Between friends
4 Capítulo 4
Notas iniciais
Como de costume cheguei para almoçar no Grannys e Ruby já tinha uma mesa reservada para mim, ela pediu que outra garçonete a substituísse e se juntou a mim, era nosso costume almoçar juntas, na verdade Emma também costumava se juntar a nós, mas as coisas haviam mudado desde que ela tinha começado a namorar.
– Então, como foi a noite? – Ruby disse sem perder tempo.
– A noite? Hum... eu... – Levei um segundo para processar que ela estava perguntando sobre Robin e não sobre Emma. – Foi legal.
– Só legal?
– É, ele é um cara legal.
– Mas?
– Mas eu acho que não vai dar certo.
– Foi só o primeiro encontro, você não tem como saber ainda. Vocês tem que sair mais algumas vezes.
– É, pode ser.
Ruby me encarou por um segundo. – O que você não está me contando?
Droga! Como ela sempre fazia isso? Sempre sabia quando eu estava escondendo algo. – Nada.
– Regina... – Ela ergueu a sobrancelha.
– É serio, não é nada.
–Vai mesmo mentir na cara dura pra sua melhor amiga?
– Ruby, eu...
– Olha a Emma chegou! – Ela me interrompeu. – Vou chamar ela aqui pra me ajudar a arrancar de você o que está escondendo... – Sua fala morreu quando ela viu que Emma não estava sozinha. – Ah droga, ela está com Killian. Mas então? – Se virou pra mim. – Vai me contar ou não?
– Ruby, você me dá um minuto? – Disse já levantando sem esperar por uma resposta. Eu queria não me importar, na verdade eu não deveria me importar, mas ver Emma ali com Killian depois do que tinha acontecido entre nós mexeu comigo.
Eu entrei no banheiro apressada e fiquei andando de um lado pro outro, queria desaparecer dali, logo pensei em usar magia, fazia tanto tempo que eu não usava meus poderes, mas abriria uma exceção.
A porta do banheiro se abriu atrás de mim e eu me virei assustada. – Emma...
– Oi. – Ela andou ate mim e me pegou pela cintura. – Não quero que você pense que eu te segui ate o banheiro, mas eu te segui ate o banheiro. – Ela sorriu. – Quais as chances de eu conseguir te roubar um beijo?
– Em, Killian está lá fora e Ruby anda desconfiada.
– Você acha que eu me importo? Tudo que eu consigo processar agora é como os seus lábios parecem deliciosos.
– Emma...
– Por que você nunca facilita pra mim em? – Disse aproximando os lábios dos meus. – Ate parece que não quer me beijar. Você não quer? – Seus lábios se arrastavam provocativamente pelos meus.
– Eu quero... – Sussurrei. E dane-se a lógica, eu desejava Emma mais do que qualquer coisa e não iria mais me negar isso. Ela me beijou ao tempo que me guiava para dentro de uma das cabines.
Seus lábios sugavam os meus com voracidade, sua língua envolvia a minha com um desejo de me possuir sem tamanho. Nos separamos ofegantes e nos encaramos, ela sorriu e começou a plantar beijos pelo meu pescoço que foram traçando um caminho ate ela ter seus lábios contra minha orelha. – Eu quero tanto você... – Ela murmurou. – me deixa chupar você, vai? – sua voz era rouca carregada de desejo. Ela se afastou e seus olhos encontraram os meus, eles queimavam de paixão. – deixa? – um sorriso sínico se formou no canto dos seus lábios. Como eu poderia negar alguma coisa a ela? Eu dei um leve aceno de consentimento.
Ela me beijou de novo, dessa vez com mais intensidade se é que era possível, suas mãos foram as minhas pernas e ela me empurrou contra a parede, ao tempo que me enguia, fazendo com que eu envolvesse sua cintura com as minhas pernas. Emma me beijava e pressionava seu corpo contra o meu, remexia lentamente seu quadril. Nós duas tínhamos nossos gemidos abafados por nossos beijos intermináveis.
Ela me colocou no chão novamente, tinha sua testa colada a minha, suas mãos foram a minha saia e a ergueram ate deixá-la em minha cintura, depois foram a minha calcinha e ela a deslizou ate o meio das minhas cochas, ela passou a língua pelos meus lábios e depois os mordeu e então se ajoelhou diante de mim.
Minha respiração era difícil e eu só conseguia ficar obsevando atentamente tudo que ela fazia. Emma plantou beijos pelas laterais internas das minhas pernas, seus lábios quentes e molhados mandando um arrepio por todo o meu corpo. Ela estava me provocando, dava leves mordidinhas que me faziam geme baixinho. – Emma... – eu ofeguei. – não seja má.
Ela sorriu e me encarou de baixo pra cima. – Tão molhada... – Disse mordendo os lábios.
– Por favor... – Aquilo era uma tortura. Ela tinha seus lábios tão perto do meu sexo que eu conseguia sentir sua respiração contra minha umidade.
– O que você quer? – Ela provocou.
Eu arqueei meu quadril em resposta.
– Me diga o que você quer. – Disse com firmeza.
– Eu quero que você me chupe... – disse em uma voz sofrida.
– Seu desejo é uma ordem minha rainha.
Eu arquejei quando senti seus dedos abrindo espaço para sua língua me invadir. Ela me lambia desenfreadamente e eu queria mais, muito mais. Minhas mãos foram aos seus cabelos forçando ela gentilmente contra mim. Eu senti sua língua me penetrar e me provocar. – Oh... Em... ma... isso... chupa gostoso sua rainha... – Eu disse, esquecendo completamente onde estávamos e que qualquer um poderia entrar ali.
Os lábios de Emma eram vorazes, cheios de pressa, pareciam nunca se saciar. Meu corpo inteiro vibrava em resposta, meu rosto estava voltado para cima e minha boca estava entre aberta, respirando com dificuldade. – Emmaaa... – Eu gemi quando cheguei ao meu ápice e gozei deliciosamente em seus lábios, que nunca saíram de mim ate sugar a ultima gota.
Ela ficou de pé diante de mim e sustentou o peso do meu corpo enquanto eu curtia meus últimos espasmos causados pelo orgasmo. – Você é de li ci osa. – Ela proferiu a palavra lentamente contra minha orelha.
Eu sorri me virando para encará-la e a puxei para beijá-la, ela ficou um pouco surpresa, porque era sempre ela que tomava a iniciativa em nossos beijos, mas logo correspondeu com o mesmo desejo de sempre.
Afastamos-nos e depois de um momento de silencio ela disse. – Eu vou deixar você se recompor. – se virou para sair, mas eu alcancei sua mão.
– Você vai dormir comigo hoje? – Perguntei esperançosa.
Eu vi o conflito ficar evidente em seu rosto. – Regina... hoje eu não posso. Sinto muito.
– Tudo bem. – Eu disse forçando um sorriso. Mas não estava tudo bem.
– Nos vemos amanhã? – Ela sugeriu.
– Claro.
E com mais um beijo ela me deixou.
***
Quando eu sai do banheiro Emma não estava mais no Grannys, mas encontrei um Ruby me olhando com um sorrisinho de canto de boca. – Eu já vou, a gente se vê depois. – Tentei escapar.
– Ah mas nem pensar que você vai fugir fácil assim. – Ela me pegou pelo braço e me levou pra fora da lanchonete. – Por que não me disse logo?
– Disse o que? – Me fiz de desentendida.
– Que você e a Emma estão se pegando.
– Ai meu deus, não. Não está acontecendo nada.
Ela franziu os olhos pra mim. – Mesmo? E porque passaram tanto tempo no banheiro.
– Hum... nós...
– Regina!
– Droga, Ruby como é que você não deixa passar nada em?
Ela sorriu. – Então é serio isso?
– Sim.
– Nossa... – Ela parecia um pouco chocada agora que eu havia confirmado sua teoria. – Vocês são loucas.
– Ideia da Emma, não minha.
– E como isso funciona?
– Nem eu mesma sei.
– E o namorado dela?
– Nunca vai saber.
Ruby sorriu. Ela estava adorando tudo aquilo, nunca tinha gostado de Killian. – Vocês não iam mesmo me contar.
– Claro que não. Isso era pra ser segredo.
– Hum... se é pra ser segredo deviam ser mais discretas, se pegarem no banheiro do Grannys não é a melhor ideia. Tive que impedir duas pessoas de entrarem lá.
Eu a encarei surpresa. – Foi mal.
– Vocês não tem um pingo de juízo.
– É tudo culpa da Emma. – Eu sorri.
– Claro, claro. – Ela também sorriu.
***
Já era madrugada, mas eu não tinha pregado os olhos. A campainha tocou me fazendo quase pular da cama. Eu desci preguiçosamente as escadas, não fazia ideia de quem seria, mas não estava com humor pra ver ninguém, ainda mais aquela hora.
– Oi – Emma tinha um leve sorriso nos lábios, quase tímido. – Eu posso dormir com você?
Eu ergui a sobrancelha. – Pensei que hoje você não podia ficar aqui hoje.
Ela deu um passo a frente, me pegando pela cintura. – E eu pensei que conseguiria dormir sem você. Mas... eu não consigo. – Emma me envolveu em seus braços em um abraço apertado. – Eu preciso do seu cheiro, da sua pele contra a minha pra conseguir dormir... eu posso ficar?
– Por mim você ficaria pra sempre. – Sorri e enlacei minha mão a dela levando-a para o meu quarto.
Emma dormiu em meus braços mais uma vez, tão linda, tão minha, pelo menos por aquela noite. Como eu podia a querer tanto? Porque eu a queria, a queria todos os dias, pro resto da minha vida. Queria que ela fosse só minha, mesmo que soubesse que esse desejo estava longe de se realizar.
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