Between friends
9 Capítulo 9
Notas iniciais
Quando cheguei em casa aquela noite, não podia encontrar cena melhor, Emma e Henry me esperavam pra jantar. Nós conversamos sobre varias coisas, mas o que eu queria saber mesmo era se Emma já tinha falado com Hook, mas não podia perguntar aquilo na frente do garoto.
Depois que os dois lavaram as louças e fizeram uma bagunça de água por toda a cozinha, Henry subiu para fazer suas tarefas e nós duas fomos pro meu escritório. Emma sentou no sofá e me chamou pra junto dela, eu sentei em seu colo, passando os braços em volta do seu pescoço e ela envolveu seus braços a minha cintura.
– Você falou com ele?
– Não, ele... saiu da cidade. Não me disse porque, mas deve voltar em dois dias. Ele me ligou, mas eu não quis terminar com ele por telefone.
– Hum.
– Você não está com raiva está?
– Não... eu sei que terminar vai ser muito mais difícil pra você do que foi pra mim, afinal vocês estiveram juntos por um bom tempo. Talvez seja bom ele ter viajado, porque você pode pensar sobre isso e...
– Não tenho o que pensar. – Ela me interrompeu. – Eu posso ainda ser a namorada dele, mas aqui. – Ela pegou minha mão e colocou sobre seu coração. – eu sou sua. E não vejo a hora de poder dizer pra todo mundo isso. Não vejo a hora de todas as nossas noites serem assim. Eu você e o nosso filho.
– Eu amo quando você diz isso, sabia?
– O que?
– Nosso filho.
Ela sorriu e levou minha mão aos lábios, beijando-a. – Ele é nosso, sempre foi e sempre vai ser. Foi ele que nos uniu e selou nosso destino. Você cuidou dele quando eu não pude e isso só me faz te amar ainda mais.
Toquei o seu rosto e a beijei delicadamente, sem pressa. – Eu te amo tanto, Em. – sussurrei contra seus lábios.
– Mãe? – Ouvimos a voz de Henry vindo do lado de fora, imediatamente ficamos de pé. – Ah vocês estão ai, disse entrando no escritório. – Vocês vão treinar hoje? Eu posso ver?
Antes de toda essa loucura de me apaixonar por Emma começar, costumávamos treinar magia pelo menos uma vez por semana, Henry sempre adorava assistir. Emma, como eu pude constatar com o passar do tempo, era muito mais poderosa do que eu. No começo quando ela se irritava coisas voavam pela casa, vidros quebravam, mas com o tempo fui ensinando ela a controlar.
– Claro que vamos garoto. – Ela sorriu. – Porque acha que fiquei aqui hoje? Vamos.
Nós fomos para o quintal e treinamos alguns métodos de concentração, o que deixou Henry um pouco entediado. – Vocês não vão fazer nada legal? – ele reclamou.
Emma e eu trocamos um olhar de divertimento, então andei ate ela e tomei suas mãos com as minhas. – Que tal neve?
– Podemos fazer isso?
– Claro. Você pode fazer qualquer coisa, quando vai entender isso? – Fazer nevar exigiria muito de mim, mas com todo o poder que Emma tinha, seria mais do que simples.
Alguns minutos depois nosso quintal estava coberto de neve. E o inevitável aconteceu, uma guerra de bolas de neve entre nós três. Estávamos caídos no chão fazendo anjos na neve quando eu me dei conta de quão tarde estava.
– Henry, já está na hora de você ir pra cama.
– Ah mãe... só mais um pouco. Emma? – Ele encarou Emma por ajuda, sempre fazia isso.
– Você ouviu sua mãe, vá pra cama garoto.
– Ta bom. – Ele resmungou e entrou em casa.
Emma me ajudou a levantar e então me segurou pela cintura. – Sabe, as vezes parece que eu tenho mais poder a cada dia... é estranho. É quase como se eu tivesse que ficar atenta o tempo todo para controlá-lo.
– Você é fruto da magia mais poderosa de todas, o amor verdadeiro, então é normal que tenha tanto poder assim.
– É mas... olhe pra isso. – Ela ergueu a mão e faíscas de uma energia azul a envolveram. – Tenho medo de que isso saia do controle um dia.
– Não vai, eu não vou deixar. – Enlacei minha mão a sua e senti como se uma pequena carga de energia fluísse para o meu corpo. – Limpe sua mente. – fixei meus olhos nos dela. – concentre-se apenas em mim.
Ela desviou o olhar do meu em direção a nossas mãos enlaçadas quando o brilho azul desapareceu. – Desapareceu... – ela disse com certo alivio
– Você está no controle do seu poder Emma. Não o contrario.
Ela me beijou toda animada, me erguendo e nos girando. – Eu posso ficar aqui hoje? – me encarou esperançosa.
– Mas Henry...
– Ele já está dormindo. Por favor...
– Não faça essa carinha, você sabe que quando faz essa cara eu não consigo te negar nada.
– Não consegue é? – Ela mordeu o lábio. – Vamos subir então e testar essa teoria.
***
Quando me dei conta estávamos na minha cama, nossos corpos enlaçados, nossos lábios se consumindo em beijos intermináveis.
Ela sentou sobre o meu ventre e eu podia sentir claramente sua umidade contra mim. Emma passou seu braço por trás de seu corpo, guiando sua mão direto ao meu sexo e então começou a estocá-lo ao tempo que rebolava sobre mim.
Eu gemi alto quando a senti dentro de mim, enquanto meus olhos semiabertos tinham a visão de seu delicioso corpo sentado sobre o meu, se movimentando deliciosamente. – Emma... – eu arfei, sentia que estava muito perto do meu orgasmo. Ela logo entendeu isso, então saiu de cima de mim, rapidamente erguendo uma de minhas pernas, enlaçando as suas a ela, de modo que nossos sexos se encaixaram perfeitamente.
Eu arquei meu quadril contra o seu ao sentir o calor de sua umidade. Seu sexo deslizava facilmente contra o meu e nos dias gemíamos ofegantes. Nada poderia ser mais intimo. Nada poderia me fazer sentir mais dela do que eu era naquele momento. Nossos corpos clamavam um pelo outro, nossos quadris se contorciam agora de forma sincronizada, nós nos consumíamos em nosso desejo, em nosso amor uma pela outra.
– Regina... – Ela sussurrou e meus olhos encontraram os seus, todo o amor que sentíamos uma pela outra estava naquela troca de olhares.
– Eu te amo... – forcei a respiração para conseguir dizer.
– Eu também te amo. – Ela disse de volta, um lindo sorriso se formando em seus lábios. Logo nossos corpos desabaram na cama, exaustos, consumidos pelo orgasmo que tínhamos alcançado juntas.
Emma me puxou contra ela e eu descansei meu rosto em seu peito, ouvindo seu coração bater acelerado. O mundo parecia ter parado naquele momento e tudo que continuava vivo era o nosso amor. – Fica comigo pra sempre? – ela disse e eu virei meu rosto para conseguir encará-la.
– Nada me faria mais feliz, meu amor.
***
Emma chegou correndo, me pegando pela cintura e me beijando, tudo de surpresa. – Agora eu sou completamente sua meu amor... pra sempre. – Algumas lagrimas corriam o seu rosto e ao vê-las eu não pude me impedir de chorar também.
Tomei seu rosto em minhas mãos. – Eu nem acredito...
– Pode acreditar... eu terminei tudo com ele. Agora somos só nós e o nosso filho, nossa família. E nós... vamos ser felizes pra sempre.
Eu a beijei novamente em meio a toda aquela emoção, meu coração batia acelerado, tudo finalmente estava bem, estava em paz. Eu tinha minha Emma só pra mim e isso era tudo que eu sempre quis.
– Sua mãe veio falar comigo sabia?
– O que?! – Ela deu um pulo pra trás.
– Calma... está tudo bem. Ela só veio aqui... bom, pra ter certeza de que eu amo mesmo você.
– E?
– E qualquer um poderia ver que eu sou completamente apaixonada por você, Emma.
– Então está tudo bem?
– Mais do que bem, está tudo perfeito. Só precisamos falar com Henry agora.
– Essa vai ser a parte mais fácil. – Ela sorriu. – Vamos pra casa, então, amor?
– Vamos. – Plantei um beijo em seu rosto, peguei meu casaco e fomos pra nossa casa.
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