Big Wave: Uma onda de mentiras
17 O inferno em mim
Notas iniciais
...Eu tentei tanto e cheguei tão longe
Mas no fim, isso não tem mais importância
Eu tive que cair, que perder tudo
Mas no fim isso não tem mais importância..
3 Semanas Depois
Acordei desnorteado mais uma vez, meu corpo está fraco e dolorido da última surra que levei dos gorilas que Tanya tem ao redor dessa droga de ilha onde ela me prendeu. Surra essa que não foi a primeira pois desde o primeiro momento que acordei aqui nessa casa maldita usei todas as minhas forças para fugir, porém meus esforços foram em vão, a desgraçada tem me feito prisioneiro nossa droga de ilha por três semanas, semanas essas que não tive notícias dos meus pais ou irmãos e muito menos de Bella. Tanya não vem muito aqui até porque dá última vez que ela veio quase morreu enforcada, sim, eu quase a matei infelizmente uma das idiotas que são pagas para me vigiar apareceu e chamou os gorilas com isso tive que soltá-la afinal os caras estavam armados até os dentes e eu realmente não queria morrer. Esforçando-me levantei da cama e fui para o banheiro tomar um banho, o quarto em que eu estava era muito espaçoso e bem decorado, tinha uma porta de vidro e uma varanda com vista para a praia, o quarto era bom e aconchegante e isso me fazia sentir como um pássaro em uma gaiola de ouro. Tanya preparou essa casa com esmero eu acho que ela pretendia ficar aqui comigo e ter uma lua de mel mas teve uma desagradável surpresa quando eu acordei e o efeito da droga que ela injetou em mim passou. Eu acho que nunca gritei tanto em minha vida, eu lhe dei um belo tapa na cara por ela ter tido a coragem de me drogar e me tirar da casa dos meus pais sem o meu consentimento, eu nunca bati em uma mulher mais Tanya a partir daquele dia tornou-se um ser insuportável e insignificante em minha vida, ela quis me convencer que fez por amor, mas eu não sou ingênuo ao ponto de cair nesse papo furado então passei a ser muito frio e violento com ela e com isso ganhei um pouco de paz pois ela evitava o máximo aparecer aqui.
Terminei meu banho e segui para fora do quarto, eu podia andar livremente pela casa, porém minha liberdade ia só até aí. Não podia tomar banho no mar sem supervisão e isso também se aplicava a piscina acho que ela tinha medo que eu me matasse. Mas eu não posso morrer porque prometi a Bella que estaria com ela, então tudo o que eu fazia o dia todo era planejar uma fuga, andei descalço pelo corredor que tinha o chão de madeira bem encerado. Virei o corredor que ligava a sala e os quarto até cozinha e ouvi que as mulheres estavam conversando, eram duas pessoas estranhas e muito fechadas acho que eram proibidas de falar comigo. Escondo-me atrás da grande pilastra que tinha na sala que era grande espaçosa toda decorada em tons claros e com uma enorme parede de vidro com vista para a piscina da casa. As mulheres assistiam algo muito interessante na tv coisa que eu também não tinha acesso, então curioso querendo saber o que elas viam com tanta atenção apurei minha audição e tentei escutar o que a pessoa na tv falava. Era um jornal ao que parecia.
Reportagem on
E voltamos diretamente aos nossos estúdios onde temos a presença do detetive Tyler Willians que está à frente do caso Cullen.
- Olá detetive, bom dia! Como andam as investigações sobre a tragédia que atingiu essa família tão querida para todo o nosso povo?
— Bom dia Charlote! Estamos prosseguindo e avançando com algumas pistas que encontramos mais tudo é muito vago ainda. E com a morte da principal suspeita ficou ainda mais complicado. Porém eu não irei desistir enquanto tudo não estiver em pratos limpos.
—É verdade que a suspeita foi morta no presidio a mando da máfia?
—Bom, existem esses boatos, mas nada foi confirmado ainda.
—E quem assumirá o governo agora?
—Bom eu acho que será o vice do Sr. Cullen né?!
—Será que o Sr. Aro Volture será um bom governador como foi o governador Cullen?
— Essa é uma boa pergunta e isso também me deixa muito intrigado sabe Charlote.
—O que? O senhor acha que a família Volture está envolvida nessa tragédia?
—Bom para mim todos são suspeitos até que se prove o contrário.
—Mas detetive a Isebella Swan não confessou tudo, como assim podem ter outros?
—Bom aí é que está a coisa, ela confessou e um dia depois de presa foi assassinada assim como toda à família Cullen, isso no mínimo é suspeito.
—Se olharmos por esse lado é verdade e sobre a senhora Esme Cullen a notícias?
—Ela continua internada em uma clínica de repouso e se nega a prestar qualquer declaração sobre o caso.
—É aí fica complicado, bom por hoje é só pessoal, muito obrigada por sua presença detetive e um bom dia a todos.
Reportagem off
Eu juro que tentei manter-me de pé e em silencio mais o grito de dor que rasgou minha garganta foi ouvido nos quatro cantos daquela ilha, meu coração está estraçalhado eu não posso ter ouvido a verdade, não,não isso é cruel demais. Meu pai e meus irmãos mortos? E estão acusando Isabella pelas mortes? Não isso não é real, não é. Levantei-me enfurecido e atirei nas paredes tudo que encontrei em minha frente, peguei uma das cadeiras da mesa de jantar e atirei com toda a minha força contra a parede de vidro. Logo as duas mulheres da cozinha apareceram, mas elas foram inteligentes o suficiente de fugir assim que viram meu rosto que com certeza refletia o quão transtornado eu estava naquele momento.
Um dos seguranças que chegou primeiro até mim virou meu alvo, eu o peguei desprevenido no momento em que tomei a arma que estava em sua mão e atirei seis vezes contra sua cabeça em seguida vieram os outros e o meu dedo simplesmente não saia do gatilho. Quando as balas da arma que eu tinha em mãos acabaram fui até um dos corpos e peguei as armas que estavam com eles, no chão diante de mim tinha quatro homens mortos mais eu sabia que tinha mais e eu os queria matar, eu estava com sede de sangue e vingança, passei pela cozinha e atirei nas duas mulheres mal enxergando o que estava em minha frente pois meus olhos vertiam lagrimas sem controle algum. Andei mais rápido e fui em direção ao galpão onde eu sabia ter um barco trancado, enquanto caminhava atirei nas pessoas que apareciam em minha frente sem pensar eu apenas queria sair dali e comprovar com meus próprios olhos que tudo o que ouvi era apenas uma grande mentira. Atirei contra as correntes e cadeados que trancavam as portas do galpão e logo eu já estava dentro do barco, pensando melhor voltei todo o percurso que fiz e recolhi todas as armas e os rádios que encontrei pelo caminho, eu iria encontrar Tanya e os mandantes da morte das pessoas que eu amo e nem que eu morra junto mas eu levarei a todos para o inferno primeiro. Entrei de novo na casa que a poucos minutos era a minha gaiola e sentir-me bem ao ver todos mortos e apenas eu vivo ali. Peguei algumas roupas joguei em uma mochila calcei um sapato e corri novamente para o barco, liguei o motor depois de conferir o combustível e fui embora do meu inferno físico porém o levando dentro de mim.
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