Biscuit
1 Capítulo 1
Notas iniciais
INT. — DIA — CASA — QUARTO DE HENRIQUE
Quarto mediano com um guarda-roupa na esquerda próximo à
porta, a cama no centro encostada na parede do fundo com um
criado-mudo à diereita próximo da janela e a frente da cama
encostado na parede estava uma mesa com um computador e uma
cadeira proximo dela, uma impressora e alguns CDs e papeis
jogados sobre ela.
O despertador marcando 9:00 toca soando bipes contínuos.
HENRIQUE 1,78m, cabelos curtos e olhos castanhos bate a mão
sobre o despertador que para de tocar e pega seus óculos
então se senta ainda sobre sua cama, passa as mão sobre a
cabeça, se levanta, caminha até a direção do computador e
aperta o botão de ligar.
HENRIQUE
(NARRAÇÃO)
Era mais um dia qualquer em que eu
me sentia preso na rotina, ainda
mais depois de ter terminado os
estudo e não saber o que fazer da
vida.
INT. — DIA — CASA — BANHEIRO
Pequeno banheiro com uma pia e um espelho em cima, um vaso
sanitário e um box com o chuveiro ao fundo.
Henrique escova os dentes em frente ao espelho.
HENRIQUE
(NARRAÇÃO)
Já não aguentava o tédio. Um dia
para mim era como uma semana,
mas...
INT. — DIA — CASA — QUARTO DE HENRIQUE
Henrique está sentando na frente do computador verificando
seus e-mails então pega todos os CDs e papeis que estavam
sobre a mesa, abre uma das gavetas, tira uma caixa de dentro
e joga os papeis e CDs dentro da gaveta.
HENRIQUE
(NARRAÇÃO)
... aquela ideia mudou de fato o
ritmo dos meus dias.
Henrique abre a caixa e tira uma câmera fotográfica, uma
Nikon Pro F4s.
HENRIQUE
(NARRAÇÃO)
Aquela câmera foi um presente de
meu pai de quando fiz 16 anos, mas
nunca a usei.
Henrique coloca a câmera e dois rolos de filme dentro de uma
bolsa.
EXT. — DIA — PARQUE
Parque repleto de árvores e com alguns lagos, pequenas ruas
asfaltadas por onde transitam as pessoas e um playground
para as crianças brincarem.
HENRIQUE
(NARRAÇÃO)
Aquele foi um bom dia para testar
aquela câmera.
Henrique caminha pelo parque enquanto fotografa paisagens,
pessoas que passam com animais e tudo mais o que via ao
redor.
HENRIQUE
(NARRAÇÃO)
Desde que eu havia sido rejeitado
pela garota de quem eu gostava já
não sentia mais ânimo pra nada...
Henrique caminha por uma das pequenas ruas do parque no meio
de algumas pessoas, então olha para o lado de um emaranhado
de árvores e cessa seus passos. Olha durante alguns segundos
e caminha em direção ao emaranhado de árvores.
HENRIQUE
(NARRAÇÃO)
...mas foi naquele momento que
percebi que eu estava no lugar
certo.
EXT. — DIA — PARQUE — LAGO ESCONDIDO
Pequeno lago com alguns patos e gansos nadando e envolto por
várias árvores.
Em uma das beiradas do lago está YARA, cabelos loiros e
longos, 1,75m, magra, busto médio, olhos azuis, sentada
sobre um pano azul claro, com os pés descalços dentro da
água, usando um vestido de cor ocre e lendo um pequeno livro
de capa vermelha.
HENRIQUE
(NARRAÇÃO)
Não sei bem o porque, mas mesmo
rodeado por várias garotas lindas,
só aquela chamou minha atenção.
Henrique entra no meio das árvores e caminha empurrando
alguns galhos com as mãos para abrir caminho até que para
atrás de uma das árvores, se ajoelha, põe a câmera no rosto
e mira na direção de Yara e então sua câmera faz um CLICK e
e ela vira o rosto para a direção onde Henrique está.
HENRIQUE
(NARRAÇÃO)
Quando vi aquele par de olhos
encarando os meus, senti meu
coração disparar e todo meu corpo
estremecer.
Henrique posiciona a cãmera na frente do rosto rapidamente e
se ouve outro CLICK e se vira rapidamente, enquanto Yara
solta um leve sorriso.
Henrique corre entre as árvores com os galhos arranhando e
cortando sua pele e então tropeça em uma raiz, cai com os
braços no alto protegendo a cãmera e seus óculos pulam de
seu rosto. Henrique se levanta e continua a correr.
Yara se levanta, guarda suas coisas e caminha em direção às
árvores, passando por entre elas então ela se agacha e pega
os óculos que Henrique derrubara de seu rosto.
INT. — DIA — LOJA
Loja de materiais fotográfios e ótica.
Vitines com óculos de todos os tipos e tamanhos, prateleiras
com filmes fotográficos e porta-retratos e nas paredes
posters com propagandas.
Henrique entrega os rolos de filme para a atendende da loja.
EXT. — DIA — RUA
Rua pouco movimentada ns calçadas e com alguns carros
transitando pela pista, dos lados algumas casas e pequenas
lojas.
Henrique caminha pela calçada olhando para os lados e
esbarra em LUIZA, cabelos negros na altura dos ombros,
magra, 1,72m, olhos escuros, lábios carnudos, seu rosto
carregado de maquilagem.
LUIZA
Ei. Olha por onde anda.
Henrique passa as mãos nos olhos e olha para a frente.
HENRIQUE
Ah, é você Luiza. Quase não te
reconheci. O que fizeram com você?
HENRIQUE
(PENSAMENTO)
De tantas pessoas pra eu encontrar
porque justo ela?
Luiza passa uma das mãos sobre o cabelo.
LUIZA
Eu resolvi mudar um pouco pra
agradar meu namorado. O que achou?
HENRIQUE
Preferia a Luiza de antes.
LUIZA
Como você é chato. Bom vou indo
porque o Renato está me esperando.
Luiza dá um beijo no rosto de Henrique e segue caminhando
pela calçada.
EXT. — DIA — CASA DE HENRIQUE — FACHADA
Frente da casa de Henrique. Um pequeno muro com um portão de
grade à esquerda que dava para uma pequena escada para a
varanda e à direita um portão duplo de grade para a garagem
onde está o Astra preteado da mãe de Henrique.
Henrique se aproxima do portão.
EDNA, sua mãe, cabelo na altura do queixo, olhos escuros,
1.65m, corpo médio, estava de frente ao pequeno portão de
entrada. Ao ver Henrique seus olhos arregalam e sua boca se
abre levemente.
EDNA
Filho, o que aconteceu? Por que
você está todo arranhado? E onde
estão seus óculos?
Henrique passa a mão sobre o rosto na altura dos olhos.
HENRIQUE
Não foi nada mãe. Eu só cai
enquanto fotografava.
EDNA
Você só me dá sustos. Seu pai
deveria ter te dado um video game.
Agora vai tomar um banho.
Edna dá um pequeno empurrão nas costas de Henrique que
coloca a mão no local e dá um pequeno gemido de dor.
INT. — DIA — CASA — BANHEIRO
Henrique toma banho.
O banheiro se enche de vapor da água quente.
INT. — DIA — CASA — QUARTO DE HENRIQUE
Henrique coloca uma bermuda então ouve batidas na porta e
vai abrí-la.
EDNA
Acabaram de deixar isso pra você.
HENRIQUE
Nossa. Eles são realmente rápidos.
Edna entrega um envelope amarelo para Henrique e dá as
costas. Henrique fecha a porta e pula em sua cama.
Henrique abre o envelope e tira um álbum de fotos e um
punhado de negativos, solta os negativos sobre a cama e
começa a folhear as fotografias até encontrar a de Yara que
ficou observando por alguns segundos até virar a página e
olhar a foto seguinte, também de Yara, mas desta vez ela
estava sorrindo. O coração de Henrique bate com força.
HENRIQUE
(NARRAÇÃO)
Me sentia feliz por causa daquelas
fotos já que dificilmente a veria
denovo.
INT. — DIA — SHOPPING
Shopping no centro da cidade, lojas com produtos variados e
pessoas de todos os tipos transitando e às vezes esbarrando
umas nas outras.
Henrique caminha com JONAS, cabelo baixo arrepiado, pele
bronzeada, corpo malhado, 1,85m, tatuagem tribal no biceps
do braço esquerdo,olhando as vitrines das lojas e carregando
algumas sacolas.
Jonas bate no braço descoberto pela camisa regata enquanto
fala.
JONAS
Cara, você deveria ter visto a cara
da minha mãe quando eu mostrei a
tatuagem pra ela.
HENRIQUE
Eu imagino.
INT. — DIA — SHOPPING — PRAÇA DE ALIMENTAÇÃO — MESA
Praça de alimentação movimentada com várias mesas e
cadeiras, quase todas cheias e ao redor diversos fast foods,
nos corredores pessoas passam para todos os lados e ao fundo
um pequeno palco onde um cantor com um violão se
apresentava.
Henrique e Jonas estão sentados comendo.
INT. — DIA — SHOPPING — PRAÇA DE ALIMENTAÇÃO — LOJA
Yara e sua mãe JANE, 1,70m, magra, cabelos loiros com
rabo-de-cavalo, estavam na fila esperando para serem
atendidas.
Yara olhava para os lados quando reparou Henrique sentado
com Jonas e ficou olhando forçando os olhos para enxergar
melhor então uma senhora atrás dela na fila a cutucou.
SENHORA
Você vai ficar ai parada?
YARA
Ah, desculpe. Mãe faz os pedidos
que eu já volto.
Yara sai da fila rapidamente e se senta em um banco
escondido para poder ver e com vista para os rapazes. Ela
observa atentamente Henrique por alguns segundos.
Yara tira um pequeno bloco de notas e uma caneta e escreve
um bilhete:
"Acho que isso é seu. É melhor ter mais cuidado da próxima
vez. Nos vemos por ai."
Yara tira de sua bolsa uma caixa de óculos a abre e coloca o
bilhete dentro, então para uma garoto que passava.
YARA
Olá. Será que você poderia entregar
isso para aquele rapaz por favor?
Yara aponta para Henrique.
MOÇA
Posso sim.
YARA
Obrigada. Mas por favor não diga
para eles quem mandou o presente,
ok?
A garota balança a cabeça.
Yara volta para a frente da loja onde sua mãe ainda espera o
pedido.
INT. — DIA — SHOPPING — PRAÇA DE ALIMENTAÇÃO — MESA
Henrique toma um refrigerante enquanto divide uma pizza com
Jonas quando a garota chega e lhe entrega a caixinha de
óculos.
MOÇA
Me pediram para te entregar isso.
HENRIQUE
Obrigado.
JONAS
Esses sistemas de entrega ficam
cada vez melhor viu.
Henrique abre a pequena caixa e deixa o bilhete cair sobre a
mesa ao lado de seu copo, então arregala os olhos e respira
fundo.
JONAS
O que foi cara? O que tem ai
dentro?
Henrique puxa os óculos de dentro da caixinha e mostra para
Jonas.
JONAS
Legal, são óculos. Qual o
problema?
HENRIQUE
O porblema é que eu perdi esses
óculos a mais de uma semana num
parque.
Henrique pega o pequeno bilhete e o lê então o mostra para
Jonas.
JONAS
De quem é esse bilhete?
HENRIQUE
É uma longa história. Na volta pra
casa eu te conto. Vamos indo?
JONAS
Vamos.
Henrique e Jonas se levantam e caminham em direção das
escadas rolantes.
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