Blackwhite
3 Primeiro beijo
Notas iniciais
Aqui estou trazendo um novo capítulo!!! o/
Espero que gostem e me deem sugestões de como continuar. to numa crise de imaginação... T_T
Bjooosss
E deixem muitas reviews viu?? xD
...:Ikuto POV:...
- Kyyaaaa! – é assim que começa o meu dia. Garotas gritando o meu nome, o número do celular, tentando me tocar. Teve uma vez que uma garota me deu a calcinha dela com o número de celular dela escrito. Só por causa disso eu liguei pra ela. Achei interessante, mas ela não era tão boa assim.
- Kyaaaa!! Ikuto-kun!Kukkai-kun! – sempre que eu e minha gangue chegamos tem toda essa gritaria. É lógico que eu entendo. É impossível não sentir nada quando me vê. Mas tem uma garota, uma única garota, que não tem nenhuma reação ao me ver, e a partir de hoje, ela é minha namorada. De mentira, mas ainda conta. Eu vou curtir muito esses três meses.
- Ikuto-nii-san, o que está procurando?
- Minha namorada.
- Ei, isso é pra valer mesmo? Achei que você era um homem de várias mulheres.
- Sou. Mas a Amu é divertida.
- Então você vai se divertir com ela e depois chutá-la? – Nagihiko pergunta sério. Ele é meu melhor amigo e me conhece muito bem. – Você só vai magoar ela.
- Ele é assim. – Kukkai diz colocando um biscoito na boca.
- Ikuto-nii-san, você vai acabar se machucando um dia. Dizem que maldição de mulher é 10 vezes pior. – Aff, mais uma lição de vida com Tadase. Palmas. Esse garota parece um velho às vezes.
- Relaxa e curta a vida. São os meus princípios. – digo.
- E pegue muitas mulheres. – Kukkai acrescenta.
- Esse é o motivo da vida. – digo e ele ri. – Achei!
Abro caminho entre as garotas e ando em direção a garota de cabelos rosas. Ela não percebeu minha presença ainda. Hahaha, vou me aproveitar disso. Chego perto dela e passo os braços pela cintura dela, num abraço, então sopro de leve na orelha dela e ela pula pra fora dos meus braços, colocando a mão na orelha, com o rosto vermelho.
- I-i-ikuto! — Kkkkkk é muito bom perturbar ela. – O q-que e-está f-fa-fazendo aqui?
- Não posso vir falar com minha namorada?
- Oi garotas. – Kukkai, Nagihiko e Tadase chegam e param dos meus lados.
- Por que estão aqui em vez de estarem ali, com aquelas garotas piradas por vocês? – Rima pergunta.
- É mais divertido estar com vocês. – Nagihiko responde. Ele gosta da Rima, não pode esconder de mim.
- Isso mesmo. – E o Kukkai gosta da minha irmã. São uns manés. Tem tanta garota melhor por ai. Tipo: a Amu. Mas agora ela é minha. E eu sempre digo: Se quer alguma coisa, pegue-a. É simples assim.
- Ei, vocês tão namorando? – então você percebeu Amu?
- N-n-não! – mentiiiraaa...
- Mas...
- Xiii, Amu. – sussurro pra ela, enquanto os outros discutem – é mais divertido só assistir não é?
...: Amu POV:...
To de boca aberta. O Ikuto sendo legal com eles? O Ikuto sorrindo sem segundas intenções? O mundo acabou. Não que eu conhecesse muito ele, mas isso não parece ser normal.
- Você... é mais legal do que parece. – sorrio pra ele e ele vira o rosto – Ikuto? – ele está com um quase, QUASE imperceptível, vermelho nas bochechas. O Ikuto ta corando! Kkkkkk, me ajoelho no chão, rindo.
- Amu? O que foi? – Utau pergunta preocupada.
- Ele... Hahahaha... vermelho... – eu não consigo nem falar! Kkkkkkk Isso é muito hilário. Um playboy corando por causa de um elogio. Kkkkk
- Você não está rindo demais, Amu? – o Ikuto pergunta, se abaixando e vejo de relance aquele maldito sorriso malicioso que faz todos os meus pêlinhos se arrepiarem e me dá um maldito corado. Então, a próxima coisa que sei é que os lábios dele estão nos meus.
Hã? Hã? Hãããããã???? O que diabos ele ta fazendo?! O que é essa sensação? Ah, o Ikuto ta me beijando. EHHHHH???? Por que?! Eu sinto os lábios dele se mexendo sobre os meus e a mão dele no meu pescoço. O meu primeiro beijo! O meu precioso e único primeiro beijo está sendo roubado por um playboy pervertido! Dessa vez eu me superei! Como é que eu deixo uma coisa dessas acontecer??! Valeu Amu!
Então sinto algo quente escorrendo pelas minhas bochechas. To chorando. Agora chega! Empurro ele, dou um tapa, mas é um tapa bem dado, chega faz o PLAC, e me afasto. Vejo no rosto dele um misto de surpresa com arrependimento. Por que ele tem essa expressão? Levanto-me e saio correndo, mas paro no meio do caminho. Ele merece mais do que uma tapa. Volto até ele e dou o maio chutão na barriga dele. Vejo ele ficar sem ar e dar umas tossidas, então corro pra dentro na escola.
...:Nagihiko POV:...
U-A-U! Isso foi... U-A-U! É a primeira vez que vejo uma garota bater no Ikuto. A maioria o agarra, e mesmo se ele rouba um beijo delas, todas pedem mais depois. Caramba! Isso precisa ser marcado na história! Se eu to chocado, imagine ai a cara dele.
- Ei cara, você ta legal? – pergunto.
- Kkkkkkk! Que fora!
- Ikuto-nii-san...
- Amu! – Utau e Rima entram no colégio, indo atrás da Amu-chan.
- Kkkkkk
- Continue a rir se quiser perder a cabeça. – Ikuto diz se levantando com uma mão na barriga, olhando pro Kukkai com um olhar assassino.
- Você mereceu esse chute. – digo. O que ele fez deve, não, magoou muito a Amu-chan.
O sinal toca e o Tadase e o Kukkai correm para suas salas. Ikuto entra no colégio e vai para o terraço e eu sigo ele. Costumávamos passar o tempo ali quando não queríamos assistir aula.
- Por que beijou ela? – ele ignora minha pergunta e se senta. – Você não pensou nos sentimentos dela?
- Foi só um beijo. Nem sequer foi de língua.
- Pra você foi só um beijo. Para ela deve ter sido o primeiro.
- E daí? Ainda é só um beijo.
- Ikuto, para as garotas não existe isso de só um beijo.
- Vai me dizer que elas só beijam o príncipe encantado? – ele ri.
- Ikuto, um beijo é algo que só se deve fazer com quem se ama.
- O que é isso? Lição de moral do primário?
- É o que qualquer garota pensa. Você, mais do que ninguém devia saber disso.
- Isso é idiotice.
- É por causa dessa idiotice que a Amu-chan vai te odiar. Idiota. – ele se calou e fixou o olhar no chão. – Por que beijou ela?
- Eu...não sei. Simplesmente fiz.
- Não brinque com ela. A Amu-chan é uma garota legal. Mas você nem mesmo gosta dela. – ah, ele olhou pra mim – Você... não pode ser... você gosta dela?
- Tem algo nela que me atrai.
- Você gosta mesmo dela? – não consigo acreditar. 18 anos eu tentando fazer ele se apaixonar, e em menos de 3 dias a Amu-chan consegue. PUTz
- Você gosta mesmo dela?
- Não... Não sei. Ela é diferente dessas garotas que vivem ao meu redor.
- Então ela é algo como um brinquedinho raro? Você brinca, se cansa, e depois joga fora?
- Não. – ele responde imediatamente – Ela sorriu pra mim. Mesmo depois de eu ter forçado ela a ser minha namorada, ela disse que eu era legal. O normal seria ela me odiar, não? Ela é... diferente.
- O que significa o seu ‘diferente’?
- Ela é a primeira... a primeira que eu não consigo dizer o que ta pensando. Ela faz coisas quando eu menos espero. É engraçado ver ela corar por qualquer besteirinha que eu faço. É... fofo. Eu acho ela fofa. – OhMyGod! A situação é mais séria do que eu pensei. Ele disse que ela é fofa! Fofa! Ele fala tudo quanto é palavra: gostosa, sexy, bonita, quente; menos fofa! E ele ta sorrindo enquanto fala de uma garota!!
- Ikuto... ¬¬ Eu sei o que você tem.
- O que?
- Você está apaixonado pela Amu-chan. E olha que você só a conhece há dois dias.
- Parece que foi você que levou o tapa. – ele ri – você está insinuando que eu, Tsukiyomi Ikuto, estou apaixonado? Hahahahaha
- Por que está negando?
- Não posso negar algo que nunca existiu. Como eu, líder dos Tigres do Norte, playboy oficial, com mulheres aos meus pés, implorando por um sorriso meu, poderia estar apaixonado por ela?
- Diga o que quiser. Não pode negar para si mesmo. Só o que peço é para que não machuque ela.
- Por que? Gosta dela? Vai trair a Rima? – Ai, esse garoto me irrita às vezes. Calma, Nagihiko, fique calmo.
- Ikuto, você está apaixonado. Cuidado para não perceber tarde demais, tipo, quando a Amu-chan te odiar.
- Você pirou, Nagihiko. – Ikuto sai rindo do terraço. Às vezes acho que ele tem medo de se apaixonar.
...:Ikuto POV:...
Finalmente a aula acabou. Como alguém agüenta ficar olhando para a cara de um professor por mais de 5 horas? Pra mim, a escola é um castigo de Deus. Pra que diabos eu vou precisar saber o que é uma oração subordinada substantiva objetiva direta?! É inútil pra minha vida.
- Ei, vamos comer em algum lugar! – Kukkai aparece do meu lado.
- Ouvi dizer que tem uma lanchonete muito boa perto do centro da cidade. – Tadase diz.
- Vamos lá.
- Ikuto!!! – ahhh, o que é agora?
- Eu to indo comer Utau. Fala logo o que quer.
- Por que fez aquilo?
- Aquilo o que?
- Beijou a Amu! Ela nem sequer apareceu na aula depois disso. – Hã? Por que? Será que foi tão chocante assim em beijar? Bem, até entendo. Meu beijo é muito bom. Mas não acho que seja esse o motivo dela faltar a aula.
- Vai procurar ela agora e pedir desculpas. – Rima acrescenta.
- Agora eu vou comer. Se quiserem vir, venham.
- Ikuto!
- Utau-chan, Rima-chan, vamos comer. – Nagihiko chama.
- Mas ele...
- Ele também está preocupado. Deixem que eu falo com ele.
- Vamos logo! – o povo lesado – Onde é Tadase?
Ele me diz e vamos de moto. Cara, por que eu to me sentindo tão culpado? Normalmente eu não taria nem ai, mas...
- É aqui Ikuto-nii-san.
O lugar parece ser legal. Mas tenho a sensação de que já estive por aqui. Quando entramos escuto umas garotas gritando e todos olham para a gente.
- Amu? – Amu? Onde? Fixo meu olhar em uma garota igual a Amu, mas ela está sendo abraçada por ele.
- Utau? Rima?
- O que está fazendo aqui, Amu-chan? – Tadase pergunta.
- Eu trabalho aqui. O que vocês estão fazendo aqui?
- Por que está abraçando minha namorada, Kei? – Eu to puto! Kei é o líder das Águias do Leste e eu não gosto dele nem um pouco.
- Ora, ora, ora, se não é Ikuto-kun e sua gangue.
- Cala a boca e solta ela agora, antes que eu arranque seus braços.
Bem vindo ao maravilhoso mundo do ciúme. Pelo preço de sua entrada, ganhe também uma maldita dor de cabeça, um desejo quase incontrolável de cometer um assassinato, e um complexo de inferioridade. Oba.
- Por que não tenta? – ele ta rindo?! Esse cara ta pedindo pra morrer!
- Kei, você conhece ele?
- Sim, Amu-chan — ele olha para a Amu que ainda está nos braços dele. – Ele é um pouco famoso por ter derrotado o antigo líder da gangue dele. Nós já lutamos algumas vezes.
- Você bateu muito nele? – Hã?! Quem ela ta pensando que eu sou?!
- Hahahahaha, não muito.
- Lógico. Você saiu correndo com o rabinho entre as pernas depois de 10 segundos que lutou comigo. – digo com um sorriso confiante
- Não está me confundindo com você?
- Com licença! – alguém grita
- Kei, solta aqui. – Amu se livra dos braços dele e corre até um homem para anotar o pedido dele. Reparo que quando ela está voltando, o homem dá uma olhada na bunda dela e sorri. Filho de uma mãe!
- Owww, que cara horrível você tem ai. – Kei diz rindo.
- O que você ainda ta fazendo aqui?
- Estou vendo a minha Amu-chan. – ele fala e abraça a Amu rindo, dando vários beijos no pescoço dela. Ela só fica rindo. Não acredito! Com ele pode, mas comigo não!
- Ikuto, vamos sentar. Vem. – Nagihiko me puxa pelo braço.
- Não.
- Eu vou anotar o pedido de vocês. – Amu se liberta do abraço de Kei e para na minha frente, me olhando – Não vai sentar Tsukiyomi-san? – Desde quando ela me chama pelo segundo nome? Sento-me e o pessoal faz o pedido. Fico observando o Kei, sentado, olhando para a Amu. Qual é a relação deles?
...: Amu POV:...
O Ikuto nem sequer parece arrependido. Como ele pode ser tão insensível? Mas se bem que eu fiquei um pouquinho feliz ao escutar ele dizendo ‘minha namorada’. Se eu não soubesse que o ikuto é um playboy, eu diria que ele está com ciúmes do Kei.
- Amu-chan, o Ikuto-kun está só te olhando.
- Não é problema meu.
- Como se conheceram?
- Eu meio que acertei ele com umas latinhas. – Kei ri.
- Ele ficou com raiva?
- Muita. Achei que fosse me bater.
- Ah não. Se ele ousar tocar num único fio de cabelo seu, eu mato ele.
- Kei!
- Ó, ele ta olhando de novo. – Kei olha por de trás de mim e sorri maliciosamente, então coloca a mão na minha cintura e me puxa, fazendo eu sentar no colo dele e ficar de frente pro Ikuto. Parece que ele ta explodindo de raiva.
- Hehehehehe, nunca vi ele fazer essa cara. Nem quando estávamos brigando.
- Sério?
- É, ele deve achar você especial. Talvez goste de você.
- H-h-hã? – coro com a idéia e ele percebe.
- Amu-chan, você não gosta dele, né?
- L-lógico q-que n-n-não!
- Amu-chan... – ele faz uma expressão de tristeza – eu fui trocado...
- Não! Kei! Você é único! Não pode ser trocado!
- Escutou isso Ikuto-kun? – olho pro outro lado e vejo o Ikuto parado ali, olhando pra mim. Ele parece irritado e meio triste ao mesmo tempo.
- Escutei.
- Que ótimo. Agora sabe que a Amu-chan pertence a mim.
- Posso roubá-la. – eh?
- Há! Isso é um desafio?
- Ei, ei! Eu não pertenço a ninguém pra ser roubada! – me levanto e puxo o Kei, levantando-o – está na hora de você ir não?
- Está me expulsando?
- Kei...
- Hahaha, ok, ok, depois falamos sobre aquilo certo?
- Sim. – ele me da um beijo na bochecha e sinto o Ikuto puxar meu braço, me afastando do Kei
- Vai embora. Agora. – o Ikuto diz cerrando os dentes. Ele deve ta se segurando pra não começar uma briga. Ótimo.
- Bye, bye. – Kei sai pela porta.
- Amu. Como você conhece ele? O que ele é seu?
- Que eu saiba, isso não é da sua conta. – me solto, dou as costas e entro na cozinha.
O tempo passou rápido. Noto que enquanto eu atendia os clientes, o Ikuto não tirava os olhos de mim. O que ele quer afinal? Já não bastou me beijar e agora quer que eu vire um brinquedo pra ele? É, eu escutei a conversa dele e do Nagihiko no terraço. Meio que senti pena dele. Apesar dele ser um playboy, parece que nunca gostou de ninguém de verdade. Olho para o relógio e Meu deus! Já é tão tarde assim?! Vou ao vestiário e troco de roupa. Tenho que correr se quiser pegar o ônibus. Despeço-me das minhas colegas e saio. Ahh, que frio!
- Amu. – AiMeuDeus. Quem é que está na rua a essa hora da noite? Bom, eu to, mas... Será que é um pervertido? Mas como sabe meu nome? Viro-me e vejo um verdadeiro pervertido.
- Ikuto. – O que ele quer? Se tentar me beijar de novo, vou chamar a policia e processá-lo por assédio sexual.
- Eu... Me desculpa por hoje. – WTF?! Ele está se desculpando? – Sinto muito. Não achava que um beijo era tão importante assim.
- Mas é! Foi o meu primeiro beijo!
- Sinto muito. – nossa, ele parece mesmo arrependido.
- Tome responsabilidade.
- Hã?
- Você me roubou um beijo e quero algo em troca.
- Sabia, você não vai mais ser a minha namorada. Olha, eu entendo. Tudo bem mesmo. Só queria mesmo me desculpar. – ele se vira para ir embora, mas eu seguro a mão dele.
- Do que está falando? Só quero que me leve pra casa.
- Eh?
- Não vai se recusar a fazer isso depois de me roubar um beijo vai?
- Amu... Você não está com raiva?
- Você se desculpou. Não estou mais.
- Então... ainda é minha namorada?
- Por três meses. Não volto atrás com minha palavra.
- Hum... Talvez você se apaixonou por mim. Sou bem famoso por ter um beijo bom. – ele sorri maliciosamente e eu coro. Mas ele voltou ao normal. É meio estranho ver o Ikuto triste e sério ao mesmo tempo.
- Pervertido. Vamos logo, está ficando mais frio.
- Beleza. – quando eu monto na moto dele, sinto algo pesar sobre meus ombros. Ikuto tinha colocado sua jaqueta em mim. Olho para ele e vejo aquele sorriso puro novamente. Ah droga! Eu to corando de novo!
- O-obrigada.
- Que tal um beijo como agradecimento? – Idiota! Ele é um idiota apesar de tudo. Mas por que eu não consigo ficar com raiva dele? – Segure firme. – ele diz, ligando a moto e nos tirando dali. Passo os braços pela cintura dele e me lembro do chute.
- Desculpa pelo chute. Está doendo?
- Vai cuidar de mim? – vejo os lábio dele formarem um sorriso torto pelo espelho da moto.
- Não!
- Hahaha, Não se preocupe. Agüento mais do que aquilo.
- Posso testar?
- Você é doida mesmo, não é? Se você me chutar nós vamos acabar morrendo. – ah, de novo aquela memória se instala no meu coração. De novo eu to lembrando de algo que preferia não lembrar. – Amu?
- Não é nada. Desculpe. – permanecemos em silêncio até chegarmos na frente do apartamento onde eu moro.
- Obrigada, Ikuto.
- Voltou a me chamar pelo nome? – ele dá aquele típico sorriso dele.
- Não posso?
- Eu gosto, Amu-chan. – coro e ele percebe, aumentando mais ainda o sorriso.
- Não coloque o ‘chan’. Fica estranho ouvir isso de você.
- Que tal Amu-koi?
- Não!
- Amu-koi não gosta do nome? – ele faz aquele sorrisinho malicioso e brincalhão.
- Ikuto-koi quer levar outro chute? – pergunto entrando na brincadeira.
- Hahahaha, você é mesmo estranha.
- Por que?
- Você foi a primeira garota que me bateu. Nem mesmo as caras têm a coragem que você teve.
- Você mereceu. Além disso, você não é tão assustador assim.
- Então eu sou legal?
- Sim. – ele sorri maliciosamente
- Então, minha Amu-koi admite que eu sou legal e que gosta de mim?
- TCHAU! – digo me virando.
- Você esqueceu algo. – ele puxa a minha mão e me da um beijo na testa – te vejo amanhã, Amu.
De novo esse sentimento de felicidade. Fico parada até ver o Ikuto sumir. Não estou mais com frio. A jaqueta dele é bem quentinha e eu posso sentir um cheirinho bom vindo dela. O cheiro dele. Subo, entro no apartamento, troco de roupa e deito com a jaqueta dele do meu lado, abraçando-a. O que é esse sentimento? Só amizade? Ou é... Amor?
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