Biografia De Um Semideus Estranho

1 Falar sobre o Aquaman sempre atrai coisas ruins


Minha história começa de um jeito simples, eu diria até chato, mas primeiro preciso me apresentar. Meu nome é Louis Smith, minha mãe Mary Smith me criou sozinha, e até meus dezessete anos eu não conhecia meu pai, hoje em dia não sei se agradeço por ter conhecido ele ou se sinto raiva disso.

Desde muito jovem coisas estranhas sempre aconteceram comigo, me lembro que na minha infância vivia cheio de machucados, que eu não sei de onde vinham, e com medo, de que? Nem eu mesmo sabia na época, mas eu me sentia como se estivesse sendo observado, e frequentemente de muito perto. Com o tempo eu comecei a me envolver em brigas na escola ou na rua, diziam que meu jeito era irritante, o que eu posso fazer se nada desperta meu interesse? Felizmente meus amigos Thomas, Rich e Jeff sempre me protegiam, já que sempre fui magro e fraco.

Depois que entrei na faculdade perdi contato com Thomas e Rich, Jeff foi para a mesma faculdade que eu, então nos víamos sempre. Um certo dia estávamos esperando nosso ônibus que estava muito atrasado, tanto que éramos os únicos na faculdade ainda. Como nós dois sempre fomos muito nerds, estávamos falando sobre coisas de nerds.

-Não tenta defender o Aquaman cara, você viu a Mulher Maravilha ganhando dele no The flashpoint paradox. Eu disse nervoso, porque realmente não gosto do Aquaman.

-Você sabe que se fosse na água ele vencia fácil. Respondeu Jeff tentando defender o Aquainútil.

-Cara, por favor, que tipo de luta épica, o clímax de alguma história, acontece na água?! Daqui a pouco vai falar que o Superman vence o Thor. Disse no tom mais irônico que consegui.

-Esse assunto de novo? Quantas vezes..

-Nem começa, o ônibus já está chegando, entra logo e para de falar besteiras ai.

Nesse momento minha vida mudou completamente, nosso motorista realmente era feio, mas definitivamente tinha dois olhos. Agora eu sabia que realmente era observado, mas não sentia mais medo, agora eu conhecia o inimigo, mil idéias se passaram na minha mente, mas tudo que eu consegui falar foram duas palavras.

-Corre Jeff!

Quando eu terminei de gritar, puxei Jeff e me virei para correr o monstro saltou do ônibus e disparou em nossa direção, Jeff sentiu medo por alguns instantes, mas logo se recompôs, ele sabia que eu não era forte como ele, que tinha quase dois metros, mas eu também tinha meus talentos, e ele sabia que minha força nesse momento era nossa única chance. Porque todo semideus precisa encontrar um meio de sobreviver, de lutar, e minha luta estava apenas começando. Minha vida normal havia acabado, e meu caminho como semideus começava agora.