Blackout
1 Capítulo 1
Notas iniciais
A cidade estava tranquila naquela noite. Poderíamos colocar tranquila entre aspas, pois o transito ainda se alastrava por ruas e avenidas do centro. Andando pelas movimentadas calçadas do centro estava Icaro Lobato, um rapaz que beirava os seus vinte e um anos. Ele estava frustrado pois acabara de terminar um relacionamento de três anos com sua namorada. Icaro a amava muito, e então ele ficou desesperado, sem saber o que fazer. O que ele fizera de errado, será que a amou de mais ? Será que ela havia achado alguém mais interessante ? Será que Icaro era realmente interessante ?
Icaro, um rapaz mediano, não tão gordo e nem tão magro. Olhos e cabelos castanhos, naquele momento seu cabelo estava bagunçado de tanto passar a mão pela cabeça. O rapaz possuía aproximadamente um metro e setenta e oito. Não possuía músculos, achava que por causa disso ele não seria tão interessante para as mulheres.
Desolado em meio a multidão que passava, Icaro encostou em uma parede e ficou olhando a sua frente. Havia um anúncio de um refrigerante. Dando longos suspiros o garoto fechou os olhos e foi daí que aconteceu. Todas as luzes piscaram e então todos os seres humanos que ali estavam desmaiaram, inclusive o jovem Icaro. Os carros começaram a bater uns nos outros, nos postes. Um “caos silencioso” começava a acontecer.
Icaro abriu os olhos e então viu uma bela moça o olhando admirada. Ela se aproximou e o beijou. Então o rapaz fechou os olhos e quando os abriu novamente se viu no último andar de um prédio. Ao olhar para baixo viu todo o transito passando e algumas pessoas o olhando. Foi quando ele escutou um “psiu” e logo se viu vestindo um smoking e olhando para o espelho. Ele estranhou aquela cena. Icaro piscou e se viu vestindo outro smoking, logo estranhou ainda mais. Ao piscar novamente e viu a sua namorada, melhor dizendo, sua ex-namorada o olhando e chorando. Icaro fechou os olhos e ao abrir viu novamente sua ex-namorada chorando.
O rapaz abriu os olhos e então viu a noite estrelada da cidade. Ele foi se levantando lentamente com a mão na cabeça sentindo um pouco de dor e viu várias outras pessoas fazerem o mesmo. Ao que parecia, houve um blackout humano naquele momento.
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