Black Rose Vermilion Heart

2 Arquivo nº 01: Revolution


Notas iniciais
Nossa aventura começa agora.
Os capítulos são referidos como "Arquivos".
Dentro de cada "Arquivo", a história irá se passar as vezes no mesmo dia, em diversos lugares e personagens tendo por fim um ponto de ligação em ambos. Onde a história fará sentido. Espero que gostem desse tipo de narração. ;)

Tokyo-5 | Distrito Industrial – Abstergo Corporation | Dia 14 de Maio de 2072 ás 14:56.


Uma explosão.

Gritos desesperados por ajuda.

Fogo.

Pânico e desespero por todo lado.

- Acionem o sistema de incêndio! Rápido! – Disse a jovem Doutora Rilla Yamanaka com urgência.

- Não podemos Doutora Yamanaka! O sistema que comanda o prédio foi totalmente afetado. – fala em resposta uma assistente em desespero.

- Faça o possível para acioná-lo ou morremos fritos aqui por insolação, a sede é blindada, o sistema de proteção dela é anti-nuclear, o que significa que sob ataque nada entra e nada saí. Ou seja, conserta essa porcaria ou morremos todos! – Grita Rilla com exasperação.

A assistente digita rapidamente vários comandos no computador próximo, mas o sistema não responde. Todos os códigos são negados.

- Droga! O sistema está hackeado! Não vamos conseguir consertar a tempo. O prédio vai explodir! Temos de fugir.

- Não vou fugir! Perderemos todos nossos experimentos no fogo. Anos de trabalho do meu avô não serão perdidos. – Rilla corre em direção ao computador central em curto circuito, mais ainda funcional. Digita freneticamente salvando os dados de pesquisas em um pequeno cartão com chip que acabara de inserir.

Nesse instante, o sistema de isolamento do prédio aciona sozinho, todas as saídas começam a lacrar. Isolando todos dentro da sede em chamas. Um funcionário corre em direção de uma das portas agora trancadas pelo sistema. Esmurra desesperadamente. Pega um hidrante próximo e golpeia violentamente a porta, mas em vão. Era blindada.

- Doutora, por favor! Vamos todos morrer! Precisamos ir, ainda podemos escapar pelos dutos subterrâneos. – A jovem assistente puxa Rilla pelo braço.

- Me largue! – Rilla puxa bruscamente seu braço de volta. – Não irei sem os dados dos experimentos.

Vigas e estilhaços caem por todos os lados ao som de uma sirene de emergência a ressoar por todo o local.

- Vamos todos morrer! – grita a assistente.

Nesse mesmo instante, ouvem-se mais ruídos de explosões dessa vez mais fortes e próximos. O local treme pelo impacto das explosões. Rilla consegue gravar os dados no pequeno chip que está em suas mãos, mas no momento que o retira do computador central, o mesmo sofre um forte curto circuito e explode arremessando gravemente ferida e inconsciente Rilla a uma longa distancia.

...


Base de Operações da S.T.A.R.S — Special Tatics And Rescue Squad | Tokyo-5

10 minutos antes... No mesmo dia...

Na Sala de Convenções...

- Cara que coisa mais enfadonha? Sério mesmo que sou obrigado a participar dessa patifaria que chamam de reunião de resultados? Argh! Eu sou um homem de ação! – Cochicha o mais novo Comandante das tropas de operações da S.T.A.R.S e delegado 5º seccional das tropas, Seiji Kentaro ao ouvido do seu fiel parceiro e amigo de combate, Hiroki Kazuo.

- Infelizmente sim, meu caro novo Comandante! Isso faz parte do seu novo protocolo como comandante. – Disse Hiroki em resposta com um sorriso sarcástico.

- Ao inferno com esse novo protocolo! Nesse momento eu poderia estar nas ruas salvando vidas, não ouvindo esses hipócritas corruptos. – Seiji mexe-se desconfortável na poltrona da sala de reuniões, enquanto o outro oficial repassava os dados dos resultados da organização.

- Imagino o quão útil seria! Salvando “mocinhas” e estourando miolos. – Hiroki olha de forma maliciosa para Seiji.

– Não banque o santinho, é tão culpado quanto eu neste quesito! Mas enfim... E quanto à autorização para reabertura do Caso “Arcadian”? Conseguiu a permissão? – disse baixinho para Hiroki com um sorriso de canto.

- Para nossa sorte, sim! Mas o Promotor Saito foi uma pessoa bem difícil, admito quase não conseguimos. Ele foi relutante em reabrir o caso, que o seu antecessor a comandante, em questão já havia encerrado. Mas isso não é tudo...

- Como assim não é tudo? – Seiji disse surpreso aumentando o tom de voz chamando atenção dos outros na reunião.

- Acredito que o assunto dos cavalheiros seja de fato importante, mas se ao menos não vai prestar atenção à reunião, peço a gentileza de não atrapalhar, novo Comandante. – Disse o oficial que repassava os dados da reunião, após um leve pigarrear.

Seiji consente com um sorriso forçado, vendo que todos voltam sua atenção a reunião, questiona:

- O que você quer dizer que isso não é tudo?

- O Promotor ficou muito mais tenso que o normal para um caso como esse. Ele tentou de todas as formas impedir que o caso fosse reaberto. Só permitiu por que aleguei que apelaria para o Conselho dos Nove, na corporação.

- Isso... É muito estranho. – disse pensativo Seiji.

- Eu diria suspeito meu caro! – Indagou Hiroki.

Seiji foi arrancado de seus devaneios, quando um policial ofegante chega à sala de reuniões, chamando-o urgentemente.

- Comandante Kentaro! Peço desculpa por interrompê-lo em sua reunião, mas precisamos do senhor urgente! Houve um acidente grave, na Abstergo senhor... Precisamos ir rápido...

- Abstergo?! – Seiji olha incrédulo para Hiroki, que retribui o olhar com desconfiança.

Seiji levanta-se de sua poltrona e segue o policial, mas antes para na porta e volta-se aos oficiais na reunião.

- Ah! Claro! Lamento por ter de abandonar tão importante reunião, meus nobres cavalheiros, mas o dever me chama, se me dão licença... –Seiji diz em tom sarcástico, retirando-se com uma falsa reverencia, em seguida caminha a passos firmes com Hiroki logo atrás.

- Você acha que esse acidente poderia ser... – Hiroki comenta.

- De origem criminosa? Tenho minhas suspeitas, mas no momento, gostaria de presenciar essa cena com meus próprios olhos. – afirma Seiji.

...


Tokyo-5 | Distrito Industrial – Abstergo Corporation

30 minutos após a explosão. No mesmo dia.

Finalmente ela abre os olhos, sua respiração está ofegante e pulsação muito fraca. Com uma forte dor de cabeça era quase possível ouvir os próprios batimentos cardíacos.

Rilla se encontra na fábrica toda ensangüentada, sua visão está turva e sente muitas dores, além de ter seu braço esquerdo e perna parcialmente dilacerados pela explosão. Ao olhar seu redor tudo que vê está destruído, com a explosão o sistema de controle neural dos Acardians foi eliminado e todos os humanóides que ainda restaram na fábrica estavam agressivos eliminando tudo a sua frente até terem um curto circuito e desfalecerem.

-“Eles não podem descobrir... Não podem! Tanto esforço para tudo perecer nas chamas... Espero que onde estiver vovô, o senhor possa me perdoar... Eu tentei... Ora o que estou pensando, fui falha em meu objetivo, permiti que destruíssem tudo! Se tivesse agido quando tive oportunidade...” – Pensa Rilla caída ao chão.

Ela ergue levemente sua cabeça e olha a sua volta, um cenário de plena destruição. Restos de corpos por todos os lados, carcaças de humanoides despedaçados, fumaça, óleo, sangue, focos de chamas e produtos químicos espalhados pelo local.

Rilla ouve um ruído. Com isso esforça-se em virar de lado o corpo, mas esse pequeno movimento logo a fez se arrepender de ter se mexido, pois lhe causou muita dor, fazendo-a ranger os dentes. Quando já está bem posicionada, tentou ver a distancia forçando sua visão, mas consegue distinguir uma silhueta quase humana, pois havia o que parecia ser metais vergados expostos, logo concluir ser um arcadian. Mas algo a deixou intrigada, forçando mais a visão, conseguir ver que ele estava comendo algo.

-”Estranho... Arcadians não comem. Eles são maquinas não tem qualquer tipo de vontade ou necessidade fisiológica.” – pensou Rilla.

Ficou a observar mais um pouco, esforço que lhe causou muito desconforto, aumentando suas dores de cabeça, quando por fim notou o que o Arcadian estava comendo. Era carne humana. Ele comia os restos de um funcionário da sede desenfreadamente. Rilla diante da cena fica horrorizada e deixa escapar um sussurro.

O Arcadian descontrolado nota a sua presença e vem em sua direção, Rilla percebe o perigo e tenta se levantar, mas não consegue e cai no chão liberando um grito de grande dor. Rilla se esforça ao tentar fugir do alcance da criatura por se arrastar, mas a dor da perna e braço mutilados era grande, insuportável o que fez com que desistisse de se arrastar.

-“Vou morrer! Sim esse será meu fim! O Fim da família Yamanaka, o legado do meu avô... Não, não eu não posso morrer... Não agora!” – Pensa Rilla em desespero.

De repente, Rilla ouve um disparo, que acerta em cheio a cabeça do humanoide, com o susto e certa sensação de alívio, Rilla entregasse ao cansaço, tendo uma rala visão de uma pessoa encapuzada que vinha em sua direção em meio às chamas e fumaça, e lhe disse algo que não pode compreender, mas, pode notar uma voz masculina.

Logo a pegou e a carregou em seus braços, nisso ela desmaiou.

Enquanto isso, fora da fábrica os bombeiros tentavam apagar o incêndio, mas este se tornara muito forte, com grandes labaredas de fogo que consumia tudo a sua frente. Logo chega ao local, a S.T.A.R.S – Esquadrão de Resgate e Táticas Especiais – liderada pelo delegado e agora Comandante oficial Seiji Kentaro acompanhado de seu parceiro de investigação, Hiroki Kazuo, junto com sua equipe de investigação. A dupla era conhecida como “Os especialistas”. Esse título lhes foi dado devido sua eficiência e rapidez na solução dos casos criminais. Nesse momento, Seiji e Hiroki haviam começado a investigar o já arquivado e esquecido caso que ninguém conseguira resolver, o dossiê “Acardian”, que teve o assassinato de Aidou Yamanaka.

Hiroki diz a Kentaro ao sair da viatura enquanto caminham para área de restrição:

- Não é muito suspeito que essa explosão venha acontecer, logo quando anunciamos que retomamos o dossiê Acardian?!

- Muito mais suspeito, se os envolvidos do acidente tiverem algo relacionado com a morte de Aidou Yamanaka! – diz Kentaro.

- Acreditas mesmo que seja isso? Mesmo que o assassinato tenha acontecido a mais de 10 anos? E ainda mais, pelos registros do dossiê é que a neta de Aidou Yamanaka, Rilla, pode estar envolvida na morte do avô. O Conselho dos Nove com base nessas informações e agora com o acidente na sede Abstergo pensam que provavelmente... – relata Hiroki.

- O acidente aconteceu hoje, e já acharam um culpado antes de nós! Não se deixe levar pelo o que esses corruptos dizem. Antes de qualquer coisa eles também são suspeitos, tanto quanto Rilla Yamanaka, ainda mais por arquivarem um caso de suma importância, ignorando totalmente os fatos! – esclarece o Comandante Kentaro, que apesar de jovem adquiriu muita experiência no trabalho.

Quando o fogo diminui a pequenos focos, alguns bombeiros forçam a entrada na fábrica sendo obrigados a fazer uso de mini explosivos para abrir uma passagem na parede, pois os modernos equipamentos a laser eram ineficientes para romper portas blindadas, na busca de sobreviventes. Foi uma busca longa e demorada, mas não puderam prosseguir muito e por fim não encontraram ninguém. Kentaro se aproxima e pergunta ao bombeiro:

- Houve sobreviventes?

- Dentro do prédio não, os que conseguiram escapar antes do prédio ficar lacrado já estão sendo atendidos, mas não podemos continuar as buscas, pois o prédio inteiro está condenado, prestes a desabar e, além disso, existe alguma criatura lá muito agressiva, atacou alguns de meus homens gravemente, não posso arriscá-los, agora temos de evacuar o perímetro.

- E Rilla Yamanaka? – questiona Kentaro.

O bombeiro meneou sua cabeça de forma negativa, de modo que Kentaro entendeu, assim perguntou:

- Quanto tempo acha que vai levar para o prédio desabar?

- 1 dia, talvez 2 com muita sorte! Se for haver perícia no local precisam ser rápidos e cuidadosos sabe-se lá que experiências o pessoal da Abstergo andou fazendo! – alerta o bombeiro.

Kentaro agradece o bombeiro e convoca sua equipe, e iniciam a pericia no local do acidente, sendo cuidadosos, pois sabem que o prédio pode desabar a qualquer momento. Adentram ao prédio usando mascaras de gás. Ao chegar à entrada, Kentaro fez um sinal com as mãos e reuniu o grupo para instruções. Pelo comunicador aclopado em sua face, diz:

- Vasculhem todo o local! Quero que façam uma busca rigorosa de Rilla Yamanaka viva ou morta. Segundo informações que tivemos, ela estava no local no momento da explosão. Qualquer coisa a respeito dela, por menor que seja me contatem imediatamente! Ficou claro? – Kentaro diz em tom firme, alto e claro a sua equipe e os dispensa para a busca no local.

Assim que a equipe de busca se dispersou, Hiroki questiona Kentaro.

- Acha mesmo que se ela estava realmente aqui, sobreviveria inteira a explosão?

- Sinceramente... Não. A notar pelo estrago local, posso imaginar a magnitude da explosão. Mas acredito que ao menos um vestígio ou a menor prova a respeito da origem desse incidente nós poderemos encontrar. Estou seguro disso. – Disse já caminhando com a pistola em riste e engatilhada, pronto para qualquer sinal de perigo.

Ao iniciar as buscas, Kentaro mantém seu foco em encontrar Rilla, independente que esteja viva ou morta, nisso vai adentrando mais a fundo na fábrica, sem levar em conta o perigo afastando-se de seu parceiro de investigação.

Quando se dá conta Kentaro está sozinho num compartimento da fábrica, pelo que parece a sala onde ficava o sistema de controle neural dos Acardians, e provavelmente o ponto da explosão. Ao se aproximar do que restou do computador central verificando-o, ele ouve um ruído, de passos se arrastando, que se torna cada vez mais próximo, não sabendo o que se aproxima Kentaro empunha novamente sua arma, e exclama:

- Quem está ai? Ordeno que saia agora! – grita Kentaro.

Nisso o ruído desaparece, e um silêncio ensudercedor toma conta do local, de repente um Acardian aparece bruscamente e ataca Kentaro pelas costas. O oficial amortece o golpe e arremessa o Acardian a certa distancia e com sua arma empunhada, grita:

- Ordeno que pare agora!

Nisso o Acardian para por um instante como que avaliando a ordem de Seiji, mas em seguida mostra um olhar ameaçador ao oficial. Com um grito esganiçado, avança contra Seiji usando toda força que lhe restava, baixando completamente a guarda. Neste momento, Seiji nota sua fúria, acaba por fuzilá-lo por completo, assim dilacerando o que restou de sua carcaça metálica.

Ao ouvir todo aquele barulho, Hiroki corre ao encontro de Seiji, que estava parado no meio do compartimento, com uma expressão pálida e um tanto assustada, pois ainda estava tentando entender o que aconteceu. Com isso Hiroki pergunta:

- Comandante está tudo bem? Eu e a equipe ouvimos gritos e disparos... – Hiroki enquanto falava observava o ocorrido quando nota um Acardian todo destruído e questiona. – Seiji você o destruiu?! Ele poderia ser nossa chance de descobrir respostas ao acidente, e você simplesmente...

- Sei o que estou fazendo! – exclama com raiva Kentaro. – Não tive outra opção, o Acardian estava descontrolado, não obedecia e ainda me atacou... Não teve outro jeito tive de destruí-lo!

- Você não entende... – Kentaro suspira consternado e pensativo.

- O que quer dizer com isso? – pergunta Hiroki.

Seiji estava pensativo, caminhava de um lado para outro. Aproximou-se do computador central.

- Hiroki... Quem planejou isso não tinha como objetivo só destruir a fábrica ou acabar com o império dos Yamanaka...

Hiroki mostra uma expressão de que ainda não compreendera assim Kentaro aponta para o computador central.

- Sabe o que era isso?

- Bom de acordo com as plantas do local, aqui seria a sala de controle. Então esse obviamente é computador de controle neural dos Arcadians... – Afirma Hiroki franzindo o cenho.

- Bingo! Como bem sabemos, os Yamanakas criaram este sistema para tornar os Arcadians completamente obedientes e fiéis aos comandos humanos, certo?

- Certo! Onde está a surpresa disso?

- Pense Hiroki! O que aconteceria se por acaso eu decidisse explodir, simplesmente o sistema central de todos os Arcadians produzidos e vendidos para sociedade?

Hiroki fica pálido diante do argumento.

- Céus! Isso significa... Um colapso na sociedade.

- Exato! E isso nos leva ao nosso colega ali... – Kentaro aponta ao arcandian fuzilado.

Caminhando em direção ao Arcadian, Hiroki e Seiji analisam o estado do mesmo e vasculham em busca de pistas sobre o incidente. Enquanto remexiam a carcaça do humanoide, algo próximo ao corpo da criatura chama atenção de Seiji. Era um pequeno cartão com um chip de dados. Estava todo coberto de sangue. Uma enorme poça de sangue do tamanho equivalente de um ser humano. Seiji limpa o sangue a fim de identificar o pequeno cartão. Para sua surpresa e contentamento, era de quem procurava. O cartão de dados era de Rilla Yamanaka.

Observando mais atentamente, Seiji nota que há um rastro de sangue que partia da poça. Colhe uma amostra do sangue. Levanta-se e vai ao encontro de Hiroki, que analisava a carcaça do arcadian.

- Hiroki, largue isso aí. Encontrei o que precisávamos. – Mostra o cartão de dados de Rilla – Parece que eu tinha razão ela esteve mesmo aqui, inclusive durante a explosão. — Nisso aponta a poça de sangue. — Mas parece que ela não vai poder compartilhar de seu depoimento. Seu corpo vivo ou morto, a ver pela quantidade de sangue no chão se for realmente dela, penso que morto não está mais aqui.

- Curioso! Mas quem que você acha que está por trás de todo este acidente? – Indaga Hiroki.

- Provavelmente a mesma pessoa que matou Aidou Yamanaka! – Afirma Seiji.

Nesse momento, ouvem-se gritos e disparos. Seiji e Hiroki ficam alertas.

- Acho que temos mais surpresas... – Hiroki diz em tom irônico.

- Não percamos tempo! Vamos!

Seiji e Hiroki saem em disparada ao encontro de sua equipe.

...


Antiga Tokyo | Em uma rua próxima das fronteiras de Tokyo-5.

2 horas depois do incidente. No mesmo dia.

Enquanto isso, numa rua esquecida da Antiga Tokyo, o misterioso homem encapuzado levava Rilla, para uma mansão abandonada, onde ali tinha um laboratório montado com um arsenal de equipamentos alta tecnologia que nem a Abstergo Corporation dispunha. Ao que parece, estava tudo preparado para uma cirurgia. O ambiente era perfeitamente limpo e esterilizado, assim que entra logo ele acomoda Rilla na mesa cirúrgica e a deixa aos cuidados de uma jovem mulher, e ordena:

- Cuide dos ferimentos dela, precisamos que Rilla esteja em boas condições para o procedimento, ou não resistirá. Sua morte agora é algo inadmissível! Não pode haver falhas! – O misterioso homem diz com intensidade e autoridade explicita em sua voz.

- Farei como ordena meu senhor! – responde a jovem mulher.

Logo este se aproxima de Rilla ainda inconsciente e sussurra algo em seu ouvido:

- Não tema, minha pequena garotinha! Em breve toda essa dor irá passar. E você viverá para perecer lentamente em minhas mãos... – ao dizer isso se afasta sorrindo de forma estranha. Era um sorriso com um misto de ódio, paixão e loucura.

Os ferimentos de Rilla são tratados e suturados pela jovem mulher, enquanto o homem encapuzado se retira para um compartimento ao lado. Contudo, Rilla nem imagina como este misterioso homem vai mudar sua vida definitivamente...

Notas finais
O mistério continua no próximo arquivo.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.