Biscuit

3 Capítulo 3


Notas iniciais
POR FAVOR, DEIXEM REVIEWS E SEUS COMENTÁRIOS. QUERO SABER A OPINIÃO DE VOCÊS.

INT. — DIA — CASA — QUARTO DE HENRIQUE

Henrique acorda e se senta na cama, o rolegio sobre o criado

mudo marca 12:05

INT. — DIA — CASA — COZINHA

Adriano está sentado à mesa segurando um copo de café e a

sua frente sobre a mesa está um prato com um pedaço de bolo.

Henrique entra na cozinha, caminha até a geladeira, a abre e

pega uma caixa de leite de dentro dela.

Henrique se senta à mesa de frente para Adriano, dá uma

mordida numa fatia de pão e apoia um copo com leite sobre a

mesa.

Um som de música caipira vem da direção da sala.

Henrique e Adriano se encaram por um segundo e começam a

rir.

ADRIANO

E então. Quando você vai estrear

seu presente?

Adriano toma um gole de café.

HENRIQUE

Talvez eu dê uma volta nele hoje.

Henrique dá uma mordida na fatia de pão.

ADRIANO

Eu estava falando do outro

presente.

Adriano sorri.

HENRIQUE

Agora que você comentou, eu tenho

algumas fotos para revelar. Mas eu

nunca fiz isso antes.

Henrique dá um gole no copo com leite.

ADRIANO

Então vamos até lá que eu te ensino

como se faz.

INT. — DIA — CASA — QUARTO ESCURO

Pequeno quarto com a iluminação vermelha. À esquerda está

uma pia, seguida de uma bancada com 3 bandejas de metal e o

ampliador e, no alto da pia, alguns varais. No fundo está

uma prateleira com garrafas e potes de produtos químicos,

papéis fotográficos e algumas outras coisas.

HENRIQUE

(NARRAÇÃO)

Passamos o dia todo trancados

dentro daquele quarto e meu pai me

ensinou muito sobre fotografia.

Henrique puxa uma fotografia de dentro da bandeja do fixador

com uma pinça e a leva até a torneira com água, logo depois

a pendura em uma parte do varal.

HENRIQUE

E está foi a última foto. Agora é

só esperar secar.

ADRIANO

E então o que achou?

Henrique lava as mãos na torneira.

HENRIQUE

Muito legal. Melhor do que eu

pensava.

Adriano sorri para Henrique.

Uma batida oca na porta.

EDNA

Quando vocês vão sair dai de dentro

para jantar?

ADRIANO

Já estamos indo querida.

HENRIQUE

(NARRAÇÃO)

Naquele dia, eu vi a mesma

profissão que fez meu pai ausente,

aproximando ele de mim.

INT. — NOITE — CASA — SALA

Henrique está deitado no sofá assistindo TV segurando o

controle remoto em uma das mãos.

Edna caminha na direção de Henrique carragando um pacote

debaixo do braço.

EDNA

Isso chegou mais cedo pra você.

HENRIQUE

Ah, sim. De quem é?

EDNA

Uma tal de Yara. Deve ser a sereia.

HENRIQUE

Haha. Você e suas piadas sem graça.

Edna caminha na direção da cozinha.

Henrique abre o pacote rasgando o papel do embrulho e puxa

uma álbum de fotos do tamanho de uma agenda e com a capa

dura revestida de camurça marrom.

Henrique abre o álbum e puxa um pequeno pedaço de papel de

um dos espaços para as fotografias da primeira página.

Henrique desdobra o pedaço de papel onde está escrito:

"Este é um pequeno presente de natal. Até breve. Yara."

INT. — DIA — CASA — QUARTO DE HENRIQUE

Henrique está dormindo.

O relógio sobre o criado-mudo marca 09:12.

O celular de Henrique toca e vibra sobre o criado-mudo. Em

seu visor está escrito o nome de Jonas.

Henrique pega o celular com os olhos ainda fechados e aperta

a tecla para atender.

HENRIQUE

Pronto. Quem é?

Henrique coça os olhos com uma das mãos enquanto boceja.

JONAS

É o Jonas cara. Te acordei?

HENRIQUE

O que você acha?

Henrique se senta.

JONAS

Foi mau cara. Liguei pra confirmar

se a praia ainda tá de pé.

Henrique arregala os olhos e põe uma das mãos sobre a boca.

HENRIQUE

É mesmo! Eu já tinha até me

esquecido. Mas tá de pé sim.

JONAS

Okay. Então pode deixar que eu

aviso a galera.

HENRIQUE

Certo. Então todo mundo na frente

da sua casa às quatro pode ser?

JONAS

Certo. Até lá.

HENRIQUE

Até.

Henrique desliga o telefone.

EXT. — TARDE — CASA DE HENRIQUE — FACHADA

Henrique carrega a parte de trás da Blazer com 2 bolsas e

algumas sacolas.

Edna sai pelo portão e caminha até Henrique.

EDNA

Você já tá indo filho?

HENRIQUE

Já sim mãe. Só vou passar na casa

do Jonas e ir.

Henrique fecha o porta-malas.

EDNA

Então toma cuidado viu?

HENRIQUE

Pode deixar.

Henrique dá um beijo no rosto de sua mãe e entra no carro.

Henrique liga o carro e abre um largo sorriso ao ouvir o

ronco do motor.

EXT. — TARDE — CASA DE JONAS — FACHADA

Fachada com portão de trilho de aluminio e um pequeno portão

embutido nele, dando entrada para a garagem, onde está

estacionado o Vectra branco do pai de Jonas.

Na frente, próximo da calçada, está estacionado um Fox

vermelho.

Encostados na parte dianteira do Fox estão Luiza e RENATO,

1,90m, cabelos longos e loiros e olhos castanho claro,

abraçados.

Encostados na parte traseira do Fox estão BEATRIZ, 1,74m,

cabelos longos e ruivos, olhos verdes e busto grande;

ROBSON, 1,84m, olhos castanhos e cabelos curtos e escuros, e

MICHELLE, 1,70m, cabelos negros na altura do queixo, olhos

castanhos, busto grande e quadris largos, conversando e

dando altas gargalhadas.

Em frente ao portão da casa estão Jonas e SAYURI, japonesa,

1,62m, olhos castanhos, cabelos negros na altura dos ombros

e quadris largos.

Henrique estaciona a Blazer próxima ao Fox vermelho.

Henrique desce do carro e Beatriz corre em sua direção,

pulando em cima dele.

BEATRIZ

Oi Rick! Que saudades!

Henrique abraça Beatriz.

HENRIQUE

Também senti saudades. Tudo bem?

BEATRIZ

Tudo sim. E esse carro ai hem? É

seu?

HENRIQUE

É sim. Foi um presente do meu pai.

Henrique sorri para Beatriz.

Robson acena com o braço.

ROBSON

E ai cara. Tudo certo?

HENRIQUE

Tudo certinho cara. Ei Michelle,

não tinha um short menor pra você

usar não?

Michelle mostra o dedo do meio para Henrique e sorri.

MICHELLE

Vai ver se eu tô lá na esquina vai.

Henrique caminha na direção de Luiza e dá um abraço nela.

HENRIQUE

Tudo certo moça?

LUIZA

Tudo sim e contigo.

HENRIQUE

Eu tô legal. Por enquanto.

Henrique dá um pequeno sorriso.

Henrique vira-se para Renato e aperta sua mão, ambos se

encaram por alguns segundos.

Jonas chega e empurra levemente Henrique pelo peito.

Henrique solta a mão de Renato.

JONAS

Que presentinho legal esse que você

ganhou hem Rick.

HENRIQUE

É, gostei bastante dele também. E

ai Sayuri, tá na hora de largar

esses livros não acha?

SAYURI

Eles estão muito bem aqui comigo.

JONAS

E então? Vamos?

HENRIQUE

Vamos.

Robson, Jonas, Beatriz e Sayuri guardam suas bolsas no

porta-malas da Blazer de Henrique enquanto Luiza e Michelle

guardam as suas no porta-malas do Fox de Renato.

Todos entram nos carros.

JEAN, 1,75m, olhos castanhos, cabelos bagunçados na altura

da orelha, corre pela rua com uma mochila nas costas

enquanto grita ofegante.

JEAN

Esperem por mim! Eu também vou!

Henrique liga o carro.

BEATRIZ

Hahaha. Tinha que ser o Jean mesmo.

Jean entra no carro de Renato e os carros partem.

HENRIQUE

(NARRAÇÃO)

Essas pequenas férias deixariam

lembranças difíceis de se esquecer.

Notas finais
ESPERO QUE GOSTEM!