Big Wave: Uma onda de mentiras
22 Armadilha
Notas iniciais
Pov. Ememt
...Eram mil contra um e um milhão contra dois
Está na hora de fracassar miseravelmente e vou deixar você
Mais perto do limite...
Estávamos a horas dentro daquele carro, era uma ranger 4x4 onde dentro iam eu, Steven, Home, Dimbo e Nélio o outro seguia atrás com o corpo do amigo. Eles me olhavam de cara feia pela morte que causei mais disseram entender e que no meu lugar provavelmente teriam feito o mesmo. Home contou que eu e meus irmãos temos um rastreador em nosso brasão da família por isso fomos localizados, porém eu era o primeiro a estar indo para o ponto de encontro e de lá iria para o esconderijo que não é o do meu pai, pois segundo eles esse já foi descoberto por uma tal máfia que está nos caçando. Dentro do carro eles me conseguiram uns sanduíches e suco, não foi o suficiente para matar minha fome, mas no momento agradeci a Deus pelo alimento. Steven dirigiu por mais umas quatro horas e quando já era noite chegamos a uma espécie de heliporto.
—Onde estamos?- Perguntei
— Em Georgetown.- Home respondeu
— É longe de onde estávamos né?
— Sim.
—E onde foi que vocês me encontraram? — Perguntei enquanto descíamos do carro.
—Em Biabou, você conseguiu ir bem longe a pé.- Falou parado ao meu lado enquanto ajeitava sua mochila nas costas assim que descemos do carro.
—Vamos rapazes. — Falou Steven nos chamando em direção ao avião.Eu comecei a andar porém Home ficou parado no mesmo lugar.
—Ei o que foi? — Perguntei a ele
—Tem alguma coisa errada. — Ele falou olhando ao redor
—Por que? — Perguntei já junto a ele
— Tem muita gente aqui.- Falou olhando ao redor
— E?
— E, que aqui não é um aeroporto. Você está me entendo? -Assenti olhando ao redor também.- Fica esperto e pegue a arma, tome essa mochila aqui tem comida, roupa, um telefone satélite e o mapa para o esconderijo. Tome cuidado a partir de agora.
Ele entregou-me tudo e foi até o avião onde Steven estava mas não chegou a entrar pois antes mesmo de chegar lá o avião explodiu o jogando longe.
Corri em sua direção e me abaixei quando o encontrei.
— HOME?- Gritei abaixando ao seu lado e tocando seu corpo em busca de ferimentos
—Senhor fuja, corra enquanto a tempo.- Falou segurando sua perna que estava bem machucada.
—Vamos, vou te tirar daqui.- Falei o suspendendo.
—Não senhor vá, antes que voltem pra ver se o trabalho foi concluído.
— Cala a boca homem, não vou te deixar aqui.- Falei bravo.
O peguei em meus braços e corri em direção contraria a explosão.
— Pra onde eu vou Home? — Falei enquanto corria como dava por ele estar em meu colo. O coloquei dentro do carro e arranquei dali.
— Volte por onde viemos, tem um helicóptero que usamos em um terreno na vila Toga. Você sabe pilotar? — Perguntou fazendo um torniquete em sua perna.
— Para sua sorte eu sei.- Falei sorrindo um pouco para ele. – Cara eu nem acredito que todos estão mortos. -Falei pensando na explosão.
— Nem todos, com certeza alguém estava fazendo jogo duplo. Fomos descobertos muito fácil.- Falou se recostando melhor no banco.
— Verdade, você tem alguém em mente?
— Acho que pode ter sido o Dimbo ou até o próprio Steven, não sei.
—Você pode me explicar o que está acontecendo? — perguntei enquanto dirigia pela estrada escura.
— Nem eu sei direito. O que ouvi na base foram apenas fragmentos de conversas e histórias.
—Base?
—Sou do exército.
—Hum... e quais foram os fragmentos?
— Existe uma grande operação em que políticos de oito países estão envolvidos. Alguns líderes desses países foram escondidos pelo mundo em outros países pois eles precisavam ser protegidos da máfia e dos outros líderes corruptos. Esses que foram protegidos tem provas contra os bandidos e a máfia aí você pode perceber a louca caçada pelas provas, isso começou a 22 anos atrás dos oito países seis já se ferraram com a máfia e estão riscados da lista, porém existem dois que ainda tem seus lideres vivos e esses tem as provas de tudo.
— Puta merda, você quer dizer que o meu pai é um deles?- Perguntei entendendo um pouco toda a superproteção do meu pai.
—Sim. Na verdade, vocês nem são de Samoa.
—De onde somos?
— Não sei.
—Cara que loucura. Mas e agora porque tudo isso? A Rosalie, Jasper e Tanya?Eles são da máfia?
—Eram, até aonde sei abandonaram por amor.
—Amor...Colocaram fogo na minha casa, mataram meu pai, falsificaram nossas mortes isso não é amor. – Falei inconformado.
—Bom se eles não fizessem isso para salva-los da máfia o amigo do seu pai não teria tido como ajudar.
— Que inferno...Eu só queria uma vida normal. -Falei dando um soco no volante.
—Logo o senhor terá senhor Cullen.
—Me chame de Ememt.
—Ok Ememt me chame de Samuel ou Sam.
— Prazer Sam.- falei sorrindo um pouco e acelerei o máximo possível nos tirando daquela roubada.
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