dizer, ontem foi o dia dos namorados. A Amu devia estar brilhando de felicidade hoje. Ela passou a semana inteira falando sobre como ontem iria ser incrível e sobre como ela estava ansiosa para passar o dia com meu irmão. E agora ela aparece todos inchada e vermelha. Será que aconteceu algo e eles não puderam se encontrar? Pode ter sido isso, quer dizer, nem vi o Ikuto chegar em casa ontem. E hoje de manhã ele saiu e nem falou comigo. Se o idiota do meu irmão tiver feito algo…
– …teceu.
– Como nada?! – Rima aumenta o tom de voz, mas abaixa de novo quando percebe todas as cabeças se virarem, todos loucos por uma fofoca. Esse pessoal é tão idiota as vezes.
– Nada é nada. Não se preocupem. Amanhã…
– Amanhã nada! Você vai nos dizer agora o que aconteceu! – digo, já pirando de tanta preocupação e curiosidade – Por favor, Amu. Você chega aqui com os olhos todos vermelhos e inchados, parecendo ter saído de um daqueles filmes de terror e diz que nada aconteceu. Qual é, não somos estúpidas. – ela fica apenas olhando para baixo e de repente, escuto soluços e vejo gotas de lágrimas nas pernas dela.
– Amu! – Rima se levanta, segurando o braço dela e ajudando-a a se levantar – Vamos, vamos sair daqui. Vem. – ajudo a Rima e faço meu melhor para esconder a Amu dos olhares curiosos dos outros.
Nós saímos da sala e eu lanço um olhar ameaçador para todos, do tipo ‘Sigam-nos e eu mato todos vocês’. Nós subimos as escadas, tentando ignorar os soluços da Amu e as lágrimas que caiam com mais rapidez. Finalmente nós chegamos no terraço.
– Amu, por favor, pare de chorar. Diz para a gente o que aconteceu.
– É Amu, nós queremos ajudar.
Ela sussurra alguma coisa, mas eu não entendo. Então ela repete mais alto.
– Nós terminamos… — ela levanta o rosto, nos permitindo ver as bochechas dela tomadas por lágrimas e seus olhos ficando mais vermelhos ainda.
– Terminaram? Hã? Quem terminou o que, Amu?
– Eu e o I…Ikuto… terminamos.
– O QUÊ?! – grito, completamente pasma. Isso é impossível!
– Como isso aconteceu, Amu? Vocês estavam tão bem juntos. – Rima diz, com uma expressão surpresa, mas intrigada.
– Tudo bem, eu vou ficar…bem. – ela soluça, mas ainda assim tenta sorrir, o que foi uma tentativa patética e só me fez ficar mais preocupada.
– O que o idiota do meu irmão fez, hã?
– E-ele não f-fez… nada. – ela desvia o olhar e eu cerro os olhos.
– Você está mentindo. O que ele fez, Amu?!
– Utau, acalme-se! Você só está piorando as coisas. – então ela se vira para a Amu – Você deveria ter nos ligado, Amu, e nós teríamos ido para a sua casa. Ninguém merece vir para escola nesse estado, ainda mais você.
– Está… tudo bem. E-eu… — ela morde os lábios, e eu arregalo os olhos ao ver as lágrimas caindo tão depressa pelo rosto dela. Ela tentava limpá-las, tentava parar de chorar, mas isso só a fazia chorar mais.
– Vai ficar tudo bem, Amu. Nós estamos aqui com você. – digo, abraçando-a com força e deixando ela chorar a vontade.
– Vai passar, Amu. Por enquanto, apenas deixe toda a tristeza sair de você. – Rima sorri para a garota, segurando seu ombro com firmeza.
– .. ficar bem… não… dói muito! – ela soluça – Por que… minha culpa…
– Nada disso é culpa sua, Amu. Confie em nós. Tudo ficará bem.
~Algumas horas depois~
– Onde ele está?! IKUTO! Cadê você?! – entro na porcaria do clube dele gritando e empurrando todo mundo para fora do meu caminho. To muito furiosa! Esse garoto estupido terminou com a minha melhor amiga e que quero saber porque! AGORA!
– Utau-ch… — Tadase aparece na minha visão, mas eu só pego ele pela gola, olhando-o como se fosse mata-lo. E eu faço isso mesmo se ele proteger meu irmão.
– Onde ele está?! Cadê o meu irmão!?
– L-lá dentro, mas o qu… — empurro ele para o lado, pisando duro pelo corredor e descendo as escadas correndo. Mato aquele idiota quando eu o vir!
– TSUKIYOMI IKUTO!!!
– Que diabos! – ele se vira de uma vez, me olhando – O que você quer Utau?! Não ta vendo que estou ocupado?
Eu olho para todos os garotos sentados ou em pé, ao redor dele, me olhando com curiosidade e espanto. Ele provavelmente está mostrando algum esquema de invasão de gangue ou coisa assim. Mas eu não to nem ai!
– Seu idiota! – avanço alguns passos, o suficiente para levantar meu braço e dar um tapa nele com todas as minhas forças – Qual é o seu problema?!!!
– Utau! – vejo o Kukkai me olhando assustado – Por que você bateu nele? Cara, você ta bem?
– Cala a boca Kukkai! Ele não merece que ninguém se preocupe com ele!
– Já fez o que queria, Utau? – o idiota me olha, sem expressão, só me fazendo ficar mais furiosa – Então da o fora.
– Não, Ikuto! Não fiz o que eu queria! Na verdade, isso não chega a ser nem 1% do que eu quero fazer com você!
– Utau-chan, o que aconteceu? Por que está gritando com ele? – Nagihiko me pergunta.
– Ahhh, entendi! O idiota aqui ainda não contou para vocês, não é?
– Contar o que?
– Que ele terminou com a Amu ontem! No Dia dos Namorados! Quem é tão insensível a ponto de fazer isso?!
– Fez o que?! – Kukkai, Nagihiko e Tadase olham para meu irmão, ou melhor, o imbecil que tem o mesmo sangue que eu.
– Mas que droga, cara! Por que você fez isso?! – Kukkai olha para ele, sem entender.
– É Ikuto-nii-san, pensei que gostasse da Amu-chan.
– Não é da sua conta o que eu faço ou deixo de fazer. Já joguei muitas garotas fora antes, por que estão se importando com mais uma?
– Mais…uma…? – Rima levanta o rosto, seu punhos fechados e tremendo, seu rosto completamente vermelho de fúria. Foi tão rápido que eu nem mesmo tive tempo de reagir. Só vi o punho dela acertando com tudo o rosto do meu irmão.
– Rima-chan…
– Qual é o seu problema, garoto?! Acha que nós, garotas, somos só brinquedos?! Acha que a gente não tem sentimento?! Se você estava só brincando com ela, por que não terminou logo essa brincadeira antes de ela se apaixonar por você?! Por que você insistiu em machuca-la?!
– Chega! – ele grita, e ela se cala, assustada – Quem você pensa que é para vir me dar lição de moral? Se eu terminei com ela, pronto! Não é problema seu se eu namoro ou não com ela. Agora, saia daqui antes eu mesmo chute você, baixinha.
– O que?! Você acha que eu vou deix… — começo, então sinto o chão sumir e me vejo no ombro dele. Em poucos segundos, eu e Rima estamos no chão, do lado de fora do clube.
– Não voltem mais aqui. – ele bate as portas com toda a força.
– Seu imbecil!!!
…:Nagihiko POV:…
Não posso acreditar. Como é possível o Ikuto ter terminado com a Amu-chan? Ele…amava ela. Não mentiria sobre isso. Pode ter brincado com muitas garotas e dormido com o dobro das que beijou, mas ele nunca mentiria sobre seus sentimentos. Ele não consegue fazer isso por causa da mãe. Tudo que ele disse para a Amu-chan na nossa frente, os beijos e toda aquela pegação… Aquilo não foi fingimento. Tenho certeza. Alguma coisa errada aconteceu aqui e eu vou descobrir.
– …iko! – levanto a cabeça e vejo o Ikuto me olhando, assim como todo o resto do nosso grupo.
– O que foi?
– Se você não quer ficar aqui, saia. Não preciso de pessoas que não tem utilidade. – cerro os olhos, com uma resposta na ponta da língua, mas Kukkai me ultrapassa.
– Ei, relaxa cara. Ele só estava distraído.
– Apenas prestem atenção. – então ele se vira – Todos vocês viram ontem o quão covarde o Akira pode ser. Se esconder atrás da gangue e não lutar. Todos nós sabemos o que isso significa.
– Mas aniki, você viu ontem! A gangue dele estava esquisita. Eles não lutaram como normalmente fazem. Estavam mais fortes.
– Exatamente. E é por isso que não podemos nos distrair agora. Akira tem em posse algo muito valioso, mas também autodestrutivo. Vocês já devem ter escutado por ai sobre o WL, a droga que supostamente da forças e indestrutibilidade.
Eles começam a sussurrar entre si e eu lanço um olhar para o pacote nas mãos do Ikuto. Tão pouco, mas ainda assim tão letal.
– Nagihiko fez uma pesquisa e deu para sacar que é a família do Akira que está comandando a distribuição e venda dessa droga. O pai dele ainda está preso, acusado desse mesmo crime, mas nunca provaram nada. – ele fica em silêncio alguns segundos – Acho que todos vocês viram ontem que alguns dos membros estavam usando facas e coisas assim. Isso desrespeita o nosso mundo. Somos gangues, não criminosos. Protegemos nosso território, não aterrorizamos.
Eu já tinha esquecido em como o Ikuto é bom em ser líder. Ele sempre sabe o que fazer e quando fazer. Sabe discursar e atrair quem quer que seja para seu lado. Claro, algumas vezes ele é um idiota perdido, mas é para isso que eu e os outros estamos aqui.
– … posse da droga está expulso dessa gangue. Eu não me importo se você usou só uma vez, ou duas, está fora. Para aqueles que acham que esse mundo é mais perigoso do que imaginavam, bem, basta me avisar e vocês podem sair. Sem compromisso. Não vou forçar ninguém a lutar por algo que não quer. Sei que… sei que Akira e os homens dele machucaram já algumas pessoas importantes para vocês, tentando assustá-los e é exatamente por isso que digo para se pensarem antes de entrar nisso. Uma vez dentro, apenas a vitória o tirará disso. Ou a morte.
Ele ficou em silêncio, deixando suas palavras penetrarem a mente de todos, deixando-os perceber o quão difícil seria essa luta e que não prometíamos nada além de abrigo e lealdade.
– Essa é a hora de decidir. Ficar e lutar, ou simplesmente partir. – eu olhei ao redor, vendo alguns garotos olharem para os amigos procurando algum desistente e então para Ikuto.
– Estamos do seu lado, aniki! – Haru fala, sorrindo, mas com certa seriedade nos olhos, mostrando que podíamos confiar nele.
– É isso ai! Vamos acabar com a raça dos Dragões do Sul!
– Isso ai! Nós somos os melhores!
Todos começaram a gritar, fazendo barulho e se mostrando mais do que ansiosos para a luta começar. Ia ser difícil? Com certeza. Iriamos vencer? Não sei. Mas de uma coisa tenho certeza: com o Ikuto na liderança, não temos nada a temer.
~Alguns dias depois~
…:Aruto POV:…
– Não, não. Parem. – suspiro, fechando os olhos e passando as mãos em meus cabelos. Já estávamos nisso há horas e até agora nada.
– Algo errado, chefe?
– Amu-chan, venha aqui, por favor. – olho para ela, sorrindo, e ela simplesmente acena com a cabeça. Nenhum sentimento. Nada. Nem frustação, nem irritação, nem nada! Por que ela está assim? O que pode ter acontecido que fez ela ficar assim?
– O que foi, Aruto-san? – ela me olha, seus olhos vazios, sem vida.
– Amu-chan, você está se sentindo bem? Vai tudo bem na escola?
– Hm? Claro. Estou bem, sim.
– Tem certeza? Seus olhos me dizem ao contrário. – vejo ela hesitar, mas ela pensa que disfarçou bem.
– Estou bem.
– Amu-chan… — faço um sinal para os outros se retirarem e a guio até um sofá, sentando – Você sabe que pode confiar em mim, não é? Penso em você como minha filha.
– Obrigada, Aruto-san.
– Olhe, muitos não conseguem perceber, mas eu sim. E logo seus fãs irão.
– Tem algo errado com minha voz?
– Sua voz? Não, está perfeita como sempre. O problema é seu coração. – a olho gentilmente, sabendo que o caso pode ser mais grave do que imagino – Você canta, mas não há sentimento. Nada. Só vazio.
– E-eu… eu não…
– Eu sei que você não quer criar músicas sem emoções, certo? Sem um significado.
– Não! Eu quero que minhas música alcancem os corações das pessoas!
– Exato. Mas como fazer isso se não está alcançando o seu próprio coração?
Ela se cala, olhando para baixo.
– Vou lhe alguns dias para pensar.
– Não, eu…!
– Está tudo bem. Saia com suas amigas, se divirta. Peça ao Ikuto par… — cerro os olhos. Por que os olhos dela só reagem ao nome dele? – O que ele fez?
– Eh?
– O que meu filho fez? O que ele fez para transformá-la nisso?! – sei que meu tom de voz está mais alto do que o normal, mas se ele fez algo…
– Não… ele… não fez… — ela desvia o olhar.
– Amu-chan, por favor, diga para mim. Por favor, eu quero ajudar você. – seguro seu rosto entre minhas mãos, a tempo de ver os olhos dela se encherem de lágrimas e então seu rosto ser inundado por elas.
– A-aruto-san… — ela soluça, chorando cada vez mais. Nunca pensei que ia chegar o dia de ver a Amu-chan chorando como uma criancinha. Deus, o que meu filho fez a ela?
–Shh, está tudo bem, Amu-chan. Vai ficar tudo bem, você vai ver.
– Não… Ikuto… terminou… — ela tenta falar, mas não consegue.
– Vocês brigaram?
– Ele terminou comigo! – ela fala, antes de me abraçar com força e continuar a chorar.
– Amu-chan… Sinto muito.
~Alguns dias depois~
…:Kukkai POV:…
Já faz duas semanas desde que eu soube que o Ikuto e a Hinamori terminaram. Até agora não sei a razão. Já perguntei a Utau, mas ela também não sabe. E a Hinamori continua dizendo que a culpa disso é dela, o que é obviamente uma mentira. Sinceramente, quando eu descobri, quis arrancar a cabeça do Ikuto. Como é que ele pode dizer que ama ela num dia e no outro terminar tudo com ela?
Então eu notei. Ele não sorri mais. Ele não brinca mais. Ele não é mais o Ikuto que eu conheço. É como se o mundo agora só envolvesse a nossa gangue e a guerra rolando. Ele não se interessa mais em sair por ai de noite, na moto, assustando os motoristas ou fazendo besteiras. Ele me lembra de mim mesmo quando perdi meu irmão. Era como se a vida tivesse parado para mim. E pelo que parece, desde que ele terminou com a Amu, a vida dele também parou.
– Oi, Kukkai! Presta atenção, cara! – viro o rosto, olhando para o Nagihiko.
– Que foi?
– Não estamos aqui para você ficar pensando na minha irmã, Kukkai. Kei me disse que viu o BW aqui ontem e estamos aqui para pegar ele.
– Eu sei disso! E não estava pensando na Utau! – resmungo. Caramba, eu odeio quando eles me provocam com isso. Qual o problema de eu gostar dela?
– Ikuto-nii-san…?
– O que é Tadase?
– Hm… Por que você…terminou com a Amu-chan?
Droga Tadase! É uma questão taboo! Além disso, ele não vai…
– Por que eu quis.
…responder.
– M-mas por que? E-eu pensei que você realmente gostasse dela. E ela está tão triste.
– Tadase está certo Ikuto. Rima-chan me disse que a Amu-chan só estuda, come e dorme. Nem mesmo ir para o trabalho mais ela pode.
– Não pode trabalhar? – olho para ele, sem entender – O pai do Ikuto demitiu ela?
– Não. Parece que tem algo errado com as músicas dela. Algo a ver com o coração. Não sei direito. Só sei que a Amu-chan está muito triste por causa disso.
– E dai? Se ela não consegue mais cantar, o problema é dela.
– O que há de errado com você, Ikuto?! – olho para ele, furioso – Antes você era o primeiro a se levantar e defender a Amu-chan se alguma coisa ruim acontecesse. E agora você ta todo ignorante.
– Eu e ela não temos mais nada. Por que deveria me preocupar?
– Cara, será que você não percebe?! Ela ama você! Você não viu a cara dela quando a gente passou por ela no corredor do colégio? Ela parecia prestes a cair no chão e chorar até toda a água que tem no corpo dela acabar.
– Como eu disse, isso não é problema meu.
Argh, como eu posso ter um amigo tão cabeça dura?!
…:Amu POV:…
Já faz três semanas. Três semanas desde que o Ikuto terminou comigo. Duas semanas desde que eu não canto nada. Por que eu sou assim?! O que há de errado comigo? Por que todas as pessoas que são importante para mim me deixam?
Olho para o piano na minha frente. Por causa dele eu não consigo mais cantar! Por causa dele eu não consigo mais fazer o que eu mais amo em todo o mundo!
Flashback
Eu estava passando pelo corredor. Fugindo da aula, porque não conseguia prestar atenção. Sempre me lembrava do rosto dele. Do jeito que ele sorria para mim. Como me abraçava e beijava. Do jeito que os olhos dele me olhavam. Como se eu fosse a coisa mais preciosa no mundo.
Mas ai eu lembrava. Da frieza. Da indiferença dos olhos dele quando terminou comigo. Era como seu eu não fosse nada mais do que uma pedrinha no meio do caminho dele. Que ele podia simplesmente chutar para o lado e pronto. Não ia fazer diferença nenhuma na vida dele. E então eu chorava.
– Ikuto-chan! Eu sou a melhor, não é? – paro no corredor. Ikuto…
Olho para frente, vendo ele a alguns metros, andando na minha direção com várias garotas ao seu redor. Ele nem mesmo reparou que estou aqui.
– Não, eu sou, não é? – outra garota pergunta, agarrando o braço dele.
Por que? Por que, Ikuto?
Eu levanto a cabeça ao escutar os passos bem na minha frente e vejo ele me olhando, parado na minha frente, com todas as garotas me olhando e me analisando. Sei que elas provavelmente estão pensando em porque alguém como o grande e maravilhoso Ikuto delas saiu comigo. Sinto inveja delas. E isso me da raiva. Por que eu deveria invejá-las? Só porque ela podem ficar ao lado dele? Ver o sorriso dele e eu não?
– Amu.
Olho para ele, sentindo meu coração se contrair dolorosamente. Não me olhe assim!
– O-olá. – me forço a dizer, querendo parecer forte na frente dele.
– Ikuto-chan! Vamos logo! Você prometeu que iria dar um beijo para cada uma de nós!
Viro o rosto, sentindo minhas lágrimas escorrerem ao ouvir essas palavras. Ele ia beijar elas. Como havia feito comigo. Por que?
– E-eu já vou! – desvio dele e quando finalmente passo por entre as garotas, sinto algo me segurar.
– Amu… — escuto a voz dele, sinto a mão quente dele na minha, me segurando. Só por um minutos me permito imaginar e sonhar que ele me quer de volta. Que ele só estava brincando quando disse tudo aquilo.
Então eu me viro e ele me solta. Escuto as garota começarem a rir de mim, mas só o que vejo é ele. Espero alguns segundos, deixando minha esperança sobreviver só por mais alguns segundos, então me viro e corro, sentindo meu coração chorar lágrimas de sangue.
Fim do FlashBack
Por que, Ikuto? Será que a culpa é minha? Será que fui eu quem errei? Errei ao acreditar em você? Não acho que seja isso. Ser sua namorada foi a melhor coisa que me aconteceu desde que o Kyou morreu. Eu era tão feliz. Por que você fez isso comigo?
Sinto as teclas do piano sobre meus dedos e aperto, deixando os sons preencherem meus ouvidos e me levarem para um mundo bem longe desse. Um mundo onde só meus sentimentos existem. E onde eles estão sendo destruídos por você.
Eu quero sair daqui. Quero parar com isso! Quero ser feliz! Digo que estou bem, mas não é verdade! Eu sei que posso ser melhor do que isso. Sei que posso ser mais feliz do que isso. Você me mostrou isso. Mas como? Como parar esses sentimentos? O que eu deveria fazer?
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You ask me how my day was as if it is same everyday
I say that I'm okay but you really don't know how I feel
Do you think I will be okay without you?
Will you be okay without me?
It is really hard to live in this world without you
That is why I blame myself for still breathing
What should I do? Even now, I live these painful days because of what you said
Tell me if this is a bad thing to do
Do you live every single day painfully like me?
You and me.
Are we too late? Do not we have a chance?
I still think about you and you might know this
Is it finally this? Are we going to end up like this? Is it okay with you?
I don't think I can do it. The love that I found by meeting you, I won’t find it anywhere else even if I die
What should I do? If it isn't you, no one else can be in my heart
Please hold me. And you know that even though the whole world would try
No one can erase your memories. So please hold me.
What should I do? Even now, I live these painful days because of what you said
Tell me if this is a bad thing to do
Do you live every single day painfully like me?
You and me.
Is it too late? Do not we have a chance?
But me, I still think about you, and you might not know it.
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