Between friends
2 Capítulo 2
Notas iniciais
Tinha acabado de me aprontar quando a campinha tocou. – Ele deve estar adiantado. – Disse pra mim mesma enquanto retocava meu batom. Descia as escadas apressada e abri a porta.
– Oi. – Emma disse me encarando surpresa.
– Oi, Em, eu não sabia que você vinha...
– Pra onde você vai, linda assim?
– Eu... tenho um encontro... – Disse meio sem jeito.
Ela franziu as sobrancelhas pra mim. – Hum... eu pensei que pudéssemos passar a noite aqui vendo algum filme...
– Desculpe querida, se você tivesse avisado antes.
– Não, tudo bem... – Uma espécie de silencio estranho se estabeleceu entre nós. Ela me encarou como se quisesse me dizer alguma coisa, mas permaneceu em silencio.
– Robin deve estar chegando.
– Ah é com ele que você vai sair. – Disse em tom de reprovação.
– Por que essa cara? Ele é legal.
– Você merece mais.
– Não vejo alguém melhor como opção.
– Hum... – Ela mordeu o canto do lábio. – tudo bem, vá pro se encontro, eu vou ficar aqui.
– Como é? – Ergui a sobrancelha.
– Vou ficar aqui e quando você chegar vai me contar tudo como foi. E então vai me dizer que eu estava certa.
Eu revirei os olhos. – Emma... – Eu comecei a protestar, mas buzina do carro me interrompeu.
– Que cavalheiro, nem vai descer pra buscar você. – Ouvi ela resmungar enquanto eu saia.
“Droga, Emma, sua fdm, como eu vou conseguir me concentrar no meu encontro sabendo que você vai estar em casa me esperando?” me peguei pensando antes de entrar dentro do carro.
***
Cheguei em casa e Emma estava no meu sofá, vendo TV, como se a casa fosse dele. Eu sorri e andei ate ela. – Está confortável, miss Swan? — ergui a sobrancelha.
– Estou. – Me disse com a cara mais cínica. – Então, como foi o seu encontro? – Ela disse se afastando um pouco e indicando que eu deitasse com ela no sofá.
– Foi ótimo. – Me juntei a ela.
– Só isso?
– O que você quer mais que ótimo?
– Nada de “ai meu deus, ele é o amor da minha vida”. – Ela caçoou.
– Foi só nosso primeiro encontro.
– Vocês vão namorar?
– Eu não sei. Por que você não gosta dele?
– Não sei, só não gosto.
Eu a encarei e então descansei meu rosto em seu peito. – Por que você está aqui e não com seu namorado? – disse depois de um tempo.
– Porque hoje é noite dos garotos. E eu pensei em fazer uma noite das garotas, mas minha melhor amiga estava ocupada demais com o novo namorado.
– Você está com ciúmes é? – Provoquei.
– Não, só não gosto dessa ideia.
– Ah claro, você pode ter um namorado e eu não. Tenho que ficar aqui a sua disposição pra ser sua amiga sempre que seu namorado estiver ocupado?
– Sim. – Eu não via seu rosto, mas podia sentir que ela estava sorrindo.
– Sínica. – Eu sorri também. – Você vai gostar dele, quando conhecê-lo melhor.
– Hum... vamos ver.
Ficamos em silencio por alguns minutos e eu me deixei envolver na gostosa sensação que era estar nos braços de Emma.
– Posso dormir aqui com você, como ontem? – Ela perguntou.
Ah ontem, parecia ter acontecido há tanto tempo atrás. – Em, sobre ontem... eu tenho que te contar uma coisa.
– O que?
– Ontem, você... hum.. bem... você...
– Vai me contar ou vai ficar gaguejando a noite toda?
– Você pediu pra eu te beijar. – Soltei de uma vez. – E tipo, meio que estava se jogando pra mim. – Eu me virei pra poder encará-la. Emma tinha uma expressão surpresa e ao mesmo tempo divertida no rosto.
– E você me beijou?
– Não, claro que não, você estava bêbada, não sabia o que estava dizendo.
Ela me encarou e mordeu o lábio nervosamente. – E se eu te pedisse pra você me beijar agora.
Eu recuei, minha cabeça deu um giro de 360°. Emma estava mesmo dizendo o que eu achava que ela estava dizendo? – Emma, você... quer que eu te beije? – Ela não me deu uma resposta, simplesmente levou a mão ao meu cabelo e guiou meu rosto em direção ao dela, arrebatando meus lábios com os seus, sua língua domando a minha e reclamando-a como sua. Foi tudo tão intenso, eu logo me deixei levar pela paixão com a qual ela me beijava. Suas mãos puxaram o meu corpo, deixando-o totalmente sobre o seus. Eu gemi com os lábios ainda colados aos dela e arqueei meu quadril involuntariamente contra seu corpo.
Quando nos separamos, nossos olhares se encontraram e pareceram estar perdido em meio a tantas palavras que poderiam ser ditas. – O que estamos fazendo. Em? – eu disse quase aflita.
– Nos beijando. – Ela disse com sua melhor cara de safada.
– Eu estou falando serio. – Disse saindo de cima dela e sentando no sofá.
– Eu também. – Ela sorriu, mas logo percebeu que eu estava seria. – Ok... eu quis te beijar, você quis me beijar, não tem nada demais.
– Não tem nada demais? – Disse exasperada. – Você é minha melhor amiga.
– E sempre vou ser. – Ela tomou minha mão com a sua. – Isso... pode ficar só entre nós.
Eu a encarei, completamente abismada, então ela continuou.
– Já ouviu o termo “amigos com benefícios”
– Emma! Isso não é certo.
– Então, você não quer me beijar de novo?
– Eu... – O que iria dizer? Queria beija Emma mais do que qualquer coisa. – não sei.
– Eu sei que eu quero beijar você de novo. – Ela se aproximou para me beijar, mas eu me esquivei. Tudo estava acontecendo tão rápido, eu estava surpresa e possivelmente assustada.
– O que... o que são exatamente esse benefícios? – Gaguejei.
Ela sorriu. – Bom, vamos começar com isso e depois vemos. – disse me puxando para me beijar de novo. E simples assim, qualquer pensamento de medo abandonou a minha mente e foi substituído por aquele desejo latente.
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