Beyond the Vengeance
17 Bem-vindo à Revenge Island!
Notas iniciais
Um borrão negro passou por mim. Antes que pudesse perceber uma mulher alada pousou a minha frente, recolhendo suas grandes asas negras. Seu peitoral de bronze reluzia à luz da lua, mas meu olhar caiu sobre sua espada ensanguentada.
— Não esperava reencontrá-lo tão cedo.
— Nêmesis…
A deusa da vingança sorriu.
— De todos os lugares que eu esperaria te encontrar esse com certeza é o mais interessante.
Olhei em volta. Eu estava novamente sobre o penhasco. A mancha escura da floresta era a única coisa que parecia ser mais assustadora que a deusa. Estremeci ao me lembrar de como ela havia me jogado dali antes.
— Que lugar melhor — ela continuou — do que o lugar onde nos conhecemos? Estou curiosa sobre você.
Aquilo não me parecia ser uma coisa boa.
— O que quer dizer?
— Tenho interesses em você, Terry. Você parece ser tudo o que eu ando procurando. Forte, inteligente, mas o mais importante: — ela se aproximou de mim — a raiva que queima dentro de você… posso senti-la a quilômetros. A sede de vingança que não te deixa desistir. Eu admiro isso.
— Eu não entendo aonde você quer chegar.
— Você logo irá descobrir.
Abri a boca para falar, mas tudo começou a se dissolver e foi desaparecendo até que não sobrasse mais nada.
Acordei em algum tipo de enfermaria. Estava deitado em uma cama simples com os lençóis brancos. Grossos cobertores me cobriam até o pescoço. Havia várias camas dispostas, assim como a minha, em uma das paredes. O lado oposto do cômodo era composto por prateleiras e mais prateleiras de livros, recipientes e instrumentos médicos, todos bem organizados. A única porta que havia ficava a minha direita. Do lado oposto havia uma janela onde a luz do sol iluminava o cômodo. Ao ver o sol me dei conta do quanto estava com calor. As cobertas já estavam incomodando então puxei-as para o lado.
Me assustei com a imagem que vi. Eu estava sem camisa e pude ver a situação em que meu corpo estava. As várias camadas de faixas que escondiam o meu ferimento no peito me faziam ter dificuldade de respirar. Havia manchas de sangue nelas. Meu braço direito também estava enfaixado e quase completamente vermelho de sangue. Mais abaixo minha perna esquerda estava engessada, em cima de uma pequena pilha de travesseiros. Eu estava usando uma bermuda que, depois de um segundo, percebi ser minha.
Eu estava tentando me lembrar de alguma coisa que pudesse explicar como eu tinha vindo para aqui quando a porta se abriu de repente. Um cara entrou e se surpreendeu a me ver acordado. Ele era alto, cerca de 1,80 de altura. Talvez tivesse uns 18 anos. Tinhas cabelos escuros um pouco despenteados e uma cicatriz na bochecha esquerda. Usava uma camiseta preta e calças jeans. Ele ficou ao lado da cama, de pé.
— Então você finalmente acordou.
— Bom… sim. E a propósito onde eu estou?
— Ah sim, você desmaiou, não deve se lembrar de muita coisa — ele disse como se tivesse acabado de lembrar daquilo — Quando te tirei debaixo daquele leão eu te levei pra cá.
Levantei uma sobrancelha num gesto interrogativo e ele continuou:
— Se lembra daquele penhasco que você viu lá de baixo? Você está em cima dele agora.
Precisei de um minuto para digerir aquilo.
— Mas como você… — deixei a pergunta no ar. Não sei o que era mais improvável: alguém conseguir escalar o penhasco ou alguém louco o bastante pra escalar penhasco acima me carregando.
— Isso é meio complicado de explicar, mas acho que você logo vai entender — ele fez uma pausa como se procurasse um jeito de desviar o assunto — O importante é que conseguimos te resgatar.
— E com “conseguimos” você está se referindo a quem?
— Talvez seja melhor você ver por si mesmo — ele disse. Buscou um par de muletas e me entregou — não se preocupe com sua perna, ela vai estar curada dentro de um ou dois dias.
— Você disse dias?! Minha perna não está quebrada?
— Bom… estava. Temos uma ótima curandeira. Ela era uma feiticeira de Circe e, embora faça um bom tempo desde que usou magia pela última vez, achou que no caso da sua perna valia o risco tentar.
— Quer dizer que eu podia ter perdido a perna ou algo assim? — perguntei um pouco chocado.
— Não. Ela diz que só há riscos relevantes quando mexe com ferimentos mais sérios. Por isso não gosta muito de usar magia — ele completou — A propósito, meu nome é Ryan Newerland — ele apertou minha mão.
— Terry Rivers.
— Bom, é melhor irmos logo. Temos muito que conversar.
Eu ainda estava pasmo com tudo que tinha acabado de descobrir. Depois de colocar uma camiseta e sair da enfermaria Ryan me contou tudo: eu não estava apenas em cima do penhasco, eu estava em um templo de Nêmesis que ficava em cima do penhasco. O templo era pelo menos três vezes maior que o de Atena. Havia quartos, cozinha, enfermaria e uma série de outros cômodos. Todas as paredes pareciam ser feitas de mármore tão idêntico ao mármore do Partenon que parecia ter sido retirado do próprio monte Pentélico. Na frente do templo uma estátua da deusa da vingança se erguia, uma imagem de uma mulher assustadora com peitoral de bronze, asas negras que se projetavam de suas costas, na horizontal; na mão esquerda Nêmesis segurava uma balança perfeitamente equilibrada e na direita uma espada que, apesar de abaixada, ainda parecia assustadora. No centro do templo uma estátua semelhante jazia no meio de uma grande área dedicada somente à deusa, onde um altar dedicado à mesma ficava posicionado ao fundo.
Como se isso já não fosse o bastante, o topo do penhasco, que apesar de aparentar o contrário, era relativamente plano, também abrigava um pequeno lago que nada mais era do que uma extensa depressão na rocha que constituía o penhasco. Quando chovia a água não tinha para onde correr e se acumulava na depressão atrás do templo. Como praticamente toda a água que caia lá em cima escorria para aquela direção o lago constantemente transbordava e a água caía em uma cachoeira de trezentos metros, formando outro lago ao pé do penhasco. Era assim que os animais sobreviviam.
Ryan tinha me dito que ainda havia uma arena a leste do templo, também em cima do penhasco. Enquanto caminhávamos até a arena Ryan ia me contando um pouco mais sobre a ilha.
— Nós a chamamos de Revenge Island. Há algum tempo nos mudamos pra cá e fizemos uma base aqui.
— Até agora você não me disse quem são vocês.
— Nós somos um grupo de semideuses que seguem Nêmesis. Os filhos dela também costumam vir pra cá — ele explicou — somos chamados de “Os vingadores de Nêmesis”.
— Então vocês são como as caçadoras de Artêmis? Quero dizer, também seguem uma deusa.
Ryan fez uma careta.
— Bom, de certa forma sim, mas não acho que seja uma boa comparação.
Aparentemente ele não gostava nada das caçadoras. Resolvi mudar de assunto.
— E a tal da arena? Onde ela fica afinal?
— Bem ali — ele disse apontando.
A arena parecia ser mais ou menos do mesmo tamanho que a do acampamento. Embora fosse claramente mais baixa, deveria haver um bom espaço lá dentro. Só havia um problema: eu não estava vendo nenhuma porta. Por toda a extensão das paredes externas da arena havia apenas pedras, grandes rochas que pareciam ladear a arena. Como se isso não fosse o bastante, as paredes também pareciam ser feitas de pedra. Era como se a arena tivesse saído de dentro do penhasco empurrando um punhado de rochas para seus lados. Ainda assim não havia nenhum indício de uma porta.
— E como vocês entram? — perguntei. Ryan sorriu como se tivesse se lembrado de uma piada.
— Nós entramos pela porta, por onde mais?
A essa altura eu já sabia que ele devia estar pregando algum tipo de peça em mim. E não estava com humor para peças.
— Qual porta? — perguntei um pouco mais alto do que pretendi.
Ryan se permitiu uma risada.
— Bem ali — ele apontou para algumas rochas a frente. Olhei dele para as rochas e pra ele novamente, com um olhar interrogativo.
— Olhe com mais atenção — insistiu ele.
Tentei olhar exatamente para onde ele estava apontando. As rochas ali eram quase juntas, mas havia uma fenda por onde eu podia ver algo que se destacava entre as rochas. Me aproximei e então vi do que se tratava. Duas grandes portas, do tamanho das rochas estavam abertas revelando um túnel largo que guiava até uma elevação onde se via três caminhos possíveis: duas escadas que levavam para o subterrâneo, uma de cada lado, e uma entrada de duas portas. Elas estavam fechadas.
— Ali em baixo — Ryan disse apontando para uma das escadas — é o subterrâneo da Arena. Onde guardamos as armas e os equipamentos. Também há uma área pare treinamento. Agora não deve haver ninguém aqui, mas podemos voltar à noite. Hoje teremos uma pequena batalha aqui.
— Batalha?
— Sim, de vez em quando organizamos algumas batalhas aqui, mais por diversão do que por treinamento, mas serve para os dois. Está ficando tarde, é melhor irmos para o templo. Graças a você hoje o jantar vai ser especial.
— Graças a mim?
— Sim. Estamos em uma ilha. Não temos onde comprar carne. Nós a caçamos lá embaixo. E graças a você ontem pegamos bastante carne daquele leão.
Pela primeira vez eu pensei naquele estranho leão. Algo nele estava errado.
— Espera. Aquele leão não era um… — hesitei um pouco ao perguntar. No fundo eu já sabia a resposta, mas era loucura demais, até mesmo pra mim — Quero dizer, aquela coisa não era um monstro?
— Por mais estranho que pareça, não. Ele era um animal. Todos os animais dessa ilha tem algum tipo de… — Ryan procurou lembrar-se da palavra — mutação. Todos são bem esquisitos. Não sabemos por que. Quando chegamos já estavam assim. Talvez sempre tenham sido assim.
— Então nós vamos comer carne de leão-dente-de-sabre alado hoje.
— É.
Talvez em outras ocasiões eu pudesse sentir um pouco de nojo, mas não me importava com aquilo. Estava morrendo de fome.
A sala de jantar era bem simples. Duas longas mesas estavam dispostas uma do lado da outra com pratos e talheres já postos. Não havia decoração. Nem lâmpadas. Como não havia energia a iluminação ficava a cargo de tochas dispostas pelas paredes e de uma lareira. De alguma forma aquilo fazia o ambiente parecer mais aconchegante. Assim como as mesas, as cadeiras eram de madeira trabalhada. Devia haver em torno de 50 lugares ao todo, mas apenas uma mesa seria ocupada. Porém quando todos se sentaram para o jantar não contei mais do que 15, 16 comigo. Ryan, aparentemente o líder, sentava na ponta da mesa, de frente para o resto das pessoas. Ele tinha me apresentado Trish, a ex-feiticeira que havia cuidado de mim.
— Obrigado por dar um jeito na minha perna — disse dando um tapinha no gesso.
— Não foi nada. Você nos poupou alguns dias de caça sozinho. É mais do que justo que eu tenha cuidado de você.
Abri a boca para responder, mas nesse momento a porta da cozinha se abriu e uma garota saiu dela carregando uma grande panela ainda fumegante. Ryan se levantou para ajudá-la a carregar a panela até a mesa. Todo o receio que eu tinha sobre comer sumiu quando a sala se encheu do aroma do cozido de leão. Quando a menina ergueu uma concha pronta para servir a comida, todos ergueram os pratos, mal podendo esperar. Eu não fui diferente. A carne de leão parecia ótima. Assim que todos já estavam servidos e comendo a menina se sentou com seu próprio prato cheio de cozido. Ryan fez questão de interromper o jantar para me apresentar. Todos me cumprimentaram com animação. Um garoto ao meu lado deu tapinhas em minhas costas enquanto tentava agradecer pela carne que eu tinha arranjado, mas estava tão concentrado na comida que se esqueceu de engolir para falar.
Depois que todos já estavam satisfeitos as perguntas começaram. Todos queriam saber quem eu era exatamente e, o mais importante, como eu tinha vindo parar aqui? Dei a eles uma versão resumida de tudo. Não achei necessário ocultar partes. Estranhamente eu me sentia à vontade naquele lugar. Quando terminei todos ficaram quietos por alguns segundos. Foi Ryan que quebrou o silêncio:
— Você chegou aqui de barco, certo? O que aconteceu com o barco?
Estranhei um pouco a pergunta. Afinal eu tinha acabado de contar boa parte da minha vida e ele queria saber do barco?
— Sei lá… Ainda deve estar na praia se a maré não o levou. Por quê?
Alguns semideuses trocaram olhares com Ryan.
— Não é nada — ele disse por fim — É melhor irmos para a arena, não queremos passar o resto da noite lá, certo? Então vamos.
Ryan se levantou e foi acompanhado pelo resto do grupo. Não vi opção a não ser segui-los.
Quando chegamos à arena Ryan abriu as duas portas no final do corredor. Nós saímos direto para a arquibancada que rodeava a arena. Ela não era muito grande, mas para o número de pessoas parecia enorme. A área circular onde ocorriam as batalhas ainda estava deserta. Percebi que havia outra porta que levava direto para a área. Supus que ela só podia ser acessada por meio do subsolo. Além da porta havia outras aberturas que davam para o centro da arena, mas não pareciam ser caminhos para lá, pareciam…
— Jaulas? — todas elas estavam equipadas com grades de ferro. Nenhuma delas estava ocupada, mas imaginei que houvesse algo que as ocuparia.
— É onde prendemos os monstros antes das batalhas — Trish explicou.
— E por falar em batalha, quando ela vai começar?
— Ainda vai demorar alguns minutos.
Olhei em volta, para arena e depois pra arquibancada.
— Onde está Ryan?
Trish pareceu perdida por um segundo, mas logo se recompôs.
— Ele deve estar fazendo os preparativos para a batalha.
Ela tinha os cabelos curtos e escuros, com uma franja na frente, caindo de lado. Tive a impressão de que ela fazia o possível para deixar a franja posicionada de forma a esconder seus olhos dos meus. Trish estava sentada ao meu lado. Ao nosso redor todos estavam sentados a certa distância. Falavam baixo, como se temessem ser ouvidos por mim. Que estranho, pensei.
Eu já estava pensando que havia feito algo de errado quando algo na arena me chamou a atenção. Nas jaulas os monstros começavam a ser colocados. Por causa da grade era difícil ver o que acontecia do outro lado, mas estava claro que, quem quer que fosse, estava tendo dificuldade em acomodar os monstros. Depois que todas as jaulas foram preenchidas a porta que dava para o centro da arena se abriu. O garoto que tinha tentado me agradecer na hora do jantar e outra menina saíram dele. Os poucos espectadores na arquibancada bateram palmas. Os dois agradeceram e se posicionaram no centro da arena. Todos se viraram para o lado esquerdo. Ali havia uma parte diferente da arquibancada. Se estivéssemos no Coliseu ali seria o lugar onde o imperador ficaria. Havia uma espécie de trono logo abaixo de uma estátua de Nêmesis que se projetava para frente, com as asas abertas, como se estivesse em pleno voo. A espada ainda estava em sua mão. Ao lado do trono estava Ryan. Ele levantou a mão num pedido de atenção e começou a falar:
— Hoje estamos aqui para presenciar a batalha de Sean e Robin — ele anunciou. Mais palmas seguiram os nomes, juntos com alguns gritos de incentivo — Como de costume vamos oferecer nosso apoio aos nossos irmãos de luta e torcer pela sua vitória. Por Nêmesis! — Ryan gritou e foi respondido com mais gritos concordando. Pelo visto aquilo era um verdadeiro show para eles.
Ryan deu sinal para que a batalha começasse e as a jaulas foram abertas. Cinco ao todo. Sean usava uma espada e um escudo aparentemente comuns e Robin usava um arco recurvo. Ela rapidamente o armou e disparou contra um ciclope que se aproximava com uma pesada massa de bronze nas mãos. Enquanto isso Sean se ocupava lutando contra uma dracaena da jaula mais próxima. Quando olhei de novo para Robin o ciclope já estava perto, gritando furioso com várias flechas espetadas em seu peito. Ele levantou a massa para cima e por um momento pensei que Robin seria esmagada, mas ela atirou um flecha certeira, no meio do olho solitário do ciclope. O monstro gritou e começou a cair na direção de Robin. Ela mergulhou para o lado para não ser atingida. Uma empousa que tentava se aproximar sorrateiramente por trás dela não foi tão rápida e acabou sendo esmagada pelo corpo imenso do ciclope. Os dois viraram pó.
— Essa deve ter doído — Trish comentou ao meu lado. Me limitei a balançar a cabeça num gesto afirmativo, concentrado na luta.
Sean já havia derrotado a dracaena e agora enfrentava um cão infernal. O monstro tentou pular em cima dele, mas Sean se esquivou com facilidade, usando sua espada para abrir um corte no torso do bicho. O cão infernal ia atacar quando uma flecha pareceu surgir do nada em sua pata. Confuso e com dor, ele nem percebeu quando Sean decepou sua cabeça com um golpe de cima pra baixo de sua espada. Robin sorriu contente consigo mesma por ter ajudado, mas atrás dela uma górgona estava perigosamente perto, pronta para atacar.
— Robin!
Ao ouvir o grito Robin teve menos de um segundo para se jogar para o lado e evitar a espada voadora que girava em sua direção. Sean a tinha jogado ao mesmo tempo em que gritara e agora ela girava, rápida e mortal, por onde passava. No último segundo achei que a espada iria acertar a górgona com o cabo, mas não fui isso que a atingiu. A espada estava a poucos centímetros da mulher-cobra quando um clarão invadiu a arena seguido de um estrondo ensurdecedor. Um raio caiu no lugar onde a górgona estava transformando ela, literalmente, em pó queimado. Tudo que sobrou foi a espada fumegante de Sean.
Todos na arquibancada aplaudiram e gritaram em comemoração (e isso me inclui). Ryan tinha descido para o centro da arena para cumprimentar os dois. Robin ainda estava um pouco abalada por causa do raio que quase a atingira, mas estava bem. Sean tinha alguns arranhões aqui e ali, mas nada sério.
— Parabéns meus vingadores! — um arrepio percorreu minha espinha. Eu conhecia aquela voz.
Nêmesis estava sentada no trono debaixo de sua própria estátua. Ela se levantou e embainhou a espada que estava em sua mão. Ao meu redor todos estavam um pouco atordoados. Parecia que a deusa não aparecia sempre.
— Hoje estou aqui para passar uma mensagem. Mas antes de tudo: Ryan, você pensou naquilo que eu te falei?
Ryan parecia ser o único que parecia completamente à vontade com a presença da deusa.
— Sim, minha senhora — ele disse num tom respeitoso.
— Você esteve com ele. Acha ele digno? Concorda em ser seu guia?
— Sim, concordo.
—Então — Nêmesis levantou a voz, agora falando com todos ali presentes — Irei lhes apresentar meu mais novo iniciado, alguém a quem vocês talvez venham a chamar de irmão, a quem vocês poderão chamar de vingador…
— De quem ela está falando? — cochichei para Trish.
Ela abriu a boca para responder, mas Nêmesis se adiantou.
— Terry Rivers.
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