Notas iniciais
Feelings

– Não... – eu disse entre lagrimas e me recostei contra a parede do banheiro, deixando meu corpo deslizar ate o chão. Depois de tudo que passei para conseguir minha felicidade eu não esperava por aquilo, Emma nunca me perdoaria.

Eu encarei o teste de gravidez em minhas mãos, o terceiro deles, todos tinham dado positivo. Eu não podia nem criar a ilusão de que era um engano. Eu estava grávida, grávida de Robin.

– Mãe? – Ouvi Henry entrar no meu quarto.

– Já estou indo querido. – Disse de dentro do banheiro. Emma tinha acordado cedo e já tinha ido trabalhar, eu tinha ficado de levar Henry pra escola.

Eu tentei me recompor, mas as lagrimas teimavam em sair. A maior parte de mim estava triste, mas uma parte lá no fundo sabia que eu sempre tinha querido ter um filho. Eu passei a mão pela minha barriga, nenhum sinal da gravidez era evidente, mas não demoraria muito para isso mudar. Eu tinha dormido com Robin quase dois meses atrás, antes voltar com Emma e nós começarmos a namorar.

Apesar de ter sido antes eu sabia que ela não entenderia. Eu sabia que ia perdê-la e isso estava me aterrorizando.

Depois que deixei Henry na escola, fui direto para prefeitura, tentei ocupar minha mente de todas as formas possíveis, mas eu não conseguia esquecer o fato de que iria ter um filho. Um breve sorriso passou pelos meus lábios, meu coração pendia entre a angustia e a felicidade. Não importava o que acontecesse, eu iria amar aquela criança, assim como amei Henry.

***

Já era tarde quando eu cheguei em casa, adiei o Maximo possível minha volta. Sabia que Henry não estaria em casa aquela noite, pois estava acampando com David, então seriamos só eu, Emma e a minha noticia que iria mudar completamente nossas vidas.

Entrei na sala já me descalçando dos meus saltos, parecia ter corrido uma maratona sobre eles. A teve estava ligada, Emma estava encolhida em um dos cantos do sofá, ao me ouvir imediatamente ela tirou a atenção do seu filme e se virou para mim, me dando o sorriso mais encantador do mundo.

– Amor, você demorou a chegar.

– Eu tive muito trabalho hoje... – Forcei a voz para esconder meu nervosismo. Andei ate o sofá e sentei ao lado dela.

– O que foi? – Seu sorriso logo se transformou em um olha de preocupação, meu olhar tinha entregado que algo estava errado.

– Me desculpe... – Eu murmurei e logo lagrimas correram o meu rosto. Eu me joguei em seus braços, deixando todo o desespero que tinha guardado o dia inteiro vir à tona. – me perdoa Emma...

– Amor, o que está acontecendo? – Ela tomou meu rosto em suas mãos, me forçando a encará-la. – Não chora... – secou as lagrimas que teimavam em cobrir o meu rosto.

– Emma... – Eu não conseguia falar, um nó parecia ter se formado em minha garganta. Eu iria perdê-la, iria perder o amor da minha vida.

– Regina, me diga o que está acontecendo, eu não aguento te ver assim. Por favor amor...

Eu tirei suas mãos de meu rosto e tentei me recompor, seus olhos avaliavam cada um dos meus movimentos com preocupação. – Eu te amo, você sabe disso não é?

– Claro que sei. – Ela enlaçou sua mão a minha, tentando me passar coragem talvez, mas aquilo só me deixou mais triste, a possibilidade de nunca mais poder tocá-la me aterrorizava.

– Emma, eu juro que eu não planejei nada disso, mas... eu estou grávida.

Seu rosto permaneceu impassível e esperei impacientemente sua reação transtornada que não veio. – Há quanto tempo você está grávida? – disse com uma voz calma.

– Eu não fiz nenhum exame, mas... 2 meses provavelmente, foi a ultima vez que eu... bom, fiquei com Robin.

Ela sacudiu a cabeça negativamente. – Não... – ela deu um meio sorriso.

– Emma, você ouviu o que eu disse?

– Sim, com toda certeza. – Ela se aproximou e colocou a mão sobre a minha barriga. – Já passou pela sua cabeça que você está grávida desde o dia da nossa guerra de neve no quintal? O dia que você disse que eu podia fazer qualquer coisa.

Eu a encarei ainda sem entender. – Emma, o que você quer dizer?

– Eu quero dizer que naquela noite, quando estávamos juntas, tudo que eu conseguia pensar era em como seria se tivéssemos um filho juntas...

– Emma, isso não é possível. – Eu disse cética. – Eu nunca ouvi falar de uma magia assim.

– Você não confia em mim? – Ela fixou seus enormes olhos verdes em mim.

– Confio, mas...

Ela pôs o dedo sobre os meus lábios me silenciando e então se inclinou recostando sua orelha contra minha barriga. – Eu posso sentir que ela é minha.

– Ela? – Eu ergui a sobrancelha. – Não tem como você saber se é ela...

Ela me encarou e sorriu com divertimento. – Quantas coisas que a maioria das pessoas julgaria impossível já aconteceram com a gente?

– Eu nem posso contar quantas.

– Então, por favor, quer parar de ser teimosa e acreditar em mim.

– Tudo que eu mais quero é acreditar.

– Então acredite. – Emma disse e então selou seus lábios aos meus e de alguma forma eu soube que ela estava dizendo a verdade. Que eu teria uma filha nossa.

***

– Isso é... tão incrível! – Henry disse animado. Eu tinha ficado preocupada sobre contar para ele sobre a irmã, assim como antes eu tinha ficado preocupada em contar a ele sobre Emma e eu. Mas nos dois casos ele reagiu muito bem. Eu tinha um filho maravilhoso.

– Você vai ter que nos ajudar a cuidar dela, garoto. – Emma sorriu.

– É claro que eu vou! Vou ensinar ela a andar a cavalo e a lutar com espadas.

– Acho que você vai ter que esperar ela crescer um pouquinho pra isso. – Eu sorri.

– Tudo bem, eu espero.

Logo a noticia de que teríamos um bebê se espalhou, Ruby, Snow e David foram os próximos a saber. Nenhum deles questionou nada, mas eu sabia que tinham as mesmas duvidas que eu quanto a criança. Quanto a Emma ela permanecia tranquila, tendo certeza de que o bebê era de nós duas.

***

9 meses depois.

Meu rosto estava coberto de lagrimas, eu estava cansada, mas tinha um sorriso enorme no rosto. Emma andou ate minha cama, também tinha um sorriso enorme no rosto. – Diga oi pra mamãe. – Ela sussurrou para a bebêzinha em seus braços, então a passou para os meus.

No momento que a peguei no colo senti todo o poder que aquela pequena vida carregava. Eu encarei minha filha, seus lindos olhos verdes me examinavam com curiosidade. – Ela é mesmo nossa... – Eu disse com a voz emocionada.

– Claro que é. Nossa filha, filha da magia mais poderosa de todas. Amor verdadeiro. O nosso amor. – Emma se inclinou e plantou um leve beijo em meus lábios e não pude me impedir de sorrir, ninguém poderia ser mais feliz do que eu estava naquele momento.

Henry entrou no quarto e sentou cuidadosamente ao meu lado. – Ela é linda. – Encarou a irmão com encanto no olhar. Ele tocou a mão da menininha que prontamente agarrou seu dedos e não quis mais soltar. – Ela se parece com você, Emma. – Henry sorriu para a outra mãe.

– E é por isso que ela é linda. – Eu disse com o olhar fixo em Emma que agora estava sentado do outro lado da minha cama.

– Ei como ela fez isso? – Henry disse surpreso. Eu encarei sua mão e pequenos cristais de gelo tinham começado a se formar nela.

Emma e eu nos encaramos, também surpresas. – Acho que arrumamos uma irmãzinha mágica pra você garoto. – ela sorriu.

– Legal!

– Dia de neve. – Emma sussurrou contra minha orelha. Lembrando do dia em que nossa filha tinha sido concebida.

– Como vamos chamá-la? – Henry disse curioso.

Antes que eu pudesse dizer qualquer coisa Emma respondeu por mim. – Elsa. Elsa Mills Swan.

– É um lindo nome, amor.

– Então princesa Elsa, quando você crescer nos vamos ter grandes aventuras... – Henry conversava baixinho com a irmã.

Emma e eu sorrimos, teríamos trabalho com aqueles dois. Mas eu mal podia esperar por isso.

– Obrigada. – Eu disse não contendo as lagrimas emocionadas. – Você me deu tudo que eu tenho de mais precioso.

Emma acariciou meu rosto gentilmente. – Eu não te dei nada, nós construímos isso juntas. – Ela beijou minha testa. — E é assim que vai ser pra sempre, meu amor. Você sempre foi o meu destino, agora eu posso ver isso... olhe pra nossa família, olhe pro quanto ela é linda, não consigo me imaginar em nenhum outro lugar que não seja aqui junto de vocês.

– Eu te amo, Em.

– Eu também te amo, Regina.

– Nós também amamos vocês. – Henry sorriu fazendo Elsa acenar para nós.

– E nós mamamos vocês. – Eu disse para os meus filhos.

– Mais do que tudo. – Emma completou.

Um dia eu me questionei sobre vilões não terem finais felizes, Emma me mostrou que eu não era uma vilã, ela acreditou em mim quando nem eu mesma acreditava, ela me mostrou bondade como ha muito eu não via. Emma ficou ao meu lado e se tornou minha melhor amiga, estar ao lado dela me fez querer ser uma pessoa melhor, me fez ver que o amor pode ser mais forte do que tudo, me apaixonar por ela foi a coisa mais arriscada que fiz, mas também foi a melhor coisa que eu fiz. O nosso amor cresceu pouco a pouco, sem pressa ou pretensão alguma e hoje ele era tão forte que tinha nos dado nosso pequeno milagre, Elsa, que veio para provar que juntas poderíamos fazer tudo.

Fim

Notas finais
Entããão gostaram? Bebê magico o/ e não qualquer bebê magico, bebê Elsa *--* Frozen
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!