Notas iniciais
Save Hannibal

Bjorn acordou feliz naquele dia, afinal era um grande dia, era o dia que ele escreveria seu nome na história, ele chegaria onde nenhum outro chefe viking havia chegado, do outro lado do oceano. Levantou da cama e foi se lavar.

– Eu não posso falhar. Pensou ele. O nome da minha família está em jogo, preciso levar o nome Lothbrok a toda glória que ele possuiu antes.

E ele tinha razão. Apesar de ser um rei respeitado pelo seu povo, o nome da sua família já não era tão bem visto entre o habitantes de seu reino, e sua popularidade diminuía cada vez mais. Desde que seu pai, o grande Ragnar Lothbrok, declarando amor homoafetivo pelo padre Athelstan, acabou se suicidando, cortando os próprios pulsos, com o objetivo de encontrar seu amado sacerdote no céu.

– Pobre tolo, mal sabia que na religião cristã, os suicidas não vão pro céu. Disse Bjorn.

Com seu tio Rollo e sua mãe Lagertha foi pior, ambos largaram seus reinos e fugiram juntos para longe, onde segundo boatos, haviam dado inicio a uma raça superior, com filhos fortes, lindos, perfeitos, musculosos e com corpos sarados. A essa raça foi dado o nome de Whey.

– Não posso falhar. Voltou a repetir.

Seu pai Ragnar havia deixado cerca de 200 filhos gêmeos, Bjorn o costumava chamá-los de Minions, pois eram em grande número, todos iguais, eram chatos e ninguém entendia o que eles falavam. Mas que poderiam reivindicar o trono dele, já que até agora, Bjorn não havia tido um filho homem, então o sucesso nessa empreitada traria a ele novamente um grande respeito e apoio do seu povo.

Terminou de se lavar e foi comer. Enquanto comia lembrou-se da profecia que o vidente tinha lhe dito alguns meses atrás.

"- Você culpa os deuses por não ter um filho homem, mas nessa terra que você irá, você vai encontrar um divindade da fertilidade, ofereça sacrifícios a ela, e seu desejo de ter um filho será atendido. O nome dessa divindade me foi dito e é Mr Catra."

– Esse é mais um dos motivos pelo qual preciso ter sucesso nessa empreitada. Pensou ele.

Terminando de comer, começou a preparar suas armas, pegou seu machado, o qual tinha dado o nome de SUS, pois este já havia tirado muito vidas, sua espada, que tinha pertencido ao seu pai, vestiu sua cota de malha, e em seguida pediu a um criado que reunisse os guerreiros, pois tinha algo para lhes falar.

Saindo de casa, encontrou todos os guerreiros e habitantes da aldeia a esperá-lo. Então subiu em um barranco para que todos pudessem vê-lo melhor. Seu irmão Ivar, sentado em um escudo sustentado por alguns guerreiros veio ficar ao seu lado, esperando pra ver o que ele ia falar.

– Abaixa esse escudo. Sussurrou Bjorn ao seu irmão.

– Por quê? Perguntou ele.

– Porque eu sou o rei e você está mais em uma posição mais alta que eu, o que os guerreiros vão pensar de mim se você continuar ai sentado em cima desse escudo. Já não basta a fortuna que eu gasto com Calcitran B12 para você. Não me desrespeite assim.

– Tá bom irmão. Disse Ivar, e ordenou que seus homens baixassem o escudo.

Então Bjorn começou a discursar:

(Música do Wardruna tocando no fundo)

– Hoje é um grande dia pra todos nós, hoje escreveremos, não só o meu nome, mas o nome de todos vocês na história, nós vamos chegar aonde nenhum viking jamais chegou, nós vamos para o outro lado do oceano. Todos vocês ouviram as histórias, ouviram sobre as riquezas infinitas que essas terras possuem, não só ouro, não só prata, mas todo tipo de recursos naturais, água e comida em abundância, frutas e animais. Eu sei que muito de vocês estão com medo, pois não sabemos se iremos encontrar esse lugar, mas tenham fé, os deuses no abençoarão. Vamos todos gritar o nosso tema de guerra.

– DO YOU BLEEEEEEEEED? Perguntou Bjorn.

– YOU WILLLLLLLLLL! Gritaram todos os guerreiros.

Em seguida ele se virou para as mulheres da aldeia e disse:

– Antes que eu me esqueça. Se enquanto eu e os guerreiros estivermos fora, aparecer aqui em Kattegat um homem dizendo se chamar Harbard, matem-no sem hesitar, ele só que comer vocês.

– Mas ele tem poderes, ele tirava minha dor. Disse Ivar.

– Cala essa boca irmão, ele apertava sua moleira, fazia vocês desmaiar e sua mãe Aslaug achava que ele tinha poderes.

No meio da multidão um viajante que tinha chegado no mesmo dia a aldeia deu um sorriso e pensou:

"- Ufa escapei por pouco, Ivar não me reconheceu, e ainda bem que não disse a ninguém meu nome, agora não sou mais Harbard, meu nome agora é Zé Pequeno".

– Embarquem todos em seus navios. Gritou Bjorn.

A aventura estava só começando.

Continua...

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.