Notas iniciais
Apresentação do nosso protagonista, e de mais um personagem a nossa história!

5 de março de 2021

(Yuri)
Eu prometi para a Karen que não me envolveria no caso, prometi a ela que não faria nada perigoso, mas eu não sei porque eu quero me meter nisso, eu não posso me arriscar agora.
— Onde o Diego tá?... Ele saiu faz 20 minutos, não é normal demorar assim... Eu deveria me envolver no caso? Não, não... Muito perigoso, eu não posso. Droga Yuri!
Diego abriu a porta do carro e me olhou sem entender nada do que eu estava fazendo, não o culpo.
— Falando sozinho de novo? O que está acontecendo? Você tem estado meio estranho recentemente.
— Eu não sei direito, tem algumas coisas me incomodando, estou um pouco indeciso, sei lá.
— Fala aí, não deve ser algo absurdo.
— Antes, porque demorou tanto?
— Fui no banheiro e peguei um jornal, vai querer ler?
— Claro. — A matéria da primeira página do Jornal era do que aconteceu na Rua 7, parece que juntaram mais informações do que eu mesmo esperava. — Estão falando da Rua 7.
— Pode ler em voz alta? Ainda não li.
— Pode ser. "Na Quarta-Feira (3 de março) foram encontrados pelo DPCS, diversos corpos em uma casa na Rua 7. Após disparos e gritos serem escutados pela vizinhança, a polícia foi chamada, após 5 minutos a polícia compareceu e identificou mortos e desmaiados, no local, sem muitos resquícios do suspeito. O principal suspeito é um assassino que têm feito diversos ataques em lugares diferentes, sem um motivo aparente. O assassino suspeito, conhecido como 'Black' pelos moradores da região, está sendo perseguido pela polícia desde seus crimes cometidos a 2 semanas, quando foi identificado pela primeira vez, porém a polícia não parece ter pistas sobre este assassino."
— Falam como se fosse fácil pegar um cara que não deixa rastros e não tem um padrão de vítimas, ela não tinham nada em comum.
— É, eu sei, e que nome é esse, "Black"? Quem foi o gênio que teve essa ideia?
— Fiquei sabendo que ele só usa preto, toda a roupa, deve ser por isso. Aliás, você não me respondeu o que era que você estava falando sozinho.
— Acho que vou querer ir atrás do Black, mas tenho que falar com os nossos superiores.
— Não é uma má ideia, tente!
— Estou pensando nisso, vou conversar com a Karen primeiro, ver o que ela acha. Me meter com um assassino? Olha bem o que ele fez com toda essa gente, o que eu poderia fazer?
— Te falta confiança, a quantos anos você está na polícia? Deve conseguir lidar com esse cara.
— Você quer entrar nessa caso também, né?
— É óbvio.
Quem sou eu para julgar?


(Marcos)
— Aí Dog, quer cheirar um pouco?
— Eu não uso.
— Como assim não usa? Você vende droga, mas não usa a droga, que porra de sentido é esse?
— Quanto mais eu usar menos vai ter pra vender, algo básico, seu imbecil.
— Quem liga pra lucro? Isso aqui é bom pra caralho!
— Já tô com problemas demais, não vou lidar com vício nessa merda. Eu já lido com o vício dos outros, sai fora.
— Chato pra caralho hein, cheira um pouco, vai te deixar animado pra porra!
— Vem cá, que parte de "não" você não entendeu? Eu tenho que resolver a porra do problema com aquele cara, então não me enche o saco.
— Não tem pessoal nosso na polícia? Eles não podem cuidar disso?
— Se eu deixar eles cuidarem disso eu não subo aqui dentro, eu pegar esse cara vai me fazer ganhar respeito aqui dentro.
— Pra que subir? Continua aqui com a gente pô! Vai abandonar a gente daqui das camadas baixas assim?
— Acha que eu gosto de ficar aqui? Eu quero chefiar mais do que só esse setor, quero estar lá em cima, então sim, eu vou abandonar vocês e com prazer.
— Babaca pra caralho hein dog, aí, quer saber? Tu é um merda que não vai subir na vida não, devia agradecer do chefe te dar o cargo que tu tem.
— E é por esse pensamento seu, que você só vai ser o drogado que compra não o traficante que vende, vai morrer pobre.
— Olhe bem com quem você fala, babaca, e eu pelo menos vou morrer feliz do jeito que eu tô.
— Eu quero vender armas Fernando, participar dos esquemas de corrupção dos políticos da cidade, me meter com coisa grande, ser o pequeno traficante da rua 7 pra mim é porra nenhuma!
— Você não daria conta.
A essa altura eu já estava emputecido com esse cara. O Fernando é um dos clientes mais fiéis que temos, ele ajuda a gente aqui também, mas não quer porra nenhuma aqui, só a cocaína que passa o dia cheirando. O chefe recompensa bem ele, ele parece saber de tudo que acontece na cidade e sempre ajuda a gente quando pode, mas é claro que sempre sai por um preço. Eu já sabia que ele estava com a gente aqui, já conversei com ele algumas vezes, mas ontem depois da reunião, o chefe me ligou e disse que ele ia ficar aqui pra ficar de olho em mim, ele parece estar me tentando a todo momento a fazer alguma merda, ele acha que eu sou o que, burro? Eu não sei nem o como um simples drogado tem tanta confiança do chefe, mas o chefe gostar muito dele é o bastante pra eu ter cuidado, mas não vou deixar esse cara me dar medo não.
— Pode ter certeza que eu teria seu merda, e não vai ser você que vai ficar aqui pra me atrapalhar, então vamos fazer o seguinte, ou você para de me encher a porra do saco, ou a sua cabeça vai encher um saco, entendeu?
— Que seja. — Ele virou a cara e continuou usando cocaína, viciado é uma merda de lidar. Eu só quero sair daqui, e eu vou resolver esse problema

Notas finais
Se alguém tiver alguma dúvida sobre a história, comente, eu não mordo!
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.